quinta-feira, 25 de junho de 2015

TITO - Estudo 8: PALAVRAS FINAIS A TITO - cap. 3. 8 – 15.

Neste texto encontramos:
- O ministro de Deus não cessa de reafirmar à igreja as palavras que são verdadeiras, boas e proveitosas: aqueles que crêem em Deus devem aplicar-se às boas obras. v. 8.
- O ministro de Deus usa de maneira inteligente o seu tempo e as palavras. Não se detém com conversas, debates ou confrontações que nada edificam. Exemplo: a) fazer conjecturas no que a Bíblia silencia; b) doutrinas de homens; c) genealogias; d) temas da antiga aliança que não foram incorporados à nova aliança devido ao seu valor temporal; e) heresias.  v. 9.
- O ministro de Deus depois de orientar, afasta-se de pessoas que lançam a divisão na igreja. As palavras ditas a uma pessoa obstinada perdem gradativamente seu valor de convencimento. v. 10; Provérbios 6. 16 – 19. 
- A pessoa obstinada, isto é, aquela que não se deixa aconselhar pelas Escrituras, peca conscientemente e por isso já se condenou. v. 11; João 8. 43, 46; Romanos 6. 16, 20, 22; 2 Pedro 2. 19b.
- Ao nomear Ártemas e Tíquico para substituírem Tito em Creta, Paulo recomenda que Tito se reencontre com ele em Nicópolis, cidade da vitória e localizada a oeste da Grécia onde decide passar o inverno. v. 12,
- Paulo solicita a Tito que tome todas as providências na viagem de Zenas, o jurista, e Apolo, pregador eloquente. v. 13.
- Paulo repete a recomendação: é inerente à natureza cristã ser frutífero em boas obras e não improdutivo. v. 14, 8; João 15. 1 – 8; 20; Mateus 10. 24.
- Os que estão com Paulo saúdam a Tito e àqueles que o amam por serem parceiros na mesma fé. A Graça de Deus está presente e opera na vida de quem O ama. Amém. v. 15.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo encerra sua breve e rica carta ao jovem discípulo-pastor orientando-o nos procedimentos ministeriais adequados na liderança das igrejas na ilha de Creta. Reforça alguns conselhos e alerta Tito a fazer uso inteligente do tempo e das palavras tanto na proclamação da sã doutrina como na disciplina cristã a ser adotada com os insubmissos e divisionistas que insistiam em ser ouvidos na igreja.
Os fiéis que se ocupam na prática das boas obras oferecem as respostas mais eficazes àqueles que pela negligência tumultuam o ambiente de paz a existir na igreja de Cristo. 
FOCALIZANDO A VISÃO
No final de sua carta a Tito, o apóstolo Paulo relembra-o de que deve reafirmar as verdades fundamentais do Evangelho. Deus em Cristo manifestou o Seu amor em graça e misericórdia na salvação daqueles que pela fé Nele creem como Senhor e Salvador. Efésios 2. 8 – 10.
Na salvação o que conta é o que Deus fez em Cristo por nós e em nós e não o que poderíamos fazer para alcançá-la ou merecê-la. Ela não é conquista, é presente divino. João 3. 16; Romanos 5. 8.
Pecadores nada podem oferecer a Deus senão os seus pecados para serem perdoados. Uma vez salvo pelos méritos do Senhor Jesus, o salvo manifesta o caráter de Cristo pela prática das boas obras que Deus antecipadamente preparou para que fossem executadas para Sua honra e glória, nossa edificação e alegria, estendida aos beneficiados. Lucas 15. 10; 18. 13; Efésios 2. 10.
A seguir o apóstolo Paulo orienta o jovem discípulo-pastor Tito a usar inteligentemente o tempo disponível para que não perca seu foco ministerial. Alerta-o de que o ministro de Deus não desperdiça o seu tempo com conversas, debates ou confrontações tolas que nada edificam. Evita fazer conjecturas naquilo que a Bíblia silencia. Não se detém em ouvir ou ler sobre doutrinas de homens que se opõem à sã doutrina. Afasta-se da análise especulativa de temas ou conteúdos da Antiga Aliança que devido a sua temporalidade não foram incorporados pela Nova e Eterna Aliança cujo Mediador e a quem devemos ouvir é o Senhor Jesus Cristo. Ele é o fundamento da igreja utilizado pelos apóstolos para edificá-la. 1 Coríntios 3. 11. Aprofunda-se na leitura, estudo, meditação e exposição fiel das Escrituras ao invés de se deter na análise dos ensinamentos heréticos ou antibíblicos e que por si só não resistem à verdade revelada por Deus em Cristo. 
O ministro de Deus investe sua vida e o que possui no cuidado das ovelhas interessadas em ouvir a Palavra de Deus ou à voz do Bom Pastor. Não se desgasta com aqueles que lançam a divisão na igreja. Estes são obstinados em sua imaturidade e não se deixam convencer pelo bom senso. Depois de uma ou duas orientações ou advertências, o melhor é se afastar deles porque em cada encontro suas palavras gradativamente perdem seu valor de convencimento. Quem não ouve o que Deus diz em Sua Palavra porventura ouvirá quem fala dela? Provérbios 6. 16 – 19. A esse respeito o Senhor Jesus usou uma linguagem forte em relação aos insensatos e divisionistas: “Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão”.  Mateus 7. 6. (NVI). Infelizmente o que se vê em nossos dias é que muitos obreiros estão fazendo alianças com os ‘porcos’ para manterem o seu emprego de religioso. Fazem isso “porque preferem a aprovação dos homens e não a aprovação de Deus”. João 12. 43. O fato de apascentarem a si mesmos os leva a se autodestruírem ministerialmente e levam consigo seus seguidores a essa mesma decadência.  
Uma vez Tito tendo terminado sua missão em Creta, o apóstolo deseja reencontrá-lo em Nicópolis ou cidade da vitória, localizada a oeste da Grécia onde pretende passar o inverno. Deixará em seu lugar Ártemas e Tíquico. Dariam continuidade ao que fora realizado por Tito. Essa visão de continuidade ministerial é elemento a ser considerado por aqueles que amam a igreja de Cristo e não desejam fazer apenas uma administração personalista. As marcas ministeriais na história da igreja devem ser de todos e não de apenas um ou alguns. Não há presente sem passado ou futuro.
O apóstolo faz questão de honrar aqueles que colocam sua vida e talentos à serviço do Senhor. Tal é o caso de Zenas, o jurista e de Apolo, o eloquente pregador. À igreja cabe a sustentação financeira daqueles que nela servem ao Senhor. Gálatas 6. 6.
Finalmente, o apóstolo Paulo repete pela quarta vez a necessidade da presença das boas obras na vida dos salvos. Elas revelam o que há em nosso interior. Afinal, a ortodoxia (correção no crer) e ortopraxia (correção no fazer) caminham juntas. É nessa coerência que o Evangelho é conhecido e reconhecido na comunidade onde está a igreja. Tito 2. 7, 14; 3. 8, 14.
É inerente à vida cristã ser frutífero em boas obras. A esse respeito o Senhor Jesus afirmou: “A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Assim pelos seus frutos vocês os reconhecerão!”. Mateus 7. 18, 20. O trigo e o joio, de aparência semelhante, só são reconhecidos em sua verdadeira natureza pela presença de frutos (no trigo) e ausência de frutos (no joio). No final da colheita o trigo será recolhido e guardado e o joio recolhido e queimado. Mateus 13. 30.
Os irmãos que estavam com Paulo enviaram por essa carta as saudações cristãs aos irmãos em  Creta desejando-lhes graça e paz. A graça de Deus está presente, opera e se manifesta na vida de quem O ama. Graça e Paz. Amém.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Usar de forma inteligente o tempo é uma forma de praticar boas obras.
DETALHES
- Fazemos bom uso do tempo todas as vezes que o utilizamos na realização do que agrada a Deus, venha edificar-nos e edificar os que nos cercam. 
- O tempo que você desperdiça é irrecuperável. Jamais invista o seu tempo no que é de nenhum valor.
- As boas obras a serem praticadas pelos cristãos já foram reveladas por Deus em Sua Palavra.
APLICAÇÃO
- Use sabiamente o tempo e as palavras na prática das boas obras. 
PENSAMENTO
O tempo e as palavras podem ser bons ou maus investimentos. Os ganhos e as perdas estão vinculados ao uso que damos a eles.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Quanto aos nossos, que aprendam a dedicar-se à prática de boas obras, a fim de que supram as necessidades diárias e não sejam improdutivos”. v. 14.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor sabedoria para usar adequadamente o tempo e as palavras. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

TITO - Estudo 7: A NOVA VIDA NOS RELACIONAMENTOS - cap. 3. 1 – 7.

Neste texto encontramos:
- Submisso à autoridade de Deus o cristão honra e obedece às autoridades constituídas dentro ou fora da igreja de acordo com os princípios do Evangelho. v. 1a; Atos 4. 19 – 20; 5. 29. 
- O cristão se disponibiliza para fazer sempre o que é bom aos olhos de Deus. v. 1b; Eclesiastes 9. 10; Efésios 2. 10.
- O cristão não se alinha com aqueles que maldizem, mas onde está cultiva a paz, a amabilidade e a mansidão.  v. 2.
- O cristão deixa o passado no passado. A insensatez, a desobediência, o engano, a escravidão a paixões e prazeres, a maldade, a inveja e o ódio pertencem à vida de outrora. Não mais são cultivados na vida de agora. O que era prazeroso, agora é abominável. v. 3. 
- Deus manifesta soberanamente em graça, justiça e misericórdia o Seu amor incondicional e insondável por nós. Para isso leva em conta o que Ele é e o que somos aos Seus olhos: carentes da Graça e da Misericórdia de Deus. v.  5a.
- Somos salvos pelo acolhimento da Graça de Deus através da fé em Jesus Cristo. Isso ocorre graças à ação do Espírito em nós por Sua Palavra. Ele nos santifica e purifica para vivermos a vida que agrada a Deus. Não há nada em nós que nos faça melhores sem Ele. v. 5 – 6; Lucas 3. 16; Romanos 5. 5; 1 Coríntios 12. 13.
- Em Jesus Cristo Deus nos considera justificados, isto é, aceitos e sem culpa diante Dele. Ele nos habilita para sermos recompensados com a vida eterna e nos faz coerdeiros com Cristo de tudo o que o Pai Lhe reservou na eternidade. Essa promessa e ação divina nos dão a certeza e realimenta a nossa esperança do encontro com Cristo em Seu retorno glorioso. v. 7.
VISÃO GERAL
A nova vida em Cristo através de Sua morte e ressurreição e nossa inclusão nelas abre-nos uma nova dimensão de vida no relacionamento com Deus e nossos semelhantes. Tem os seus efeitos na história e na eternidade. Ela é o portal que nos dá acesso à eternidade com Deus, uma realidade inimaginável, indizível e insondável.   
FOCALIZANDO A VISÃO
O fato de submeter-se em amor à autoridade do Deus de amor e se deixar guiar pelos princípios do Evangelho sublinhados no Sermão do Monte cujo conteúdo expressa o caráter do Senhor Jesus faz com que o cristão naturalmente seja submisso às autoridades constituídas no campo político, militar e eclesiástico. É evidente que nessa obediência às autoridades humanas prevalece a obediência à autoridade divina a quem todo o joelho se dobrará. Atos 4. 19 – 20; 5. 29; 16. 36 – 39.
Ninguém dentre as autoridades humanas deverá se considerar superior ao seu semelhante para oprimi-lo com leis injustas ou leis aparentemente justas, mas moralmente em desacordo com as Escrituras. Citamos como exemplo a prática de jogos legalmente permitidos em que seus participantes visam lucros instantâneos para fugirem da carência. Esses jogos contrariam a lei divina expressa no princípio de que: “Com o suor do teu rosto você comerá o seu pão até que volte à terra...”. Gênesis 3. 19. Com essas palavras o Criador também não admite que pessoas comam o pão com o suor de outros e não com o seu próprio suor. São os preguiçosos, oportunistas, espertalhões e gananciosos. Destes não é pequeno o número daqueles que criam igrejas à sua imagem e semelhança para que possam ser reverenciados. Esses que se ungiram como notáveis e se distanciam dos seus seguidores ao se colocarem como superiores em santidade vivem no luxo e nas várias formas de imoralidade cuidadosamente ocultadas aos olhos daqueles que religiosamente foram atraídos por eles.
Os preguiçosos jamais podem reivindicar para si qualquer direito ou respeito de quem trabalha. Provérbios 6. 6; 2 Tessalonicenses 3. 10. Um dia o Deus que não cessa de trabalhar exporá à vergonha pública o verdadeiro caráter dos oportunistas e mentirosos. Mateus 7. 21 – 27; Lucas 12. 2 – 3.
A história revela: na medida em que a criatura se volta contra o Criador, novas leis são geradas para dar legalidade ao que Deus não aprova. Citamos como exemplo a formação da família estabelecida segundo os propósitos divinos. O cristão jamais será justificado ou aceito como inculpável diante de Deus caso se submeta às leis humanas que estão  em frontal rebeldia contra a lei divina que instituiu a família. Gênesis 2. 18 – 24; Mateus 19. 6; Romanos 1. 18 – 32. Repetimos: o cristão ama quem e o que Deus ama e odeia quem e o que Deus odeia. Não há meio termo. Não podemos servir a dois senhores. O que as Escrituras definem como certo ou errado aos olhos de Deus é o que o cristão tomará para si como certo ou errado e não o que as pessoas dizem. Para o cristão não importa o que as pessoas possam declarar a seu respeito, mas o que Deus diz em Sua Palavra.  Mateus 5. 11; 6. 24; Lucas 6. 26; Romanos 6. 16; 2 Pedro 2. 19b.
A obediência do salvo às leis divinas no exercício da vida cristã o leva a praticar pequenas boas obras e através destas é capacitado na prática das grandes obras no Reino de Deus. A fidelidade no mínimo determina a fidelidade no muito. Aliás, até as boas obras a serem praticadas pelos cristãos já foram descritas por Deus em Sua Palavra. Lucas 19. 17; Efésios 2. 10.
No ambiente da igreja a obediência às autoridades se dá na honra aos líderes chamados e constituídos por Deus e não na servidão cega ou acrítica. A infalibilidade humana é dogma antibíblico e muito menos a intocabilidade de opinião. O Criador concedeu às Suas criaturas a capacidade de pensar e expor o que pensam de forma discreta, respeitosa e no ambiente ou foro adequado.  A sabedoria é bem vinda a quem fala e a quem ouve.
Na igreja o cultivo da humildade é virtude cristã a ser vivida por todos. Leva os conservos a seguirem a sábia orientação de Jesus reafirmada pelo apóstolo Paulo, isto é: cada conservo considera o outro superior a si mesmo. Essa postura de relacionamento ao colocar os conservos igualitariamente em grau superior faz com que a honra seja mútua. Resumo: Se A considera B superior e B considera A superior, então os dois são superiores e se honram mutuamente. Desaparece a discriminação, o autoritarismo e o servilismo e sobressai a honra mútua porque ambos revelam grandeza de caráter em sua humildade.  Em outras palavras: no ambiente onde a humildade é cultivada por todos, todos são exaltados por essa grandeza mútua de caráter. Esse princípio foi estabelecido por Jesus num incidente provocado por uma zelosa mãe que desejava alimentar a sua vaidade pessoal pela concessão de honra elevada aos seus dois filhos. Mateus 20.  17 – 28; Filipenses 2. 3; Tessalonicenses 5. 12 – 13.
O apóstolo Paulo recomenda a Tito que oriente a igreja nos relacionamentos interpessoais e válidos também para o ministro de Deus porque a humildade convém a todos. 
Grande parte dos moradores de Creta era conhecida entre as nações como pessoas de mau caráter. De tanto que se habituaram a viver nessa baixa condição moral, o mal passou a fazer parte do natural caráter dessas pessoas. Para que a igreja pudesse impactar e influenciar positivamente aquela comunidade era necessário que os cristãos  apresentassem procedimento oposto. Foram desafiados a nadar contra a correnteza ou contra o sistema do mundo sem Deus. Os cristãos  jamais poderiam cultivar a maledicência ou como costumeiramente se diz, a fofoca. Não deveriam ocupar o seu tempo na murmuração, na lamentação ou falando mal das pessoas em sua ausência, deixando de trazê-las à retidão enquanto estavam presentes. Admite-se o elogio na ausência das pessoas, mas a crítica preferencialmente deverá ser feita na sua presença para que possam retornar ao caminho da retidão se esse for o caso. Uma das marcas do bom caráter é não comentar publicamente aquilo que lhe foi exposto confidencialmente. Uma pessoa que expõe a intimidade de outros a nós não pensará duas vezes na exposição a outros de nossa intimidade. O melhor é não alimentar esse tipo de conversa para que o maledicente se sinta envergonhado por ser incapaz de manter com a pessoa de quem fala uma relação de confiança.
A simplicidade no caráter e na aparência não pode ser confundida com ingenuidade. Há pessoas que pelo exercício diário chegaram a tão alto grau de discrição em seu rosto, gestos e palavras que é possível ver nela uma pessoa com a qual podemos ter uma relação de confiança sem reservas. Essa pessoa está habilitada para exercer na igreja e na comunidade o ministério de conciliação porque sua paz interior a recomenda como pacificadora. Seu caráter cristão a identifica como filha de Deus. 
O filho de Deus só se envolve no processo de conciliação quando os beligerantes se dispõem a acolher como verdadeiros e absolutos os princípios da Palavra de Deus.  Um pacificador é por natureza pacífico, não passivo. Não se detém em manifestar sua indignação de forma adequada a fim de que tenha o apoio de Deus onde é chamado para intervir. Mateus 5. 9.
Outra marca de caráter a ser vista nos cristãos e nos ministros é a amabilidade. A pessoa amável é aquela que tanto ama quanto se deixa amar. Possui sempre uma palavra encorajadora e conciliadora nas confrontações necessárias e nos impasses. É procurado pela comunidade na solução dos conflitos porque ela crê na sua capacidade de negociação a fim de que tudo chegue a um bom termo, a um final onde não há perdedores ou ganhadores, mas pessoas interessadas em se autossuperar em sua imaturidade. Uma vez solucionado o conflito os opositores são transformados em parceiros graças a inteligente ação do mediador na administração do que parecia ser impossível. Para que o acordo se mantenha intocável é necessário que em momento algum haja citação da conduta anterior das pessoas ou dos grupos que se opunham mutuamente. Ninguém merece ser presenteado com o passado quando no presente já se vive em ambiente de concórdia. O importante após o conflito é que se unam na reconstrução do relacionamento. 
O ministro de Deus se coloca diariamente diante de Deus como alguém sem compromisso com a velha vida vivida no passado porque a nova vida em Cristo no presente o satisfaz. É nova criatura que vive o agora e não mais o outrora. 2 Coríntios 5. 14 – 21. Para que isso seja uma realidade a cada dia, o Senhor nos cobre com Sua Graça. Ela nos preenche completamente e transborda através de nós em adoração, louvor e serviço a Deus e na prática das boas obras. A glória de Deus expressa por nós O glorifica e edifica a igreja de Cristo através dos dons espirituais. 1 Coríntios 15. 10.
Deus em Sua Soberania nos usa como Seus instrumentos  através do Espírito que em nós foi derramado. Essa pessoa divina nos acolhe plenamente em Si e uma vez imersos em Seu poder (batismo no Espírito Santo) fazemos o que Deus determinou conforme Sua boa, perfeita e agradável Vontade. Na igreja de Jesus Cristo todos os salvos são batizados nesse mesmo Espírito que nos capacita a viver em espírito e em verdade na adoração a Deus e na realização de Sua Vontade.
Tudo isso foi possível graças à morte e a ressurreição do Senhor Jesus que pelo Seu sangue nos justificou diante de Deus, tornando-nos inculpáveis para que fôssemos aceitáveis a Ele no Amado. Essa unidade em Cristo nos habilita para o encontro com Ele por ocasião do arrebatamento da igreja, dia em que as recompensas divinas nos serão dadas graças ao Seu amor por nós e assim viveremos eternamente com o Senhor numa realidade inimaginável e indescritível. Seremos honrados como coerdeiros de Cristo. Por isso só temos motivos para bendizer a Deus. Diariamente e por Seu amor Ele nos dá sempre um novo motivo para falar bem Dele, exaltá-Lo e glorificá-Lo com nossa obediência. Lamentações 3. 22 – 23.    
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Ao nos transportar do reino das trevas para o Reino do Filho do Seu amor, Deus nos ofereceu Nele o que de mais precioso poderia nos conceder: a comunhão plena e eterna com o Criador. Colossenses 1. 13.
 DETALHES
- A nova vida tem os seus efeitos em nossa breve história e na eternidade.
- O ministro de Cristo: a) não é maledicente (fofoqueiro), isto é, não fala mal das pessoas mesmo que elas não lhe sejam simpáticas; b) não torna público o que lhe foi dito em particular como confissão; c) mantém a simplicidade no caráter e na aparência; d) exerce o ministério da conciliação tendo como fundamento a Palavra de Deus do princípio ao fim do impasse; e) é pacífico, mas não passivo; f) é amável (ama e se deixa amar); g) expressa com sabedoria e equilíbrio suas emoções; h) não expõe negativamente a imagem dos seus conservos e liderados; i) honra quem e o que Deus honra e odeia quem e o que Deus odeia; j) segue o exemplo do seu Mestre.
APLICAÇÃO
- Viver a nova vida na dependência e na capacitação dada pelo Espírito Santo. 
PENSAMENTO
Nada há de bom em nós na realização da Vontade de Deus em Sua igreja e no mundo que não nos tenha sido dado por Ele graças à Sua Graça. Romanos 11. 36. Filipenses 2. 13
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna”. v. 7.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor porque diariamente Tu me dás discernimento e inteligência espiritual para ser bênção e abençoado nos relacionamentos.  

sábado, 20 de junho de 2015

TITO - Estudo 6: A GRANDEZA DA GRAÇA DE DEUS - cap. 2. 11 – 15.

Neste texto encontramos:
- A Graça de Deus se manifestou plenamente em Jesus Cristo trazendo salvação a todos que Nele crêem como Senhor e Salvador. v. 11; João 3. 16, 36.
- A Graça de Deus dá um novo caráter aos salvos. Ensina-os a renunciar às impiedades e às paixões do mundo e a viver no presente uma vida sóbria, justa e reverente diante de Deus e Sua Palavra. v. 12.
- A Graça de Deus aviva permanentemente no salvo a esperança do cumprimento da promessa de Jesus que consiste no Seu retorno glorioso para buscar a Sua noiva, a igreja.  v. 13; João 14. 1 – 3. 
- Jesus Cristo de maneira consciente e voluntária se entregou como Cordeiro de Deus em Sua morte para nos libertar de toda iniquidade a fim de purificar e separar para Si em Sua ressurreição um povo especial e zeloso na prática das boas obras. v. 14. 
- O ministro de Deus no uso da autoridade recebida de Jesus Cristo tem a responsabilidade de trazer a igreja aos propósitos que Deus estabeleceu para ela pelo anúncio e ensino da Palavra. A igreja não deve desprezá-lo por ser fiel a Deus. v. 15.
VISÃO GERAL
A Graça de Deus através da morte e ressurreição de Jesus Cristo opera na vida do salvo, respectivamente, a morte da natureza pecaminosa e a substitui pela nova natureza divina em Cristo. É com essa nova natureza, semelhante a de Jesus vivida em Sua humanidade que o salvo é capacitado a viver de forma eficaz a vida de Deus em si. Essa nova vida o leva a renunciar toda forma de impiedade e as paixões do mundo sem Deus. O novo caráter em Cristo o leva a viver de maneira sensata, justa e piedosa. Renova no salvo a confiante esperança do retorno glorioso do Senhor Jesus e o leva a aguardar esse dia mantendo uma vida irrepreensível. O que Ele nos fez através de Sua morte e ressurreição é a garantia da vida eterna com Deus. Foi do Seu agrado eleger os salvos como um povo especial e praticante de boas obras. O privilégio dado a Israel antes da promulgação da Lei foi transferido à igreja neste período em que a Graça de Deus se manifestou salvadora àqueles que a acolhem pela fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Êxodo 19. 5 – 6; 1 Pedro 2. 6 – 10.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo em sua orientação pastoral a Tito, discípulo-pastor na ilha de Creta, inicia essa parte de sua carta apresentando-lhe a grandeza da Graça de Deus.
A Graça de Deus é a manifestação insondável do amor de Deus imerecido por Suas criaturas e revelado à humanidade em Jesus Cristo. Essa Graça reconcilia com Deus aqueles que Nele creem como Senhor e Salvador.
De acordo com a integridade do caráter divino que resume em si Seus atributos, propósitos, pensamentos, falas e ações, a Graça de Deus não privilegia algumas criaturas em detrimento de outras. Deus não faz acepção de pessoas. Jamais Ele usa a Sua soberania de forma autoritária, insensível, injusta ou vingativa. A natureza divina é amorosamente justa e judicialmente amorosa. A existência de Israel e do Egito preservadas como nações no mundo é a prova visível do insondável amor de Deus pelo povo de Abraão por descendência natural. A existência da igreja fiel, presente na mente divina, ainda na eternidade, e manifestada ao mundo em Jesus Cristo, é a prova visível desse mesmo amor. A existência da linhagem humana em Abraão e da linhagem da fé por intermédio de Jesus Cristo desafia e confunde a mais erudita mente humana. Os filhos de Ismael, filho de Abraão, também são destinatários do amor divino. João 3. 16, 36; Atos 10. 34 – 35.
É notório, pelas Escrituras, que os seres humanos independente do relacionamento com Deus foram criados originariamente em Adão à Sua imagem e semelhança. Após a queda essa imagem foi  desfigurada com o pecado, mas Deus não permitiu que ela fosse apagada de todo para que os mortos espirituais pudessem ouvir a voz amorosa do Criador chamando-os à reconciliação. Se Lázaro, mesmo morto fisicamente retornou à vida por que Deus não traria à vida os espiritualmente mortos nos delitos e pecados, mas vivos fisicamente e no pleno uso da razão? É Ele quem dá a vida espiritual e física. A ressurreição dos salvos no arrebatamento da igreja será mais uma prova do poder vivificador de Deus. Só Deus pode fazer com que os mortos ouçam a Sua voz e retornem à vida. Efésios 2. 1 – 10.  Além disso, Deus tomou todas as providências de salvação para que a imagem inicial fosse restaurada em Cristo através de Sua obra perfeita realizada por Sua morte e ressurreição. O apóstolo Paulo afirma que Deus estava em Cristo e nos atraiu a Ele na cruz a fim de que a natureza pecaminosa que nos governava e fazia parte de nossa essência decaída fosse morta na morte de Jesus Cristo. Nossa inclusão na morte de Jesus Cristo como pecadores arrependidos e salvos, nos incluiu também em Sua ressurreição. Nelas deixamos de ser o que éramos para ser o que Deus quer que sejamos: filhos santos e amados por Deus. Romanos 6, 8; 2 Coríntios 5. 14 – 21.
O amor soberano de Deus ou a soberania divina revelada em Seu amor não rejeita quem a Ele recorre em busca da reconciliação com Deus em Cristo. Também não pressiona autoritariamente quem não a deseja para si. A soberania divina e a capacidade dada por Deus às Suas criaturas para que escolham entre o bem ou o mal não se anulam mutuamente porque os dons de Deus são sem arrependimento principalmente no que concerne à salvação de Suas criaturas. Gênesis 4. 6 – 7; Deuteronômio 11. 26 – 28; Josué 24. 15; Romanos 11. 29. 
Deus decidiu soberanamente não retirar do homem a responsabilidade que decorre do direito que Ele lhe concedeu para fazer escolhas. Se assim fizesse interferiria no ministério concedido pelo Pai ao Filho: julgar. João 5. 22 – 23, 27; 17. 2; Atos 17. 31; 1 Pedro 4. 5. 
A Graça de Deus é expositiva para que atenda ao ministério do Espírito Santo. Nenhuma das pessoas divinas toma qualquer decisão que venha se opor ao ministério específico de cada uma em relação à reconciliação de Suas criaturas com Deus. João 16. 7 – 12. Se Deus já tivesse determinado que alguns seriam salvos e outros deixados na perdição ficaria sem função o ministério convencedor do Espírito Santo. Convencer é trazer alguém à vontade de outro. Na medida em que Deus, por Seu amor nos traz à Sua vontade, pelo ministério do Espírito Santo, Ele nos capacita para que façamos de Sua Vontade a nossa vontade. Romanos 12. 2; Filipenses 2. 13. Neste caso, ela será sempre boa, agradável e perfeita (amadurecida).
Repetimos: em relação à salvação do pecador a vontade divina jamais será impositiva, restritiva ou discriminadora. Quando o que Deus quer é o que queremos, então nada O impedirá e nos impedirá para que sejamos acolhidos por Sua maravilhosa Graça. Amós 3. 3; 1 Timóteo 2. 3 – 6. 
A grandeza da Graça de Deus foi manifestada primeiramente no jardim do Éden quando o Criador, em Sua humildade e como Ofendido, fez o primeiro sacrifício substitutivo pelos ofensores e os cobriu com a proteção de uma vestimenta preparada por Ele e originária desse sacrifício. Essa ação divina para tornar o primeiro casal digno a fim de apresentá-lo digno diante de Deus e em relação a si mesmo representou figurativamente o sacrifício perfeito e eterno do Cordeiro de Deus que viria milênios depois no tempo determinado por Deus,
Nesse primeiro ato da Graça divina o Criador estabeleceu o princípio de que sem derramamento de sangue não há remissão (perdão) de pecados. Hebreus 9. 22. Antes que realizasse essa primeira operação de salvação, o Criador anunciou aos primeiros pais a vinda do Messias. Ele ofereceria Seu corpo como sacrifício perfeito e eficaz: salvar eternamente quem O acolhesse como Senhor e Salvador. 
Na mente eterna de Deus o Cordeiro já podia ser visto imolado a favor dos pecadores que Nele creem. Apocalipse 13. 8. 
Depois de manifestar o Seu amor na forma de misericórdia, o Senhor fez uso do Seu amor na forma de justiça e juízo e retirou das criaturas o privilégio antes concedido de habitarem no paraíso. Dentro do princípio da lei da semeadura e colheita, colheram o que escolheram. Mesmo assim Deus não os deixou de amar ao dar vida longa ao primeiro homem. No decorrer da história a Graça de Deus continuou sendo manifestada tanto em bênçãos espirituais como em bênçãos materiais. Mateus 5. 45.
A presença da Graça de Deus nos salvos os educa para que renunciem a todo tipo de impiedade e de paixões oferecidas pelo mundo sem Deus. A nova vida em Cristo capacita o salvo a viver no presente uma vida sóbria, justa e reverente diante de Deus e Sua Palavra. Ela aviva no salvo a esperança confiante de que a promessa do retorno glorioso de Jesus é realidade a ser continuamente aguardada a cada dia. Ela fortalece a perseverança. João 14. 1 – 3; Apocalipse 3. 11; 22. 12.
Os primeiros apóstolos conservaram fortemente em si o cumprimento iminente desse retorno, mas o ‘breve’ de Jesus está mais vinculado ao kairós (tempo de Deus) do que ao chronos (tempo histórico). 
Ao se entregar de forma consciente e voluntária ao sacrifício substitutivo o Senhor Jesus deu início ao cumprimento das profecias dos últimos dias.
Em nossos dias ao olharmos para a história do mundo contemporâneo vemos que os dias do retorno do Senhor Jesus se abreviam como Ele mesmo anunciou. As ‘dores de parto’ a cada dia se tornam mais frequentes e menos espaçadas. Mateus 24. 36 – 44.
Enquanto aguarda o retorno glorioso do Senhor Jesus o salvo se mantém permanentemente ocupado no cuidado dos interesses do Reino de Deus e na prática das boas obras preparadas pelo Senhor a quem se disponibiliza a executá-las. Efésios 2. 10.
A função permanente do ministro de Deus é a de alertar, encorajar e consolar a igreja de Deus dentro dos princípios da sã doutrina para que ela não se afaste dos propósitos divinos estabelecidos para ela. Cabe à igreja manter-se disposta e em prontidão para realizar a obra comum dos ministérios a ela confiados.   
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Educado pela Graça de Deus o salvo se empenha na prática das boas obras e na conservação da fé dada ao santos. Judas v.3.  
DETALHES
- A Graça de Deus é expositiva e não impositiva ou autoritária.
- Purificado pelo sangue de Jesus Cristo o salvo se veste do caráter do Filho de Deus para que se apresente dignamente ao Pai como Seu filho amado e diante do mundo como testemunha fiel. 
- Na salvação e na santificação o salvo é movido e se deixa conduzir pela Graça de Deus.
APLICAÇÃO
- Manter-se sob a ação permanente da Graça de Deus. 
PENSAMENTO
A grandeza da Graça de Deus repousa na humildade divina. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”. v. 11.
ORAÇÃO
Senhor, graças à Tua Graça e a ação em graça do Espírito Santo em nós, nos mantemos firmes, esperançosos e produtivos em Teu Reino.  

sexta-feira, 19 de junho de 2015

TITO - Estudo 5: MINISTÉRIO EXEMPLAR - cap. 2. 1 – 10.

Neste texto encontramos:
- O ministro de Deus fala apenas o que convém à sã doutrina. v. 1.
- Atitudes do ministro de Deus no aconselhamento: a) aos idosos dentre os homens e mulheres; b) aos jovens. v.  2 – 6.    
- Caráter do ministro: a) conduta exemplar; b) praticante de boas obras; c) integridade e seriedade no ensino; d) linguajar sadio; e) orientador na conduta ética da igreja em todos os relacionamentos; e) tornar o evangelho atraente pela coerência dos salvos. v. 7 – 10. 
VISÃO GERAL
 O apóstolo Paulo detalha a Tito os procedimentos a serem adotados em relação à sua prática ministerial nas igrejas em Creta. Começa com o relacionamento do líder espiritual com Deus e Sua Palavra e mais especificamente com o Evangelho de Cristo.
A conduta coerente entre o que ensina e vive dá-lhe autoridade espiritual e moral na liderança da igreja de Cristo. Essa autoridade há de ser reconhecida por todas as faixas etárias da igreja para que a glória de Deus, o bem comum e o testemunho do Evangelho na comunidade sejam plenamente contemplados. 
FOCALIZANDO A VISÃO
 Paulo recomenda ao jovem discípulo-pastor Tito que exerça seu ministério tendo como fundamento a sã doutrina que remete ao próprio Senhor Jesus Cristo. Era necessário que a conhecesse em profundidade, a vivesse em intensidade pela prática de boas obras e a expusesse com a fidelidade e autoridade de quem pela obediência ao Evangelho se coloca como exemplo a quem pastoreia. A integridade ministerial caminha nessa sequência. São ações simultâneas, inseparáveis e interativas. A conduta irrepreensível do ministro está vinculada a elas e o seu exercício contínuo atrai a si o apoio e a honra que Deus concede aos fiéis, promove a unidade na igreja  e contribui para o bom nome do Evangelho entre os infiéis.
Deus é Santo e ao nos separar do mundo para Si através do Evangelho de Cristo nos deu o Seu Espírito Santo. Essa pessoa divina age poderosamente a partir do nosso espírito ou da nossa mais íntima interioridade e nos capacita no atendimento da Vontade de Deus: viver em santidade. Mateus 5. 8; Hebreus 12. 14; Apocalipse 21. 27.
É no tempo presente e no cultivo de uma vida cristã que agrada a Deus que aprendemos as lições de humildade e santidade a serem vividas em nossa vida pessoal e particular, na vida conjugal, na família, na igreja e nos demais relacionamentos.  1 Samuel 2. 30b; Esdras 7. 10; Filipenses 4. 9; Levítico 19. 2; 1 Pedro 1. 15. 16.
Todas as vezes que o ministro substitui a Palavra de Deus por sua palavra, seduz ou pressiona a igreja a segui-lo, como se tivesse posse do rebanho ou pudesse ser independente de Deus, abre brechas para as ações satânicas e com isso lança as sementes da autodestruição de sua vida ministerial e da igreja.
Infelizmente, o renascimento da igreja de Laodicéia é uma realidade nos dias que antecedem o retorno glorioso do Senhor Jesus para buscar a igreja fiel.
Os laodicenses contemporâneos deceparam o cabeça da igreja, Jesus Cristo, e O colocaram do lado de fora. A igreja sem cabeça prega a mensagem que vem apenas da cabeça de seus líderes. Estes substituíram a mensagem da cruz e da ressurreição pela mensagem do bem estar pessoal. O que interessa é que as pessoas encham os templos e o abarrotem com os seus tesouros para que eles se tornem expressão da prosperidade dos seus frequentadores e motivo de admiração do mundo sem Deus. Nestas igrejas o Evangelho de Cristo se tornou anacrônico (fora de época) e o que vale é o que agrada as pessoas, mesmo que isso desagrade a Deus. Elas se tornaram mornas e no dizer de Jesus, vomitáveis. Seus membros relativizam tudo, isto é, nem vão para a direita e nem para a esquerda: equilibram-se na sua ausência de compromisso e no que lhes dá prazer.  Algumas igrejas foram transformadas em entreposto comercial alimentado pela ganância e cobiça de líderes e seguidores portadores de mentalidade bancária. Mesmo nesse quadro caótico o Senhor Jesus a convida a retornar aos Seus caminhos para que ela não se arrependa depois por não tê-lo feito no tempo próprio. Apocalipse 3. 14 – 22; 22. 11.
O experiente apóstolo alerta o jovem discípulo-pastor de que quanto mais fiel a Deus e Sua Palavra, mais sábio, justo, sensato e protegido é o ministro. Somente quem possui discernimento e inteligência espiritual é capaz de detectar as sutilezas e os ardis de Satanás que é perito em colocar na mentira a vestimenta da aparente verdade para enganar os incautos.  O inimigo não é estúpido. Jamais realizará sua obra que é roubar, matar e destruir, caso  revele às suas vítimas o seu verdadeiro caráter. A hipocrisia ou o fingimento são suas estratégias. Ninguém é mais hábil que ele na camuflagem.
Independente da idade ou experiência ministerial, o fiel ministro honra sua vocação divina que o impele a agir de acordo com a vontade Daquele que o chamou.  Nesse propósito é habilitado por Deus para orientar todas as faixas etárias da igreja visto que não é ministro de uma delas, e nem deve ser, mas de todas. Entende que a igreja como corpo de Cristo e família de Deus precisa dar atendimento às necessidades específicas de cada faixa etária: do idoso ao recém-nascido. Deus fala a linguagem de Suas criaturas e as chama para Seu serviço independente da idade. Gênesis 12. 1 – 4; 1 Samuel 3. 1 – 21.
O jovem discípulo-pastor Tito foi orientado pelo apóstolo Paulo a ensinar os homens idosos a serem moderados na sua forma de pensar, se expressar e agir; a cultivarem o respeito, a sensatez e a saúde espiritual ao investir primeiramente em si e depois em outros a fim de que sejam fontes de autoridade e aconselhamento. Nesse propósito cultivarão a paciência, a perseverança sempre firmados no inabalável caráter de Cristo. Amadurecidos na fé serão instrumentos nas mãos de Deus, seja na divulgação de Sua Palavra ou na edificação de vidas porque é servo entre os conservos. Salmo 11. 3; Provérbios 22. 28; Romanos 5. 5b. 
Os jovens e as crianças precisam de exemplos vivos de caráter cristão para que possam tê-los como padrão de conduta. Eles aprendem mais pela visão do que pela audição. Ao olharem para os idosos saberão que a nova vida é perfeitamente vivível neste mundo em que rareiam os bons exemplos de cristãos fiéis. Os cristãos idosos representam os inamovíveis fundamentos antigos da fé evangélica. 
Paulo afirma a Tito que as mulheres idosas devem ser piedosas na fé, isto é, cultivar a reverência a Deus e Sua Palavra. Isso farão  ao se refrearem no uso indevido das palavras. Essa habilidade é adquirida pelo cultivo de bons pensamentos que derivam de uma vida devocional pela oração e meditação na Palavra de Deus. Todo bem que interiorizamos se transforma em palavras, atitudes e ações que glorificam a Deus e edificam vidas após nos terem primeiramente edificado. Somente quem se autoeduca é capacitado para educar outros. Uma mulher sábia é o resultado de uma lapidação diária. Um dos aspectos dessa lapidação ocorre quando é abstêmia a bebidas alcoólicas e de tudo o que venha comprometer sua capacidade de raciocínio ou exercício da vontade. Com isso ela está habilitada para ensinar o que é bom porque o vivenciou antes. Quem determina o que é bom para nós é Deus em Sua Palavra.
Uma mulher espiritualmente saudável se dedica ao ensino das mulheres mais jovens. Por sua experiência conjugal e familiar lhes apresenta os fundamentos básicos da vida bem sucedida em família: amar o marido, amar os filhos e a serem prudentes e puras em seus relacionamentos. Uma jovem e sábia esposa ocupa-se a partir do lar, com tudo o que venha glorificar a Deus, edificar a família e a si mesma. Sua natureza feminina a leva a ser zelosa e prestativa à família que a ama porque foram primeiramente amados por ela. Mateus 7. 12.
A mulher cristã cultiva a submissão em amor ao seu marido, como ordena o Criador, que o responsabiliza a exercer sobre ela a autoridade em amor. Essa interação consciente e voluntária gera o equilíbrio na família. Com isso os filhos se submetem em amor à autoridade dos pais sobre eles porque veem que ambos tem como autoridade em amor o próprio Deus a quem se submetem em amor.
O Deus de amor capacita e protege a família para que nela todos vivam os propósitos de felicidade que Ele estabeleceu para ela. Uma família bem estruturada e que viva em paz é o testemunho vivo do que o Evangelho realiza na vida de quem o acolhe.
Os jovens que são membros da família cristã sentem-se encorajados para viverem em sua vida pessoal e futuros lares o que viram em suas famílias.
Paulo inclui em sua orientação a Tito os trabalhadores cristãos para que sejam obedientes, diligentes, honrados e fiéis no seu trabalho. Esse testemunho cristão tornará o Evangelho atraente aos não cristãos que serão encorajados a abraçá-lo para viverem um novo estilo de vida.
Por fim, o apóstolo Paulo faz recomendações pessoais a Tito e à forma como deverá exercer a sua função de ministro de Deus e responsável pelas vidas que recebeu para pastorear. 
Em primeiro lugar o ministro tem a responsabilidade de conhecer, viver, falar e zelar pela conservação da sã doutrina sendo um exemplo na prática de boas obras. 
Na exposição do conteúdo da sã doutrina o ministro adota como prática uma linguagem sadia, elevada e plena de integridade e seriedade. O ministro há de cultivar, a exemplo de Jesus, a simplicidade e a profundidade na exposição da doutrina para que os ouvintes possam entendê-la e transformá-la em prática na vida comum. Jamais o púlpito deverá ser usado como espaço de envaidecimento pessoal, falas sutis para despejar desaforos pessoais ou local para se contar piadas que acabam se sobrepondo à mensagem principal. Por seu exemplo de integridade cristã o ministro revela que a verdade anunciada por ele foi primeiro provada antes de ser verbalizada em palavras e por isso merece credibilidade. Essa é a maneira eficaz para silenciar os opositores. Estes são esvaziados em seus argumentos diante do caráter irrepreensível do ministro. O mesmo ocorreu com o Senhor Jesus. Até seus inimigos reconheceram o caráter irrepreensível do Messias mesmo que, por incredulidade, O rejeitaram pelo que dizia ser e fazia. Jesus provou o que dizia ser por Suas boas obras aprovadas pelo Pai. 
Somente podemos envergonhar quem se nos opõe quando oferecemos a eles a nossa vida e as  boas obras que fazemos como exemplo de caráter cristão.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Não se deixe abater com as críticas. Use-as como plataforma  para seu autoaperfeiçoamento.   
 DETALHES
- O ministro fiel às doutrinas gera a unidade doutrinária na igreja.
- O ministro fiel a Deus gera fiéis.    
APLICAÇÃO
- Use as boas obras e não palavras para silenciar os opositores.  
PENSAMENTO
O ministro de Deus cultiva a integridade cristã.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade”.  v. 7.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor pelos fiéis ministros de Deus que ajudaram a construir o meu caráter cristão.  

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Estudo 4: O CARÁTER DO MINISTRO DE DEUS – vida irrepreensível nos relacionamentos na igreja e fora dela - cap. 1. 7 – 16.

Neste texto encontramos:
- Ordenações e orientações de Paulo a Tito na constituição de líderes espirituais para as igrejas de Creta.  v. 7 – 9, 14.
- Uso da autoridade ministerial para encorajar os fiéis e combater os insubmissos que divulgavam falsos ensinos nas famílias da igreja. Estes deveriam ser reconduzidos à fé genuinamente evangélica, à retidão e à prática das boas obras. v. 10 – 16.  
VISÃO GERAL
O preparo espiritual, administrativo e ético do ministro é indispensável no governo da igreja de Cristo. O lar é o primeiro ambiente onde o ministro coloca em prática o que aprende e o aplica à vida conjugal e na educação dos filhos.  
Ministros coerentes colocam o Senhor Jesus como medida padrão em todas as áreas da vida e Lhe seguem o exemplo de homem que sempre agradou a Deus. João 8. 29.  
Uma das últimas recomendações de Jesus aos Seus discípulos que assumiriam o pastoreio de Sua igreja foi: “Vigiai e orai”. Mateus 26. 41. A negligência a esse alerta é fatal para o ministro. É preciso manter a vigilância em relação aos falsos profetas e aos falsos professos para não ser um deles. Leia Mateus 7. 13 – 27; 12. 30; João 8. 47. 
FOCALIZANDO A VISÃO
A responsabilidade dada pelo apóstolo Paulo a Tito foi desafiadora considerando a má fama dos moradores de Creta. Eles eram conhecidos pelo mau caráter reproduzido na forma de mentira, maledicência, glutonaria, bebedice e imoralidade sexual.  O desafio dos novos conversos para viver e divulgar o Evangelho naquela grande ilha com populosas cidades só poderia ser bem sucedido pela capacitação, proteção do Espírito Santo e uma vida irrepreensível conforme o Evangelho.
Os líderes das igrejas a serem preparados e nomeados precisariam cultivar e expressar, na vida pessoal, em família e pública, um caráter cristão coerente a fim de que pelo seu exemplo o Evangelho tivesse acolhida entre cretenses. É o diferente e não o igual que atrai. Quanto maior a escuridão, maior precisa ser a luminosidade da luz.
O conselho dado por Paulo aos irmãos filipenses eram autoaplicáveis aos irmãos cretenses e à igreja contemporânea: “Façam tudo sem queixas nem discussões para que sejam puros e irrepreensíveis, filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida”. Filipenses 2. 14 – 16a. (NVI). Essas palavras são a reafirmação do que Jesus Cristo pronunciou no sermão do Monte. Mateus 5. 13 – 16.
Em nossos dias é visível a ação ostensiva da ira satânica na terra, associada à manifestação plena da natureza pecaminosa nos ímpios. Satanás, pelo andamento da história, sabe que pouco tempo lhe resta e por isso não se deterá em sua ânsia de fazer o que sabe: o pior. Apocalipse 12. 12b. Seu juízo já o aguarda. Apocalipse 20. 10. Não é difícil perceber a decadência crescente das nações com a imoralidade em seus vários tons de cinza. São perceptíveis, mas não muito divulgados, os ataques satânicos realizados de forma fulminante e cruel contra as crianças, os jovens, os idosos e à família. Nesses tempos do fim a igreja é convocada por Jesus Cristo para sair da inércia e se posicionar corajosamente no enfrentamento dos ataques satânicos que começam a fazer suas vítimas também dentro da igreja. Cabe a ela se manifestar estrategicamente como luz ou de forma sutil, discreta e eficaz como o sal na vivência e anúncio do Evangelho. É nessa sequência que a missão da igreja se desenvolve em tempos de pleno cumprimento das últimas profecias.
Jesus disse que um dos sinais do Seu retorno ocorrerá quando a geração desse tempo se assemelhar à geração de Noé. Olhe ao seu redor e veja que a intervenção divina sobre os moradores da terra já foi iniciada. A natureza geme, assim disse o apóstolo Paulo. Os que vigiam não serão surpreendidos por esse dia. Gênesis 6. 5, 11 - 13; Mateus 24. 36 – 44; Romanos 8. 22 - 23.   
Diante do que Paulo viu em Creta nos meados do século 1 e do que vemos em nossos dias no primeiros anos do século 21, quase dois milênios depois, nada há de diferente senão o tempo decorrido, o avanço da ciência e da tecnologia. Logo, o que foi exigido dos ministros de Deus do primeiro século aplica-se sem restrições aos ministros de Deus do século atual. 
O caráter irrepreensível é uma construção contínua que se inicia no espírito onde se dá o relacionamento íntimo do ministro com Deus. É o fundamento do ministério bem sucedido. Somente homens espirituais alcançam e estão  autorizados a expor as revelações que Deus lhes oferece a cada dia em Sua Palavra. Mateus 6. 33. Do ambiente íntimo e invisível do espírito a construção do caráter irrepreensível prossegue no ambiente íntimo e também invisível da alma: mente, emoções e vontade. Por fim a construção do caráter irrepreensível ganha visibilidade através do corpo, instrumento usado pelo espírito e pela alma para manifestar o que neles foi gerado. Esses elementos indivisíveis que caracterizam o nosso ser foram criados maravilhosamente pelo Deus de amor, que nos ama e deseja ser amado através da plena comunhão conosco em Cristo. Deus nos fez para Ele a fim de que tivéssemos mais Dele em nós. Aproxima-se o dia quando o propósito inicial do Criador, adiado pelo pecado da criatura, será plenamente contemplado em Cristo no tempo determinado ainda na eternidade: fazer da criatura à imagem e semelhança do Criador. Gênesis 1. 26 – 27; Isaías 43. 7, 21.   
Vamos agora caminhar nos ambientes da construção do caráter irrepreensível.
O ministro de Deus cuida de sua saúde espiritual e o faz pela comunhão contínua e diária com Deus através da oração, da leitura, estudo, meditação, vivência e exposição da Palavra de Deus. Imita Moisés, o líder espiritual da nação de Israel que todas as manhãs e bem cedo colhia com a nação de Israel o puro maná oferecido gratuitamente por Deus e na medida reservada para cada dia. O maná era a figura representativa do Messias, o Pão da Vida, a Água da Vida que alimenta e dessedenta quem espiritualmente O ingere ou se apropria Dele e de Sua Palavra. Imita o sacerdote Esdras quando liderou o retorno espiritual de Israel à Deus. Esdras 7. 10. Somente a Palavra de Deus gera em nosso espírito a dignidade que vem da santidade de Deus.
Uma vez alimentado espiritualmente pela Palavra, o ministro de Deus recebe a sabedoria divina para administrar o que pode permanecer ou ser descartado em sua mente. Conserva na mente apenas o que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e de boa fama porque vê neles a excelência e motivo para adorar, louvar e servir a Deus. Filipenses 4.8.      Pensamentos impuros ou que venham gerar ansiedade, medo, insegurança, tristeza, preocupações ou outros sentimentos negativos e ruins para a mente são descartados. Uma mente ocupada com a adoração, louvor e serviço a Deus atrai a saúde mental e afasta as enfermidades da alma. É na mente que se travam as maiores batalhas da vida antes que elas se tornem visíveis. Elas consomem nossa energia mental e uma vez fragilizados somos alvo dos ataques satânicos que atualmente faz uso eficaz da mídia para nos afastar de nós mesmos e de Deus. Os antigos já diziam: “Mente vazia é a oficina de Satanás”. 
A excelência na vida mental do salvo está em permitir que a mente de Cristo nele existente o conduza em tudo o que pensa. E Ele realiza em nós essa operação através da presença do Espírito Santo que nos revela na Palavra o que é melhor para ocupar a nossa mente. Deus está interessado em nossa saúde mental.
Na mente, os pensamentos têm o poder de ativar as energias da alma, isto é, as emoções. Uma vez ativadas elas serão verbalizadas pelas expressões de agrado e desagrado e pela fala que por sua vez nos motivarão a manifestar o que sentimos de bem ou mal através das ações ou reações da vontade. Acionada a vontade, o que há no interior da alma ganha visibilidade através do corpo. O resultado dessas conexões internas podem gerar frutos de vida ou de morte; glorificar a Deus ou entristecê-Lo; prolongar ou diminuir nossos dias; edificar-nos, edificar nossos semelhantes ou ofendê-los; gerar guerra ou paz. Daí a importância de se vigiar a mente. Se ela estiver submissa a Deus e Sua Palavra gerará vida. Caso contrário será instrumento de morte em suas várias manifestações.
Conhecedor da instabilidade das emoções o ministro de Deus usa de sabedoria divina para expressá-las de tal maneira que glorifiquem a Deus, edifiquem sua vida e daqueles que o cercam. Elas podem ser um bem ou um mal. Sendo assim o ministro de Deus afastará as emoções que provocam o egoísmo, a soberba, a arrogância e a vaidade. Não usará o tempo disponível para alimentar discussões e conflitos inúteis. Com isso não cederá espaço ao tratamento rude que leva à hostilidade, ao rancor, à mágoa e à retaliação que provoca o divisionismo. Cultivará a humildade para que Deus o exalte a fim de que se fortaleça interiormente a fim de que não se apiede ou tenha dó de si mesmo. Manterá permanente vigilância em suas ações para que se afaste da procrastinação (adiamentos constantes) e do improviso (falta de planejamento). Não permitirá que as emoções o levem à manipulação, domínio e controle daqueles que estão sob sua autoridade espiritual concedida por Deus. Reservará para si e não para o domínio público o que lhe foi exposto da vida particular dos membros da igreja a fim de que a relação de confiança seja uma marca em seu caráter. Com isso não abrirá espaço para a maledicência e os laços do Maligno. 
Jesus Cristo, por Sua fama, inteligência e poder não deixou de  ocupar o interesse de muitas mulheres, mas se manteve no lugar que o Pai O colocou para que Satanás não O derrotasse nessa área tão frágil da natureza masculina. O inimigo nos observa continuamente e não se detém em seus ataques que normalmente são fulminantes principalmente na área sexual ou nos afetos mal direcionados. Nessa área José e Davi tomaram decisões opostas que afetaram a vida pessoal, em família e a autoridade espiritual e moral. Deus perdoou Davi, mas a nação jamais se esqueceu do que fez. O peso da dignidade é infinitamente menor que o da culpa gerada pelo pecado deliberado. Atormentará os desobedientes até à morte. Hebreus 10. 26.       
Nestes tempos onde a imoralidade sexual é alimentada a todo instante pela mídia (meios de comunicação) em suas múltiplas plataformas e, contraditoriamente ainda presente na vida de muitos líderes cristãos, haja vista os escândalos, a vigilância e a oração ainda são armas eficazes. 
Vinculado ao uso correto da mente e das emoções está o exercício sadio da vontade.  
A vontade direcionada pela Vontade de Deus, boa, perfeita e agradável, realizará sempre o que Deus aprova. Romanos 12. 1 – 2.  
O ministro de Deus não se isola. Procura estar junto dos seus parceiros ministeriais para que se ajudem mutuamente. Não dispensa a assistência pessoal de um mentor, um conselheiro de reconhecida piedade cristã, experiência ministerial e seriedade espiritual. Afasta-se da cobiça, da mesquinhez, do consumismo, da administração financeira irresponsável, seja pelo desleixo ou desonestidade; busca ser uma pessoa acolhedora e hospitaleira de forma prudente; é amigo do bem, honesto, sensato, justo, consagrado ao Senhor e ao ministério que lhe foi entregue.  É fiel à mensagem original do Evangelho; não se intimida e nem ameaça os insubmissos e os imaturos, mas mantém a discrição e o respeito a fim de restaurá-los à maturidade Cristo. Não usa o tempo disponível para se envolver com debates ou comentários inúteis principalmente na ausência das pessoas citadas; opõe-se com fundamento nas Escrituras às mentes corrompidas que trazem para a igreja doutrinas humanas com aparência de falsa espiritualidade. Incentiva o cultivo da pureza na igreja. 1 Pedro 5. 1 – 4.
Por fim, o ministro de Deus cuida do seu próprio corpo, habitação do Espírito Santo, para que tenha saúde, pois é com ele que irá servir no Reino de Deus.  Mantém a santidade do corpo para que tenha autoridade espiritual e moral para não somente anunciar e ensinar a Palavra de Deus, mas trazer a igreja a essa mesma prática vivida por ele. Sendo assim, evita o consumo em particular e em público de todo tipo de bebida alcoólica ou de outra substância que venha comprometer o uso consciente de suas palavras e vontade. O inimigo não dorme e nem tira férias. Provérbios 20. 1; 23. 31; Efésios 5. 18.
Com esse preparo os ministros cretenses apegados à sã doutrina teriam autoridade para encorajar os fiéis a permanecerem na fé dada aos santos e combater os insubmissos. Estes, por interesse financeiro e vaidade pessoal, divulgavam falsos ensinamentos nos quais enfatizavam a prática do legalismo associado à Graça de Deus. Ambos são incompatíveis entre si. Deveriam ser reconduzidos à genuína fé evangélica para que realmente fossem cristãos, isto é, expressassem Cristo em seu caráter.
 As confrontações inúteis nada mais são que estratégias satânicas para o desgaste dos líderes a fim de desviá-los do foco principal: o Evangelho de Cristo.  
Aqueles que têm a consciência purificada pelo Evangelho buscam o que é puro. Os insubmissos e rebeldes estão presos às impurezas que cultivam.
A diferença entre quem conhece ou não conhece a Deus é visto pelas obras aprovadas por Deus. Mateus 7. 16.     
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O ministro de Deus faz o que O agrada e não o que lhe agrada.
DETALHES
- Expresse sadiamente as emoções.   
APLICAÇÃO
- Continuamente vigie e ore.  
PENSAMENTO
Espírito alma e corpo devem falar a mesma linguagem.     
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível...”:  v. 7 – 9.
ORAÇÃO
Torna-me Senhor um ministro irrepreensível. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

TITO - ESTUDO 3: O CARÁTER DO MINISTRO DE DEUS – vida irrepreensível na família - cap. 1. 6 – 9.

Neste texto encontramos:
- Qualificações do ministro de Deus na família: a) irrepreensível no relacionamento conjugal e marido de uma só mulher; b) irrepreensível no relacionamento com os filhos, educando-os pelo exemplo e na fé evangélica para que não se tornem libertinos e insubmissos; c) irrepreensível no cultivo e na expressão das emoções: equilibrado, pacífico, não passivo e jamais violento, rancoroso ou hostil nas ações e reações; d) irrepreensível no cultivo e na expressão da vontade: não cobiçoso, consumista ou mesquinho; e) honesto; f) amigo do bem; g) sensato; h) justo; i) sábio; j) paciente; k) hospitaleiro; l) abstêmio de bebidas alcoólicas ou do que lhe venha prejudicar sua consciência e tomada de decisões; m) consagrado ao Senhor.
VISÃO GERAL
O lar é o primeiro ambiente onde a vida cristã há de ser vivida em sua plenitude e coerência. Para que isso seja possível o Senhor só nos declara o que realmente podemos fazer e viver. O impossível reserva para Si. Seu prazer é realizar a Sua Vontade em nós e nos capacitar para que façamos de Sua vontade a nossa vontade. Essa atitude nos leva a adorá-Lo, louvá-Lo e servi-Lo.  Foi para isso que nos criou e nos
deu o Seu Nome. Isaías 43. 7, 21.
FOCALIZANDO A VISÃO
Antes de falarmos sobre as qualificações do ministro de Deus na família é importante que retornemos aos fundamentos a fim de que compreendamos quem somos, por que somos o que somos e o que Deus deseja que sejamos.
O Criador ao formar o homem do pó da terra e dele a mulher conforme a Sua imagem e semelhança capacitou-os para que expressassem o Seu caráter nos relacionamentos. Além disso, os habilitou para que pela união conjugal gerassem filhos.
Uma vez instituída a família o Criador apresentou a ela os princípios espirituais, éticos e morais a serem seguidos no relacionamento da criatura com o Criador e das criaturas entre si. O meio ambiente e os seres vivos seriam influenciados por esses relacionamentos. Os princípios divinos que ordenam os relacionamentos estão em vigor e são irrevogáveis. Deus assumiu Consigo o compromisso de fazê-los prevalecer na eternidade e na história. Todos os que se rebelam contra eles recebem sobre si o justo juízo divino seja como indivíduo ou nação porque Deus é responsável pelo que ouve e vê. Sua justiça O impele a agir sempre que o Seu caráter é desafiado. Dentre os princípios citamos a lei da semeadura e colheita. Gênesis 4. 7; Gálatas 6. 8 – 10. O fundamento desses princípios é o que Deus é.
Além de outros atributos, Deus é amor. Sendo assim, por decisão unânime do Conselho da Vontade Divina na eternidade, revelado na história na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Deus estabeleceu para Si o direito e o dever de governar Suas criaturas exercendo sobre elas a autoridade em amor. Essa forma de governo concilia santidade, justiça, juízo e misericórdia e são aplicados segundo os perfeitos e insondáveis critérios divinos.
Antes da entrada do pecado no mundo a autoridade em amor de Deus sobre Suas criaturas era correspondida por elas pela submissão em amor. Essa relação entre Criador e criaturas no jardim do Éden ou paraíso, se mostrou a forma mais excelente de relacionamento reconhecida pelo próprio Deus. Gênesis 2. 27 – 31; Romanos 11. 33 - 36.
Depois de um período de paz e de relação de confiança entre Criador e criatura, apenas uma atitude da mulher e do homem transformou o cosmos em caos. O homem e a mulher ao se deixarem enganar pelo Diabo, a antiga Serpente, tomaram a lamentável decisão de acolherem os argumentos da dúvida proposto pelo inimigo de Deus. A dúvida os levou à desobediência e a rebelião contra o caráter, a palavra e o governo de Deus. Pecaram gravemente.   A partir do mau uso de sua vontade receberam sobre si as consequências do pecado. Colheram o que escolheram. Não eram inocentes porque possuíam em si o poder e a sabedoria para resistirem à tentação. O Deus de amor os fez livres para obedecê-Lo ou se opor a Ele. 
Em razão dessa decisão humana a vida de Deus existente nas criaturas foi retirada pelo Criador gerando nelas a morte espiritual. O casal pecador teve desfigurada em si a imagem e semelhança de Deus e passaram a transmitir aos seus descendentes a sua própria imagem e semelhança inoculadas pela natureza pecaminosa da Serpente. Caim ao matar Abel revelou a imagem do homem decaído ou que se desviou do curso proposto por Deus. Gênesis 4. 4 – 13; 5. 3; Efésios 4. 17 - 19. É por essa razão que já desde o ventre materno trazemos o veneno da Serpente, a natureza pecaminosa. Gênesis 8. 21; Jó 14. 4; Salmo 51. 5; 58. 3; Efésios 2. 3. 
Sem a vida de Deus em si, o homem e a mulher se tornaram seres almáticos, isto é, passaram a se autogovernar em sua natureza terrena pela vida da alma (mente, emoções, vontade) acrescida da natureza pecaminosa inoculada por Satanás. Sua mente, emoções e vontade passaram a ser seduzíveis ao pecado, e o corpo, instrumento de expressão da alma ficou sujeito à corrupção, à morte física. Voltaria ao pó de onde fora retirado. Gênesis 3. 19.
O resultado imediato desse autogoverno da alma aliado à natureza pecaminosa é visto na confrontação que o Criador fez com Suas criaturas. As criaturas foram irreverentes e hostis contra o Criador e procuraram justificar o seu pecado diante de Deus. O amor e a verdade confrontam a rebeldia e a mentira e triunfam sobre estas.
Felizmente o amor divino prevaleceu sobre Sua justa indignação e por isso glorificamos a Deus por Sua paciência, autodomínio e misericórdia! Ai de nós se Deus não fosse quem é! 
Na confrontação, a humildade do Ofendido (Deus) foi infinitamente maior e incomparável que a arrogância do ofensor (as criaturas humanas) e por isso Ele, em Seu amor insondável e incondicional preservou Suas criaturas sem, contudo, retirar-lhes as consequências do pecado para que fosse amorosamente justo e judicialmente amoroso. Gênesis 3.
Antes de expulsar o casal do paraíso realizou o primeiro sacrifício substitutivo. Nele revelou o Seu amor perdoador e o plano de salvação no Messias que havia de vir. A seguir vedou-lhes o acesso à árvore da vida, protegendo-os, para que não ficassem eternamente sob o jugo do pecado. Maravilhosa Graça! Gênesis 3. 15, 21 - 24.   
Fora do paraíso preparado por Deus, o casal, em sua natureza terrena inoculada pelo veneno da serpente (natureza pecaminosa) não pode se livrar das consequências do pecado e além disso, ficou submisso ao governo de Satanás que não os destruiu porque Deus, em seu amor incondicional, os protegeu até que cumprissem o período histórico de sua vida terrena. Romanos 6. 16; 2 Pedro 2. 19b.
Como havia prometido a Adão e depois aos profetas antigos, o Senhor Deus separou homens para servi-Lo e depois escolheu a nação de Israel;  Dela veio o Messias. No tempo devido enviou ao mundo o Messias, o Verbo eterno humanado, que por Seu único sacrifício fez a reconciliação das criaturas com o Criador. Essa reconciliação está vinculada ao acolhimento da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador. João 3. 16, 36; Efésios 2.
Por Sua morte substitutiva na cruz o Senhor Jesus levou Consigo à morte a natureza pecaminosa e o pecador indissoluvelmente ligado a ela. Ao ser ressuscitado pelo Espírito Santo o Senhor Jesus Cristo trouxe o agora salvo para viver Nele uma nova vida com uma nova natureza, a natureza divina semelhante à vivida por Jesus em Sua humanidade. Tirou-o da condição de criatura para a de filho de Deus através do Filho de Deus. O salvo, em sua natureza terrena, liberta da natureza pecaminosa, vive a nova vida concedida por Deus: vida para agradar a Deus e não a si mesmo. João 5. 30b; 8. 29.
Com essa troca de naturezas houve um verdadeiro transplante espiritual. Deus nos operou através da obra completa e perfeita de Jesus Cristo: morte do homem velho com sua natureza pecaminosa e criação de um novo homem portador da natureza divina. O salvo vive a nova vida que é incompatível com a antiga. O pecado não mais o domina porque tem um novo Senhor: Jesus Cristo a quem serve em espírito, alma e corpo. Isso é o que Jesus chamou de novo nascimento. O salvo é capacitado pelo Espírito Santo para resistir e combater Satanás e seus demônios. Conhecedor do inimigo mantém em permanente vigilância em vida de oração e meditação na Palavra de Deus. Fortalece-se no Senhor e na força do Seu poder – o Espírito Santo.  Romanos 6; 8. 11; Gálatas 2. 19 – 20; 2 Coríntios 5. 14 – 21;     Efésios 2. 6; 6. 10 – 18; 2 Pedro 1. 3 – 12.  
Esse novo homem, agora ministro de Deus submisso em amor à autoridade em amor do Criador, foi colocado como líder em sua família. Sendo assim governa sua esposa e filhos exercitando sobre eles a autoridade em amor.
Com Jesus Cristo a família cristã foi capacitada pelo Espírito Santo a retomar os princípios espirituais, éticos e morais estabelecidos por Deus no início da história. Ao colocar esses princípios como fundamento e prática de relacionamento no lar e fora dele, a família cristã glorifica a Deus e conta com o apoio divino tanto nos crises inerentes à natureza terrena bem como nas celebrações.
Sendo assim, a esposa cristã governada e amada por seu marido se submete em amor à sua autoridade. Essa decisão pessoal, em obediência ao ordenamento divino, dá estabilidade à vida conjugal. Os filhos desse casal ao verem a coerência e a unidade entre autoridade e submissão em amor vivida por seus pais e que decorrem da autoridade em amor de Deus na vida deles, não encontram dificuldade em imitá-los, reconhecendo-lhes a autoridade em amor e por isso se submetem em amor ao governo dos pais. Com isso são Educados e se educam para serem pessoas amáveis e que se deixam amar.
É evidente que os membros da família cristã possuem a natureza terrena seduzível ao pecado, mas necessariamente não precisam se deixar dominar por ele porque em si já possuem a natureza divina que lhes dá proteção. Caso algum membro da família baixe a vigilância, receberá sobre si as consequências de suas escolhas o que instabilizará o relacionamento entre os demais membros porque formam um só corpo. Mesmo assim, Deus disponibiliza a Seus filhos a oportunidade e os incentiva ao arrependimento, confissão e abandono do pecado. O tratamento do Deus de amor é sempre restaurador. Seu desejo paterno é reconduzir Seus filhos ao caminho da retidão.  Só Ele ‘recarrega’ o nosso amor quando ele começa a falhar. Provérbios 28. 13; Apocalipse 2. 4 – 5.
 Firmado nesses fundamentos o ministro de Deus é irrepreensível no relacionamento conjugal e com seus filhos. Honra sua esposa sendo-lhe fiel e nessa fidelidade honra os filhos. Educa-os pelo exemplo e na fé evangélica para que aprendam a ter um relacionamento íntegro com Deus e as pessoas.
A obediência do ministro de Deus aos princípios espirituais, éticos e morais leva-o a manter o autodomínio no que pensa, fala e faz a fim de que tenha autoridade espiritual e moral para expor a Palavra de Deus seja no anúncio e ensino do Evangelho ou nos aconselhamentos.
Preserva em sua mente os ensinos da Palavra de Deus para que possa blindá-la contra os maus pensamentos que gerarão inevitavelmente palavras, atitudes e ações negativas e que desagradam a Deus: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti”. Isaías 26. 3. Em tempos de internet e redes sociais a vigilância precisa ser redobrada. Salmo 101. 2 - 3.
O mesmo tratamento que o ministro de Deus dá à sua mente oferece às suas emoções. Toma como exemplo a vida emocional do Senhor Jesus e Suas ações e reações diante das crises, das confrontações e nas celebrações. Nas conversas particulares com o Pai através da oração o Senhor Jesus abriu sem reservas o Seu interior de homem sensível ao que ocorria ao Seu redor para ser suprido emocionalmente por Aquele que tudo pode, sabe e vê.   A humildade do Senhor Jesus O engrandecia interiormente e O levava a estar acima das turbulências emocionais que a exemplo das ondas incessantes do mar O desejavam perturbar no relacionamento com Deus e Seus discípulos. Jesus Cristo em todo o tempo foi homem pacífico sem ser passivo. Adotou o perdão contínuo como prática  a fim de diluir qualquer atitude de egoísmo, soberba, vaidade, rancor, mágoa ou hostilidade tanto nas ações como nas reações.  O ministro de Deus segue o Seu Mestre também nessa área muito explorada por Satanás para promover a queda de quem lhe acata as sugestões.
Além da mente e das emoções o ministro de Deus mantém sua vigilância em alta sobre sua vontade para que não seja cobiçoso, consumista ou mesquinho.
O ministro de Deus, a exemplo de Jesus, abre em seu interior espaços para acolher e amar aqueles que o procuram. Considera o acolhimento como dever e não opção. Por isso, é ministro de Deus. 
O ministro de Deus serve a Deus e aos que o cercam mantendo plena sobriedade. Jamais cede ao desejo de ingerir  bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de  entorpecente que possa prejudicá-lo no uso consciente e saudável da vontade. Se Jesus Cristo tivesse ingerido antes da crucificação a bebida que Lhe foi oferecida pelos soldados para entorpecê-Lo, o Seu sacrifício substitutivo não seria válido diante de Deus porque não seria consciente. Marcos 15. 23. A recomendação paulina há de ser seguida. A embriaguês começa com pequenas doses. Efésios 4. 27; 5. 18.
Por fim, o ministro de Deus consagra-se, separa-se, santifica-se diariamente ao Senhor ao cultivar uma vida devocional, pela oração, leitura e estudo da Palavra de Deus a fim de que seja bênção na vida quem está sob sua autoridade espiritual concedida por Deus.  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Enquanto há tempo sirva.
 DETALHES
- Jesus manteve-se como servo.
APLICAÇÃO
- Seja um ministro aprovado por Deus mesmo que não seja sempre aprovado pelas pessoas. 2 Timóteo 2. 15.  
PENSAMENTO
O ministro de Deus realiza a mais excelente função.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“É preciso que o ministro seja irrepreensível...”. v. 6a. 
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor a ser irrepreensível.