quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Colossenses - Estudo 3: RESPONSABILIDADE MINISTERIAL - cap. 1. 24 - 29.

Neste texto encontramos:
- Os sofrimentos por causa do Evangelho são motivos de alegria para o servo de Deus que os recebe como extensão das aflições de Cristo em favor de Sua igreja.   v. 24: Mateus 5. 11 - 12.  
- Deus constitui os ministros para servirem em Sua igreja e os capacita na exposição em fidelidade e plenitude da Palavra divina. v. 25; Mateus 12. 30; Atos 20. 27.
- Mistério divino revelado no ministério de Paulo: em Seu amor Deus concedeu a judeus e gentios a salvação pelo acolhimento da Graça de Deus através da fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Essa salvação, pela presença permanente de Cristo nos salvos, é a esperança da glória eterna com Deus. v. 26, 27; Gênesis 3. 15; Isaías 63. 16; João 3. 16; 10. 16.
- Jesus Cristo em nós é a garantia da participação dos salvos na glória de Deus. v. 27; João 14. 23.
- O objetivo do Evangelho é apresentar a Deus todo o salvo perfeito ou amadurecido na pessoa de Jesus Cristo. Ele nos torna um com Ele em Sua humanidade na presença do Pai. v. 28; João 17. 21 – 26; 1 Coríntios 6. 17; 2 Pedro 1. 3 – 4; 1 João 3. 1 – 3.
- O Espírito Santo é a pessoa divina que com o Seu poder opera eficazmente nos salvos capacitando-os no conhecimento, no discernimento, na vivência, no anúncio e no ensino do Evangelho. v. 29.
VISÃO GERAL
Da prisão em Roma e por volta do ano 62 d.C., o apóstolo Paulo enviou cartas aos irmãos filipenses, colossenses, efésios e a Filemom.
Na leitura das cartas aos efésios e aos colossenses o apóstolo Paulo tratou de temas da ortodoxia, isto é, apresentou na primeira parte os fundamentos doutrinários da fé evangélica. Na segunda parte deteve-se na ortopraxia, isto é, na vivência da fé nos relacionamentos envolvendo a vida conjugal, em família, no trabalho e no relacionamento com os fiéis e infiéis.
Nas duas cartas, o apóstolo manifesta sua confiança de que as orações dos irmãos contribuiriam para que a justiça lhe fosse feita a fim de voltar à comunhão das igrejas e ao anúncio do Evangelho a quem desejasse ouvi-lo. Efésios 6. 18 – 20; Colossenses 4. 2 – 4;        
FOCALIZANDO A VISÃO
O afastamento forçado do apóstolo Paulo do convívio com os irmãos e as igrejas devido a intolerância dos religiosos judeus e dos pagãos causava-lhe sofrimento na prisão. O pastor que ama as ovelhas jamais se sente bem, longe delas.
Os inimigos do Evangelho estavam determinados a impedir o anúncio e o ensino dessa verdade  do amor divino em todo o mundo. As ameaças, as perseguições e os apedrejamentos não foram capazes de deter o apóstolo. Diante desse quadro incontrolável para os inimigos restou como opção a prisão, primeiro passo para tirar a vida do apóstolo.
Nos anos 61 – 63 d.C., dois anos, Paulo ficou na prisão e depois foi libertado. No ano 66 d.C., voltou a ser preso e foi morto um ano depois por ordem do imperador Nero. (Cronologia Bíblica do Novo Testamento – Sociedade Bíblica do Brasil – Período dos Apóstolos).
Na prisão o apóstolo Paulo não se deixou abater, mas fez uso excelente do tempo disponível e o empregou na escrita de cartas às igrejas de Éfeso, Filipos, Colossos e a seu irmão na fé, Filemom.
Além das palavras de encorajamento, incentivo à uma vida de oração, vivência da Palavra, perseverança na fé e a esperança do encontro com o Senhor Jesus Cristo, o apóstolo Paulo ofereceu aos irmãos um excelente ensino teológico à distância. Fez a conexão dos preceitos divinos registrados no Antigo Testamento e aplicáveis à igreja. Detalhou como o Evangelho anunciado por Jesus Cristo poderia se tornar vivência na vida pessoal e nas áreas de relacionamento dos salvos. Romanos 15. 4.
No sistema do mundo anti-Deus vivido na época de Paulo, e até antes, e reeditado em nossos dias, as igrejas têm fundamento sólido na leitura das mencionadas cartas escritas da prisão. Por elas são instrumentalizadas para dar combate ao que se opõe aos interesses do Reino de Deus ou ao seu governo.
As igrejas dos anos 60 do primeiro século consideraram de tal importância a correspondência recebida do apóstolo que a reproduziram e a divulgaram entre si. Esse interesse decorreu do fato de que os ensinamentos atendiam às suas necessidades espirituais e da vida comum na vivência do Evangelho. Dessa maneira todas teriam a oportunidade de serem igualmente edificadas. Aliás, foi o próprio apóstolo Paulo quem sugeriu que suas cartas circulassem entre as igrejas. Colossenses 4. 16.
 De maneira surpreendente e inexplicável às pessoas comuns, o apóstolo Paulo declara aos colossenses que os sofrimentos na prisão devidos à divulgação do Evangelho eram motivo de alegria para ele. Considerou-os extensão dos sofrimentos de Jesus Cristo em Seu corpo, a igreja, da qual era membro. A declaração do apóstolo reproduziu os alertas do Senhor Jesus. Mateus 5. 10 – 12; João 15. 18 – 23.  Paulo aprendeu com Jesus de que tudo o que faz a igreja sofrer, faz Cristo sofrer.   Esse entendimento foi dado a ele em Sua chamada no caminho para Damasco, Síria, quando se encaminhava na perseguição aos cristãos. É hipócrita a declaração de quem diz amar Deus, mas odeia o Messias, Seu Filho e Sua igreja. Atos 9. 4 – 6, 15 – 16.
A perseguição aos anunciadores do Evangelho é vista no ministério terreno do Senhor Jesus. Ele foi duramente perseguido pelos líderes religiosos judeus, mas jamais se afastou da missão que Lhe fora entregue pelo Pai. Esse é o ponto comum entre Mestre e discípulos. João 15. 18 – 23.    
  Por onde andava o apóstolo era perseguido pelos judeus religiosos. Esses homens conheciam as Escrituras, mas lhes faltava discernimento e inteligência espiritual para entender a sua mensagem. A permanência na soberba e hipocrisia permitiu que a incredulidade lhes cegasse o entendimento a fim de que permanecessem na escuridão e na ignorância, distanciados do Messias enviado por Deus ao mundo. 2 Coríntios 4. 3 - 5. 
 Outro motivo da alegria de Paulo era que ele anunciara com fidelidade e integridade o Evangelho. Nada ocultou daquilo que seus ouvintes precisavam ouvir. Não carregava em si a culpa da omissão. Seu compromisso era com Deus. Gálatas 1. 10.
Na carta aos efésios e aos colossenses o apóstolo Paulo trabalhou o conceito de ‘mistério de Deus’. Trata-se do propósito divino de igualar judeus e gentios sob o pecado para que ambos sejam alcançados pela Graça e misericórdia divina na salvação. Mateus 9. 10 – 13; Efésios 3. 1 - 13.
O acolhimento do amor de Deus pela fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador, significa reconciliação da criatura com o Criador e vida eterna com Deus. Sendo assim o Senhor Jesus é o centro desse conceito porque não somente atrai a Si aqueles que são salvos bem como é Aquele que concede ao pecador todas as bênçãos espirituais que provém de Deus, o Pai e que alcançam a eternidade e o tempo. João 3. 14; 8. 28; 12. 32; Efésios 1. 3 – 14.
O apóstolo Paulo trabalha também em profundidade o significado do novo nascimento, isto é, Jesus nos atraiu à Sua morte e em Seu corpo na cruz para que fosse morta Nele a nossa natureza pecaminosa herdada e inoculada em nós por Satanás; atraiu-nos a Si na ressurreição ao nos dar a nova vida a ser vivida em nossa humanidade tal qual Ele a viveu em Sua humanidade; espiritualmente nos atraiu para estar com Ele nas regiões celestiais e finalmente nos atrairá a Ele em espírito, alma e corpo glorificados quando vier buscar a Sua igreja para dar aos atraídos, em Sua glória, tudo o que prometeu. João 12. 32 – 33; 14. 1 – 3; Efésios 2. 6; Colossenses 2. 12 – 15; 3. 1 – 4.   
A primeira manifestação divina registrada na história de que Deus busca o perdido para salvá-lo da condenação eterna está no primeiro livro das Escrituras antes que houvesse judeu ou gentio. Gênesis 3. 15.  Jesus Cristo proclamou essa mesma verdade ou mistério de Deus, segundo Paulo, em João 3. 16; 10. 16.
Após a chamada de Abrão, Deus formou nele a nação judaica que uma vez salva exerceria em santidade o ministério sacerdotal. Escolheu Israel em primeiro lugar para anunciar às nações a mensagem de reconciliação da criatura com o Criador através do Messias, Jesus Cristo. Infelizmente Israel, na condição de nação, falhou nessa missão. Apenas um remanescente salvo deu andamento nesse propósito divino.  Além de não ser uma nação santa e sacerdotal, Israel tomou a decisão de rejeitar o Messias, o Verbo humanado. Diante dessa atitude lamentável o Senhor escolheu um novo povo formado por judeus e gentios, a igreja de Cristo, para proclamar às nações a mensagem de salvação em Cristo. Essa é a missão da igreja às nações. Mateus 28. 19 – 20; Atos 1. 8.
A mensagem central da igreja é a mesma do Messias que veio buscar e salvar o perdido. Lucas 19. 10; João 1. 10 – 13.
Após o retorno do Messias ao céu, até que venha buscar a Sua igreja, cabe a ela, sob a capacitação do Espírito Santo, a missão antes entregue a Israel. Êxodo 19. 5 – 6; 1 Pedro 2. 9 – 10. Enquanto anuncia o Evangelho, a igreja alimenta espiritualmente os salvos a fim de que sejam maduros na fé e alcancem a estatura do caráter de Cristo. Ao mesmo tempo mantém viva a esperança confiante do encontro com Jesus para viver a eternidade com Ele em Sua glória. Apocalipse 22. 10 – 17.
Em todos os propósitos e ações divinas através da igreja é o Espírito Santo, pessoa divina e poder de Deus, quem capacita os salvos na aquisição do conhecimento, discernimento, vivência, anúncio e ensino do Evangelho. É Ele quem concede aos salvos o que é necessário para que agradem a Deus em tudo. João 14. 26; 16. 7 – 11, 13 – 14.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O salvo une-se a Deus em Seus propósitos de reconciliar a criatura com o Criador.    
DETALHES
- A salvação em Cristo a todas as nações é o mistério divino que foi revelado claramente ao mundo com a vinda do Verbo humanado, Jesus Cristo.  
- O propósito e o empenho do cristão no percurso da imaturidade à maturidade é permitir que o Espírito Santo o eduque na Graça de Deus para que seja formado nele o caráter de Cristo a fim de viver a vida presente e no porvir da maneira que agrada a Deus. Esse é o trabalhar permanente do Espírito Santo no salvo. João 8. 29.  
APLICAÇÃO
- Assumir as responsabilidades da nova vida em Cristo.
PENSAMENTO
O salvo está comprometido com os interesses do Reino de Deus.    
VERSÍCULO PARA DECORAR
“o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos. A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória”. v. 26 – 27. (NVI).
ORAÇÃO
Obrigado Espírito Santo pelo Teu ministério de revelar aos salvos a riqueza do mistério divino: Jesus Cristo nos salvos, a esperança da glória.  

domingo, 23 de agosto de 2015

Colossenses - Estudo 2: A EXCELÊNCIA DE JESUS E SUA OBRA - cap. 1. 15 - 23.

Neste texto encontramos:
- Como as Escrituras e em particular os Evangelhos e as cartas apostólicas apresentam Jesus Cristo:
a) imagem visível do Deus invisível ou a plenitude divina humanada. v. 15a; João 1. 1 – 3, 14; 14. 8 – 9; Colossenses 2. 9.
b) primogênito de toda a criação: Jesus Cristo é a principal e a mais sublime de todas as criaturas nos céus e na terra após ter-se humanado por meio da ação divina do Espírito Santo em Maria. Viveu na terra como homem sem pecado e foi elevado aos céus pelo poder do Espírito Santo. Após o retorno à Casa do Pai é adorado nos céus pelos anjos, como ser divino e humano, conforme determinação do Pai. Na terra é adorado pelos salvos como Senhor e Salvador. Leia a seção DETALHES sobre a expressão citada acima. v. 15b; Lucas 1. 26 – 38; João 1. 14; Romanos 8. 11; Hebreus 1. 6; 4. 15; 9. 14; 1 Pedro 2. 21 - 24; 1 João 3. 5.
c) Antes de humanar-se e de qualquer princípio, na condição de pessoa divina, Jesus é o Criador junto com a pessoa divina do Pai e a pessoa divina do Espírito Santo. As três pessoas divinas tem a denominação comum de ELOHIM OU DEUS, em essência e natureza plural e indivisível. Na terra e nos céus o visível e o invisível dos poderes, autoridades e administrações foram criados e são sustentados por Ele para Sua honra e glória. v. 16; Gênesis 1. 1; Isaías 43. 7, 21; João 1. 1 – 3: Romanos 11. 36.
d) Antes de humanar-se o Verbo, cujo nome histórico é Jesus Cristo, na eternidade é ser incriado ou autoexistente e cuja essência e natureza é coigual com as pessoas divinas do Pai e do Espírito Santo. Tudo existe e subsiste (continua existindo) por meio Dele, Deus eterno. v. 17.
e) Jesus, o Messias, é a cabeça da igreja que é Seu corpo visível na terra. Ela já existia na mente divina na eternidade e se tornou histórica com a vinda do Verbo à terra. Após o retorno à Casa do Pai, o Messias transferiu a administração da igreja ao Espírito Santo Seu coigual. Tudo na igreja há de ser feito em harmonia com os propósitos e ações da Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo. v. 18a; Mateus 16. 16 – 18; Efésios 1. 3 – 14; 3. 10.
f) Jesus Cristo nos introduziu na família de Deus como filhos adotivos e coerdeiros Dele, por Sua morte e ressurreição. Foi o primeiro homem ressurreto pelo poder do Espírito Santo para nunca mais morrer. Daí a denominação de: ‘é o princípio e primogênito dentre os mortos’. Ao vencer a morte pela ressurreição garantiu a ressurreição dos salvos no tempo determinado. O que ocorreu com Ele ocorrerá com os salvos. A supremacia Lhe pertence. v. 18b; Romanos 6. 7 – 10; 8. 11, 17; Efésios 1. 3 – 14; 2. 19; 3. 6; Pedro 2. 9 – 10.
g) Jesus Cristo manteve na terra Sua Divindade e humanidade em perfeita harmonia. A relação entre ambas é um dos mistérios da fé.    Essa honra recebida do Pai honrou também a humanidade ao torná-Lo Deus conosco e depois Deus em nós. João 14. 16 - 17, 23. Jesus, por ser humilde, não reivindicou como homem Seus direitos divinos. Não permitiu que os anjos caídos (demônios) anunciassem essa realidade, conhecida por eles, ao mundo. Aos salvos caberia essa missão. Na terra Jesus fez uso pontual de Sua divindade, isto é, revelou-a em algumas situações especiais. Com isso confirmou a esperança dos fiéis que aguardavam o Messias e responsabilizou os duros de coração que O rejeitavam desse modo. Agora, no céu, ainda mantêm as duas naturezas: divina e humana. A divina era inerente a Ele ainda na eternidade antes de humanar-se. A humana, adquirida na terra, agora em corpo glorioso, permanecerá tal qual a recebeu após a ressurreição. Em outras palavras: à direita do Pai está como Filho de Deus e Filho do Homem tal se chamava na terra. Nesse estado celeste o Pai determinou que os anjos O adorassem. Por outro lado, está habilitado para salvar, como Mediador único, suficiente, capaz e eterno e julgar como juiz a humanidade que O rejeitou e os anjos decaídos. v. 19; Marcos 1. 34; 5. 6 – 8; Lucas 1. 31 – 35; João 5. 22, 23, 27; Atos 4. 12; 7. 55 – 56, 59 – 60; 1 Timóteo 2. 5; Hebreus 1. 1 – 6.
h) Por Sua morte e ressurreição Jesus Cristo reconcilia em Si e para o Pai aqueles que Nele creem como Senhor e Salvador através da ação convencedora do Espírito Santo. Nele, a paz entre céus e terra é realidade. v. 20; João 3. 15, 16, 36; Atos 4. 12; Romanos 5. 1; 8. 20 - 23. 
- Sem Jesus Cristo a humanidade está separada de Deus e inimizada contra Ele. Inclina-se para tudo o que é mau ou se opõe ao governo e as leis divinas. v. 21; Salmo 66. 18; Isaías 59. 1 - 3.
- Jesus Cristo nos convida à reconciliação com Deus para que sejamos feitos por Ele santos, justos, inculpáveis e livres de qualquer condenação diante de Deus. Sua Graça nos basta. v. 22; Mateus 11. 28 – 30; 27. 51; João 1. 12 – 13; Romanos 6; 8. 1; 2 Coríntios 5. 14 - 21; 12. 9; Efésios 2. 19 – 22; Hebreus 2. 11 - 18.
- O salvo permanece alicerçado e fundado na verdade que a fé no Evangelho de Jesus Cristo o colocou. Em sua posição inamovível se prepara para o encontro com Jesus Cristo. Esse é o Evangelho anunciado por Paulo e por todos os salvos durante a história terrena da igreja. v. 23.
VISÃO GERAL
Ao falar da excelência do Filho de Deus e de Sua obra perfeita e completa, o apóstolo Paulo, com a sabedoria divina concedida pelo Espírito Santo, apresenta de maneira majestosa a pessoa do Verbo humanado ou do Senhor Jesus Cristo. Entre os homens Ele é inigualável. Deixou Sua glória celeste como pessoa divina e na qual era um com Deus para vir habitar na terra a fim de ser um conosco em humanidade.
Na condição humana honrou o Pai e foi honrado por Ele ao se denominar Filho de Deus. Esta denominação, antes que fosse usada legitimamente por Ele Lhe foi dada primeiramente pelo Pai ao ser batizado por João, o precursor do Messias. Mateus 3. 17.
FOCALIZANDO A VISÃO
 O apóstolo Paulo faz a descrição da pessoa e da obra do Verbo humanado, Jesus Cristo, na eternidade que antecedeu a história, no início, no desenvolvimento e no final  da história e na pós-história ou eternidade a seguir. 
No estudo anterior vimos que o Pai em Seu amor à humanidade, manifestado no envio do Filho amado Jesus Cristo, nos libertou e nos transportou por Sua Graça e Misericórdia do domínio das trevas para a luz existente no Reino do Seu Filho. Colossenses 1. 12 – 13.
No acolhimento da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador, somos adotados na família divina para sermos Seus irmãos e filhos amados do Pai. Somente pela obra do Filho realizada em Sua morte e ressurreição é que recebemos libertação e perdão dos pecados e a filiação divina. Lucas 8. 21; João 1. 12 – 13; 3. 16; Colossenses 1. 13 – 14; Hebreus 2. 9 - 18.
Na presente descrição o apóstolo faz uso da sabedoria divina dada a ele pelo Espírito Santo e prossegue na exposição da pessoa e da obra do Senhor Jesus.
Inicialmente declara que Jesus Cristo, o Verbo humanado e Deus com Deus, em Sua humanidade é a imagem visível do Deus invisível. Confirma o que Jesus Cristo disse a Seu respeito a Filipe: “Quem me vê, vê o Pai”. João 14. 9 – 11. Em discurso anterior, por ocasião da dedicação do templo, o Senhor Jesus afirmou publicamente a quem desejasse ouvi-Lo: “Eu e o Pai somos um”. João 10. 30. Os judeus religiosos entenderam o significado das palavras de Jesus e tentaram apedrejá-Lo, mas não tinham sequer um argumento que contraditasse ou tornasse mentirosa a declaração de Jesus. Diante da verdade a reação inteligente é dar-lhe acolhimento seja pela lógica, bom senso ou fé.
O que o Pai, o Filho e o Espírito Santo dizem de Si é o que deve ser acolhido como verdade.  Deus não mente e não se deixa tentar pelo mal. Números 23. 19; Tito 1. 2; Tiago 1. 13. Quem é a criatura diante do Criador? Somos seres amados por Ele a quem devemos amar e obedecer. Salmo 8.    
As Escrituras nos afirmam que Jesus Cristo, na terra, foi a Plenitude divina humanada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, Sua natureza, propósitos, caráter e ações foi revelado em Jesus Cristo, o Emanuel, o Deus conosco. Jeová com Jeová. Leia Isaías 6. 1 – 8; 7. 14; 9. 6; Mateus 1. 23; João 1. 14; 8. 24, 28, 56 – 58 e Gênesis 18. 1 - 33.
A seguir o apóstolo Paulo declara que Jesus Cristo além de ser a imagem do Pai, em Sua humanidade é o primogênito, isto é, ocupa lugar de relevo, de destaque, de supremacia entre as criaturas no céu e na terra. Hebreus 1. 5 – 13. João, o precursor, tinha esse mesmo entendimento quando declarou a respeito do Messias: “...Aquele que vem depois de mim é superior a mim porque já existia antes de mim”. Grifo nosso. Disse mais: “Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus unigênito, que está junto do Pai, O tornou conhecido”. Reconheceu a divindade do Messias: “Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus”. João 1. 15, 18, 34.
Das criaturas no céu (anjos) e na terra (humanidade), nenhuma é mais sublime que o Filho de Deus, Jesus Cristo. Dentre elas ninguém expressou com perfeição o que Deus é: somente o Senhor Jesus. Ao escrever as palavras traduzidas como primogênito de toda a criação o apóstolo Paulo foi preciso e usou de forma intencional em sua redação o termo grego Prototokos (primeiro nascido) e cujo significado remete a posição, supremacia em total e incontestável superioridade sobre toda a criação. Ele foi o primeiro e único nascido na humanidade pela instrumentalidade direta de Deus num ser humano. Antes de humanar-se era pessoa espiritualmente divina na eternidade: ser incriado ou autoexistente e criador de tudo o que há no mundo visível e invisível. Lucas 1. 26 – 38; João 1. 1 – 3, 14; 4. 24. O apóstolo Paulo NÃO USOU o termo grego protoktistos (primeiro criado) dentre muitas criaturas celestes e terrestres. (Comentário Ritchie do Novo Testamento – T. Bentley – Edições Cristãs – Ourinhos – SP, detalhada por este comentarista).
A ideia sutil e herética de que Deus criou o Filho e a partir dele as criaturas e tudo o que há não tem fundamentação bíblica. É a tentativa judaizante e de homens ímpios que desprezam as evidências e insistem em não reconhecer a divindade do Senhor Jesus. Nem o Diabo, perito na prática do mal, nega a eternidade e a divindade do Senhor Jesus porque isso seria por demais estúpido para ele. Se a insensatez desses religiosos fosse verdade o Pai não determinaria que os anjos adorassem o Filho. Uma criatura não adora outra criatura e sim somente a Deus. Isaías 42. 8; 48. 11; Hebreus 1. 6; Apocalipse 14. 6 – 7; 19. 9 – 10.
Repetimos: antes de ser gerado no ventre de Maria através da ação da pessoa divina do Espírito Santo, aquele que seria o Verbo humanado, o Messias, já existia e interagia divinamente com as pessoas da Divindade na eternidade. Gênesis 1. 26; 11. 7. Além disso, apresentou-se em figura humana a Abraão em manifestação teofânica ou manifestação da presença divina de maneira visível e física na companhia de dois anjos. Abraão, o amigo de Deus, fez a distinção entre a pessoa divina do Verbo que seria futuramente humanado e a dos anjos. Gênesis 18. 1 – 33; 2 Crônicas 20. 7; Isaías 41. 8; Tiago 2. 23. No debate com os religiosos judeus, Jesus Cristo se reportou a esse acontecimento e não foi entendido devido a incredulidade que os cegava. João 8. 54 – 59. Membro da indivisível e harmônica Divindade, o Verbo que seria humanado, Jesus Cristo, é o Criador do que existe nos céus e na terra, no mundo visível e invisível aos homens. Todos os poderes, autoridades e governos que visam à Sua glória foram criados por Ele e para Ele. O que existe deve sua existência à Vontade ativa ou permissiva de Deus para que em tudo seja exaltado. Além da existência, a subsistência do que foi criado está nas mãos do Criador para que todas as criaturas se dobrem diante Dele em adoração, louvor e serviço. É Ele quem estabelece o breve e insondável período histórico de existência de Suas criaturas na terra.
A preeminência de Jesus Cristo é vista em Sua igreja, Seu corpo visível na terra e da qual é cabeça ou governante soberano. Só podemos considerar igreja de Cristo aquela que O tem como pessoa central e em torno do qual gravitam os propósitos e ações da Divindade e daqueles que O tem como Senhor e Salvador. Jesus Cristo é o mediador. Deus só trata conosco e nós com Ele através da pessoa divina de Jesus Cristo, o Messias. O Espírito Santo que pastoreia a igreja até o retorno do Messias nos encaminha nessa direção e forma de relacionamento com Deus e de Deus conosco. 1 Coríntios 2. 4 – 16; Romanos 8. 26 – 27.
Ao constituir em Si a Sua igreja, o Senhor Jesus, por Sua morte e ressurreição, nos introduziu na família de Deus como filhos amados do Pai tal qual Ele é. Na vitória sobre a morte para nunca mais morrer o Senhor Jesus se tornou o primogênito dos mortos, isto é, inaugurou a descendência daqueles que vencerão definitivamente a morte por ocasião da chamada à vida gloriosa no arrebatamento da igreja. Essa majestosa realidade futura foi anunciada pelo Senhor Jesus e o Espírito Santo a revelou ao apóstolo Paulo que a retransmitiu à igreja. João 14. 1 – 3; 1 Romanos 8. 11; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4. 13 - 18.
Ao olhar para a pessoa, o caráter e o ministério do Senhor Jesus, nossa mente mostra-se impotente para compreender o alcance da decisão do Pai que fez habitar no Filho toda a plenitude divina e humana. Honrou-O e O responsabilizou pela reconciliação da criatura com o Criador. Só o Filho, sem pecado, poderia assumir sobre Si, como se pecador fosse, os pecados daqueles que Nele creem como Senhor e Salvador e morresse substitutivamente por eles a fim de torná-los inculpáveis aos olhos do Pai. Isaías 53; 2 Coríntios 5. 21; 1 Pedro 2. 21 – 25.    
Jesus manifestou Sua divindade e origem divina em momentos especiais a fim de despertar a fé daqueles que por sua humildade seriam salvos e responsabilizar os incrédulos pela dureza de coração. Tudo fez para honra e glória do Pai. No cotidiano, porém, viveu em plenitude Sua humanidade para que fosse nosso exemplo. Não reivindicou para Si da parte dos homens o mesmo tratamento que recebia do Pai e dos anjos porque a humanidade não estava preparada para essa magnitude ou grandeza de relacionamento. Antes, humilhou-se diante dos homens e em momento algum usou o Seu poder divino para se defender, oprimir ou usá-Lo em benefício próprio. Em momento algum se afastou da missão recebida do Pai: reconciliar em Si a criatura com o Criador a fim de restaurar o relacionamento inicial do homem com Deus e como consequência o que há nos céus e na terra. Em todo o tempo o Pai foi glorificado no Filho através da ação discreta e eficaz do Espírito Santo, a Plenitude divina em ação.   Somente o Príncipe da Paz, Jesus Cristo, pode gerar paz naqueles que se dispõem a se relacionar com Deus na forma determinada por Ele. 
A humanidade inimizada com Deus só tem um caminho de reconciliação: Jesus Cristo. João 14. 6. Assim como Deus não poupou Seu Filho para que fôssemos salvos, não poupará no dia final da prestação de contas quem rejeitou o Messias, o Cordeiro de Deus, o único autorizado pelo Pai para registrar o nome dos salvos no Livro da Vida. Romanos 8. 32; Apocalipse 20. 12, 15
Conhecedor de quanto é amado por Deus, o salvo além de permanecer na verdade, aprofunda-se no conhecimento e em sua prática para que tenha formado em si o caráter de Cristo e assim tenha autoridade espiritual e moral para anunciá-Lo às nações. .  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A excelência na vida do salvo é alcançada quando expressa em seu caráter o caráter de Cristo.
DETALHES
- Em Seu batismo o Filho foi elogiado e honrado pelo Pai. Obedeceu-O até à morte de cruz. Jamais O decepcionou.
- Jesus, o Messias, só recebeu a denominação de Filho de Deus, após a Sua entrada na terra pelo nascimento. Na eternidade era Deus com Deus ou Elohim. 
- Ao citar os termos “primogênito de toda a criação”, o apóstolo Paulo usa o vocábulo grego PROTOTOKOS (primeiro nascido) que indica posição, supremacia ou total e incontestável superioridade  sobre toda a criação e não PROTOKTISTOS (primeiro criado) dentre muitas criaturas. (Comentário Ritchie do Novo Testamento – T. Bentley – Edições Cristãs – Ourinhos – SP).
APLICAÇÃO
- Ter Jesus como modelo em tudo.
PENSAMENTO
Os filhos de Deus expressam em si a imagem do Filho de Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste”. v. 16 – 17.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor pelo que Tu és e me fazes ser em Cristo. 

sábado, 15 de agosto de 2015

Colossenses - Estudo 1: O EVANGELHO NOS LIBERTA PARA A SUBMISSÃO A DEUS - cap. 1. 1 - 14.

Neste texto encontramos:
- Paulo, apóstolo de Cristo Jesus e seu filho na fé Timóteo: parceiros ministeriais. v. 1; Efésios 1. 1.
- Os votos aos santos e fiéis irmãos, destinatários da carta, são para que a Graça de Deus e a paz que vem por meio de Jesus Cristo estejam com eles. v. 2; João 14. 27; Efésios 1. 2.
- Gratidão a Deus nas orações pelos colossenses. v. 3, 9; Efésios 1. 16.
- A fé em Jesus Cristo e o amor cristão cultivado pelos colossenses entre os santos foram anunciados a Paulo. v. 4, 8, 9a; Efésios 1. 15.
- A mensagem evangélica inclui em seu conteúdo o anúncio do encontro dos salvos com Jesus Cristo em Sua glória nos céus. v. 5; João 14. 1 – 3; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4. 13 - 18.
- O mesmo Evangelho que crescia e frutificava entre as nações havia chegado aos colossenses. Eles ouviram e entenderam o significado da Graça de Deus na salvação e por isso a acolheram. v. 6.
- Epafras, cooperador e fiel ministro, anunciou aos colossenses o mesmo Evangelho da Graça de Deus que Paulo divulgava entre as nações. v. 7.
- Epafras ao visitar Paulo na prisão anunciou-lhe que o amor dos colossenses pelos irmãos era animado pelo mesmo Espírito que os movia a propagar o Evangelho entre as nações. v. 8, 4.
- Encorajado pelas boas notícias da igreja em Colossos, que ainda não conhecia, Paulo orava incessantemente para que a Vontade de Deus fosse plenamente revelada e acolhida por eles com toda a sabedoria e entendimento vindos do Espírito Santo. v. 9, 3; cap. 2. 1.
- O pleno conhecimento da Vontade de Deus impulsiona o cristão a: a) viver dignamente o Evangelho; b) agradar a Deus em tudo; c) frutificar em boas obras; d) crescer no conhecimento de Deus; e) fortalecer-se no Espírito Santo; f) cultivar a perseverança e paciência com alegria como resultado da plena comunhão com Deus. v. 10 - 11; Efésios 4. 1. 
- O cristão agradece continuamente a Deus, o Pai, porque em Jesus Cristo, Deus Filho, recebeu o privilégio de ser considerado digno de participar da herança dos salvos no Reino da Luz. v. 12; Romanos 8. 16 - 17; Efésios 3. 6.
- O Deus de amor por Seu Filho Jesus Cristo nos libertou do domínio do reino das trevas e nos transportou amorosamente para o Reino do Seu Filho Amado. v. 13; João  6. 37; 10. 28 – 30, Romanos 8. 1.
- A libertação e o perdão dos pecados são dados a nós apenas por intermédio de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, por Sua morte e ressurreição. Em Seu amor Ele nos incluiu nelas. Na morte fez morrer em nós a natureza pecaminosa e em Sua ressurreição nos deu nova vida, a vida de Deus, santa e incorruptível, a mesma vivida por Jesus em Sua humanidade e vivível em nossa humanidade. v. 14; 3. 1- 3.
VISÃO GERAL
 A carta do apóstolo Paulo aos irmãos colossenses foi escrita por volta dos anos 61 – 62 d.C. Escreveu também outra carta à igreja em Laodicéia. Solicitou que as duas coirmãs as lessem e se inteirassem mutuamente do seu conteúdo, necessário à unidade doutrinária dessas e das demais igrejas. Colossenses 4. 16.
Colossos localizava-se aproximadamente a 160 quilômetros a sudeste de Éfeso, nas proximidades de Laodicéia e Hierápolis no sul da atual Turquia.  
Na leitura dessa carta descobrimos que o apóstolo Paulo trata de temas comuns às necessidades doutrinárias de várias igrejas. Orienta os colossenses a se afastarem da: a) espiritualidade enganosa e na qual se sugeria o culto aos anjos; b) mistura do legalismo judaico com o Evangelho; c) influência do paganismo (culto a deuses criados pelos homens associado a todo tipo de imoralidade); d) convivência pacífica da nova vida em Cristo com a velha vida religiosa comprometida com a natureza pecaminosa; e) das inclinações da natureza terrena que tenazmente combate contra a nova natureza em Cristo. Tudo isso seria possível com o cultivo da piedade cristã que consiste na reverência devida a Deus e Sua Palavra, no conhecimento e vivência do ensino genuinamente evangélico, na vida de oração e prática das boas obras. 
Como dissemos, temas semelhantes são tratados com as igrejas da região da Galácia (49 - 55 d.C.); Coríntios (55 – 56 d.C.); Romanos (57 – 58 d.C.) e Éfeso (61 – 62 d.C.). Esse ensino de natureza geral se deu porque os seres humanos são seduzíveis ao pecado onde  e com quem estiverem.
As cartas às igrejas de Colossos e de Éfeso por serem escritas na mesma época apresentam similaridades na saudação, na linguagem e nos temas doutrinários. Seguem a mesma sequência tanto na ortodoxia (exposição da correta doutrina) quanto na ortopraxia (vivência correta da doutrina).
 Enquanto na carta aos efésios o apóstolo apresenta teologicamente a origem e o relacionamento de Cristo com Sua igreja, na carta aos Colossenses o foco é a pessoa do Senhor Jesus Cristo.
FOCALIZANDO A VISÃO
Inicialmente o apóstolo Paulo fala do seu chamado, escolha, missão, pertencimento e autoridade apostólica recebidos de Jesus Cristo conforme a Vontade de Deus, o Pai. Em sua saudação destaca o seu fiel parceiro ministerial e filho na fé, Timóteo.
O desejo do apóstolo era que a Graça e a Paz de Deus, na pessoa do Pai e do Filho, repousassem sobre os fiéis e santos irmãos em Colossos. Declara a eles que em suas orações era grato a Deus porque uniam a fé em Jesus Cristo à prática do amor mútuo e das boas obras. A coerência entre o cultivo da fé e do amor os tornava não somente unidos, mas espiritualmente fortes como igreja. Essa era a notícia que havia recebido   por meio de Epafras, parceiro ministerial do apóstolo e que pastoreava tanto a igreja em Colossos como em Hierápolis e Laodicéia. v. 7. Estavam instruídos acerca do conteúdo abrangente do Evangelho que trata da vida dos renascidos na presente era, da vida eterna com Deus e da esperança confiante do encontro com o Senhor Jesus Cristo por ocasião do Seu retorno glorioso. O Senhor e Salvador os elevaria Consigo aos céus como Sua herança dada pelo Pai e dar aos salvos a herança que lhes estava reservada desde a eternidade. Efésios 1. 11, 14, 18;  Colossenses 1. 12.
O mesmo Evangelho que os havia alcançado em Colossos e que fora acolhido por eles depois que ouviram, entenderam e creram no real significado da Graça de Deus, era anunciado em todo o mundo para aqueles que o desejassem ouvir, acolher e viver de forma correta o relacionamento com Deus em Cristo.
A igreja em Colossos cria e se deixava mover sob a ação do Espírito Santo e esta era a razão para continuarem sendo bem sucedidos na fé, no amor e no testemunho do Evangelho.
O apóstolo Paulo manifesta sua alegria pelo que ouvira dos colossenses e isso o motivava a orar pela igreja para que se mantivesse no mesmo propósito até o fim. Pedia a Deus, o Pai, por intermédio de Seu Filho, Jesus Cristo, que aos irmãos fosse concedido o pleno conhecimento da Vontade de Deus e de como obedecê-la com sabedoria e entendimento espiritual para O servirem de modo irrepreensível. Tudo o que Deus havia reservado a eles lhes seria concedido para Sua honra e glória. Esse entendimento  os capacitaria a viver com dignidade o Evangelho entre si e diante daqueles que seriam salvos. Além disso, aprenderiam como poderiam agradar a Deus na adoração, no louvor e no serviço. Quanto mais conhecessem a Deus pela revelação dada pelo Espírito Santo, mais estariam habilitados para expressarem o Seu caráter nos relacionamentos e na prática das boas obras.
A plena comunhão com Deus em Seu Filho através da ação do Espírito Santo entre eles daria  o discernimento e a inteligência espiritual para serem perseverantes e pacientes, conservando a alegria cristã nos relacionamentos e na esperança do encontro com Cristo por ocasião do Seu retorno glorioso.
No desenvolvimento da maturidade cristã aprenderiam a virtude da gratidão a Deus que por Sua Graça e Misericórdia concedeu aos santos o privilégio de participarem do seu Reino de Luz, herança reservada aos fiéis.
Todos deveriam saber que o amor de Deus, o Pai, manifestado em Sua Graça soberana, incondicional e na pessoa de Jesus Cristo, Seu Filho, inclui os renascidos como filhos na família divina. Isso Ele fez ao nos libertar do domínio das trevas e nos transportar para o Reino do Filho Amado que por nós entregou consciente e voluntariamente a Sua vida como preço de resgate. Em Sua obra completa o Filho amorosamente nos atraiu e nos incluiu em Sua morte e ressurreição para que em nós fosse morta a natureza pecaminosa que nos dominava e nos fazia refém do pecado e do qual, sozinhos, não poderíamos nos livrar dele. Não somente isso, mas em Sua ressurreição concedeu-nos o privilégio de sermos participantes da natureza divina que nos habilita a viver no presente a Vontade de Deus como fez Jesus Cristo em Sua humanidade. Finalmente nos honrou com a nossa futura elevação aos céus, a exemplo de Jesus, para recebermos a herança   reservada por Deus aos salvos antes de nossa existência na terra. Efésios 1. 3 - 14.  
Somente em Jesus Cristo, a Verdade que liberta,  temos perdão dos pecados e a honra dada por Deus para vivermos com Ele em Sua Casa. João 14. 1 – 3. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A Graça de Deus manifestada com a vinda e vida de Jesus Cristo permite que vivamos em excelência a vida cristã no presente e alegremente aguardemos a herança reservada aos salvos com Cristo nos céus.
DETALHES
- O bom testemunho dos salvos não somente atrai os pecadores à mesma salvação, mas alegra o coração dos que lhes anunciaram
o Evangelho.
- A mutualidade na oração intercessória entre líderes e liderados é demonstração sublime do amor cristão. 
- Quando apresentamos alguém diante de Deus, o expomos às Suas bênçãos e soberania.
APLICAÇÃO
- O amor cristão é a manifestação visível da fé que professamos.
PENSAMENTO
Não há maior alegria do que ouvirmos que as pessoas que amamos, mesmo sem conhecê-las, estão  vivendo o que Deus espera delas. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado”. v. 13.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor um coração grato para reconhecer o que és e o que fazes a favor dos Teus filhos. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Filipenses - Estudo 10: PALAVRAS DE GRATIDÃO – cap. 4. 10 – 23.

Neste texto encontramos:
- O apóstolo Paulo agradece e se alegra no Senhor com o amor demonstrado a ele pelos irmãos filipenses que continuamente o supriam financeiramente em seu ministério. v. 10.
- O Espírito Santo dá ao servo de Deus o autodomínio que necessita para conviver com a carência e a abundância; a honra e a desonra; nas situações imprevistas, favoráveis ou desfavoráveis. Nele se cumprem as palavras do Senhor Jesus que recompensará fiéis e infiéis. v. 11 – 12; Jó; Jonas; Salmo 34. 7; Mateus 5. 11 – 12; João 15. 18 – 23; 1 João 5. 18.
- O Senhor é quem fortalece o cristão em todas as circunstâncias. Dele vem o tudo que precisa. As circunstâncias são temporais, mas o Seu amor encorajador e supridor é eterno. v. 13.
- A solidariedade da igreja no atendimento das necessidades de quem a supre espiritualmente é demonstração de nobreza e elevada gratidão que traz a alegria do Senhor a quem dá e a quem recebe. v. 14 - 16; Gálatas 6. 6.
- Os créditos divinos dos investidores no ministério da Palavra são infinitamente maiores que os investimentos feitos. Deus os multiplica na vida do doador e do receptor para Sua honra e glória. v. 17; Hebreus 6. 10.
- O servo beneficiado pelo amor da igreja mostra-se grato e manifesta a gratidão pelo uso inteligente do suprimento recebido. As ofertas são acolhidas como aroma suave, aceitáveis e agradáveis a Deus. Quem ama o que faz no Reino de Deus colhe os frutos de sua semeadura. v. 18.
- Deus supre as necessidades dos fiéis, seja do semeador ou do destinatário da semeadura. A intercessão recíproca de ambos atrai as bênçãos de Deus sobre o que fazem. v. 19,
- O que fazemos no Reino de Deus glorifica Seu Nome, seja como supridor ou despenseiro dos bens espirituais. A salvação de vidas é o propósito comum de todos. v. 20; 1 Coríntios 4. 1 - 2. 
- A saudação mútua entre os santos fortalece a unidade da igreja. v. 21.
- Frutos da prisão de Paulo em Roma: vidas salvas na sede do governo romano. O Evangelho não pode ser preso ou extinto com a prisão ou morte dos evangelistas. v. 22.
- Saudação paulina: a graça de Jesus Cristo repousa sobre os agraciados com o Evangelho. v. 23.
VISÃO GERAL
O suprimento dos chamados e que ocupam a vanguarda na obra missionária é responsabilidade dos que estão na retaguarda. Ambos são parceiros ministeriais no Reino de Deus. Romanos 10. 14 – 15.
Ao escrever aos irmãos filipenses o apóstolo Paulo faz uso de uma linguagem carinhosa, alegre, elegante, bem humorada e convincente. Incentiva-os a permanecerem nesse propósito enquanto agradece pela visão missionária da igreja no sustento daqueles que trabalham na obra do Senhor.
FOCALIZANDO A VISÃO
 Nesta parte da carta o apóstolo Paulo usa uma linguagem sutil, elegante, alegre e bem humorada ao agradecer aos irmãos filipenses a oferta recebida através de Epafrodito. Paulo manifesta o seu reconhecimento pela sensibilidade, compromisso e responsabilidade demonstrados pela igreja a favor do ministério que realizava no Reino de Deus. Se, enquanto estava livre poderia se dedicar ao seu trabalho secular de construtor de tendas, agora preso em Roma por causa do Evangelho, não poderia dispensar a ajuda financeira dos irmãos na continuidade do ministério da Palavra que se manifestou frutífero nas cartas às igrejas em Éfeso, Filipos, Colossos e na carta pessoal ao irmão Filemom. Essas quatro cartas escritas da prisão representam preciosos documentos doutrinários que solidificaram a fé dessas igrejas e das igrejas de Cristo ao longo dos séculos.
Os irmãos em Filipos com seu amor a Paulo manifestado no apoio financeiro ao ministério que realizava, deram-lhe a tranquilidade necessária para que da prisão pudesse presentear as igrejas com reflexões profundas na exposição da doutrina cristã.
O apóstolo Paulo deixou claro aos irmãos filipenses sua alegria e gratidão pelo amor manifestado no sustento ao ministério que lhe havia sido entregue pelo Senhor Jesus. Declarou a eles que havia aprendido a cultivar o contentamento, isto é, de manifestar sua gratidão a Deus e de estar contente na abundância, na carência, nas humilhações e nas honras. Esse autodomínio para lidar com as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis era uma virtude cristã exercitada pelo Senhor Jesus que havia passado por situações semelhantes em Seu ministério terreno. Agradecia a Deus porque as ocorrências em sua vida eram fruto da soberania, vontade e permissão divinas. Nelas era provada a fé dos investidores na obra do Senhor bem como daqueles que colocavam pessoalmente suas vidas no exercício do ministério do anúncio e ensino do Evangelho. Sentia-se alegre e grato a Deus porque a presença do Seu amor eterno, incondicional e contínuo era infinitamente superior às circunstâncias desagradáveis e temporárias pelas quais passava. 
O apóstolo se alegrava no Senhor juntamente com os filipenses porque a alegria no dar era correspondida no receber. O amor de Deus entre os irmãos os movia a cooperar e a serem parceiros ministeriais de Paulo. Eles agradeciam a Deus pela vida do apóstolo que lhes trouxe o Evangelho da Graça de Deus. Foram tirados das trevas, da ignorância, do legalismo e do paganismo para a luz, o conhecimento e a liberdade que há em Jesus Cristo, a verdade que liberta. De sua parte o apóstolo se alegrava no Senhor e era grato pelo privilégio recebido de não somente ter anunciado o Evangelho em Filipos, mas a sofrer pela sua obediência ao Senhor naquela cidade. Essa era também a experiência dos irmãos filipenses. Filipenses 1. 29.
A igreja em Filipos nasceu às margens de um rio e a partir do encontro de Paulo com um grupo de mulheres às quais anunciou o Evangelho. Uma delas, Lídia, abriu o seu coração para acolher o Evangelho. Era vendedora de tecidos de púrpura. Após ser batizada convidou o apóstolo para anunciar o Evangelho à sua família e a se hospedar em sua casa. Com essa família floresceu a igreja em Filipos. Atos 16. 9 – 15.
Sob a orientação do Espírito Santo, Lídia desenvolveu nos novos crentes o prazer de servir e sustentar a obra missionária. Essa atitude se tornou cultura na igreja em Filipos.   João 8. 32, 36; Atos 16. 11 – 40; Filipenses 1. 29.
Agora, preso em Roma por anunciar o mesmo Evangelho que os havia alcançado, o apóstolo agradece o amor desses irmãos a quem também amava. Haviam contraído entre si a permanente dívida do amor mútuo. Romanos 13. 8. Seu ministério era governado pela Graça divina que se manifestava a cada dia em Sua soberania. Tudo o que lhe ocorria era motivo para glorificar a Deus. Não daria espaço em sua vida ministerial para a murmuração, quer fosse criticado ou não compreendido em suas decisões que visavam sempre ao bem estar das igrejas e não ao seu conforto pessoal. Estava disposto a se doar pelo Evangelho e pelas igrejas e jamais exigiria delas o que o amor de Deus não as movesse a fazer de forma consciente, voluntária e alegre.  Em tudo Deus o fortaleceria para que realizasse o que Sua Vontade determinasse. Essa era a sua motivação permanente no pastoreio das igrejas. Sabia que podia contar com o permanente amor supridor de Deus diante da temporalidade das circunstâncias.
A alegria de Paulo era alimentada pela gratidão dos irmãos filipenses que procuraram amparar seu pastor em períodos de liberdade e muito mais agora na prisão. Quem ama investe o que é e possui na vida do ser amado em todo o tempo.
Os filipenses colocaram em prática o que Paulo ensinara  às igrejas da região da Galácia, isto é, a de suprir com os bens materiais aqueles que os supriram espiritualmente. A virtude do reconhecimento há de ser cultivada pelo doador e receptor. Gálatas 6. 6.
Uma igreja movida pelo amor divino e que se alegra em suprir os anunciadores do Evangelho recebe mais créditos que os investimentos feitos. Em outras palavras: na economia divina a colheita será infinitamente mais abundante no presente e na eternidade que a semeadura movida pelo amor. Para Sua honra e glória Deus credita bênçãos incontáveis a quem se alegra em fazer a Sua Vontade. Hebreus 6. 10.
O apóstolo Paulo declara aos irmãos filipenses que a oferta recebida assemelhava-se ao aroma agradável no culto que prestavam a Deus. O mesmo Deus que recompensa aquele que oferece um copo com água aos Seus servos, com certeza os recompensaria.  Marcos 9. 41.
A demonstração do amor cristão dos filipenses a Paulo os ligava em contínua intercessão visto que para ambos a salvação de vidas era o bem maior a ser cultivado. O apóstolo roga ao Senhor que em suas riquezas infinitas recompense o desprendimento dos supridores. Não ficariam sem retorno. Envia a saudação dos que lhe davam assistência na prisão. Acrescenta a saudação dos irmãos gerados na prisão e entre os quais estavam os que serviam ao imperador. O Evangelho de Cristo, a exemplo da água, penetra nas vidas daqueles que o acolhem.
A saudação paulina encerra a carta. Nela o apóstolo roga a presença da graça do Senhor Jesus Cristo sobre os amados do Senhor e que O amam. A estes está reservado o melhor no presente e no porvir. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Investir no sustento financeiro dos que anunciam o Evangelho é privilégio dado a quem reconhece e é grato pelo amor de Deus.
DETALHES
- O apóstolo Paulo tinha uma habilidade incomum para pedir e agradecer as ofertas enviadas a ele na realização do ministério que o Senhor lhe havia reservado e na ajuda aos irmãos financeiramente carentes
APLICAÇÃO
- Seja um investidor na obra missionária. 
PENSAMENTO
Na economia divina tem mais quem mais investe no Reino de Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. v. 12 – 13.
ORAÇÃO
Dá-me sempre Senhor o privilégio de investir na obra missionária e no suprimento dos carentes. 

sábado, 8 de agosto de 2015

Filipenses - Estudo 9: FRUTOS DA PERMANÊNCIA EM CRISTO - cap. 4. 1 – 9.

Neste texto encontramos:
- Convite à permanência no Senhor feito aos irmãos amados que eram a alegria, motivo de honra e de quem o apóstolo tinha saudades. v. 1.
- Convite à conciliação no Senhor feito a Evódia e Síntique. v. 2.
- Ministério da conciliação: presta ajuda aos irmãos temporariamente inimizados. A divergência entre os santos é um incidente que deve levá-los à maturidade e não à hostilidade ou divisão. v. 3a; Atos 15. 36 – 40; Gálatas 2. 1; 2 Timóteo 4. 11.
- Ter o nome no Livro da Vida é motivo suficiente para trocar os impasses pela unidade cristã. v. 3b.
- Alegrar-se no Senhor é uma forma de honrá-Lo pelo que é e faz em Cristo para Sua honra e glória e a nosso favor. A alegria contínua na convivência com os irmãos alegra o coração do Pai. Ela faz parte do caráter divino e por isso há de ser inerente ao caráter do cristão. Quem pode permanecer continuamente triste diante do futuro glorioso que nos espera em Cristo? v. 4; Gálatas 5. 22 – 23; Colossenses 3. 1 - 4.
- A amabilidade movida pelo amor que Deus, por Seu Espírito, derramou sobre nós quebra as barreiras do egoísmo, derruba os muros do ódio e constrói pontes de relacionamento. v. 5a; Romanos 5. 5; Gálatas 5. 22 - 23.
- Cada dia vivido pelo cristão o aproxima do encontro com o Senhor e isso O alegra e nos alegra. Os sinais do Seu retorno são mais evidentes a cada dia. Vigiemos. v. 5b; Apocalipse 22. 17.
- O cristão não se deixa dominar pela ansiedade porque ela gera a dúvida, o medo e a desesperança. Sabe que tem consigo o Deus supridor e ao qual pode recorrer continuamente. v. 6a; Salmo 23; Mateus 6. 25 - 34.
- O cristão coloca sua ansiedade diante de Deus pela oração e na qual adora, suplica e agradece ao Deus que tudo pode, vê e sabe. Ele se responsabiliza por aqueles que em Seu Filho foram feitos filhos. v. 6b;  Mateus 6. 25 – 34; João 1. 12 – 13; 1 Pedro 5. 6 – 7.
- A paz que excede todo o entendimento repousa sobre a vida daqueles que buscam a Deus em espírito e em verdade.  Ele guarda o nosso coração e a nossa mente abrigando-os em Cristo Jesus. v. 7; João 4. 23 – 24; Colossenses 3. 1 - 3.
- Para que tenhamos saúde espiritual, mental, emocional, volitiva e física é preciso que protejamos a mente. Conservemos nela apenas o que for verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e o que é excelente e digno de louvor a Deus. As bênçãos divinas repousarão sobre quem assim age. v. 8.
- Reproduzir na prática o que ouvimos e vemos de bom nas pessoas e situações dão-nos maturidade e coerência. Fazem de nós referência e exemplo a ser seguido por quem nos observa. Nesse propósito teremos o apoio divino porque Ele honra quem O honra. v. 9; 1 Samuel 2. 30b; Hebreus 6. 10.
VISÃO GERAL
 A permanência em Cristo gera nos salvos a manifestação do caráter divino. O amor de Deus em nós nos capacita a amá-Lo como deseja ser amado, educa-nos a amar-nos corretamente e nos une amorosamente aos irmãos. O amor divino adiciona alegria aos nossos relacionamentos, troca a ansiedade pela paz, alimenta em nós a paciência, gera a amabilidade na forma de gentileza e respeito mútuo. Por fim esse amor incomparável leva-nos à prática da bondade, mantém em fidelidade e unidade nossos relacionamentos, dá-nos a mansidão necessária para que exerçamos a tolerância positiva diante da imaturidade do outro e construamos a nossa maturidade seguindo o exemplo de Jesus. Em tudo o domínio próprio está presente para que nos alegremos na alegria do Senhor e sejamos Sua alegria como filhos amados. Gálatas 5. 22 – 23.  
FOCALIZANDO A VISÃO
 O apóstolo Paulo convida os amados irmãos filipenses a permanecerem firmes e fiéis ao Senhor. Dele procede o amor que os une em paz e alegria na igreja. Sentia saudade do convívio com os irmãos. Era amado e os amava intensamente no Senhor. Infelizmente o amor mútuo na igreja não era completo porque duas irmãs, Evódia e Síntique, não mais reproduziam em seu relacionamento o amor fraternal necessário à convivência cristã. Essa hostilidade entre elas passou a contaminar a igreja, corpo de Cristo, e poderia levar ao divisionismo visto que cada uma possuía aqueles que por simpatia aliavam-se a elas na antipatia de uma para com a outra. Na busca da solução desse impasse o apóstolo Paulo solicita a intervenção do irmão encarregado da liderança da igreja para que reaproximasse em amor essas irmãs, tão preciosas no ministério da igreja no passado e no presente. As desavenças entre pessoas no exercício dos ministérios exige muita sabedoria e direção do Espírito Santo para que a conciliação ou reconciliação se estabeleça. Só a unidade fortalece, faz crescer e torna a igreja produtiva.
É responsabilidade da liderança da igreja capacitar dentre seus membros aqueles que por sua maturidade cristã estão habilitados para exercerem o ministério da conciliação ou reconciliação. Amor, humildade, discrição e equilíbrio somam-se como pré-requisitos ao compromisso, conhecimento e coerência nesse projeto de restauração. O objetivo é reaproximar irmãos incidentalmente inimizados e aqueles que por imaturidade se afastaram da comunhão. Os membros desse ministério precisam ser pessoas reconhecidas pela igreja por sua maturidade cristã vista no amor a Deus, aos irmãos e às Escrituras.
Pessoas que se empenham no cultivo de uma vida irrepreensível possuem autoridade espiritual e moral exigidas no exercício desse
precioso ministério. A habitual prática do que já sabem e a diligência ministerial as encaminhará no bom termo de sua missão.  
O exercício natural do perdão contínuo e incondicional, como ensinou Jesus, afasta a hostilidade e o divisionismo entre os irmãos.
As divergências de ideias, propostas ou encaminhamentos são naturais e até esperadas na convivência de  pessoas sadias, mas diferentes entre si na visão que possuem sobre determinado assunto ou situação. As divergências são um bem quando bem administradas. Além de incidentais e temporárias elas devem levar os envolvidos à busca da maturidade e ao reconhecimento de que os interesses do Reino de Deus e não os interesses particulares devem prevalecer. É na unidade que se dá o crescimento natural da igreja nas dimensões qualitativa e quantitativa. Os divergentes são levados o mais depressa possível à conciliação quando cultivam as virtudes cristãs expostas pelo Senhor Jesus no sermão do Monte: humildade, sensibilidade, mansidão, justiça, retidão, misericórdia, santidade, pureza, paz, paciência, renúncia e esperança confiante. O fato de seus nomes estarem escritos no Livro da Vida deve motivar os divergentes ao cultivo da unidade cristã. Não é uma atitude inteligente manter-se irredutível quando a solução nos é apontada nas Escrituras através do convencimento do Espírito Santo. Mateus 5. 3 – 12; João 16. 7 – 14.
Ao convidar a igreja a se alegrar no Senhor, o apóstolo a encaminha à honra que é devida à Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo) pelo que é e faz a favor dos Seus filhos. Aliás, fomos criados para honrar essas pessoas divinas, seja pela adoração, serviço e louvor. Isaías 43. 7, 21.
Aqueles que têm consciência do amor de Deus e O ama, alegram-se Nele porque no amor inexiste o medo. 1 João 4. 18. A alegria não é somente um dom de Deus, mas é a expressão do que Ele é em relação a Si mesmo, aos Seus filhos e obras feitas para Sua honra e glória. 
Na medida em que conhecemos o Senhor e O acolhemos em Seu amor, reproduzimos o Seu caráter detalhado pelo apóstolo Paulo ao declarar que Deus é amoroso, alegre, pacífico, paciente, amável, bondoso, fiel a Si mesmo, manso e que tem prazer em cultivar o autodomínio no exercício do Seu caráter e poder. Gálatas 5. 22 – 23.
Pessoas amáveis quebram as barreiras do egoísmo, da vaidade e da soberba e constroem pontes de relacionamento animadas pelo amor de Deus que há nelas. Romanos 5. 5.
O cristão que se deixa guiar pelos princípios estabelecidos pelo Senhor Jesus em Seus ensinos não dá estabilidade à ansiedade em sua vida. Não permite que ela crie raízes porque sabe que pode recorrer continuamente  ao Deus supridor ao qual pertence como filho. Ele está disponível para dar, segundo a Sua Vontade, não somente o suficiente, mas infinitamente além do que precisamos para que Seu Nome seja glorificado com as bênçãos que amorosamente concede a quem ama. Efésios 3. 20 – 21; 1 João 3. 22; 5. 14 - 15.
O apóstolo Paulo em sua exposição segue a mesma orientação dada pelo Senhor Jesus no sermão do Monte. Mateus 6. 25 – 34. Recomenda que o salvo abra humildemente o seu coração diante do Pai em oração de adoração a Deus, súplica (pedidos) e gratidão. Deus se responsabiliza pelas orações que ouve e toma as providências que cada caso requer. Aquele que tudo vê e sabe é capaz de suprir Seus filhos no que lhes for necessário. Uma vez entregue ao Pai o que lhes aflige, os filhos apenas aguardam o tempo adequado para que a resposta divina se manifeste. 
A proteção da mente é o fundamento para a saúde espiritual, mental, emocional, volitiva e física. Sendo assim é responsabilidade do salvo permitir que sua mente só opere os dados que venham contribuir para o bem estar. Na mente devemos operar e conservar o que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e tudo o que honre a Deus pela adoração, louvor e serviço. Uma mente plena do celeste abençoará a vida terrestre.
Por fim cabe ao salvo empenhar-se por cultivar o que ouve e vê de bom nas pessoas e situações e ser referência para quem o cerca e observa. Nesse propósito poderá sempre contar com o apoio divino. Hebreus 6. 10.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Se Jesus se colocou como exemplo para ser imitado devemos, como discípulos, seguir-lhe os passos.
 DETALHES
- Não há pessoa melhor para abrimos o nosso coração ansioso do que o Deus da Paz.
- Quem serve a Deus no temor do Senhor reproduz o caráter de Cristo e promove a unidade onde está.
- A proximidade da vinda do Senhor já é manifesta em nossos dias pelos sinais nos céus e na terra. São alertas que  nos incentivam a viver cada dia de acordo com Sua Vontade.
APLICAÇÃO
- Ser exemplo para os fiéis e infiéis.
PENSAMENTO
Vale a pena ser o que Deus quer que sejamos e isso Ele expôs claramente em Sua Palavra. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor”. v. 5.  
ORAÇÃO
Dá-me Senhor um coração vigilante e alegre na espera do Teu retorno para arrebatar a Sua igreja.