quarta-feira, 30 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 11: SAÚDE MINISTERIAL - cap. 4. 6 – 16.

Neste texto encontramos:
- O ministro aprovado por Deus é aquele que está bem nutrido com as verdades da fé evangélica que é a sã doutrina. v. 6.
- O ministro aprovado por Deus exercita-se no ministério da piedade, isto é, no conhecimento e na prática da verdade que há no Evangelho. Não se ocupa com fabulas, modas e mitos. Conhece, vive, anuncia e ensina a Palavra. Não filosofa sobre ela. v. 7; Esdras 7. 10; Filipenses 4. 9.
- O ministro aprovado por Deus exercita a piedade cristã. Ela beneficia a todos. Seus frutos são vistos e saboreados no presente e os seus efeitos alcançam a eternidade. O exercício físico tem apenas benefícios pessoais e temporais. v. 8; Eclesiastes 9. 10; Apocalipse 14. 13.  
– O ministro aprovado por Deus reproduz em sua vida, mensagens e ensino o que aprendeu com servos experientes e fiéis. Considera o que ouviu como digno de aceitação porque tem como fonte as Escrituras. v. 9. 
- O ministro aprovado por Deus trabalha e luta porque tem colocado sua esperança no Deus vivo e Salvador daqueles que Nele crêem. Seu trabalho jamais será em vão mesmo que pessoas vãs assim o julguem. v.10; 1 Coríntios 15. 58.
- O ministro aprovado por Deus exerce a liderança fundamentada no que aprendeu da Palavra de Deus e de servos fiéis a ela. v.11.
- O ministro aprovado por Deus, mesmo sendo jovem, ganha a confiança e a honra dos mais experientes e da igreja porque se deixa capacitar pelo Espírito Santo para ser o exemplo dos fiéis. v. 12.
- O ministro aprovado por Deus traz à público as Escrituras para alertar, encorajar e ensinar seus ouvintes. v. 13.
- O ministro aprovado por Deus não negligencia os dons que o Espírito Santo lhe concedeu para pastorear a igreja de Deus, v.14; 1 Coríntios 14. 3.
- O ministro aprovado por Deus busca a excelência no que faz. É diligente e determinado. O amor de Deus que nele age o leva a amar a Deus com todo o ser, a amar-se adequadamente e a amar seus semelhantes, em particular aqueles que foram separados do mundo por meio do Evangelho a fim de viverem uma vida separada para Deus em santidade e honra. v. 15.   .  
- O ministro aprovado por Deus mantém em alta a vigilância sobre sua vida pessoal e coletiva e o zelo pela doutrina que lhe cabe anunciar e ensinar. Sua coerência com o Evangelho o salvará e trará consigo à vida eterna os seus ouvintes. v. 16.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo investiu na saúde ministerial do seu filho na fé, Timóteo.  Mostrou a ele que a autovigilância e o zelo pela integridade e fidelidade doutrinária são colunas indispensáveis na construção de um ministério sólido, sadio e produtivo.
A exemplo de Paulo, Timóteo trabalhava com pessoas e respondia por elas diante de Deus que as havia entregue como ovelhas ao seu cuidado pastoral. Hebreus 13. 17. Caberia a ele a responsabilidade de conduzi-las espiritualmente à luz das Escrituras para que tivessem no presente a qualidade de vida disponibilizada pelo Criador e no porvir a eternidade com Deus.  Por essa razão, disse Paulo que o ministério pastoral é excelente obra reservada a pessoas especialmente chamadas por Deus. 1 Timóteo 3. 1.
Paulo se colocou como exemplo de vida ministerial para Timóteo e ambos, como ministros do Evangelho, tinham diante de si o padrão elevado de vida adotado por Esdras. Este servo de Deus foi o responsável pela reconstrução espiritual e moral de Israel no retorno do cativeiro babilônico. Leia Esdras 7. 10.
Quem honra o Senhor e o seu chamado procura cultivar sua saúde ministerial. 
FOCALIZANDO A VISÃO
O ministro aprovado por Deus cultiva um ministério sadio. A saúde ministerial está vinculada ao exercício do ministério da piedade, vivido de forma reverente ao que Deus estabeleceu em Sua Palavra. É responsabilidade do ministro conhecer, vivenciar, anunciar e ensinar com fidelidade as verdades que há no Evangelho.
Ao escrever ao seu filho na fé Timóteo, o apóstolo Paulo, experiente e fiel servo de Deus, colocou sua vida como exemplo de saúde ministerial. O conhecimento que Timóteo tinha do apóstolo Paulo era resultado da convivência ministerial desde o dia do seu encontro por ocasião da visita do apóstolo a sua cidade. A partir dali passaram a caminhar juntos tendo as experiências comuns de quem se deixa conduzir pelo Evangelho de Jesus Cristo. Atos 16. 1- 5..
A submissão de Paulo aos interesses do Reino de Deus e o relacionamento com seus parceiros ministeriais e a igreja em geral eram fatos conhecidos. Podia, sem receio, apresentar-se à irmandade como alguém que era o que Deus o havia feito ser. Sua intimidade com Deus o imunizara dos elogios e críticas. Estas mais persistentes que aqueles como é comum acontecer no ministério de quem verdadeiramente serve ao Senhor com integridade de vida. 
Na vida de Paulo nada que vinha dos homens ou das circunstâncias o abalava em sua fé porque sua convicção de chamada ministerial, vida com Deus e esperança na promessa da vida vindoura o animava a prosseguir e isso ele fez até o final de sua vida como  revelou mais tarde a Timóteo. 1 Coríntios 11. 1; 15. 10; Filipenses 4. 2 – 9; 2 Timóteo 4. 6 - 8.
O que Paulo ensinava e escrevia era o que vivia. Seu mentor era Jesus Cristo cuja vida ministerial o ensinou à prática da coerência. 
Nada o podia deter ou convencer de afastar-se da vida irrepreensível inerente a quem serve a Deus pelo Evangelho. Seu novo nascimento ou morte e ressurreição com Jesus Cristo o movia a viver a vida de Cristo em si. Romanos 6; Gálatas 2. 19 – 20.
Não havia reservas entre o pai e o filho na fé. Sendo assim Timóteo não se deteve em se deixar influenciar pelo caráter cristão cultivado pelo apóstolo Paulo. Ele era verdadeiramente um ministro aprovado por Deus e possuía autoridade espiritual e moral para aconselhá-lo. Era um privilégio tê-lo como mentor e ser seu parceiro ministerial de confiança. Filipenses 2. 19 – 26.
Timóteo acolheu com alegria as palavras de Paulo que o confortaram, o encorajaram e o consolaram na realização da missão que lhe fora entregue. 
O desejo de Paulo e que se transformou no propósito de Timóteo foi ser considerado um obreiro aprovado por Deus. Com esse desafio procurou seguir as instruções de quem verdadeiramente o amava e o havia adotado como filho na fé.
Timóteo procurou cultivar uma vida ministerial disciplinada nutrindo-se com as verdades da fé evangélica, a sã doutrina que deveria não somente anunciar, mas vivê-la e ensiná-la. Nada substitui a prática da coerência na vida  ministerial.  
Timóteo zelou pelo uso inteligente do tempo que dispunha. Afastou-se de fábulas, mitos e doutrinas de homens que buscam trazer peso às pessoas. Apresentou o Evangelho em sua integridade. Somente ele dá qualidade de vida, alegria e liberdade para quem busca agradar a Deus e não aos homens ou a si mesmo. 
Por ser jovem Timóteo deveria priorizar os exercícios espirituais para que tivesse  uma fé robusta a ser partilhada com aqueles a quem pastoreava. Esse investimento resultaria em rendimentos  no presente e no porvir.
 Ao cultivar um ministério firmado na maturidade cristã Timóteo ganharia a confiança e a honra dos servos mais experientes na fé. Deixou-se capacitar pelo Espírito Santo em Sua Palavra para que fosse exemplo dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Essa conduta comprometida com a vivência do Evangelho o tornou em servo honrado por Deus e por aqueles a quem liderava. O empenho por manter pura a consciência proporcionou-lhe autoridade espiritual e moral no ministro.
É responsabilidade intransferível do ministro aprovado trazer à público, em todas as oportunidades, a Palavra de Deus, seja na forma de alerta, encorajamento, ensino ou conforto. Empenha-se também para que as mensagens expressem a Vontade de Deus para quem a ouve. Faz uso dos  dons que o Espírito Santo lhe concedeu para exercer com competência e eficácia o ministério que lhe foi entregue. Busca continuamente a capacitação espiritual e acadêmica que precisa para realizar o melhor que o Senhor colocou a sua disposição.  Nesse trabalho deixa-se mover pelo amor de Deus para que possa amá-Lo como convém, amar-se adequadamente afim de que não se deprima ou se exalte e por fim amar aqueles a quem Deus ama e aos quais serve por ser ministro do Evangelho.     
O ministro aprovado por Deus não é o que era, não constrói sua autoimagem no presente ou no que almeja ser, mas se deixa transformar para que seja o que Deus quer que seja visto que não mais se pertence, mas é servo de quem o chamou para essa excelente obra.
Com esses desafios e objetivos em mente o ministro aprovado mantém em alta a sua vigilância como ensinou Jesus. Jamais dispensa sua comunhão permanente com Deus pela oração. Sabe que o inimigo não dorme e por isso se entrega aos cuidados daquele que não cochila e nem dorme. Salmo 121. 
Esse foi o legado que o apóstolo Paulo deixou para seu filho na fé e aos ministros que na igreja de Deus se dedicam na realização do  que é agradável ao Senhor.
A releitura das orientações de Paulo a Timóteo é fonte segura de capacitação para os atuais obreiros. Deus tem interesse em abençoar Seus servos fiéis. 
Felizes os ministros que humildemente se colocam na condição de servos ensináveis.  
A decadência ministerial tem como ponto de partida  a convicção enganosa de que nada mais a aprender com os líderes experientes cujas vidas se tornaram inesquecíveis na história. Na galeria da história da igreja Paulo ocupa lugar de honra porque honrou seu Senhor. Ele tinha o que dizer e disse tudo no tempo que o Senhor lhe reservou.  .   
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O autoinvestimento na vida espiritual e em relacionamentos que edificam gera saúde ministerial. 
DETALHES
- O ministro aprovado por Deus elabora os projetos ministeriais fundamentado nas Escrituras e no conhecimento acadêmico que venha contribuir para o exercício de um ministério eficaz. Jamais se deixa conduzir pela rotina, pelas modas teológicas (ventos de doutrina) ou pela improvisação.
- Deus revela em Sua Palavra o Seu caráter e propósitos. Quanto mais dela temos em nós, mais de Deus temos em nossa vida. 
- Use as palavras e ações para expressar o amor de Deus e não para se armar contra as pessoas. 
APLICAÇÃO
- Transformar em pensamentos, palavras e ações o conhecimento obtido com as Escrituras.  
PENSAMENTO
O ministro aprovado por Deus renova-se a cada dia como se renovam as manhãs. Renovar-se é rejuvenescer-se.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.  
ORAÇÃO
Renova-me Senhor segundo o teu querer.

terça-feira, 29 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 10: O ESPÍRITO SANTO ALERTA A IGREJA - cap. 4. 1 – 5.

Neste texto encontramos:
- Ocorrências dos últimos tempos em relação a alguns crentes: v. 1 – 3:
a) abandono do verdadeiro Evangelho;
b) seguimento de doutrina de espíritos enganadores (doutrinas de homens);
c) seguimento de doutrinas de demônios anunciada por homens;
d) a desobediência determinada à Palavra de Deus insensibiliza a consciência e gera a mentira e a hipocrisia. Estas dão origem a doutrina de homens e de demônios.  
e) doutrina de homens: proibição do casamento e aparente celibato vivido na impureza;
f) doutrina de homens: restrição de alimentos alegando motivos espirituais;     
- O que Deus criou e disponibilizou para o homem a fim de ser recebido com ações de graças é bom e permitido. v. 4 – 5.
- Tudo o que se ajusta ou harmoniza com a Palavra de Deus e pode ser motivo de oração é santo. v. 5. 
VISÃO GERAL
O alerta do Espírito Santo transmitido a Timóteo pelo apóstolo Paulo tem ecoado na história da igreja e com mais ênfase em nossos dias.
Por volta do ano 64 d.C., as  palavras proféticas desse alerta  eram uma realidade distante para aqueles irmãos que ainda mantinham o fervor do primeiro amor apoiados pelo pastoreio visível da maioria dos apóstolos nomeados pelo Senhor Jesus. Hoje essa mesma mensagem anunciada há quase dois mil anos é realidade concreta nas igrejas contemporâneas. Seu cumprimento espantoso incomoda até os céticos.
FOCALIZANDO A VISÃO
 O apóstolo Paulo transmitiu a Timóteo o que o Espírito Santo lhe revelou claramente sobre a realidade a ser vivida pela igreja nos tempos finais e que antecederá o arrebatamento. 
Antes, o Senhor Jesus ao falar sobre os tempos do fim os associou aos dias de Noé no período que antecedeu ao dilúvio: aumento da perversidade e inclinação permanente da humanidade para a prática do mal.
O livramento divino da família de Noé que sobreviveu ao dilúvio por estar na arca está vinculado ao livramento da igreja por estar em Jesus Cristo – a arca da salvação. Salvação providenciada por Deus e que exigiu a morte substitutiva do Jesus Cristo. Nenhum custo, porém, foi exigido da humanidade. Ela foi disponibilizada em Jesus Cristo para aqueles que crêem, isto é, consideram  verdade para si o que Deus declara em Sua Palavra a respeito da missão reconciliadora e salvadora do Messias. Gênesis 3. 15; 6. 1 – 22; Mateus 24. 32 – 44; João 3. 16; 1 Timóteo  2. 3 – 6; Hebreus 11. 7.   
As palavras proféticas de Jesus Cristo e do Espírito Santo são convergentes e apontam para um período de turbulência a ocorrer na igreja de Cristo nos últimos tempos,
As palavras transmitidas pelo apóstolo Paulo por revelação do Espírito Santo se referem àqueles que convivem com o povo de Deus da Nova Aliança, mas não estão aliançados com Jesus Cristo. Não nasceram de novo. Eles se dizem crentes, mas não transferem como prática em suas vidas o que sabem do Evangelho. A permanente rebeldia as conduzirá inevitavelmente ao abandono da fé. Essa atitude será mais evidente no tempo determinado nas Escrituras. Pessoas habituadas a ouvir a verdade e que permanecem em deliberada desobediência se tornam insensíveis a ela e abraçarão sem demora a mentira. Tornam-se presas de homens ímpios que mantém sobre elas o seu poder pela manipulação, domínio e controle. São crentes, mas não salvos. Crentes porque não podem negar o poder do Evangelho na vida dos renascidos. Não salvos porque seus frutos denunciam o estado de penumbra em que se encontram: não querem ser luz e nem trevas. O Evangelho, no entanto, é absoluto em seus conceitos: os salvos são sal e luz. Mateus 5. 13 – 16.
É fato que os verdadeiros filhos de Deus não se desviam do Caminho proposto pelo Pai e muito menos da Verdade que há Nele e por isso tem em si a Vida que provém de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. O Espírito Santo que neles habita dá-lhes discernimento e inteligência espiritual para viverem em permanente fidelidade e submissão a Deus e Sua Palavra. São conduzidos na vida presente  até alcançarem a eternidade com
Deus. 
 O hábito de frequentar a igreja  do Senhor, mas não estar sob o governo do Senhor da igreja faz toda a diferença. Quem declara sua independência de Deus passa a se autogovernar para sua própria perdição. 2 Tessalonicenses 2. 10 – 12.
Se o caminho das trevas à luz é trabalhoso e exige a intervenção divina nessa transição, o caminho da luz às trevas, pela falta de vigilância e oração do caminhante é de fácil percurso porque seu destino é descendente até chegar ao lago de fogo preparado para o Diabo, seus anjos e seguidores. .
A missão satânica é desencaminhar os crentes e afastá-los dos propósitos de Deus. A missão do Espírito Santo é levar os crentes ao novo nascimento.  
Veja o que aconteceu com Judas Iscariotes, o crente. Tiago 2. 19.  Depois de caminhar três anos com o Filho de Deus, conhecer o Seu ensino, poder e exemplo e ainda prestar serviço no Reino de Deus ainda assim permaneceu insensível. Não se deixou transformar pelo que viu e ouviu. Era um espectador, um crente, um religioso, um ‘amigo do evangelho’, mas não um salvo. O hino 237 do Cantor Cristão descreve o estado de tais pessoas: ”Tão perto do Reino, mas sem salvação; tão perto, porém, sem Jesus sem perdão”. Esse apóstolo não mais poderia caminhar com Jesus Cristo porque estava em desacordo com seu Mestre. Excedeu-se de tal maneira em sua maldade que foi chamado de Diabo. João 6. 70. Não confiou na competência do Salvador para salvá-lo. Após a traição colocou seu pecado acima da Graça de Deus. Com essas ofensas ao Filho de Deus, ao Pai que O enviou e ao Espírito Santo a quem não deu ouvidos, acabou por ser presa fácil do Tentador a quem se entregou aos cuidados. Reproduziu como homem o que fez o anjo de luz, mais tarde Satanás, antes da criação do mundo ao se rebelar contra Deus. Esse apóstolo tornou-se parceiro do Diabo que o adotou como filho da perdição. Jesus Cristo não poderia fazer pelo traidor o que era da responsabilidade deste. Amós 3. 3; João 6. 70; 17. 12.  
O caminho da luz às trevas é prazeroso no início, mas o seu fim será inevitavelmente a perdição eterna. Essa realidade o inimigo se empenha por ocultá-la dos seus seguidores. Mateus 25. 41; Apocalipse 20, 10.
Em outra ocasião, ao falar novamente sobre o fim da história, o Senhor Jesus declarou que o aumento da iniquidade no mundo levaria muitos ao esfriamento na fé. Isso alcançaria tal dimensão que no retorno do Filho do Homem, o temor a Deus e a fé evangélica seriam tão raros que poderiam chegar à quase inexistência. Mateus 24. 12; Lucas 18.8b.
A ausência do temor ou da reverência para com Deus traz consigo os escândalos. O espantoso é que seus autores e atores são pessoas que antes eram reconhecidas como dignas de confiança e de conduta aparentemente irrepreensível em razão do seu conhecimento das Escrituras e função no Reino de Deus.
Deus disponibiliza Sua Graça e Misericórdia para a salvação àqueles que arrependidos se voltarem para Ele a tempo de passarem pelo novo nascimento e serem incluídos na família de Deus como filhos. Os salvos são conhecidos pelos frutos que produzem. Mateus 7. 16 – 20.
Na igreja do Senhor Jesus a  ortodoxia (conhecer e crer nas Escrituras da forma correta) e a ortopraxia (aplicar corretamente à vida a verdade do Evangelho)  caminham juntas. Caso contrário a incoerência prevalecerá e a hipocrisia será manifesta. Não foi sem razão que o apóstolo Paulo ao se despedir em Mileto da liderança da igreja em Éfeso deu aos ministros um alerta importante. Atos 20. 17 - 38. Anteriormente, em carta aos irmãos da igreja em Corinto, o apóstolo Paulo já havia dito: “Assim aquele que julga estar em pé, cuide-se para que não caia”. 1 Coríntios 10. 12. (NVI).  O salvo não abre mão de sua dependência do Senhor.   
O contínuo autoexame à luz das Escrituras mostra verdadeiramente onde estamos e onde devemos chegar no relacionamento correto com nossos semelhantes e com Deus. Esse exercício  espiritual traz à superfície pecados a serem confessados e abandonados para que ocorra o perdão a fim de que a vida de Cristo se manifeste no salvo. Provérbios 28. 13; 2 Coríntios 5. 17; Gálatas 2. 19 – 20.
Jesus Cristo e os primeiros cristãos enfrentaram a oposição satânica que usou como instrumento homens religiosos, legalistas e ímpios, na forma de perseguição, tortura e morte. Essa estratégia satânica não funcionou porque os cristãos foram qualificados e se multiplicaram nas perseguições. Diante desse fato a estratégia satânica foi radicalmente mudada.
Em sua persistência o inimigo faz uso de sua antiga estratégia, o falso evangelho, a enganosa notícia, com o objetivo de afastar a humanidade do Criador. No falso evangelho Jesus sai do centro e o homem ocupa o seu lugar. O Filho de Deus deixa de ser o cabeça da igreja e o homem exerce essa função. Assim age o humanismo no Evangelho associado ao liberalismo teológico. É a manifestação da teomania (mania de ser Deus) proposta pela antiga pós-modernidade. O ponto culminante da ação anticristã ocorrerá com a manifestação do homem do pecado, o Anticristo. A igreja que se plenifica a si mesma adota o estilo denominacionalista de Laodicéia e que diz possuir tudo, mas deixa do lado de fora o tudo que ela precisa – o Senhor Jesus Cristo. Apocalipse 3. 14 – 21.
Jesus Cristo orientou Seus seguidores a colocarem Deus em primeiro lugar. Uma vez tomada essa decisão as demais coisas recebem o suprimento divino a seu tempo. Mateus 6. 33.
Com o advento e o avanço da tecnologia da comunicação, uma contradição foi estabelecida: aproximação virtual de quem está distante e afastamento pessoal de quem está perto. A tecnologia ao facilitar as atividades humanas permitiu a geração de mais tempo livre, Para preencher esse tempo livre adicional ela gerou o entretenimento para ocupar as pessoas com o que não é essencial para suas vidas. Ai estão as redes sociais e os jogos eletrônicos para todas as idades a fim de que as pessoas se mantenham ocupadas consigo mesmas e com os seus interesses e não com os interesses do Reino de Deus.
Muitos crentes que frequentam a igreja contemporânea já têm acesso às ferramentas para abandonar a fé, seguirem a doutrina de homens e de demônios. Se não vigiarem e não pedirem a direção de Deus serão envolvidos pelo sutil, sinuoso e insinuante caminho da Serpente, Satanás. Ele oferece o entretenimento que distrai as pessoas para que não tenham tempo para  a leitura e meditação na Palavra de Deus e para o relacionamento interpessoal que enriquece o caráter dos cristãos. Que frutos poderão produzir aqueles que não investem  em sua vida espiritual? 
Veja em torno de si as pessoas que estão entretidas ou ocupadas  com programas de televisão, internet, telefones com inteligência virtual e outros tipos de plataformas eletrônicas. Com certeza, não poucas horas do seu dia estarão voltadas para seus interesses pessoais. Hoje os efeitos especiais e a superficialidade de filmes e jogos da internet já ocupam o tempo que poderia ser usado na leitura ou conversa  entre pessoas.   
O uso indiscriminado da tecnologia tem formado pessoas consumistas, egoístas, superficiais, soberbas, vaidosas e violentas. Isso é visto também nas nações  em ebulição como previu Jesus Cristo e as demais Escrituras.  
Hoje o homem se coloca como medida padrão para si mesmo. Daí as doutrinas e práticas opostas às Escrituras.  Como exemplo citamos o culto à personalidade dos líderes denominacionais, mais honrados e citados nos seus feitos do que o próprio Senhor Jesus; transformação da igreja em empresa com uma visão bancária onde o profano e inútil ocupa o lugar do santo; transformação da igreja em feudo onde a dinastia familiar garante a posse pessoal dos bens adquiridos coletivamente; submissão da igreja ao governo de homens e não de Deus; desprezo pelo estudo coletivo da Palavra de Deus; divulgação na igreja de ensinamentos que enaltecem a prosperidade financeira e não a prosperidade espiritual como se a vida terrena fosse eterna e a vida eterna apenas uma imaginação do Filho de Deus; doutrinas de demônios que transferem a objetos, amuletos e imagens poderes espirituais; acolhimento de uniões conjugais em oposição ao que Deus estabeleceu nas Escrituras; imposição de um celibato vivido em impureza; defesa de práticas imorais como se a Graça de Deus liberasse o pecado no meio do Seu povo; ensino irreverente da Palavra de Deus; adequação religiosa ao que Deus considera abominável em Sua Palavra; práticas litúrgicas de natureza duvidosa onde o que se fala não é o que se vive; doutrinas que proíbem o consumo de determinados alimentos criados por Deus para serem recebidos com ações de graças. Com esse acervo de doutrinas humanas e de demônios o verdadeiro Evangelho e Jesus Cristo ficam fora das portas da igreja e é desse lugar que Jesus fala às igrejas que seguem o modelo de Laodicéia: Leia Apocalipse 3. 20. Aquele que se recusa a ouvir quem é a PORTA da salvação não será ouvido quando essa porta se fechar. João 10. 7
O alerta dado pelo Espírito Santo leva-nos a uma autoavaliação à luz das Escrituras para sabermos se estamos dentro ou fora do Reino de Deus.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Permaneçamos fiéis à Palavra.
 DETALHES
- O Espírito Santo alerta a igreja. É nossa responsabilidade responder a esse alerta.
APLICAÇÃO
- Obedecer plenamente a Palavra.
PENSAMENTO
Ouvir é sinônimo de obedecer.
 VERSÍCULO PARA DECORAR
 “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios”.
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor a ser fiel à Tua Palavra. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 9: O MISTÉRIO DA PIEDADE - cap. 3. 14 – 16.

Neste texto encontramos:
- Paulo envia a carta, mas deseja ver Timóteo e falar pessoalmente com ele. v. 14.
- Verdades a serem conhecidas pela igreja. v. 15.
- O mistério da piedade consiste na verdade revelada do Evangelho anunciada por Jesus e reafirmada por Paulo: a) o Verbo eterno encarnado na pessoa de Jesus Cristo veio ao mundo com uma missão: buscar e salvar o perdido; b) governado e aprovado em Seu ministério terreno e ressurreto pelo Espírito Santo; c) acompanhado ministerialmente pelos anjos em todo o Seu ministério; d) anunciado como Senhor e Salvador entre as nações; e) acolhido por aqueles que Nele crêem; f) recebido pelo Pai e o Espírito Santo em Sua glória de onde retornará a fim de buscar a Sua igreja para que a tenha Consigo eternamente.  Isaías 53; João 1. 1 – 5, 10 - 14, 8. 24;   10. 10b; 14. 1 – 3; 15. 22, 24 - 25; 16. 28; Mateus 1. 24; 2. 13 – 14, 19 – 21; 3. 17; 17. 5; Lucas 1. 26 – 38; 2. 9 – 15; 19. 10; 22. 43; Atos 1. 9 – 11; Romanos 8. 11; Hebreus 1. 3; 2. 17; 4. 15; 1 João 3. 1 – 3.
VISÃO GERAL
Ao escrever a Timóteo, seu filho na fé, já no exercício do ministério pastoral, o apóstolo ansiava por vê-lo pessoalmente. Nada satisfaz mais a quem ama do que ver a pessoa digna dos seus afetos e falar com ela. O amor paterno de Paulo por Timóteo era reconhecido por ele que havia feito do apóstolo seu mentor. Era a pessoa mais idônea com quem poderia abrir o seu íntimo, aprender e se sentir capacitado na obra do ministério pastoral. Nada como ter ao lado alguém experiente e que tem prazer em partilhar o que sabe conosco.
 Ao escrever à igreja em Filipos, três anos antes de enviar a primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo fez essa declaração a respeito do seu filho na fé:Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timóteo brevemente, para que eu também me sinta animado quando receber notícias de vocês. Não tenho ninguém que, como ele, tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês, pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Mas vocês sabem que Timóteo foi aprovado porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai. Portanto, é ele quem espero enviar, tão logo me certifique da minha situação,   confiando no Senhor que em breve também poderei ir”. Nessa época Paulo estava preso em Roma. Filipenses 2. 19 - 24. (NVI).  
As orientações a Timóteo, registradas nessa carta pessoal, tinham o objetivo de capacitá-lo ministerialmente e ensinar os santos e fiéis a se comportarem na família de Deus, a igreja  do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. Era necessário que a igreja  aprendesse pelo Evangelho a se relacionar corretamente com Deus, entre os irmãos e aqueles que ainda não eram cristãos.
FOCALIZANDO A VISÃO
Na sequência da redação de  sua carta a Timóteo o apóstolo Paulo se manifesta sobre o mistério da piedade, isto é, a revelação que Deus fez de Si em Seu Filho e da missão que Lhe foi entregue e plenamente cumprida. Essa revelação da verdade do Evangelho citada pelo apóstolo é a reafirmação do que o Senhor Jesus disse aos apóstolos nas orientações finais antes de Sua morte: “Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai”. João 16. 28.
A obra perfeita do Senhor Jesus já havia sido definida na eternidade pelo conselho da vontade divina em decisão unânime das três pessoas da Divindade em Sua unidade como Deus único. Apocalipse 13. 8b.
Na eternidade o relacionamento divino era apenas de natureza espiritual e pessoal. O tratamento paternal ou filial era inexistente e desnecessário porque Deus é Espírito e como Espírito se relaciona com os Espíritos que Lhe são iguais. As Escrituras designam o Deus plural e incriado em Sua unidade e relacionalidade em suas primeiras citações. Gênesis 1. 1, 26 - 27; 11. 5 – 9.
O relacionamento paternal e filial só ocorreu na história quando o Verbo, Deus com Deus, se tornou homem na pessoa de Jesus, o Cristo, o Messias. Esse nome humano lhe foi dado por ordem divina considerando sua missão reconciliadora e salvadora. Mateus 1. 18 – 25. Somente a partir de Sua humanidade é que Jesus Cristo passou a se relacionar com Deus chamando-O de Pai e este O apresentou ao mundo como Seu Filho amado. Mateus 3. 13 – 17; Lucas 2. 48 – 52; 23. 46;  João 5. 19, 30. Esse entendimento é fundamental para que as palavras de Jesus sejam compreendidas tanto no exercício da natureza divina quanto da natureza humana.  
O mistério da piedade, a verdade revelada do Evangelho, existente na eterna mente divina foi apresentado progressivamente na história pelo próprio Deus após a queda da humanidade na pessoa do seu representante legal, o primeiro Adão. Os profetas antigos falaram desse mistério, mas suas mentes não alcançaram em profundidade o seu significado. 1 Pedro 1. 10 – 12; 2 Pedro 1. 20 - 21; Somente com a vinda ao mundo de Jesus Cristo, o Filho de Deus, a Luz do mundo é que a revelação foi entendida e acolhida por aqueles que Nele crêem. Os apóstolos, movidos pelo Espírito Santo, reafirmaram nos evangelhos e nas cartas às igrejas o que haviam recebido do Senhor Jesus a respeito dessa revelação. João 1. 1 – 5; 10. 30; 14. 1 – 3, 7 – 11; 16. 28; 17. 1 - 26
Do que as Escrituras revelam sobre as ações divinas na história é possível fazer o caminho inverso que nos remete ao que foi decidido por Deus na eternidade como já foi mencionado. Pela decisão unânime do conselho divino estabeleceu-se que uma das pessoas divinas assumiria na terra em Sua divindade a plena humanidade. Isso era necessário para que a dívida da humanidade junto à justiça divina contraída pelo primeiro devedor, Adão, fosse paga pelo novo homem gerado por Deus através do Espírito Santo em uma mulher - Maria.
Na primeira confrontação da história da humanidade, ao se dirigir ao Diabo, autor da natureza pecaminosa e do pecado, incorporado na serpente, assim disse o Senhor: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. Gênesis 3. 15. (NVI). Esse evangelho, boa notícia para a humanidade, foi anunciado pelo próprio Deus, no Jardim do Éden, antes da revelação na história do mistério da piedade. O Deus de amor ainda na eternidade tomou todas as providências da salvação a fim de que o Diabo não levasse à perdição eterna toda a humanidade. Somente o Deus onipresente, onisciente e onipotente poderia realizar essa obra perfeita jamais imaginada pelo inimigo. 
Na história da salvação tanto o  amor quanto a justiça e a misericórdia divina componentes de Sua Graça precisariam ser plenamente contemplados. Deus age na integridade do Seu caráter. Essa ação divina, eterna e histórica, inalcançável pela mente humana, se tornaria realidade na história até que Deus tivesse Consigo no tempo e na eternidade aqueles que Ele sabe que responderiam afirmativamente ao Seu convite de amor. 
Nesse ponto fazemos uma pausa para citar a declaração divina registrada pelo profeta Isaías: “Desde o início faço conhecido o fim; desde tempos remotos o que virá. Digo: meu propósito permanecerá em pé; e farei tudo o que me agrada”. Isaías 46. 10.
O que foi decidido na eternidade pelo conselho divino se cumpriu. Nenhum dos descendentes de Adão gerados naturalmente estava habilitado para realizar esse pagamento que deveria ser feito em morte substitutiva. Essa impossibilidade ocorreu porque todos pecaram. Nenhum pecador poderia assumir substitutivamente por seu semelhante esse pagamento. Era necessário que o descendente da mulher e não do homem fosse levantado na história para que a dívida do homem com a Justiça divina fosse paga. Romanos 3. 23; 6. 23.
Deus veio em socorro do homem e tudo providenciou em Sua Graça salvadora. No tempo determinado Deus se manifestou em corpo humano na pessoa do Seu Filho, sem pecado, para que sobre Si levasse os pecados daqueles que Nele crêem como Senhor e Salvador. Isaías 53. Hebreus 10. 5 – 10.     
O princípio estabelecido por Deus para que a dívida fosse paga de forma única e definitiva era a morte substitutiva de um inocente que fosse tão humano quanto os humanos, mas sem pecado para que pudesse levar sobre Si os pecados dos pecadores que acolhem a graça de Deus pela fé e fazendo deles inculpáveis aos olhos de Deus. Esse ato divino/humano realizado por Jesus Cristo tornou sem efeito para os salvos a morte espiritual (separação eterna de Deus) e a morte física (separação temporária entre alma e corpo) pela ressurreição que antecederá o arrebatamento da igreja.  A Lei divina já estabelecia: “sem derramamento de sangue não há remissão de pecado”.  Hebreus 9. 22.
O primeiro sacrifício substitutivo a favor do homem, no período da paciência de Deus, foi realizado pelo próprio Deus no Jardim do Éden com a morte de animais. Foi essa a primeira providência divina para anunciar antecipadamente ao homem o que estava na mente divina e que se concretizaria no sacrifício único, definitivo e plenamente aceitável do Messias.   
Ao sacrificar animais para dar dignidade ao homem e à mulher diante de Deus, o Criador não somente confeccionou, mas pessoalmente vestiu o casal com a nova e adequada vestimenta. Deu-lhes dignidade diante de Si.  Mais um princípio foi estabelecido: só nos tornamos adequados diante de Deus quando Ele nos faz adequados para Si. Nossas obras nada representam ao nos apresentarmos à Deus. O que Ele faz por nós e em nós é o que O agrada.
A imagem do Criador vestindo Suas criaturas é a maravilhosa, inexplicável e insondável manifestação da grandeza da Graça salvadora de Deus. O Ofendido se dobra diante dos ofensores para torná-los adequados a Si. Deus, o ofendido, se mostrou humilde diante da criatura, ofensora. O Messias ratificou a humildade divina horas antes de assumir por nós a cruz. João 13. 1 – 20. Ele usa o Seu Poder para restaurar à dignidade pecadores indignos. A Graça divina não desconsiderou o pecado, mas se antecipou à necessária disciplina. Já estava em vigor a lei da semeadura e colheita e ela seria considerada para que o amor e a  justiça divina fossem igualmente contemplados. Deus perdoa o pecador, mas não o livra das consequências do seu pecado. A responsabilidade da colheita é de quem semeou.
A partir da iniciativa divina em socorrer Suas criaturas, ao homem foi revelado que deveria manter esse ritual de purificação até que viesse o descendente da mulher. Este faria um único e perfeito sacrifício, purificando não somente os pecados, mas fazendo morrer a natureza pecaminosa no homem que o leva a pecar. Somente com a retirada da velha natureza pecaminosa é que Deus concede ao perdoado a nova natureza não mais voltada à prática deliberada do pecado, mas à obediência à vontade de Deus. Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 17.
 Ao ser manifestado em corpo, em Belém da Judéia, o Filho de Deus foi saudado pelos anjos que O acompanharam discretamente em todo o período ministerial, horas antes de Sua morte no Jardim do Getsêmani, na ressurreição e no retorno glorioso à Casa do Pai, agora revestido de Sua humanidade. À direita de Deus, o Pai, está o Deus-Filho. Seu relacionamento com Deus após o retorno ao céu é tanto espiritual quanto filial. É nessa condição que exerce o ministério da intercessão pelos salvos até que termine a história e inicie a vida eterna da igreja com o Senhor Jesus. Ele foi feito pelo Pai através do ministério do Espírito Santo, o centro de convergência e difusão da glória, da graça, da soberania, da justiça e da misericórdia divina. Nele e em torno Dele gravitam todas as criaturas e acontecimentos do mundo visível e invisível, no céu e na terra, no tempo e na eternidade. Tudo o que Deus fez, faz e fará tem Jesus Cristo como centro e é a Ele que os salvos têm como referência de caráter, herança, esperança e vida eterna com Deus. Todas as perfeições divinas se manifestam através Dele de onde tudo provém, por meio do qual elas se concretizam e voltam para Ele em glória, adoração, louvor e serviço tanto dos anjos quanto da humanidade. É diante Dele que todo o joelho se dobrará no céu e na terra. Para glorificá-Lo, o Pai Lhe concedeu a função judiciária no final da história porque é Deus e homem. João 5. 22 – 23; Efésios 1. 3 – 14; Filipenses 2. 5 – 11. 
Dentro desse contexto a identidade da igreja está inseparavelmente vinculada ao seu fundador Jesus Cristo. Não se pode falar em Jesus Cristo sem a igreja  e na  igreja sem Jesus Cristo. Ele, a cabeça, ela, o corpo. Ela está espiritualmente assentada com Ele  nas regiões celestes e Ele está espiritualmente nela e  age  por seu intermédio no mundo pelo Espírito Santo que lhe concedeu. Isso faz para que a comunhão entre os santos seja cultivada no presente até que seja eterna após o arrebatamento. João 14. 1 – 3, 23; Efésios 2. 6; 3. 10.
A igreja é, portanto, comunidade habitada pelo Deus vivo; é coluna e fundamento da verdade. Sua unidade em Cristo a torna inabalável. É por meio dela que Deus trata dos Seus interesses na terra e revela Sua Palavra às nações.  Aqueles que Nele crêem e O acolhem como Senhor e Salvador são incluídos na família de Deus e são Seus filhos.
Uma vez cumprido plenamente o Seu ministério terreno, o Senhor Jesus foi elevado ao céu em corpo glorioso e sem pecado e recebido pelos anjos de Deus até que se apresentou ao Pai onde está assentado à Sua direita em majestade. Aguarda o momento quando no cumprimento da vontade do conselho divino retornará nas nuvens para arrebatar Sua igreja a fim de que ela esteja Consigo para sempre.  João 14. 1 – 3; 1 João 3. 1 – 3.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Vivamos a revelação do mistério.  
DETALHES
- O amor divino é insondável.  
APLICAÇÃO
- Amar com o amor de Cristo.
PENSAMENTO
Deus revela suas intenções nas ações.    
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória”.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor pelo Teu amor. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 8: O CARÁTER DOS DIÁCONOS - cap. 3. 8 – 13.

Neste texto encontramos:
- Qualificações de quem almeja o ministério diaconal: v.  8 – 10, 12 – 13.
- Qualificações do diácono:
a) dignos; b) coerentes na palavra; c) abstêmios de bebidas alcoólicas; d) não gananciosos; e) sadios na fé e com consciência limpa; f) provados e experientes; g) marido de uma só mulher; h) líderes aprovados no governo da família; .
- Qualificações da diaconisa:
a) dignas; b) não caluniadoras; c) sóbrias; d) confiáveis.
- Os diáconos que buscam a excelência no serviço que prestam a Deus na igreja, alcançam reconhecimento e são considerados autoridade pelos irmãos na exposição da fé em Cristo. v. 13. 
VISÃO GERAL
 O crescimento da igreja em Jerusalém gerou novos desafios e com eles a necessidade de criar um novo sistema organizacional. Orientados pelo Espírito Santo os apóstolos reuniram a igreja, expuseram os seus propósitos diante da nova situação e apresentaram uma proposta que foi aceita por todos. A partir de então a igreja permaneceu sob a liderança dos apóstolos, agora auxiliados por um grupo de sete irmãos, os diáconos. Três pré-requisitos orientaram a escolha dos diáconos: bom testemunho, cheios do Espírito Santo e sábios. A nova divisão de trabalho na área administrativa se mostrou  eficaz e foi adotada como modelo pelas novas igrejas Atos 6. O apóstolo Paulo manteve a mesma estrutura administrativa nas igrejas que iniciou em razão de suas viagens missionárias. Os pastores foram designados para liderar a igreja e os diáconos estabelecidos como seus auxiliares diretos no serviço aos santos. 
Paulo estruturou administrativamente o seu ministério em três bases: a) anúncio do Evangelho; b) ensino dos princípios doutrinários e como viver neles; c) preparação de obreiros para servirem na igreja como líderes e auxiliares. Essa visão tridimensional de ministério é desafio para os atuais pastores. São marcas ministeriais inapagáveis.
Com o surgimento de novas exigências próprias do crescimento da igreja local, novos ministérios surgiram para o atendimento das necessidades dos fiéis e dos infiéis, mas a base administrativa permaneceu intocável: pastores na liderança auxiliados pelos diáconos.
A simplicidade na administração dá leveza e libera o movimento da igreja no cumprimento de sua missão. 
Administrar é se envolver com pessoas e envolvê-las no projeto comum da família de Deus: adorar, servir e louvar a Deus realizando o que Ele determina. As demais coisas virão como acréscimo.
Na orientação ao jovem discípulo-pastor Timóteo, o apóstolo Paulo, depois de apresentar o caráter que identifica o pastor, líder na igreja, relaciona as qualificações a serem vistas nos diáconos, seus auxiliares.  
Inspirado no exemplo do Senhor Jesus, o apóstolo Paulo abriu espaço na área administrativa da igreja às mulheres considerando sua vocação natural como auxiliadoras eficazes no lar junto a seus maridos. Sendo assim, homens e mulheres, por sua conduta cristã, foram separados para servirem como diáconos e diaconisas ou auxiliares diretos do pastor na administração da igreja e no serviço aos santos e à comunidade onde atua a igreja.  Essa forma de governo não veio estabelecer a hierarquia na igreja, mas foi decisão inteligente de trabalho compartilhado entre os servos de Deus com responsabilidades distintas.
No corpo de Cristo nenhum membro está acima do outro ou se destaca por sua maior ou menor visibilidade. Ao contrário, em sua interdependência um não é sem o outro. Não somos alguém sem ninguém.
A divisão não evangélica entre clérigos e leigos, surgida posteriormente na igreja, não encontra apoio na forma original de governo vista no ministério do Senhor Jesus, onde o Bom Pastor se cercou de auxiliares, homens e mulheres, na realização do ministério entregue pelo Pai.
No relacionamento saudável que há no corpo de Cristo, a igreja, cada membro se alegra e faz o melhor no que o Senhor lhe concedeu e o capacitou conforme sua vocação.
É o Espírito Santo quem determina o lugar e a função que os membros ocupam ou exercem no corpo de Cristo e não pessoas. No Reino de Deus a responsabilidade do governo é Dele: qualifica ou desqualifica Seus servos.  Isso fará até que reentregue a igreja ao Filho e este a apresente ao Pai no tempo que já está determinado.   
Assim como na família dos homens também na família de Deus cada membro realiza a sua função tendo em vista o bem estar do corpo.  O que conta é a orientação recebida da cabeça do corpo, isto é, o Senhor Jesus Cristo.
A simplicidade orgânica na administração da igreja permite que cada membro se sinta feliz onde está. O amor de Deus que gera o pertencimento e a interdependência promovem a unidade  no corpo de Cristo. 
FOCALIZANDO A VISÃO
Em sua exposição o apóstolo Paulo assemelha as qualificações do pastor às dos diáconos. O que os distingue diante de Deus e da igreja é o grau de responsabilidade e honra. Diáconos e diaconisas são na igreja  os auxiliares mais diretos do pastor. Ambos atuam na administração da igreja e no serviço aos santos. Trazem as experiências bem sucedidas no lar para servirem na igreja. Essa foi a mesma visão do Senhor Jesus que se acercou de homens e mulheres piedosos que se dispuseram a ajudá-Lo em áreas adequadas a cada um deles.  
 Qualificações do diácono.
a) dignidade: ao tratar com dignidade e respeito as pessoas a quem serve os diáconos receberão delas a honra que lhes dedicam. Caso isso não ocorra os diáconos permanecerão como instrumentos da Graça de Deus que os alcançou. Seu exemplo silencioso de dignidade será influência contínua para que os ingratos se deixem transformar. Contudo, o Senhor os honrará pela obediência a Sua Palavra.  O que lhes importa é o cumprimento do ensino de Jesus: “Façam aos  outros o que querem que eles façam a vocês, pois isso é o que querem dizer a Lei e os ensinamentos dos Profetas”. Mateus 7. 12. (NTLH). É no serviço que prestam a Deus em Sua igreja que serão reconhecidos como capazes no exercício da fé e dignos de imitação.  b) coerência na palavra: a manutenção da palavra empenhada nos compromissos assumidos e no posicionamento que defendem, tendo as Escrituras como fundamento, dão-lhe autoridade espiritual e moral. Somente com homens de palavra é possível manter uma relação de confiança. Os vacilantes, escorregadios e indefinidos estão desqualificados para o exercício do ministério diaconal. 
c) abstêmios em relação às bebidas alcoólicas: quem serve ao Senhor como diácono em família, na igreja e na comunidade precisa estar no pleno uso de sua consciência. Presta um desserviço ao Evangelho quem desonra o Nome de Deus pela falta de lucidez e responsabilidade. Um homem que não responde pelos seus atos devido a ingestão de bebida alcoólica não está habilitado para auxiliar o pastor na administração da igreja. Quem se deixará aconselhar por alguém que não é exemplar em sua conduta? Convém que o servo tenha clareza e precisão na compreensão e expressão do raciocínio. Um diácono que ingere bebidas alcoólicas ou que secreta ou publicamente alimenta vícios compromete o seu serviço ao Senhor e é forte candidato à promoção de escândalos. Oferece oportunidades à ação satânica em sua vida principalmente nas crises onde o pouco se torna muito. Todo tipo de vício e de qualquer natureza coloca em risco o relacionamento correto do servo com seu Senhor e Sua igreja. 
d) não gananciosos: o servo do Senhor coloca Deus como prioridade em sua vida e não coisas.  Segue a orientação dada por Jesus principalmente em se tratando de dinheiro. Foge das oportunidades de ascensão econômica ou social de caráter duvidoso. Mateus 6. 24, 33. Mantém o autodomínio na administração dos bens pessoais a fim de que não venha sonegar o que de sua parte deve ser entregue na promoção do Reino de Deus através dos ministérios da igreja. É cuidadoso na administração do que não lhe pertence, mas lhe foi confiado para administrar. Entende que a fidelidade é uma forma eficaz de testemunho da fé evangélica. Adota como lembrete o sábio provérbio: “Ö dinheiro é um bom servo, mas um mau senhor”.
As Escrituras alertam os servos de Deus para que não sejam insaciáveis na vida material. Apresentam alguns personagens que perderam suas vidas porque cederam à ganância: Absalão, Judas Iscariotes, Ananias e Safira além de outros. 2 Samuel 15. 2 – 6; 18. 9 - 17; Mateus 27. 3 – 10; João 12 – 13; Atos 5. 1 – 11. Daí o alerta do apóstolo Paulo. 1 Timóteo 6. 10.
e) sadios na fé e na conservação de uma consciência limpa: o diácono que tem prazer na leitura, estudo, meditação nas Escrituras e se dispõe a viver os seus ensinos está capacitado para expor o que aprendeu. Caso contrário será um religioso hipócrita tal qual foram os líderes religiosos judeus que incomodados com a verdade anunciada por Jesus se fizeram Seus inimigos. Nada na vida íntima do diácono deve torná-lo repreensível. A consciência pura dará coerência à sua vida pessoal e social e será arma de defesa contra as ciladas do Diabo. O diácono cuida da essência cristã e esta será sua aparência. Caso contrário estará permanentemente sujeito a ser um instrumento nas mãos do Diabo. Mateus 12. 34. 
f) provados e experientes: é grande a responsabilidade da igreja na designação de diáconos que nela servirão a Deus no serviço aos irmãos. É necessária uma investigação prévia da vida em família, no trabalho, na vida social, fidelidade aos princípios da Palavra e compromisso no exercício de ministérios na igreja. Se for provado que sua conduta corresponde ao que as Escrituras definem como homem de Deus, então estará habilitado para exercer o diaconato na igreja, caso se disponha ao exercício desse ministério. Diáconos são servos dos servos. Seu ministério não os coloca acima dos demais membros da igreja. Nessa condição se afastarão de qualquer procedimento que envolva manipulação, domínio e controle. O diaconato não oferece status e muito menos é passarela para o desfile de vaidades.  A cada dia o diácono se coloca diante de Deus para ser examinado por Ele através de Sua Palavra  2 Coríntios 13. 5.
Finalmente é bom que se diga que os diáconos estão sujeitos à mesma disciplina eclesiástica dos demais membros da igreja
g) fidelidade conjugal: convém que o diácono seja casado. É sua responsabilidade investir no relacionamento conjugal e na família. Esse investimento se dá pelo conhecimento e vivência dos princípios das Escrituras no lar; capacitação contínua através de cursos, livros e atividades que visem ao fortalecimento da vida conjugal e unidade na família; cultivo de ambiente sadio no lar e fora dele através de atividades coletivas e criativas; interação inteligente com outros casais e famílias; participação nos cultos e nas atividades da igreja; outros eventos que promovam a unidade conjugal e da família. A coerência com que o diácono vive a vida cristã na família o fará pessoa digna a partir do lar, o protegerá da infidelidade conjugal e não permitirá que seja motivo de escândalo. O propósito coletivo da família em ser fiel a Deus e Sua Palavra a protegerá do sistema do mundo sem Deus e das ciladas do Diabo. Com esses cuidados o diácono não permitirá que entre em seu lar o que venha contaminá-los. Salmos 101. 2 – 3.
h) aprovados no governo da família: o diácono adota como modelo de governo na família o que Deus estabelece em Sua Palavra. Usará a autoridade em amor para que atraia a si a submissão em amor dos membros da família. Desta maneira sua família será naturalmente  referência para as demais famílias da igreja.
Qualificações da diaconisa:
a) dignidade: a dignidade da diaconisa, a exemplo do diácono, tem como ponto de partida o firme propósito de ser fiel a Deus e à missão que lhe foi entregue para servir na igreja de Jesus Cristo. Somente quem honra a Deus, isto é, é reverente com Ele e Sua Palavra, honra a si mesmo, àqueles que o cercam e a quem serve. 
b) não maledicentes: é responsabilidade da diaconisa  zelar pelo uso inteligente das palavras. Para isso manterá vigilância contínua em sua comunicação verbal a fim de que seja pessoa confiável. Uma pessoa maledicente ou ‘que não retém para si o que vê e ouve está desqualificada para o ministério diaconal. Ao contrário, seu empenho será visto na busca de alternativas para resolver um problema e não para revolver o problema sendo parte dele.  A sensatez no uso das palavras impedirá que seu esposo e família e outros sejam contaminados pelo mau falar.     
c) sóbrias, discretas, recatadas: as diaconisas tomam para si como exemplo a atitude de mulheres cristãs que cultivaram a sobriedade, a discrição e o recato no relacionamento com pessoas e situações, muitas vezes, não favoráveis ou não entendidas imediatamente por elas. Citamos quatro exemplos: Ana, a mãe de Samuel; Isabel, a esposa de Zacarias; Maria, a irmã de Lázaro e Maria, a mãe de Jesus. Destas, a mãe do Filho de Deus é exemplo maior e a ser tomado como modelo de mulher segundo o coração de Deus. Uma mulher sóbria organiza com inteligência seus pensamentos e emoções  para que possa manifestar com sabedoria suas atitudes e palavras.  A mulher sóbria é sensível e não insensata. 1 Samuel 1. 1 – 28; 2. 1 – 11; Lucas 1. 1 – 80; 10. 38 – 42; João 12. 1 – 8.
d) confiáveis: ser confiável é uma virtude reservada às diaconisas que cultivam a sobriedade, a discrição e o recato. A mulher confiável mantém sob domínio sua mente, emoções e vontade. Essa atitude a preserva da precipitação no falar. É pessoa que se educa para ouvir e calar e dessa forma se habilita para o aconselhamento à luz da Palavra de Deus.
Na medida em que nos exercitamos no cultivo das virtudes cristãs diante do inevitável ou inesperado adquirimos maturidade no tratamento de vários tipos de situações que nos surpreendem a cada momento.
Deus oferece o Seu caráter para que o imitemos. Ele é Pai  amoroso, alegre, pacífico, amável, bondoso, fiel, manso e pleno de domínio próprio. Gálatas 5. 22 -  23. (NVI). Não há lei que nos impeça de exercitar essas virtudes cristãs. Agora, quem deseja dar abrigo em sua vida à imoralidade sexual, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja, embriaguez, orgias e coisas semelhantes a estas seja praticando ou silenciando diante daqueles que as fazem e ainda insistem em estar com o povo de Deus, não herdarão o Reino de Deus, isto é, estarão na eternidade com o Diabo e seus demônios. Essa é a Palavra de Deus que será considerada para julgamento no dia da inevitável prestação de contas. Gálatas 5. 19 – 21. A Graça de Deus não libera nenhum dos Seus filhos para viverem na prática do pecado. Assim afirma o apóstolo João: “Aquele que pratica o pecado é do Diabo; porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo”. 1 João 3. 8. (NVI).
A simplicidade, a profundidade e a clareza da Palavra de Deus é suficiente para aqueles que a obedecem e é a pedra intransponível do caminho para os desobedientes.    
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A Palavra de Deus tem o que precisamos para o exercício do ministério diaconal.

DETALHES
- De nada serve uma vida indisposta ao serviço. 
APLICAÇÃO
- Transferir para a vida as orientações da Palavra de Deus.
- Em nossos dias alguns lideres religiosos movidos pelo egoísmo, soberba e vaidade deixaram a simplicidade da organização administrativa da igreja  e adotaram a organização empresarial onde a hierarquia premia os servidores produtivos e pune os menos capazes ou improdutivos ou aqueles  que estão  em desacordo com a visão absolutista do líder ou de sua dinastia familiar. Com isso reeditam o culto à personalidade visto na igreja  em Corinto e combatido pelo apóstolo Paulo visto estar em oposição ao governo intransferível de Jesus Cristo, o Senhor e Salvador da igreja .
PENSAMENTO
Nada é mais abençoador que uma vida a serviço dos interesses do Reino de Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Os que servirem bem alcançarão uma excelente posição e grande determinação na fé em Cristo Jesus”. v.  13. (NVI).  
ORAÇÃO
Obrigado Senhor pelo privilégio de servir no Teu Reino. 

sábado, 12 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 7: O CARÁTER DO PASTOR - cap. 3. 1 – 7.

Neste texto encontramos:  
- O exercício do ministério pastoral na igreja de Cristo é uma excelente função a ser almejada pelos chamados por Deus. v. 1.
- Qualificações de quem almeja o ministério pastoral: v.  2 – 7.
a) irrepreensível; b) esposo de uma só mulher; c) equilibrado; d) sensato; e) respeitável; f) hospitaleiro; g) competente no ensino; h) abstêmio quanto à bebida alcoólica; i) não violento; j) amável; k) pacífico; l) não ganancioso; m) que governe bem sua casa e tenha os filhos em submissão  com dignidade; caso contrário estará desqualificado para cuidar da igreja de Deus; n) não deve ser um recém-convertido à fé evangélica para que não venha a ser soberbo e caia na mesma condenação de Satanás; o) que seja respeitado como pessoa digna por aqueles  que não pertençam à igreja a fim de não cair em descrédito e nos laços do diabo.
VISÃO GERAL
A conversão de Saulo de Tarso, mais tarde, apóstolo Paulo deu-se por volta do ano 37 d.C. Atos 9.
Ainda no exercício de um ministério bem sucedido que havia se estendido até aquele momento  por vinte e sete anos, 64 d.C., o apóstolo Paulo, já sentindo em seu corpo o peso dos anos, envia a Timóteo, filho na fé, uma primeira carta de orientação com alertas, normas e encorajamento. 
Paulo era um obreiro experiente e decidiu partilhar com Timóteo o seu próprio caráter a ser reproduzido, conforme esperava ele,  por seu filho na fé e aqueles que ele havia se responsabilizado no preparo ao ministério pastoral. Na verdade, o apóstolo deixava transparecer em seu caráter o caráter do Senhor Jesus que Nele vivia. Esse é o desafio e desejo do cristão. 1
Coríntios 11. 1; Gálatas 2. 19 – 20; Filipenses 4. 9..
Não somente do pastor, mas de todos os cristãos que amam e por isso obedecem ao Senhor Jesus é requerido esse mesmo caráter. É uma forma inteligente de testemunho na atração dos não salvos a Jesus Cristo. O caráter do cristão há de ser a expressão da verdade que ele anuncia. Nessa coerência é que se estabelece o fundamento do convencimento e da responsabilidade de quem vê que a verdade é perfeitamente visível e vivível. .Mateus 5. 16.     
FOCALIZANDO A VISÃO
 Paulo, o mentor de Timóteo, jovem discípulo-pastor, declara que o exercício do ministério pastoral na igreja de Jesus Cristo é privilégio concedido por Deus a quem Ele chama. É função incomparável e das mais excelentes.  É reservada àqueles que com uma consciência pura e fé verdadeira servem a Deus e se prontificam a expressar o Seu amor para cuidar daqueles que lhe foram entregues pelo Bom Pastor, Jesus Cristo. Não é entretenimento, carreira profissional, dinastia familiar ou espaço para o exercício do egoísmo, soberba, vaidade ou interesses pessoais.
A seguir o experiente pastor Paulo apresenta as qualificações a serem vistas no homem chamado para o exercício do ministério pastoral.
Como dissemos, Paulo deixa claro que na igreja de Jesus Cristo, família de Deus, o ministério pastoral segue os princípios de liderança estabelecidos por Deus ao instituir a família e que foram reproduzidos pelo Senhor Jesus na escolha dos apóstolos e mais tarde por estes na formação de líderes na igreja. A igreja contemporânea que se mantém fiel ao que as Escrituras determinam não fogem desse parâmetro, padrão, modelo. 
Em nossos dias a influência da antiga cultura pós-moderna tem esvaziado o significado da palavra pastor, minimizado o verdadeiro sentido do ministério pastoral e o colocado em posição hierárquica inferior nas igrejas voltadas mais ao atendimento dos interesses dos homens do que de Deus.
Sendo assim, torna-se necessário o retorno aos fundamentos da fé evangélica e ninguém melhor que o apóstolo Paulo, autoridade constituída por Jesus Cristo em Sua igreja, para nos trazer à memória o caráter do líder cristão através da exposição das virtudes cristãs que deve cultivar. 
O pastor há de ser:
a) irrepreensível, isto é, uma pessoa que não dá margem à censura em seu caráter. É honesto com Deus, consigo mesmo e com seus semelhantes. Um pastor irrepreensível tem autoridade espiritual e moral para cuidar daqueles que Jesus Cristo lhe entregou para serem pastoreados;
b) esposo de uma só mulher: o pastor que tem ao seu lado uma mulher virtuosa que o auxilie como esposa em seu ministério e com a qual divide suas cargas encontra nela uma parceira de oração e aliada fiel para prosseguir na missão que lhe foi entregue. O pastor bem casado está mais habilitado para tratar com os casais da igreja os conflitos conjugais atendendo de forma adequada o homem ou a mulher que o procuram porque está identificado com eles no projeto-família;
c) equilibrado: as emoções são inevitáveis nos relacionamentos humanos. Por essa razão a sensibilidade é necessária a quem lida com pessoas. Só assim será possível gerar a empatia com elas isto é, trazer o mais próximo de si  o que as aflige a fim de abrir espaço para o aconselhamento. Na vida cristã as emoções precisam ser educadas pela Graça de Deus para que de energias ou atitudes negativas (vingança, retaliação, hostilidade, ódio, ira, rancor, ressentimento) sejam transformadas em energias ou atitudes positivas (amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, fidelidade, mansidão, autodomínio). Esse é um trabalho divino realizado pelo Espírito Santo através das Escrituras. Ao pastor cabe trazer à superfície essa ação divina através do aconselhamento. Dependendo da situação e da gravidade, o pastor poderá solicitar o apoio de um mentor com quem dividirá suas cargas emocionais. Essa decisão permitirá que o pastor se recomponha e evite a manifestação de palavras ou sentimentos precipitados ou  impensados. O reconhecimento de sua insuficiência o ajudará a tratar com pessoas que buscam  no pastor a suficiência que precisam. O exercício do equilíbrio dá qualidade aos relacionamentos e segurança ao aconselhamento.  Provérbios 10. 19; 12. 25; 15. 23.
d) sensato: a sensatez, a prudência e o equilíbrio são virtudes que se completam na formação do caráter. Há pessoas cujos interesses nem sempre se afinam com os interesses de Deus para sua vida e igreja. Para que o pastor traga a pessoa ao reto caminho é necessário que, primeiro ele, esteja bem firmado na retidão e na sensatez.
e) respeitável: nas Escrituras o pastor aprende que Deus zela pelo Seu Nome porque Nele está expresso o Seu caráter para que seja reconhecido, reverenciado e adorado. De sua parte, o pastor tem esse mesmo cuidado a fim de que as pessoas ao ouvirem o seu nome o associem a alguém digno de honra.  Assim como Deus, o pastor deve deixar bem claro que só é responsável pelo que diz pessoalmente ou por alguma manifestação escrita de sua parte e não pelas palavras que atribuem a ele. Entre a honra e a desonra há uma tênue e quase imperceptível linha que as divide. Por isso a vigilância e a oração, como recomendou Jesus, devem ser contínuas. Mateus 26. 41.  Ao ser honesto no relacionamento com Deus e consigo mesmo, o pastor será reconhecido como pessoa digna de respeito diante daqueles que o cercam. Uma pessoa honesta é confiável e está qualificada para lidar com o interior das pessoas que nele confiam como servo de Deus e depositário das riquezas e do conselho divino. Essa era a atitude do povo de Israel quando procurava o homem de Deus. 1 Samuel 9. 6.
f) hospitaleiro: o pastor além de líder na igreja que dirige é também pessoa pública. Nessa condição, por ser reconhecido socialmente, toma para si a responsabilidade de criar um ambiente acolhedor e reservado para o atendimento de quem o procura. Nem sempre esse ambiente será a casa onde reside com a família porque a realidade atual desaconselha essa disponibilidade. Ao visitar ou receber visitas do rebanho sob sua responsabilidade procura criar um ambiente favorável ao diálogo. É no ambiente familiar que a fé é mais exigida para ser vivida em sua simplicidade e autenticidade.  
g) competente no ensino: o amor à leitura, ao estudo e à meditação é inerente às atividades de quem se dedica ao anúncio e ensino da Palavra de Deus. Um obreiro que não ama a leitura não pode se apresentar ao exercício dessa nobre função no Reino de Deus. Cabe ao pastor, se possível, com a ajuda da igreja ou de irmãos que são chamados para investir no ministério pastoral, buscar os recursos a fim de que tenha ao seu dispor bons livros com enfoque teológico, devocional e outros que o equipem no conhecimento a ser transmitido à igreja. Como bom despenseiro das riquezas que há em Deus e que lhe foram entregues para partilhar, cabe ao pastor conhecer bem de perto o rebanho sob sua responsabilidade para que possa dar a ele o alimento adequado às suas necessidades no momento ou despertá-lo para novos conhecimentos e práticas necessários à vida cristã. O melhor contato para que esse conhecimento se efetive é através das visitas pastorais. Nelas poderá sentir bem de perto a realidade concreta de cada membro da igreja. Quanto maior é o atendimento nos lares, menor será o atendimento no gabinete pastoral, onde, muitas vezes, a situação está próxima da insolubilidade ou fase terminal de uma crise que se detectada antes poderia se transformar em ganhos e não em perdas. Um pastor que não lê as Escrituras e nem livros que possam ajudá-lo em seu trabalho, realiza um ministério medíocre porque se empobrece e empobrece a muitos que dele dependem.  
h) abstêmio de bebidas alcoólicas: um pastor que deseja realizar um ministério próspero e inesquecível na história da igreja de Cristo enche-se do Espírito Santo e não de vinho ou outra bebida alcoólica que venha tirar-lhe a lucidez no anúncio e ensino da Palavra de Deus. Nas crises o que era pouco na ingestão de bebidas alcoólicas se torna muito. O vacilante servo ao satisfazer os desejos da carne abre-se, sem reservas às ações do inimigo que é surpreendentemente sutil e perverso e para ajudar sua vítima em sua autojustificação apresenta-lhe o atalho do liberalismo teológico para afastá-lo mais do que está dos caminhos de Deus. O pior é que o líder não se afasta sozinho, mas leva consigo aqueles que ingenuamente o seguiram no mesmo propósito. Desta forma afastam-se do principal e permanecem na periferia fazendo da igreja entretenimento religioso e não mais ambiente e organismo onde o Espírito Santo age com liberdade. Nesse ponto líderes e liderados se dedicam mais a filosofar sobre a Palavra de Deus ao invés de obedecê-la. Gastam suas energias no louvor ao Deus que não estão interessados em ouvir. Reeditam a conduta de Israel antes do caos. Isaías 1. Os líderes que se rendem sem reservas às bebidas alcoólicas têm sido motivo de escândalos para a igreja de Cristo no decorrer da história. Ao invés de se deixarem lapidar pela Palavra de Deus em vida de santidade ajuntaram sobre si todo tipo de imundície vista na intimidade pessoal, na vida conjugal, em família e na sociedade.  Basta ver as igrejas de continentes que viveram períodos de avivamento espiritual e que hoje estão  mergulhadas nas correntes da pós-modernidade que colocam o homem e não Deus em Cristo como medida padrão de sua existência.  Por que trilhar por um atalho que resultou no caos quando temos o Caminho, Verdade e Vida que nos conduz a Deus? Se temos a nossa disposição a Água e o Pão da Vida por que insistirmos na ingestão de um alimento que não ofereceu um bom futuro aos seus consumidores? Tudo o que venha afetar o nosso relacionamento correto com Deus e causa danos no relacionamento com o próximo deve ser evitado. Esse é o ensinamento das Escrituras. Josué 24. 15. As bebidas alcoólicas indispensáveis no culto pagão são perfeitamente dispensáveis na vida dos cristãos porque nossa saúde espiritual, mental, emocional, volitiva e física vem do que Deus já nos tem dado através da suficiência que há em Jesus Cristo.  
i) não violento: o comportamento absolutista, autoritário e soberbo está na contramão do caráter do líder cristão que tem como modelo de conduta o Bom Pastor – Jesus Cristo que descreveu por Seu exemplo o procedimento do pastor em relação às ovelhas que lhe foram entregues para serem cuidadas. O bom pastor não se confunde com o mercenário.  João 10. O líder cristão se deixa educar pela Palavra de Deus que o orienta a cultivar a humildade, a primeira das virtudes cristãs descritas por Jesus no Sermão do monte. Ela é acompanhada pela sensibilidade, a mansidão, a justiça ou retidão, a misericórdia, a santidade ou pureza, a paz, a paciência, a renúncia, a alegria e a esperança. Mateus 5. 3 - 12. O conhecimento e prática dessas virtudes cristãs afasta o líder cristão da conduta violenta com as ovelhas do Senhor. 1 Pedro 5. 1 – 4. Faz isso de coração para que possa oferecer às ovelhas que dirige a segurança e o descanso que tanto almejam. Afinal, as ovelhas não lhe pertencem e o melhor que o Sumo Pastor o capacita a fazer é o que deve ser feito. O pastor que cativa sua mente para pensar no que é verdadeiro, nobre, correto, puro, de boa fama  e que  em si trazem a excelência fugirá de toda conduta violenta  seja no olhar, nos gestos, nas atitudes e nas palavras. Jamais usará o púlpito como espaço para liberar seus destemperos emocionais e muito menos para provocar ou responder às provocações. Será reverente com a Palavra de Deus, não alterando o seu verdadeiro sentido para a defesa de interesses pessoais. Permanecerá fiel a ela durante a sua exposição jamais alterando o seu sentido para mais ou para menos. Afastará qualquer tipo de sonegação da verdade a ser anunciada. Ao invés de alimentar a violência será promotor da paz construída em torno da verdade que há na Palavra de
Deus. 
j) amável: o verdadeiro pastor à semelhança do Bom Pastor - Jesus Cristo ama as ovelhas que lhe foram entregues para cuidar.  Esse amor as ensina a amar e ativa nelas a vontade de amá-lo. Como resultado o pastor se torna amável porque ama e se deixa amar pelas ovelhas. É visto como pessoa simpática, atenciosa, gentil, afável e cortês. É com essas virtudes que influencia profundamente aqueles que o cercam.   
k) pacífico: o verdadeiro pastor não é passivo, mas pacífico ou construtor da paz onde está. Sabe que a falsa paz é construída com acordos ou acomodação de interesses que mais cedo ou mais tarde eclodirão em novo conflito. A verdadeira paz é construída nos princípios inamovíveis da Palavra de Deus e por isso a anuncia em sua integridade e ensina as ovelhas a vivê-la na vida comum.  O fato de adotar essa postura não o isentará das crises, mas em todas será vitorioso porque está do  lado de quem é vitorioso – Jesus Cristo. . 
l) não ganancioso:  o verdadeiro pastor dedica-se ao ministério que o Senhor lhe entregou e é fiel a sua missão. Cuida dos interesses do Reino de Deus e não o Reino de Deus para cuidar dos seus interesses. Jamais usa o Evangelho para auferir lucros ou  o transforma em máquina de fazer dinheiro. Aqueles que tratam com irreverência o Evangelho e o Nome do Senhor Jesus serão cobrados no dia inevitável da prestação de contas. Mateus 7. 21 – 23. A prudência do pastor o leva a afastar-se da administração pessoal das finanças da igreja para que não seja atraído às ciladas do Diabo que usa o dinheiro para prender as pessoas a si ou torná-las reféns de sua vontade. O alerta de Jesus ainda soa em nossos dias com alta voz: “...Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. Mateus 6. 24. (NVI). Daí deriva o provérbio: “O dinheiro é bom servo, mas mau senhor”. Ananias e Safira perderam a vida porque desconsideraram as palavras do Senhor Jesus. Atos 5. 1 – 11.  Pastores que administram a igreja visando à acumulação de bens materiais se comportam como falsos profetas que alteram o sentido das palavras de Deus, acrescentam ou sonegam ao seu conteúdo colocando na Palavra de Deus a sua palavra para agradar seus patrocinadores. Não foi sem motivo que o apóstolo Paulo alertou Timóteo: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”. 1 Timóteo 6. 10. (NVI). O clássico mau exemplo de Judas Iscariotes há de ser permanentemente lembrado pelos maus obreiros.  
m) que governe bem sua casa: a coerência há de estar presente na vida do pastor quer no anúncio, no ensino e na vivência da Palavra. Graças a Sua coerência o Senhor Jesus foi reconhecido em Sua autoridade espiritual e moral até por aqueles que se fizeram seus inimigos. Antes de pastorear a igreja, o pastor exerce seu ministério diário na família com a esposa e os filhos. Uma vez sendo bem sucedido nesse pequeno rebanho, mesmo em meio aos conflitos inerentes ao relacionamento entre pessoas sadias, recomenda-se como pessoa confiável para pastorear as famílias que compõem a igreja e se torna reconhecido em sua autoridade espiritual e moral. Quer queira quer não, a família do pastor torna-se instrumento de influência para as demais famílias da igreja.  Cabe à igreja apoiá-la e ajudar seus membros para que se sintam encorajados a prosseguir na missão que recebeu do Senhor. É bom que se diga que o pastor e sua família estão  sujeitos aos mesmos deslizes de qualquer família e por isso são carentes das orações e da compreensão de todos. Não caiamos na insensatez e na hipocrisia de  exigir dos outros o que
não exigimos de nós mesmos. . 
n) não deve ser um recém-convertido: não é pelo fato de possuir qualificações técnicas ou teológicas, dominar uma boa oratória e ter a capacidade de atrair a atenção das pessoas sobre si que alguém se qualifica para exercer a liderança numa igreja. Mesmo tendo muitas qualidades é necessário que o candidato ao ministério da Palavra seja assistido, orientado e provado por um bom tempo para que  de forma gradativa assuma a liderança de uma igreja. Pastores imaturos e que se deixam contaminar pelo egoísmo, soberba e vaidade levam o caos para dentro das igrejas. O bom senso recomenda que só devem ser encaminhados para o preparo ao exercício do ministério pastoral  aqueles que por sua conduta e fidelidade ao Senhor se empenham nos ministérios da igreja, no relacionamento com os irmãos e na vida em família.  É importante que se diga que ser ministro da Palavra não é sinônimo de status elevado sobre os demais, posição a ser conquistada para destaque pessoal, mas encargo, missão, responsabilidade diante de Deus e das pessoas. Uma igreja que desconsidera a Palavra de Deus na indicação de ministros causa danos a si e as demais igrejas que terão um líder imaturo em sua direção. Esses são alguns cuidados que a igreja  deve tomar quando convida alguém para liderá-la. A prudência é antídoto contra dores.   . 
o) respeitado como pessoa digna pelos que ainda não fazem parte da igreja: o pastor de uma igreja  tem influência natural sobre a comunidade onde a igreja  atua. Seu caráter na igreja  será conhecido da comunidade. Se for obreiro que honra ao Senhor e Sua igreja  será honrado por aqueles que ainda não fazem parte da mesma fé evangélica. Cabe ao pastor ser uma pessoa honesta nos seus relacionamentos com os não crentes para que seja reconhecido em sua autoridade espiritual e moral.  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- As virtudes cristãs a serem cultivadas pelo pastor são estendidas àqueles que ele lidera porque no Reino de Deus a maior ou menor responsabilidade não os diferencia na obediência. .  
DETALHES
- A honra traz consigo responsabilidades. 
APLICAÇÃO
- Permanecer no melhor que Deus nos concede para fazer.
PENSAMENTO
O líder chamado por Deus é capacitado para exercer com excelência as virtudes cristãs que lhe foram dadas para viver. 

VERSÍCULO PARA DECORAR
Se alguém é chamado para pastorear a igreja  de Jesus Cristo e é fiel às responsabilidades de sua chamada, excelente obra tem a realizar. (paráfrase).    
ORAÇÃO
Abençoa, Senhor, os pastores que são fiéis à Tua chamada.