quarta-feira, 22 de abril de 2015

JOÃO - Estudo 40: JESUS PROMETE ENVIAR O ESPÍRITO SANTO - cap. 14. 15 – 31.

Neste texto encontramos:
- Ama Jesus quem obedece aos  Seus mandamentos. v. 15, 21, 23; Isaías 29. 13; Mateus 5 – 7; 15. 8.
- O Espírito Santo é o outro Conselheiro que Jesus, após o Seu retorno ao céu, pede ao Pai para habitar nos salvos para sempre. v. 16; Atos 2; 1 Coríntios 12. 3, 13.
- A verdade é um dos atributos do Espírito Santo. v. 17a.
- O Espírito Santo habita apenas nos salvos. v. 17b; 1 Coríntios 10. 21; 12. 3.
- Unidade e identidade em essência divina de Jesus Cristo com o Espírito Santo e o Pai. v. 17c; 14. 11.
- Promessa de Jesus: a) presença permanente com a igreja através da pessoa do Espírito Santo; b) retorno no tempo devido para buscar Sua igreja. v. 18; 17c. 
- Promessa de Jesus: a) após breve ausência seria visto pelos salvos; b) garantia da ressurreição dos salvos. v.19; João 11. 25 – 26; 20 - 21.
- Na eternidade os salvos compreenderão perfeitamente a Plenitude Divina em Unidade entre o Pai, o Filho, o Espírito Santo e a inclusão dos salvos como participantes dessa glória Neles. Foi Jesus quem nos incluiu, por Sua obediência, no ambiente de amor e glória da Divindade. v. 20; Atos 17. 29; Romanos 1. 20; Colossenses 2. 9; 1 João 3. 1 - 2.  
- Ama Jesus quem obedece aos Seus mandamentos. v. 21a, 15, 23.
- Deus, o Pai, por meio do Espírito Santo, nos dá do Seu amor para amá-Lo adequadamente através do Filho. v. 21b; Romanos 5. 5.
- A pergunta de Judas não o Iscariotes. v. 22.
- Ama Jesus quem obedece à Sua Palavra. v. 23a, 21a, 15; Isaías 43. 7, 21.
- Quem ama o Filho será amado do Pai e ambos farão morada nos amados que Os amam.  v. 23b. 
- Não ama Jesus quem desobedece às Suas palavras.  v. 24a.
- O Pai fala ao mundo pelo Filho e Este por Sua igreja. v. 24b; Mateus 16. 18; 28. 19 – 20; Efésios 3. 10 - 11. 
- Jesus falou apenas o que os discípulos eram capazes de ouvir e entender.  v. 25.
- O Pai envia em Nome de Jesus Cristo o Espírito Santo à Sua igreja. v. 26a. 
- Ministério do Espírito Santo: a) ensinar tudo o que a igreja precisa saber a respeito da Divindade e Seus propósitos; b) lembrar aos salvos as palavras de Jesus. v. 26b; v. 16.
- A paz de Cristo repousa e há de ser desfrutada pelos salvos. Ela é incomparável: alcança o espírito, acalma plenamente a alma e move o corpo a expressá-la. A paz oferecida pelo mundo está infinitamente abaixo da paz de Cristo.    v. 27.  
- Promessa de Jesus: ida ao Pai e retorno a fim de buscar a Sua igreja. A ida garante a vinda do Espírito Santo. v. 28a.
- Pai e Filho são termos de relacionamento familiar adotados pela Divindade após a humanação do Verbo. A honra é mútua. Jesus, em Sua humanidade, sempre se colocou em submissão ao Pai. Suas palavras não negam a coigualdade divina entre Filho e Pai.   A presença em Si das duas naturezas, divina e humana, qualifica Jesus Cristo como mediador entre Deus e os homens. Não poderia nos apresentar a Deus-Pai e nem nos representar diante Dele sem que fosse ao mesmo tempo Deus e homem. Questionado para que revelasse o Pai, respondeu: “Quem me vê, vê o Pai”. As Escrituras jamais citam qualquer manifestação do Pai colocando-se em superioridade ao Filho como se houvesse qualquer hierarquia na Divindade onde há uma primeira, uma segunda ou uma terceira pessoa. As pessoas divinas são distintas entre si (uma pessoa não é a outra), eternas, incriadas e amorosamente unidas em Sua coigualdade. Diferenciam-se nos ministérios a que se propuseram na eternidade e na história. v. 28b; João 5. 19 – 30; Efésios 1. 3 – 14; Filipenses 2. 5 – 11; Hebreus 1. 6.
- Jesus relatou antecipadamente os acontecimentos que se seguiriam para que ao se concretizarem Seus discípulos cressem na veracidade de Suas palavras. v. 29; 13. 19.
- Jesus decide resumir Suas palavras. Aproximava-se a vinda de Satanás com seus agentes que nada tinham em comum com Jesus. Até Satanás, nesse episódio, cumpriu as Escrituras. v. 30; Gênesis 3. 15; João 12. 31; 16. 11.
- Jesus reafirma Seu irrestrito amor e obediência ao Pai. v. 31a.
- Jesus convida os discípulos a se retirarem do cenáculo. Sua hora havia chegado e Ele a vivenciaria plenamente a partir do monte das Oliveiras. v.31b.
VISÃO GERAL
Antes de deixar o cenáculo o Senhor Jesus disse aos discípulos que não ficariam sozinhos com o Seu retorno à Casa do Pai. O Espírito Santo assumiria o comando na continuação do ministério por Ele iniciado. Na obediência a esse comando seriam bem sucedidos.  
Jesus fez questão de repetir alguns ensinamentos, encorajou os discípulos a permanecerem confiantes em Deus e antecipou alguns fatos que ocorreriam nas horas e dias seguintes e no futuro próximo e distante.    
FOCALIZANDO A VISÃO
No encerramento da ceia no cenáculo em comemoração à páscoa judaica, o Senhor Jesus estabeleceu um memorial – a Ceia do Senhor, constituída por dois elementos: pão e vinho. Esse memorial sintetizou Seu ministério pascal no qual era a figura central – o Cordeiro de Deus. Enquanto ministrava essa ordenança aos discípulos, protótipo de Sua igreja, o Senhor Jesus deu as instruções finais, fez promessas e algumas revelações de caráter histórico e escatológico.
 Disse a eles que a maior prova de amor que poderiam devotar ao Mestre era a obediência aos Seus mandamentos e às Suas palavras. Falou que estaria presente espiritualmente com eles na pessoa do Espírito Santo e por isso não deveriam temer. Jamais estariam sozinhos. Era necessário retornar à Casa do Pai a fim de que da parte Dele e em Seu Nome enviasse o Espírito Santo aos salvos. Detalhou o ministério do Espírito Santo no pastoreio de Sua igreja. Essa pessoa divina os capacitaria no ministério a ser realizado e os faria lembrar permanentemente de Suas palavras. Aqueles que as acolhessem e fizessem delas vivência, seriam habitação de Deus.
O retorno de Jesus à Casa do Pai era necessário para que ali preparasse o lugar da habitação eterna dos salvos juntamente com Ele. No tempo determinado pelo Pai voltaria para levar Consigo a igreja que ama. Nesse dia compreenderiam o significado Dele estar no Pai, a Sua igreja Nele e Ele em Sua igreja. Como herança deixou Sua paz aos salvos para que a desfrutassem no ministério terreno da igreja. Essa paz era infinitamente superior e permanente e jamais poderia ser igualada à paz que o mundo oferece, isto é, a falsa e temporária paz.
Jesus fez questão de revelar aos onze apóstolos tudo o que deveriam saber para que se conduzissem com segurança e firmeza doutrinária no cuidado com Suas ovelhas.
Enquanto Jesus falava sentiu que Sua hora havia chegado. Precisava deixar o local e se dirigir ao primeiro ambiente onde o Seu sofrimento seria agravado – o jardim do Getsêmani no monte das Oliveiras. Antes de deixar o local reafirmou Seu amor e obediência irrestrita ao Pai. Alertou os apóstolos de que Satanás e seus agentes já faziam os preparativos finais para encontrá-Lo. De Sua parte nada havia em comum com eles. Em momento algum se desqualificara diante do Pai. Após cantarem um hino no cenáculo, Jesus e os onze apóstolos deixaram o local e caminharam até o monte das Oliveiras, local de oração, ensino e descanso. Mateus 26. 30.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Amamos a Deus pela obediência aos Seus mandamentos e à Sua Palavra.  
DETALHES
- O Espírito Santo já está na liderança da igreja de Jesus Cristo. Não precisa ser buscado, mas acolhido no ministério que reservou para nós na igreja.  
- Ministério da Divindade: o Pai providencia a salvação, o Espírito Santo convence o pecador da culpabilidade dos seus pecados e o leva a Jesus, o executor da salvação. O Espírito Santo mantém o salvo na nova vida e o capacita ministerialmente para que frutifique. Leia João 3. 16; 14. 7, 9 – 11, 17c; 16. 8 – 11; Efésios 1. 13 – 14. 
APLICAÇÃO
- Amar a Jesus pela obediência.   
PENSAMENTO
Deus nos capacita para amá-Lo com nossa obediência. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“...É preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço o que meu Pai me ordenou”. v. 31. (NVI).
ORAÇÃO
Obrigado Senhor Jesus pela presença do Espírito Santo em mim.

terça-feira, 21 de abril de 2015

JOÃO - Estudo 39: JESUS CONFORTA OS DISCÍPULOS E REAFIRMA SUA DIVINDADE - cap. 14. 1 – 14.

Neste texto encontramos:
- Jesus acalma os discípulos e os convida à fé no Pai e no Filho.  v. 1.
- Jesus informa e promete: na Casa do Pai há muitos aposentos. Ele voltaria para lá a fim de prepará-los para os salvos. Essa verdade o levaria a cumprir a promessa. v. 2.
- Jesus promete: após preparar os aposentos voltará e levará Consigo os salvos a fim de estarem   com Ele para sempre. v. 3; Lucas 19. 10; João 3. 16; 16. 28; 1 Tessalonicenses 4. 13 - 18. 
- Jesus afirma aos discípulos que eles conheciam Seu destino eterno. v. 4.
- Lentidão de Tomé para crer. v. 5.
- Jesus se reapresenta: é Caminho, Verdade e Vida. v. 6. 
- Jesus reafirma que conhecê-Lo é conhecer o Pai. v. 7.
- Lentidão de Filipe. Sua dúvida era a mesma dos religiosos incrédulos. v. 8; João 6. 42; 8. 19.
- Jesus responde a Filipe: “...Quem me vê, vê o Pai”. A longa convivência deles com Jesus dispensaria essa pergunta. v. 9.
- Jesus redeclara: o Pai está e age Nele. Tudo o que pensa, diz e faz tem origem no Pai.  Ele é apenas instrumento humano da Divindade. Assim somos nós em relação a Cristo. v. 10; Gálatas 2. 19 - 20.
- Jesus recomenda aos discípulos que creiam Nele, pelo menos pelas obras que realiza a mando do
Pai. Mesmo argumento usado com os religiosos incrédulos. v. 11; João 5. 36; 10. 25, 32, 37 - 38; 14. 10.
- Jesus promete: quem Nele crê realiza Suas obras e as faz em maior quantidade conforme o tempo que dispõe na terra. v. 12; 1 João 5. 14.
- Jesus promete fazer o que pedimos. Da mesma forma que o Pai atendia ao Filho, o Filho nos atenderá se nossos pedidos estiverem de acordo com o caráter e os propósitos de Deus. Deus jamais será refém de Suas criaturas. v. 13 - 14; “Quem fala, e as coisas acontecem? Não é o Senhor quem decide?”. Lamentações 3. 37. (BJ); “...Meu Pai, se possível passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Mateus 26. 39; “Esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve”. 1 João 3. 22; 5. 14. (BJ). 
VISÃO GERAL
Após a ceia, Jesus Cristo e os onze apóstolos permaneceram no cenáculo antes de partirem para o monte das Oliveiras. Na conversação com os apóstolos o Senhor Jesus percebeu que eles estavam excessivamente ansiosos.  Mesmo tendo convivido com Jesus por três anos o futuro lhes era incerto porque eram lentos no aprender. Essa atitude favoreceu o surgimento de dúvidas até sobre verdades repetidamente anunciadas por Jesus em relação a Sua pessoa, origem, destino e missão.
Jesus, mesmo estando em grande angústia, manteve o autodomínio. Sabia por antecipação o que brevemente Lhe aconteceria nas horas e dias seguintes. Consolou os apóstolos e lhes fortaleceu a fé. Aquele era o momento de permanecerem unidos e na plena dependência de Deus. Era necessário que as Escrituras se cumprissem.   
FOCALIZANDO A VISÃO
A permanência de Jesus com os onze apóstolos no cenáculo, após o jantar, em comemoração à páscoa judaica, foi o momento da partilha mútua das emoções. Jesus fez uso desse momento e oportunidade para o fortalecimento da fé a fim de que as dúvidas desaparecessem. A dúvida, o medo e a ansiedade conspiram contra o entusiasmo, a paz, a alegria e a esperança. 
Jesus direcionou a conversa para temas geradores de fé, paz e esperança, sem, contudo, desconsiderar a gravidade da hora presente. O Mestre jamais sonegou a verdade aos discípulos ou lhes apresentou qualquer tipo de argumento enganoso que pudesse levá-los à ignorância, à falsa alegria ou à decepção. A Luz, Jesus Cristo, traz à luz e à verdade aqueles que Nele crêem.
O Mestre encorajou os discípulos a direcionar a Ele a mesma fé que tinham em Deus, o Pai, porque ambos eram um. O Filho é a expressa imagem do Pai em Sua essência, natureza, caráter, palavras e obras. Essa confiança os abrigaria no refúgio ou fortaleza do Altíssimo protegendo-os do domínio do medo, da insegurança e da desesperança. Salmo 91; Colossenses 3. 1 – 4.
Jesus fez novas revelações aos apóstolos. Afirmou que na Casa do Pai havia aposentos reservados aos que O acolhem como Senhor e Salvador. Com o Seu retorno ao céu iria prepará-los para receber os fiéis. Se inexistissem não teria falado antes sobre eles. Assim que tudo estivesse preparado voltaria a fim de levar Consigo os salvos. Esse reencontro os uniria para sempre na eternidade. Maranata!   
Os discípulos estavam informados sobre a morte, a ressurreição e o retorno de Jesus ao céu, mas essas fases necessárias à salvação do pecador ainda não eram bem entendidas por eles porque se tratava de algo novo e racionalmente inexplicável. No tempo próprio não somente os apóstolos, mas os salvos do mundo O acompanhariam nesse mesmo caminho. João 13. 33, 36.
Ao ouvirem as palavras de Jesus, Tomé e Filipe apresentaram dúvidas injustificáveis considerando o tempo de convivência ministerial e o que tinham visto e ouvido Dele.
Tomé disse a Jesus que não sabia para onde Ele iria após Sua morte e nem conhecia esse caminho. Não exerceu fé nas palavras de Jesus pronunciadas anteriormente: “Vocês conhecem o caminho para onde vou”. v. 4. Com uma frase o Senhor Jesus se reapresentou a Tomé: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. v. 6. (NVI). O único caminho para Deus, a única verdade sobre Deus e a verdadeira vida de Deus em nós é uma pessoa: Jesus Cristo.   
Filipe, o discípulo que apresentou Jesus a Natanael como Aquele de quem Moisés havia falado na Lei, também não exerceu fé nas palavras de Jesus ditas momentos atrás a Tomé. Pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai e desta forma ficaria satisfeito. A dúvida de Filipe também era injustificável porque nos diálogos com os líderes religiosos judaicos o Senhor Jesus já havia respondido a essa pergunta. João 1. 43 – 49; 8. 19. 
Com uma frase Jesus eliminou a dúvida de Filipe: “Quem me vê, vê o Pai”.
O Senhor Jesus encorajou Filipe a crer em Suas palavras e se elas não fossem suficientes para mostrar Sua identidade com o Pai, as obras que Ele tinha visto e restritas apenas ao poder divino seriam suficientes para provar que Ele estava no Pai e o Pai Nele. Jesus usou o mesmo argumento com os judeus religiosos. João 10. 25, 37 – 38.
Tomé e Filipe, ainda revelavam, pelas perguntas feitas, fragmentos de incredulidade que precisavam ser eliminados imediatamente a fim de que estivessem qualificados para serem testemunhas de Jesus no anúncio e no ensino do Evangelho.
Jesus declarou aos discípulos que poderiam realizar mais obras que Ele porque disporiam de mais tempo. Para isso deveriam estar unidos a Ele como estava unido ao Pai. O Pai era a fonte do Seu poder, palavras e obras sendo Jesus Seu instrumento humano para que fossem conhecidas. Da mesma forma os discípulos seriam os instrumentos humanos de Jesus tanto na divulgação e ensino de Sua Palavra bem como na realização de Suas obras. João 15. 5.
Jesus prometeu o atendimento dos pedidos dos discípulos como o Pai atendia os Seus pedidos. Pai e Filho estavam unidos em espírito e alma (mente, emoções, vontade), firmados  nos mesmos propósitos e ações.
Deus só atende através de Jesus Cristo os pedidos que não contrariam o Seu caráter bondoso, misericordioso e justo. O Criador   jamais será refém de Suas criaturas. É por essa razão que nossos pedidos devem estar fundamentados na Palavra de Deus. Ele se responsabiliza apenas pelo que está escrito e não pelo que dizemos. 1 João 3. 22; 5. 14. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Na crise, na carência e na abundância dependa de Deus. 
DETALHES
- Conviver com Jesus na Palavra.  
APLICAÇÃO
- Guie-se pela Palavra e não pelo medo.
PENSAMENTO
A fé expulsa o medo e a dúvida.
VERSÍCULO PARA DECORAR
Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim - Jesus. v.  6. (NVI).   
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor a crer em Ti da maneira que O agrada.  

sábado, 18 de abril de 2015

JOÃO - Estudo 38: CONHECIDOS PELO AMOR – cap. 13. 31 – 38.

Neste texto encontramos:
- Jesus retoma o diálogo com os discípulos após a saída do traidor: a) em Sua morte e ressurreição o Filho seria exaltado na terra e o Pai exaltado Nele por tê-Lo enviado ao mundo; b) a exaltação terrena prosseguiria no céu com a exaltação do Filho pelo Pai em Sua pessoa; c) no céu, o agora Filho de Deus humanado, retornaria à glória celeste para ser exaltado pelo Pai e Nele mesmo em Sua glória; d) o tempo dessas exaltações brevemente se cumpriria. v. 31 – 32; João 17. 5. 
- Tratamento carinhoso dado por Jesus aos discípulos. Alerta-os sobre a brevidade de Sua convivência com eles antes de Sua morte e após a ressurreição. No momento não poderiam acompanhá-Lo para onde ia. v. 33. 
- Jesus ordena que os discípulos sejam amorosos entre si. Coloca-se como exemplo desse amor. v. 34.
- O amor mútuo entre os discípulos identifica-os como seguidores de Jesus.  v. 35.
- Pedro não entende o significado das palavras de Jesus. O Mestre declara apenas o que ele precisa saber no momento e faz uma promessa. v. 36.
- Pedro revela lentidão no entendimento e faz uma declaração insensata e insustentável. v. 37.
- Jesus se admira da prontidão insensata de Pedro. Revela publicamente que ele O negará por três vezes no cantar do galo. Sem entender essa última declaração de Jesus, Pedro se cala. v. 38.
VISÃO GERAL
Ainda no cenáculo, após a saída de Judas Iscariotes, o Senhor Jesus retomou a conversação com os discípulos.
Falou sobre a glorificação individual e mútua tanto do Pai quanto do Filho na terra e no céu; da   brevidade da comunhão próxima com eles; da prática do amor mútuo. No final responde a um questionamento e declaração insensata do apóstolo Pedro e antecipa que ele o trairá por três vezes. 
FOCALIZANDO A VISÃO
Após a saída de Judas Iscariotes do cenáculo para se encontrar com a liderança religiosa judaica a fim de ultimar os preparativos para a prisão de Jesus, a reunião com os discípulos foi retomada.
Era do conhecimento do traidor o roteiro a ser seguido por Jesus. Do cenáculo passaria pelo vale do ribeiro de Cedrom, alcançaria o monte das Oliveiras e chegaria ao local conhecido como Jardim do Getsêmani onde habitualmente se reunia com os discípulos para o ensino, descanso e oração.       
No cenáculo, o Senhor Jesus deu as orientações finais aos discípulos e iniciou o processo de despedida.
Disse a eles que se aproximava o momento da glorificação do Filho e do Pai tanto pessoal quanto de um em relação ao outro. Essa glorificação teria como cenário a terra e o céu, ou seja, no plano da matéria e da eternidade. Ela se daria em Sua morte e na ressurreição. Em ambas levaria Consigo o pecador tanto a morrer quanto a ressuscitar com Ele. Nesse batismo em unidade com Cristo está a salvação, a mudança do estado de criatura para filho de Deus ou novo nascimento. João 1. 12 – 13; 3. 3, 5.
Na morte de Jesus foi morta a natureza pecaminosa e seu domínio naquele que Nele crê como Senhor e Salvador. Na ressurreição foi concedida a vida nova, a vida de Deus para ser vivida pelos salvos. Sobre estes que participarão da primeira ressurreição, a dos salvos, a segunda morte não tem mais poder sobre eles. Apocalipse 20. 6.
O que o Pai prometeu em relação ao Filho se realizou na morte e na ressurreição. Completada a missão que o Pai Lhe dera deixou a cruz e o túmulo vazios. Ambos, representantes da morte, não  poderiam detê-Lo porque é o Senhor da vida, a tem em Si mesmo e pode concedê-la a quem Nele crê e permanece. João 5. 21, 24, 26.
A vitória conquistada por Jesus Cristo, de imediato, sobre a morte espiritual e física garantiu aos salvos essa mesma vitória. Em Cristo a morte espiritual perdeu seu poder sobre os salvos porque Nele têm vida eterna com Deus a partir do presente. A vitória dos salvos sobre a morte física ocorrerá por ocasião do arrebatamento da igreja com a ressurreição e transformação dos salvos em espírito, alma e corpo plenamente santos e habilitados para morar na Casa do Pai. A glória do Filho de Deus e do Pai será a glória vivenciada pelos  filhos de Deus em Cristo.  
Na terra o Senhor Jesus viveu plenamente os dois momentos, morte e ressurreição, que revelaram a graça, a justiça e a misericórdia divina. Sem a obediência de Jesus ao Pai seria impossível a reconciliação de Deus com a humanidade que Nele crê.   
Durante a reunião no cenáculo o Senhor Jesus que deveria ser confortado pelos discípulos os confortou. Era necessário que se separassem por um momento a fim de que estivessem eternamente com Deus no dia em que retornaria ao mundo para levá-los Consigo. Enquanto esse dia não chegasse a missão que o Pai Lhe dera seria transferida a eles, isto é, anunciar o Evangelho a todas as nações. 
Jesus deixou com os discípulos um mandamento que uma vez obedecido os identificaria como Seus seguidores. Deveriam cultivar o amor mútuo da mesma forma que Ele os havia amado.  A medida padrão ou a referência do amor cristão é Jesus Cristo.
O amor mútuo cultivado continuamente pelos discípulos que amam o Senhor Jesus Cristo é o testemunho visível de que somos Dele porque o Seu caráter é visto em nós. É esse amor que nos identifica como filhos do Deus-Amor.
O amor de Deus em nós não nos isola ou nos protege dos conflitos, mas nos coloca dentro deles na função de pacificadores que constroem a paz dentro dos princípios da Palavra de Deus, o Deus da paz. Essa é a paz verdadeira e que permanece. A falsa paz nasce do acordo de interesses ou da imposição da vontade de um sobre o outro. Ela apenas realimenta o conflito em novas bases. A paz de Cristo é sólida, estável e permanente. Ela há de ser vivida primeiramente dentro de nós, em nossos relacionamentos a partir da vida conjugal, na vida em família, na igreja, no trabalho e onde nossa presença for necessária. É a nossa identidade a ser apresentada em todos os ambientes. João 14. 27.
É o amor de Deus que governa as intenções, as ações e as reações do filho de Deus. Ele traz a mente, as emoções e a vontade cativas ao amor de Deus. Quanto mais presos ao amor de Deus, mais livres somos, verdadeiramente livres! João 8. 32, 36; 2 Coríntios 3.  17 - 18.
O apóstolo Pedro ao ouvir que Jesus os deixaria por um pouco de tempo e iria para o lugar onde eles não poderiam ir com Ele naquele momento, perguntou a Jesus qual era o Seu destino não permitido a eles ainda. Jesus disse que no devido tempo estariam novamente juntos para nunca mais se separarem. Nesse período da conversa o precipitado apóstolo movido por suas emoções fez uma declaração impensada, insensata e insustentável. Disse a Jesus que nada o impediria de seguí-Lo. Estava disposto até a dar sua vida por Jesus. Diante da insensatez ouvida, o Senhor Jesus o alertou sobre um fato que brevemente ocorreria e que seria inimaginável ao próprio apóstolo: antes do galo cantar na madrugada, ele o trairia por três vezes.  O evangelista Mateus, presente nessa reunião, afirmou que Pedro contestou as palavras de Jesus e foi seguido por alguns discípulos. Jesus, porém, sabia que Suas palavras e não as de Pedro seriam cumpridas e decidiu manter silêncio para que todos soubessem que o céu e a terra haveriam de passar, menos as Suas palavras. Mateus 24. 35; 26. 31 – 35.
Para a nossa saúde espiritual e bem estar eterno é melhor confiar na Palavra de Deus do que na palavra dos homens.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Somos honrados por Deus todas as vezes que O obedecemos.
DETALHES
- Servimos com prazer a quem amamos. Amemos para servir com prazer.
- Quem não tem o que dizer, nada deve falar.
- O salvo é movido pelo Espírito Santo que nele habita e não por sua mente, emoções e vontade. A comunhão com o Espírito nos preserva da insensatez.
- As crises são oportunidades singulares que revelam o amigo, o inimigo e o falso amigo.
- Ame e se deixe amar.  
APLICAÇÃO
- Ame com discernimento e inteligência espiritual.
PENSAMENTO
No tempo de ouvir, ouça.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Amem-se uns aos outros como eu vos amei”.   
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a Te ouvir e a imitá-Lo em Seu amor. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

JOÃO - Estudo 37: SENHA REVELA O TRAIDOR – cap. 13. 21 – 30.

Neste texto encontramos:
- Com profunda tristeza em Seu íntimo Jesus declara aos doze apóstolos que um deles O trairá. v. 21.
- As palavras de Jesus impactam o ambiente. Discípulos se entreolham e buscam entre si o traidor.  Este se mostra impassível. v. 22.  
- Privilégio e responsabilidade de estar junto a Jesus. v. 23.
- Pedro sinaliza a João para que este pergunte a Jesus sobre quem é o traidor. v. 24.
- João atende a solicitação de Pedro e discretamente pergunta a Jesus quem é o traidor. v. 25.
- Jesus dá a João a senha que identifica o traidor. v. 26a.
- Jesus molha o pão no vinho e o coloca no prato de Judas Iscariotes que estava ao alcance de Suas mãos. Discretamente o traidor é revelado a João. v. 26b; Lucas 22. 47 - 48.
- Após ingerir o pão molhado no vinho, Judas Iscariotes é dominado completamente por Satanás.    v. 27a.
- Reservadamente, numa frase, Jesus dá ao traidor a oportunidade de retirar-se do local sem ser agredido: “O que você está para fazer, faça depressa”. v. 27b. (NVI).
- As palavras de Jesus  não foram entendidas pelos demais apóstolos. Imaginaram que o tesoureiro do grupo sairia para comprar alimento ou ajudar os pobres. v. 28 – 29.
- Após ingerir o pão molhado no vinho e ouvido Jesus, Judas Iscariotes se retirou imediatamente do local sendo observado atentamente pelos onze apóstolos. Era noite. v. 30.  
VISÃO GERAL
Assim que lavou os pés dos discípulos o Senhor Jesus reocupou o Seu lugar à mesa.  A seguir, reiniciou o diálogo com o grupo explicando-lhe o significado do que havia feito. A humildade deveria governar o relacionamento entre eles e na obediência à Vontade do Pai como Ele habitualmente fazia.
Em todo o Seu ministério manteve essa virtude cristã, a primeira a ser citada no cultivo das demais virtudes conforme havia exposto no Sermão do Monte. Mateus 5 – 7.
Jesus tinha vindo ao mundo para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos e agora os enviava ao mundo para servir e colocar suas vidas à disposição de quem os havia escolhido e daqueles que chamassem para fazer parte do Reino de Deus.
 No semblante dos apóstolos era possível ver a tristeza da separação como reflexo da tristeza de Jesus que brevemente iria deixá-los. Em Seu interior Jesus sofria porque algumas revelações importantes ainda precisavam ser feitas. Nesse momento de elevada emoção para todos o Senhor manteve a discrição e o autodomínio. Sabia que Satanás, oportunista como é, estava pronto para gerar entre os apóstolos um tumulto que poderia resultar em morte, caso o nome do traidor fosse revelado. Era preciso manter a paz em meio à guerra espiritual vivida por todos e mais intensamente pelo Senhor Jesus.    
Em Seu habitual autodomínio   o Senhor Jesus conduziu a situação com tal perícia que apenas um dos discípulos, o traidor, deixou o ambiente em meio à ansiedade e dúvida dos demais. Só mais tarde o grupo compreendeu o que no momento não lhe havia sido revelado claramente. 
FOCALIZANDO A VISÃO
 Após reocupar o Seu lugar à mesa o Senhor Jesus explicou aos apóstolos a razão do ato que acabara de realizar, isto é, o chamamento à humildade e ao serviço mútuo, Declarou de maneira solene e objetiva que a todos conhecia antes que fossem chamados para o discipulado e ministério apostólico. Neles nada Lhe era oculto.
Nesse momento o Senhor Jesus repetiu uma declaração feita em outras ocasiões. Anteriormente os discípulos não deram a importância merecida às Suas palavras. Jamais poderiam imaginar que conviviam com um falso amigo. Apenas conheciam os inimigos de Jesus. João 6. 70 - 71.
Enquanto ceavam, o Senhor Jesus foi tomado de intensa emoção e claramente lhes deu uma notícia inimaginada por eles. Olhou para os doze apóstolos e declarou objetivamente: “Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá”. Depois de ouvir as palavras de Jesus o ambiente amistoso foi radicalmente transformado. Os onze apóstolos ficaram de tal maneira impactados com o que ouviram que a partir desse momento era-lhes impossível continuar ceando naturalmente como até então haviam feito.
Jesus não poderia adiar essa informação. Aquele era o momento certo. O tempo conspirava contra Jesus e acelerava a vinda dos fatos históricos seguintes. Se não fosse a habilidade de Jesus para se conduzir nos impasses a ceia pascal se transformaria em tumulto e essa seria uma péssima despedida.
Diante dos olhares ansiosos e irados dos onze apóstolos o Senhor Jesus disse aos doze que as Escrituras seriam cumpridas na vida de um deles não como imposição determinista da soberania divina que viesse ferir a responsabilidade do seu destinatário, mas revelação antecipada da rebeldia obstinada que Lhe devotava: “Aquele que partilhava do meu pão voltou-se contra mim”. v. 18b. Citação do Salmo 41. 9. 
Judas Iscariotes depois de ouvir as palavras de Jesus que não citara o nome do traidor, sentiu-se momentaneamente tranquilizado, mas procurou manter as aparências e se conduzir friamente como se isso nada tivesse a ver com ele.  A polidez e a discrição de Jesus o preservou de ser ridicularizado ou na pior das hipóteses até ser agredido ou ferido por algum dos apóstolos.
Os contatos do traidor com a liderança religiosa foram tão sutis e astutos que nem os demais apóstolos ficaram sabendo. Ele não traiu somente Jesus, mas seus parceiros ministeriais. Na surdina havia combinado com a liderança religiosa a entrega de Jesus, sem tumulto e isso fez em troca de trinta moedas de prata ou trinta denários, ironicamente, um décimo do preço do perfume de nardo puro avaliado por ele e utilizado por Maria para ungir o Senhor Jesus. O traidor, homem calculista, hipócrita e desprovido de respeito por seu Mestre, considerou Sua vida menos preciosa que um frasco de perfume. Até nisso, de forma inconsciente, cumpriu as Escrituras. Zacarias 11. 12 – 13. O amor ao dinheiro o levou à prática de muitos males e esse mais recente superou os demais. É com pequenos deslizes que se constrói a iniquidade (insensibilidade ao pecado) e se revela a perversidade do caráter.  A partir do primeiro deslize foi iniciado o distanciamento de Judas Iscariotes do Seu Mestre. Chegaria o momento quando não mais poderiam andar juntos.  Números 32. 23; Provérbios 5. 22 – 23; Amós 3. 3.     
Nenhum mal ou bem é praticado sem que sua semente tenha sido plantada antes ou lançados os fundamentos. Dificilmente alguém agirá com bondade ou maldade, no repente, no improviso. 
A cada pecado de cobiça e de furto, com a retirada indevida de moedas da bolsa sob sua guarda, mas para uso próprio, somou-se o desinteresse para ouvir e obedecer aos ensinamentos de Jesus sobre a rejeição à infidelidade, à cobiça, à avareza e ao egoísmo. Ignorou todos os alertas de Jesus a fim de que se arrependesse dos pecados, os confessasse, abandonasse e se reconciliasse com o Mestre e Deus conosco. A permanente quebra de mandamentos fez com que fosse alcançado pelas consequências dos seus próprios pecados. Êxodo 20. 15 – 17; Números 32. 23; Provérbios 28. 13.
As práticas ocultas um dia virão à superfície. Lucas 12. 2 – 3.
“Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá”.  As palavras de Jesus atingiram em cheio o coração de Judas Iscariotes. Ele era o traidor. Não resistiria ao confronto público. Se quisesse, Jesus poderia reproduzir o diálogo do traidor com a liderança religiosa ou o áudio dessa conversa caso o traidor tentasse desmenti-Lo. No dia da prestação de contas muitos se surpreenderão com as provas que serão apresentadas publicamente pelo Supremo Juiz. Mateus 12. 37.
As trinta moedas da traição já começavam a lhe pesar na consciência. Exagerou em seu intento materialista. Entrou numa via sem retorno. De sua parte, Jesus poderia e queria restaurá-lo, como fez a Pedro após a ressurreição, mas o arrependimento, a confissão de pecado e o pedido de perdão seria iniciativa do traidor e não do traído.
No momento em que anunciou a presença do traidor à mesa o Senhor Jesus olhou para cada apóstolo e mais precisamente para Judas Iscariotes.  Nesse diálogo silencioso de olhares, Jesus ofereceu ao traidor a oportunidade última de arrependimento. Infelizmente o traidor que havia sido ágil ao dar lugar ao Diabo, mostrou-se lento e impotente para fazer uso da oportunidade de arrependimento oferecida gratuitamente por Jesus.
Os discípulos ficaram pasmos com a objetividade de Jesus.  Não bastasse o trabalho do Mestre com os inimigos e era quase inacreditável que entre eles havia um falso amigo! Este é pior que um inimigo! O golpe da falsidade é mais profundo que o da oposição porque implode a relação de confiança. Fere a alma.
Ainda sob o efeito do forte choque emocional, o apóstolo Pedro fez sinal para que o apóstolo João, ao lado de Jesus, perguntasse a ele quem era o traidor. Se a revelação fosse pública o tumulto estaria instalado e pelo temperamento de alguns deles o final da refeição perderia a solenidade e acabaria em escândalo para não dizer em morte. Os danos da traição são moralmente irreparáveis. Isso era o que o Diabo esperava e com certeza iria agradá-lo sobremaneira.
O apóstolo João virou-se para Jesus e lhe perguntou quem era o traidor. Discretamente Jesus afirmou: “Aquele a quem eu der esse pedaço de pão molhado é o traidor”. Essa era a senha. Sem demora Jesus realizou o que havia segredado a João. Deu o pão molhado a Judas Iscariotes que instintivamente o comeu. A princípio não entendeu porque havia recebido essa atenção especial de Jesus, mas se conteve. Não desejou ser identificado no momento. Estava habituado a dissimular, a fingir, a representar. Até aquele momento havia se comportado como um hábil ator religioso. Nisso imitou os fariseus a quem havia se aliado. Os iguais em caráter se atraem.
Os demais apóstolos ao verem a cena também não entenderam essa deferência especial ao tesoureiro do grupo.  Assim que Judas Iscariotes engoliu o pão molhado no vinho o seu semblante se transfigurou e em seu interior Satanás o tomou para si como servo. De imediato Jesus dirigiu-se ao traidor e disse: “O que você está para fazer, faça depressa”. A frase aparentemente ambígua foi perfeitamente entendida por Judas Iscariotes que não suportando mais a pressão que o seu ato lhe impôs, se levantou imediatamente da mesa e deixou o local. Saiu de perto da Luz e mergulhou nas trevas não somente da noite, mas da eternidade sem Deus. Um homem que considera o seu pecado maior do que o perdão oferecido por Deus despreza Deus e O considera impotente para salvar. Tomou para si o argumento de Caim quando foi confrontado por Deus. Gênesis 4. 13. Peca contra o Espírito Santo aquele que põe limites à ação da justiça e da misericórdia divina ou quem coloca sua palavra acima da Palavra de Deus. Uma pessoa assim caminha para a autopunição e coloca sobre si o direito de tirar a vida, atributo reservado apenas a Deus o doador da vida. O egoísmo e a teomania são formas de idolatria.
Os apóstolos, com exceção de João, imaginaram que o fato de Judas Iscariotes ser o tesoureiro do grupo havia recebido alguma ordem emergencial de Jesus para comprar algo mais ou dar alguma ajuda aos pobres. 
Jesus Cristo, o traído, deu a Judas Iscariotes, o traidor, a oportunidade para sair ileso daquele ambiente. Colocou em prática o ensino do Sermão do monte: amar os inimigos e ir mais além: amar o falso amigo.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Jesus amou o falso amigo Judas Iscariotes até o fim. 
DETALHES
- A prática de pequenos deslizes insensibiliza e torna perversa a pessoa.
- O dissimulador trai a si mesmo.
- Judas Iscariotes recebeu várias oportunidades para se reconciliar com Jesus e ser Seu verdadeiro amigo. Desprezou a todas. Perdeu-se eternamente porque não transformou em ações o que ouviu. João 17. 12.
APLICAÇÃO
- Manter-se fiel a Jesus Cristo.
PENSAMENTO
Triste fim tem aquele que se deixa conduzir pelos interesses pessoais e pelo dinheiro. 1 Timóteo 6. 10. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
Tão logo Judas comeu o pão, Satanás entrou nele. v.  27a.
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor Jesus a ser-Lhe fiel.

JOÃO - Estudo 36: HUMILDADE DO SENHOR DIANTE DOS SERVOS – cap. 13. 1 – 20.

Neste texto encontramos:
- Proximidade da Páscoa sinaliza  chegada da hora de Jesus. v. 1a.
- Jesus ama os seus até o fim. v. 1b.
- Durante a ceia da Páscoa Judas Iscariotes já fora convencido pelo Diabo a trair Jesus. v. 2.
- Jesus mantinha a serenidade. O Pai havia colocado tudo sob o Seu poder. Viera de Deus e voltava para Deus. v. 3.
- Jesus, Senhor e Mestre, assume a posição e a função de servo e lava os pés dos discípulos. Seu exemplo mostra a eles que no Reino de Deus todos são servos. v. 4 – 5; Mateus 5. 43 - 48.
- Jesus se aproxima de Pedro para lavar-lhe os pés. O apóstolo não se sente digno dessa atitude do Mestre e Senhor e O questiona. v. 6.  
- Jesus afirma a Pedro que aquela ação não entendida por ele no momento seria compreendida depois. v. 7.
- Pedro se recusa a ter os pés lavados por Jesus.  v. 8a.
- Com essa resistência, Jesus o adverte de que a insubmissão àquele ato o desvincularia Dele e do Seu Reino. v. 8b.
- Pedro revela seu amor a Jesus pela obediência não solicitada. v. 9.
- Jesus continuou o Seu trabalho de servo até o último apóstolo. Afirmou que um deles era espiritualmente impuro.  v. 10. 
- Jesus conhecia o traidor e sabia que Judas Iscariotes havia se recusado a ser purificado espiritualmente pelo Messias durante todo o Seu ministério terreno. Era uma das razões da traição.  v. 11.  18 - 19. Mateus 13. 24 – 30, 36 – 43.
- Jesus pergunta aos discípulos se
haviam entendido o que fizera. Todos silenciaram. v. 12.
- Jesus declara aos discípulos que o tratamento que recebera deles chamando-O de ‘Mestre’ e ‘Senhor’ era correto. O que seu Mestre e Senhor lhes fizera deveria ser feito por eles entre si no mesmo espírito ou ânimo. A humildade mútua enriquece os servos e os qualifica no serviço ao Senhor. v. 13 – 14; Mateus 11. 28 – 30. 
- Jesus dá-se em tudo como exemplo para que seja seguido.  v. 15.
- No Reino de Deus, Jesus nos coloca no lugar onde devemos estar: servindo a todos. Não há hierarquia a ser seguida. Temos apenas um Senhor – Deus. v. 16; Mateus 23. 8 - 12.
- É sábio quem pratica o bem que sabe fazer. v. 17; Tiago 4. 17.
- Jesus não foi surpreendido por nenhum dos discípulos. Ele já conhecia o interior de cada um ao ser chamado. Até nesse ato cumpriu as Escrituras. v.18, 10; Mateus 26. 23; Salmos 41. 9.
- O aviso antecipado de Jesus preparou os discípulos para que não fossem surpreendidos pela história. No cumprimento dos fatos reconheceriam e creriam em Jesus porque Ele é o Eu Sou revelado a Moisés e por toda a história.    v. 19; Êxodo 3. 14; Isaías 44. 6; 46. 10.
- Acolher o discípulo é acolher o Mestre; acolher o Mestre é acolher quem O enviou. v. 20.
VISÃO GERAL
Dos capítulos 13 ao 17 temos o registro dos diálogos finais de Jesus com os discípulos antes de Sua morte. Neles ofereceu o Seu caráter como modelo a ser seguido e antecipou o seguimento da história no futuro próximo e remoto. João 13. 34 – 35. 
FOCALIZANDO A VISÃO
No cumprimento das Escrituras o Senhor Jesus percebeu que a hora de retornar à Casa do Pai se aproximava. Os últimos acontecimentos iam gradativamente se somando. Os fatos cresciam em número e o espaço entre eles diminuía como as dores de parto à mulher que está prestes a dar à luz. Enquanto Jesus, de forma consciente, via neles o cumprimento das Escrituras, os religiosos judeus que deles participavam não tinham essa visão. Imaginavam que faziam a história, mas a história já estava escrita na mente divina e registrada nas Escrituras para que ninguém a considerasse obra do acaso. Os atores da história, apenas davam cumprimento a ela. Isaías 44. 7; 46. 10; 48. 5; João 13. 19.
Na quinta-feira, enquanto participavam da ceia da Festa da Páscoa, a última de Jesus, o Senhor e Mestre decidiu realizar dois atos solenes. O primeiro, lava-pés, tinha como mensagem central a humildade, virtude primeira do cristão. O segundo, a Ceia do Senhor a ser realizada até o último dia da igreja na terra, teve como mensagem central a inauguração da Nova Aliança com a morte do Cordeiro de Deus em resgate daqueles que Nele creem. Mateus 5. 3; 26. 26 – 29.    
Enquanto se alimentavam e conversavam à mesa, o Senhor  Jesus se levantou, tirou a veste superior, uma espécie de capa, pegou uma bacia, colocou água suficiente e se serviu de uma toalha amarrada à cintura. A atenção de todos se voltou para Jesus. Ele sempre os surpreendia com Seus ensinos. Após essas ações, Jesus se aproximou de cada discípulo reclinado à mesa e ajoelhado tirou as sandálias de cada um, por sua vez, lavou os pés, enxugou-os e reamarrou as sandálias.   
Na vez do apóstolo Pedro a solenidade foi interrompida. Este discípulo questionou a atitude de Jesus em relação a si e não admitiu que seu Mestre e Senhor lavasse seus pés. O contrário é que seria natural, mas nenhum deles tivera essa iniciativa. Jesus disse a Pedro que se não estava entendendo naquele momento o significado desse ato, mais tarde o compreenderia. Mesmo assim Pedro resistiu ao argumento de Jesus. Com a resistência de Pedro, o Senhor Jesus disse a ele que se mantivesse essa decisão e se recusasse a ter os pés lavados não teria parte com seu Mestre e nos propósitos que lhe havia reservado em Seu Reino. Com esse novo argumento Pedro desejou ir além do que Jesus lhe propusera, mas foi contido pelo Mestre.
Jesus declarou a Pedro que nem todos à mesa estavam espiritualmente limpos para viverem
eternamente com Ele. Fez referência ao traidor.
Após lavar os pés do último apóstolo o Senhor Jesus se levantou, enxugou as mãos, recolocou Sua capa e diante dos olhares interrogativos e perplexos dos discípulos reocupou o seu lugar à mesa. Explicou-lhes a razão pela qual havia feito aquilo.  Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz”. vs. 13 – 14.
Ao lavar os pés de todos os apóstolos o Senhor Jesus revelou a Graça e a humildade divina na busca do pecador. Diante Dele, Pai amoroso, os pecadores são igualados em sua natureza pecaminosa para que Sua Graça e Misericórdia os alcance igualitariamente e os restaure à santidade que o Espírito Santo lhes oferece para ser recebida e vivida.
Não era pelo fato de Jesus lavar os pés de todos que estavam limpos e unidos a Ele no mesmo propósito. Um deles, por dar lugar ao Diabo, se fez abominável à Deus e cumpriria as Escrituras, não como vítima, mas como algoz (indivíduo cruel, de maus instintos, atormentador, assassino) porque assim decidiu ser. Recebeu de Jesus todas as oportunidades para se reconciliar com Deus através do Filho, mas ao invés de ouvir a voz do Espírito Santo decidiu ouvir a si mesmo e aos seus interesses. De nada lhe valeram a divina chamada para o ministério apostólico, a autorização para anunciar o Evangelho, os dons de curar enfermos e expulsar demônios e a confiança para ser o responsável pela bolsa comum de ofertas, Desprezou todos os ensinos de Jesus que falavam sobre os perigos da cobiça, do egoísmo, da soberba, da hipocrisia e da vaidade. Judas Iscariotes estava mais interessado nas bênçãos e vantagens que teria caso Jesus estabelecesse na terra um reino político e de acordo com o sistema do mundo sem Deus. Como isso não ocorreu porque não era a missão que o Pai dera ao Filho, ficou aborrecido e decepcionado decidiu seguir o caminho de Caim que matou seu irmão Abel porque seu culto fora rejeitado por Deus.
Durante a ceia da Páscoa os discípulos ficaram ansiosos para descobrir qual deles seria o traidor. Poderiam até imaginar, mas como não tinham certeza, aguardaram a possível nomeação do traidor. Jesus não disse o nome do apóstolo traidor para que não houvesse tumulto naquele momento tão solene. A verdade tem o seu momento próprio para ser divulgada e sábio é quem discerne bem esse tempo.
Judas Iscariotes sentado próximo a Jesus começou a se sentir ansioso. Sabia que o Mestre falava a seu respeito. O seu interior estava sujo, mas o amor ao dinheiro o reequilibrou por alguns instantes. Próximo a Jesus teve a sua última oportunidade para se arrepender dos seus pecados e voltar-se para Deus em Cristo. Manteve-se, porém, irredutível. Ao dar lugar ao Diabo perdeu o controle sobre si mesmo.  A rebeldia obstinada de Judas Iscariotes o atraiu ao cumprimento das Escrituras.  Salmo 41. 9; Zacarias 11. 12 – 13; Romanos 6. 16.   
Judas não ficou até o final da ceia pascal e a instituição da Nova Aliança simbolizada na Ceia do Senhor porque depois de ter recebido um pedaço de pão molhado no vinho, saiu apressadamente do local a fim de nas trevas da noite dar andamento ao serviço que prestava a Satanás e seus agentes religiosos. As Escrituras teriam cumprimento na vida do traidor.
Agora, na presença dos onze apóstolos, o Senhor Jesus disse que deveriam cultivar entre si a humildade no serviço mútuo como servos de Deus. Essa era a forma como servia ao Pai. Nenhum deles deveria se sentir incapacitado para a prática do serviço mútuo em humildade. Bastava apenas imitá-Lo e nessa obediência teriam o apoio divino em suas ações.
Jesus disse aos onze que no ministério deles o acolhimento seria sequencial: quem acolhe os servos de Cristo, O acolhe e quem acolhe a Cristo acolhe quem O enviou.   
A ação de Jesus ao lavar os pés dos discípulos não tinha a intenção de estabelecer uma liturgia (prática de culto) em Sua igreja, mas mostrar que na família de Deus todos são servos. Cultuamos a Deus em todas as manifestações de adoração, louvor e serviço, mas também servimos aos demais conservos ao investir nossa vida no bem estar da vida deles.  1 João 3. 16. (NVI).  
Jesus encerra esse ensino com as seguintes palavras:
“Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. v. 17.
(NVI). A vida cristã só é autêntica   quando vivemos os seus princípios e valores.     
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Na igreja de Cristo o relacionamento é horizontal e não verticalizado. Sem hierarquia, manipulação, domínio e controle a vida cristã ganha leveza pela honra e interdependência mútuas. v. 16.
DETALHES
- A maior expressão de humildade
de Jesus foi deixar Sua glória, vir ao mundo como criatura, sofrer acusações injustas e morrer substitutivamente pelo pecador. Deus o elevou da morte à vida pela ressurreição e da terra ao céu pelo Seu poder. No céu é nosso único mediador aceito por Deus. É adorado pelos anjos e o será por toda a eternidade pelos santos resgatados por Ele para Deus. 
APLICAÇÃO
- Praticar pequenos atos de humildade. Os atos maiores virão como consequência. 
PENSAMENTO
Ser humilde é esvaziar-se do eu sou (ego) e encher-se do EU SOU (Deus).
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. v. 17. (NVI).
ORAÇÃO
Obrigado Senhor porque te fizeste Servo para que eu fosse incluído como um dos Teus servos. 

sábado, 11 de abril de 2015

Estudo 34: JESUS ENTRA TRIUNFALMENTE EM JERUSALÉM E CONFIRMA SUA MISSÃO – cap. 12. 12 – 36.

Neste texto encontramos:
- No primeiro dia da semana, domingo, Jesus decidiu entrar em Jerusalém de um modo especial. A multidão soube de Sua vinda e se preparou para recebê-Lo. v. 12.
- Multidão colhe folhas de palmeira e saúda com entusiasmo e alegria a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho. Recebe-O como o Abençoado do Senhor e Rei de Israel. Inconscientemente cumpre as Escrituras. v. 13; Salmo 118. 25 - 26.
- Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho para cumprir a profecia de Zacarias. v. 14 - 15. Zacarias 9. 9.
- Tardiamente, após o retorno de Jesus ao céu, os discípulos entenderam que Ele havia cumprido a profecia de Zacarias. v. 16.
- Multidão que presenciou a ressuscitação de Lázaro divulga em Jerusalém o que viu e muitos O buscam por esse motivo: curiosidade. v. 17 - 18.
- Desespero da liderança religiosa: ciúme, inveja e medo. v. 19.
- Gregos tementes a Deus procuram apóstolos para terem um contato pessoal com Jesus. v. 20 – 22.
- Jesus anuncia Sua glorificação junto ao Pai que será antecedida pela humilhação extrema. v. 23. 
- Jesus cita lei natural para revelar a sequência estabelecida por Deus e aplicável à Sua vida e à vida dos salvos até à glorificação: morte, ressurreição, nova vida, frutificação e glorificação. v. 24; Romanos 6. 1 – 23; 2 Coríntios 5. 14 – 21; Gálatas 2. 19 – 20; Efésios 2. 4 – 10; Colossenses 3. 1 – 14; 1 João 3. 1 - 3.
- Quem se une aos interesses da natureza pecaminosa e terrena é escravo e não herdará a vida eterna com Deus. v. 25a.
- Quem se une aos interesses de Deus na nova vida receberá a herança da vida eterna com Deus.  v. 25b.
- O servo de Jesus Cristo é aquele que continuamente O serve porque deseja estar onde o seu Senhor está a fim de ser honrado pelo Pai. v. 26; Mateus 7. 21 – 23; Lucas 6. 46; João 8. 29.  
- O conflito íntimo de Jesus: permanecer no mundo para glorificar a Deus com Suas obras ou retornar ao Pai depois de entregar Sua vida pelos pecadores que Nele creem como Senhor e Salvador.  Conclusão; fará o que Deus Lhe determinou. v. 27; João 8. 29.
- Pai e Filho dialogam publicamente. Filho pede que o Nome do Pai seja glorificado no que Ele está prestes a cumprir na cruz. Pai responde que Seu Nome foi glorificado no ministério terreno do Filho e seria glorificado em Sua morte, ressurreição e na eternidade com Deus. v. 28.
- Multidão ouve, mas não identifica a voz que veio do céu. v. 29. 
- Jesus declara que a voz do céu veio por causa dos ouvintes a fim de que cressem que Ele tinha vindo de Deus e voltaria para Deus.  v. 30; Mateus 16. 1; João 13. 3.
- Jesus declara que o julgamento do mundo havia chegado: a) separação da humanidade em dois grupos: os que Nele creem e os que O rejeitam; b) expulsão do príncipe do mundo: Satanás. v. 31; João 3. 16, 36.
- A morte de Jesus Cristo na cruz gerou duas atrações: visual e espiritual. Na primeira, Ele se tornou o centro das atenções de todos que visitavam Jerusalém. Na segunda, a morte substitutiva, Ele atraiu espiritualmente os pecadores que Nele creem à Sua morte para que fosse morta a natureza pecaminosa inoculada em nós, pecadores, pelo veneno da serpente, Satanás. A natureza pecaminosa estava inseparavelmente ligada ao pecador e por isso ambos precisavam morrer. Após a morte da natureza pecaminosa na morte de Cristo é que a nova vida, a vida de Cristo em nós poderia ser concedida aos salvos através de Sua ressurreição. Ao ressuscitarmos espiritualmente com Ele, em nós foi implantada a vida de Deus, a vida de Cristo que nos faz Seus filhos e nos habilita a morar com Ele na Casa do Pai.  Sem morte não há ressurreição. A natureza pecaminosa e a natureza divina de Cristo não podem conviver na mesma pessoa. São mutuamente excludentes. Assim como ocorreu com Jesus, o salvo é capacitado pelo Espírito Santo para viver em sua natureza terrena a nova vida em Cristo na expressão da natureza divina e com a mente de Cristo. Nela o pecado não tem qualquer domínio. É dessa forma que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo são aplicadas aos salvos. Somos imersos ou batizados nelas. v. 32 – 33; Romanos 6. 1 – 14; 1 Coríntios 2. 16; 2 Pedro 1. 3 - 11.
- A expectativa da multidão por um messias político a impede de entender a presença temporária entre eles do Messias divino cuja missão era espiritual: tirar as pessoas da escuridão espiritual e trazê-las para a luz do Evangelho por meio de Sua morte e ressurreição. Há perdição eterna para quem anda nas trevas e salvação eterna para quem anda na Luz, Jesus. v. 34 - 35; Lucas 19. 10; João 8. 32, 36. 
- Jesus recomendou aos judeus que cressem Nele como Luz do mundo para que fossem aceitos na família de Deus como filhos da luz. Após essas palavras Jesus se afastou do local. Ele sabia de antemão que os judeus estavam determinados a rejeitá-Lo mesmo vendo os sinais que fazia. v. 36; João 2. 23 - 25.
VISÃO GERAL
Todas as ações de Jesus em Seu ministério terreno seguiram estritamente as Escrituras.
Naquele domingo, na semana da Páscoa, Jesus decidiu entrar em Jerusalém de uma forma diferente. Orientou Seus discípulos para que Lhe preparassem um jumentinho que ainda não fora montado por alguém. Marcos 11. 2.
Feito isso, cobriram o pequeno animal com vestimentas para que Jesus montasse nele a fim de que entrasse em Jerusalém como jamais fizera. Desta forma cumpriu a Escritura registrada pelo profeta Zacarias. Zacarias 9. 9. 
FOCALIZANDO A VISÃO
A ressuscitação de Lázaro causou tamanho impacto em Jerusalém que os judeus vindos de todas as regiões para as festividades da Páscoa foram atraídos à Betânia a fim de visitar o ressuscitado. Se o ressuscitado se tornou alvo da atração popular o que não dizer Daquele que O ressuscitou?
Assim que a multidão ficou sabendo que Jesus vinha de Betânia para Jerusalém naquele domingo da semana da páscoa judaica, o povo decidiu aclamá-Lo como o Bendito do Senhor e Rei de Israel. Inconscientemente cumpriu as Escrituras. Salmo 118. 25 – 26; Zacarias 9. 9.
A multidão clamava sem que houvesse unidade de propósitos entre as pessoas. Na saudação alguns elegeram Jesus como o messias político, poderoso em obras e palavras e por isso habilitado para libertar Israel do domínio romano. Os judeus se sentiam humilhados porque era um povo dominado em sua própria terra. Essa não foi a primeira tentativa para proclamar Jesus como rei político de Israel. Após a multiplicação de pães  e peixes, um grupo de judeus se mobilizou com essa mesma intenção. Nesta ocasião, ao perceber esse movimento popular animado por Satanás, o Senhor Jesus deixou o local e se retirou para o monte a fim de orar. Jamais se desviaria da missão que Lhe fora entregue pelo Pai. Mateus 4. 8- 11; João 6. 14 – 15.
Outro grupo da multidão que havia entendido a missão espiritual e salvadora de Jesus, O aclamou como rei que viera inaugurar o Reino de Deus, isto é, o governo de Deus na vida de quem O acolhe como Senhor e Salvador.  
Na saudação ao rei, folhas de palmeiras e vestimentas foram colocadas no chão para que sobre elas passasse o rei Jesus.  Essa era uma homenagem feita aos reis em sua caminhada triunfal quando retornavam vitoriosos das batalhas montados em fogosos cavalos. A diferença era que Jesus estava montado sobre um jumentinho e isso sinalizava a razão pela qual viera ao mundo: “E quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mateus 20. 27 – 28. (NVI). 
Os discípulos não entenderam a razão pela qual Jesus havia solicitado um jumentinho para entrar na cidade de Jerusalém e muito menos a manifestação ruidosa da multidão quando afirmava em altas vozes: “Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Rei de Israel”. v. 13 (NVI). Após o retorno de Jesus à Casa do Pai buscaram nos profetas a explicação desse evento e descobriram o que o profeta Zacarias havia escrito a respeito. 
A leitura do relato dos demais evangelistas amplia o entendimento sobre a entrada triunfal de Jesus naquela tarde em Jerusalém: Mateus 21. 1 – 11; Marcos 11. 1 – 11; Lucas 19. 28 – 40. 
Muitos se uniram na saudação a Jesus ao ouvirem o relato das testemunhas que viram a ressuscitação de Lázaro.
Mesmo sendo aclamado pela multidão o Senhor Jesus permaneceu com os olhos voltados para a cruz e o túmulo vazio. Estava determinado e disposto a cumprir a missão que o Pai Lhe entregara. Não havia outro meio de salvação à parte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. João 1. 29.
A aclamação popular gerou desespero, ciúme e inveja nos fariseus e na liderança religiosa que amedrontada não mais sabia o que fazer. “Não conseguimos nada. Olhem como o mundo todo vai atrás dele!”. v. 19. (NVI).
A cidade de Jerusalém estava repleta de pessoas que vieram participar da Festa da Páscoa. Dentre os peregrinos havia alguns gregos tementes a Deus que manifestaram o desejo de conversar pessoalmente com Jesus. Solicitaram a audiência a Filipe e André e os dois levaram esse pedido a Jesus. Ao ouvir isso o Senhor Jesus declarou a todos que o momento de Sua glorificação ou retorno ao Pai estava próximo.
Para explicar o que brevemente Lhe iria acontecer fez uma comparação entre Sua vida e a do trigo. Nela antecipou, mais uma vez, Sua iminente morte e ressurreição: assim como o grão de trigo acolhido pela terra precisa morrer para que dê fruto, o mesmo ocorreria com Ele. Se não morresse como poderia assumir diante da justiça de Deus a culpa daqueles que Nele crêem e levar sobre Si os pecados deles? Se não morresse ficaria sozinho na terra porque sendo homem sem pecado não estaria sujeito à morte, mas a humanidade toda, sem o perdão divino em Cristo, estaria sujeita à eterna separação de Deus. Isaías 53.
Jesus não considerou Sua vida preciosa para Si e decidiu submeter-se plenamente à Vontade do Pai também nesse final de ministério. Era o Cordeiro preparado por Deus para tirar os pecados daqueles que Nele creem como Senhor e Salvador. João 3. 16.
Por Sua morte e ressurreição geraria em Si muitos filhos para Deus. Gênesis 2. 22 – 23; 1 João 5. 1. Assim como Deus formou a mulher a partir do homem, formou a igreja a partir de Jesus Cristo em Sua morte e ressurreição.
A ressurreição de Jesus Cristo além da nova vida concedida aos salvos na terra garantiu a eles após a morte física, de caráter temporário, a vitória sobre ela a fim de viverem eternamente com Deus na Casa do Pai na plenitude do ser: espírito, alma e corpo. Romanos 8. 11; 1 Coríntios 6. 14; 15. 1 – 58; Hebreus 2. 10 – 14; 12. 2; 1 João 3. 1 – 3; 5. 9 - 13.
Jesus disse à multidão que o apego aos interesses e aos bens deste mundo significa acumular perdas porque tudo é passageiro e nada do que acumulamos poderá nos acompanhar após a morte. No final o que resta é um salto para a perdição eterna, longe de Deus. Jó 1. 21. Aqueles que priorizam os interesses de Deus pelo acolhimento do Filho como Senhor e Salvador acumulam tesouros espirituais para a eternidade a ser vivida com Deus. Apocalipse 14. 13. Quem é de Jesus O segue no presente e com Ele estará na eternidade.
Enquanto falava, Jesus abriu publicamente o Seu coração e expôs o conflito íntimo que vivia naquele momento: permanecer vivo para continuar servindo a Deus na terra ou entregar Sua vida pelos pecadores. Tinha consciência de que tinha vindo ao mundo para cumprir o que o Pai Lhe determinara e isso faria porque era o melhor para a humanidade. Dessa forma contemplaria a justiça e a misericórdia divina. Nesse momento manteve um diálogo com o Pai. Pediu que o Nome do Pai fosse glorificado em Sua vida. O Pai Lhe respondeu que o Seu Nome já havia sido glorificado pela vida do Filho e seria ainda mais glorificado. A multidão ouviu uma voz do céu, mas não a identificou. Jesus disse que a voz ouvida era um sinal de bênção para todos que Nele creem. A hora do julgamento do mundo havia chegado e o príncipe deste mundo, o Diabo, também seria julgado. A humanidade seria separada em dois grupos: os salvos e os perdidos. No momento em que fosse levantado da terra (crucificado) atrairia todos a Ele. Essa atração não seria apenas visual, mas principalmente uma atração espiritual na qual aqueles que Nele creem como Senhor e Salvador estão unidos a Ele na morte como na ressurreição. Estes são incluídos também na glorificação, isto é, no recebimento da vida eterna com Deus ao serem apresentados ao Pai pelo Filho. Hebreus 2. 9 – 18.
Já próximo da conclusão de Suas palavras o Senhor Jesus disse que Ele, a Luz, estaria por pouco tempo com eles e por isso deveriam crer Nele para que recebessem a salvação ou vida eterna com Deus. Com essa decisão seriam conhecidos como filhos da luz. É melhor ser filho da luz do que ser filho das trevas porque estas surpreenderão seus seguidores que farão o caminho sem volta para a perdição eterna.
Terminadas Suas palavras, o Senhor Jesus os deixou para que ainda em vida pudessem tomar a melhor decisão: seguir Jesus, a Luz do mundo.  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Os filhos da Luz têm o compromisso de andar na Luz como Jesus nela andou. 1 João 1. 5 – 10.
DETALHES
- Jesus não veio atender aos interesses de curiosos e oportunistas, mas gerar filhos para Deus. 
- Curiosos não promovem o crescimento do Reino de Deus na terra. Somente quem é discípulo.
APLICAÇÃO
- Andar na luz é andar com Jesus.
PENSAMENTO
Em nossa caminhada diária com Jesus somos incentivados a expressar o Seu caráter. 1 João 2. 6.
VERSÍCULO PARA DECORAR
Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas, se morrer, dará muito fruto.  
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor a permanecer sempre em Ti.