quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 6: ENCORAJADO PELAS BOAS NOTÍCIAS - cap. 3. 6 – 13.

Neste texto encontramos:
- Boas notícias da igreja em Tessalônica: a) firmeza na fé e na prática do amor cristão; b) desejo de rever Paulo.  v. 6. 
- Paulo tranquilizado e reconfortado com as boas notícias. v. 7 - 8.
- Paulo não sabia como agradecer a Deus pela alegria que Ele lhe havia concedido pelo fato da igreja estar bem. v. 9.
- Paulo orava incessantemente pela igreja em Tessalônica pedindo a Deus a oportunidade de revê-los e supri-los espiritualmente no que fosse necessário. v. 10.
- Paulo orava continuamente ao Senhor por um reencontro com os tessalonicenses no momento oportuno. v. 11.
- O desejo de Paulo era para que Deus pelo Seu Espírito Santo fizesse transbordar o amor mútuo entre os tessalonicenses e que esse amor fosse estendido a todos que eles alcançassem com o Evangelho tal qual o amor divino que ele havia recebido para amá-los. v. 12; Romanos 5. 5. 
- Paulo amplia seus votos pedindo a Deus que fortaleça no íntimo cada um dos irmãos a fim de que permaneçam irrepreensíveis em santidade diante de Deus e assim estejam preparados para o retorno glorioso do Senhor Jesus com
todos os Seus santos.  v. 13.   
VISÃO GERAL
 O amor que unia o pastor Paulo à igreja dos
tessalonicenses era semelhante a de um pai que é separado de forma inesperada e inexplicável do filho recém-nascido que ama.  Essa figura se aplica perfeitamente ao relacionamento que o apóstolo e igreja mantinham. Uma igreja local recém-nascida na família de Deus precisa receber todos os cuidados a fim de que cresça com saúde principalmente num meio hostil ao Evangelho. Felizmente o que Paulo não pode fazer pela igreja, o Espírito Santo realizou ali o Seu ministério e dessa forma a glória ficou com Deus. Nenhuma glória deve ser reivindicada pelo servo que cumpre as ordens do seu Senhor. Tudo o que o Senhor nos permite realizar em Sua igreja e fora dela e que por Sua capacitação e assistência é bem sucedido deve ser motivo para glorificá-Lo continuamente. Nossa alegria como servos deve ser transformada em gratidão a Deus pelo fato de sermos honrados com o convite de servi-Lo onde Ele determinou. É humanamente aceitável que se alegrem conosco aqueles que foram atraídos ao Evangelho por nossa instrumentalidade e que por isso se manifestam gratos a Deus porque obedecemos ao Seu chamado. De nossa parte nos alegramos com eles, mas em todo momento devemos nos lembrar e lembrar a eles que o trabalhador e seus frutos pertencem ao Senhor que chamou, capacitou e concedeu a alegria da colheita. A Ele seja toda a honra e glória. Amém!   
FOCALIZANDO A VISÃO
 Assim que Silas e Timóteo, jovens discípulos-pastores, chegaram à Grécia, se dirigiram a Corinto onde Paulo já havia iniciado uma nova igreja com a ajuda de um casal recentemente conhecido: Áquila e Priscila.
A metodologia paulina permaneceu intocável, isto é, ele iniciava o anúncio do Evangelho a partir da sinagoga, explicando pelas Escrituras, que Jesus Cristo de Nazaré era o Messias anunciado nas Escrituras e que Ele era o Filho de Deus, homem sem pecado, enviado ao mundo para a reconciliação da criatura com o Criador através de Sua morte e ressurreição de caráter substitutivo e inclusivo. Após cumprir Seu ministério terreno o Messias viria, um dia, para buscar os salvos a fim de que habitassem eternamente com Deus. Julgaria vivos e mortos e daria a eles o futuro que deveriam receber em razão do acolhimento ou rejeição ao Evangelho de Jesus Cristo. Atos 18. 1 – 11.
Após a chegada de Silas e Timóteo a Corinto atendendo à convocação do apóstolo Paulo, os três servos do Senhor se reuniram para saberem as mais recentes notícias de ambas as partes. Silas e Timóteo comunicaram ao apóstolo Paulo que os irmãos em Tessalônica estavam saudosos daquele que lhes havia anunciado o Evangelho em meio às perseguições. A igreja o amava e aguardava o momento propício e reservado por Deus para o memorável reencontro.  A igreja não havia se abalado com as perseguições promovidas pelos pagãos e pelos religiosos judeus legalistas. Aliás, elas os motivaram a permanecer mais firmes no Evangelho e no cuidado mútuo entre os irmãos. A fé no Senhor Jesus e o amor entre eles eram crescentes.
Ao ouvir as boas notícias dos irmãos tessalonicenses toda a preocupação de Paulo com os novos crentes tornou-se desnecessária. Deus, por Seu Espírito Santo, havia cuidado do rebanho do Senhor e a igreja se multiplicava devido à forma como eles viviam o Evangelho em Tessalônica. Os crentes eram pessoas influentes graças ao seu testemunho de novas criaturas em Cristo. Eram movidos pelo amor de Deus vivido entre eles e por aqueles a quem anunciavam o Evangelho. As perseguições apenas apressaram sua maturidade na fé e no amor.
O apóstolo Paulo se alegrou de tal maneira que não tinha palavras para agradecer a Deus a alegria que os tessalonicenses lhe proporcionaram com sua conduta cristã. Diante desse quadro tão positivo o apóstolo considerou leves as perseguições que sofria em Corinto e as privações materiais de quem iniciava uma nova igreja. 
As boas notícias alegraram de tal maneira o apóstolo que ele se sentiu um novo homem e mais animado ainda em servir ao Senhor. Não havia motivos para qualquer abatimento considerando que os tessalonicenses estavam firmes no Senhor. Nada mais alegra o coração do pastor do que ver os frutos bem sucedidos da obra que o Senhor o chamou para fazer. Paulo confirmou em seu interior que a obediência à visão em Trôade era verdadeiramente o que Deus havia reservado para ele. As recentes notícias apenas  reafirmaram essa convicção.  Atos 16. 8 – 10.
Nas orações que fazia pelas igrejas, o apóstolo Paulo pedia insistentemente a Deus a oportunidade de rever os irmãos tessalonicenses. Seu desejo era supri-los espiritualmente e pessoalmente ser edificado por eles em sua visita. Deus atendeu a esse pedido quando Paulo realizou a terceira viagem missionária. Atos 20. 1 – 2.
Enquanto permanecia em Corinto, o apóstolo Paulo recomendou que Silas e Timóteo transmitissem aos irmãos tessalonicenses o seu pedido a Deus para que o Espírito Santo prosseguisse no Seu ministério de gerar nos irmãos o amor mútuo e que esse amor fosse estendido a quem eles anunciavam o Evangelho. Esse era o amor que ele havia recebido de Deus para amá-los. Além disso, pedia a Deus que os fortalecesse no íntimo a fim de que fossem irrepreensíveis em santidade diante de Deus para que se preparassem para o retorno glorioso de Jesus Cristo com todos os Seus santos.
Segundo o apóstolo Paulo, a igreja não pode perder de vista que ela é peregrina na terra.  É geração eleita, nação santa, povo exclusivo de Deus e que foi ungida pelo Espírito Santo para exercer no mundo o sacerdócio real que é anunciar as grandezas daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes não tínhamos sido alcançados pela misericórdia divina, mas agora ela nos alcançou para que a reproduzíssemos no alcance de novas vidas para Deus, a exemplo dos irmãos tessalonicenses em seu ardor missionário.
Na realização da vontade do Senhor na terra não deve perder de vista sua vocação celestial. É essa chamada para habitar eternamente com Deus que deve nos motivar para viver na terra da maneira que lhe agrada. João 8. 29.
A igreja contemporânea precisa rever sua forma de servir ao Senhor através dos ministérios que lhe foram entregues e adequar a sua missão à mesma visão escatológica proposta pelo apóstolo Paulo aos irmãos tessalonicenses.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A igreja recebeu uma missão que só ela pode cumprir. 
DETALHES
- A ansiedade se vai com uma boa notícia.
APLICAÇÃO
- Servir a Deus é um privilégio. 
PENSAMENTO
Amar e sentir-se amado é um presente de Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Que o Senhor faça crescer e transbordar o amor que vocês têm uns para com os outros e para com todos, a exemplo do nosso amor por vocês”.
ORAÇÃO
Senhor compensa servir a Ti. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 5: AS PREOCUPAÇÕES DE UM PASTOR - cap. 3. 1 – 5.

Neste texto encontramos:
- Na impossibilidade de rever os tessalonicenses devido a perseguição dos judeus, Paulo foi levado de Beréia para Atenas e permaneceu ali por um tempo. Dali foi para Corinto. v. 1; Atos 17. 1 - 15.  
- Em Corinto, Grécia, após o reencontro com Silas e Timóteo, o apóstolo recebeu boas notícias dos tessalonicenses. A seguir os reenviou à Tessalônica para encorajar os irmãos a permanecerem firmes na fé. v. 2; Atos 18. 5.
- Paulo temia que os tessalonicenses oscilassem em sua fé devido às perseguições sofridas por eles e pelo apóstolo aonde ia. Fez ver a eles que as perseguições são inerentes aos fiéis. Jesus é o exemplo maior de rejeição e perseguição. A presença da luz incomoda as trevas. v. 3; João 13. 16; 15. 16 – 23; 16. 33. 
- Em Tessalônica Paulo já havia alertado os cristãos de que sofreriam perseguições e ele não seria exceção. Sabia do que eram capazes os judeus religiosos que o perseguiam. No passado fora um deles. Se não fugisse seria morto por aqueles que se recusavam a acolher o Evangelho. O alerta do Mestre se cumpria em cada ato evangelístico. v. 4; Mateus 10. 11 – 42.   
- Paulo reenvia Timóteo à Tessalônica para reanimar os cristãos e dar-lhes suas notícias. Temia que o Diabo os seduzisse e os convencesse a retornar ao conforto e à aparente paz que há na ignorância e na escuridão. Não desejava que Satanás e seus agentes destruíssem a edificação de vidas em curso com o anúncio do Evangelho e lançassem dúvidas na mente daqueles irmãos ainda novos na fé. v. 5.
VISÃO GERAL
Depois de um breve, mas proveitoso ministério em
Tessalônica, o apóstolo Paulo, devido às perseguições, precisou se afastar da comunhão dos irmãos e foi conduzido para bem distante dali até Atenas, Grécia.
A intensidade do relacionamento cristão fez nascer um forte e mútuo amor entre o experiente pastor e a nova igreja.
De maneira inteligente o apóstolo não adotou o sistema de ministério centralizador. Dos jovens dedicados ao Senhor, preparou-os para serem ministros do Evangelho. Na impossibilidade de estar presente numa igreja usou esses jovens como seus cooperadores e discípulos de confiança. Neste caso temos Silas e Timóteo que o acompanharam nessa segunda viagem missionária.   
FOCALIZANDO A VISÃO
O dedicado líder evangélico não está isento de preocupações: algumas positivas, outras negativas; com os antigos ou com os novos membros da igreja.
Existem as preocupações pela conduta legalista e intolerante de irmãos que antigos na igreja, ainda não adquiriram a maturidade de quem está experimentado na fé. Acumularam anos de rotina e não de experiência e vivência cristã. São mestres na imaturidade e a todo instante causam desgastes ao líder e quando não, afastam os novos na fé pelo mau exemplo que revelam em seu caráter. Dentre estes estão aqueles que promovem divisões ou se consideram os coproprietários da igreja do Senhor, justamente porque ainda não alcançaram o entendimento ou não se deixaram convencer de que são servos e propriedade do Senhor. Assim agem ou porque não leem as Escrituras ou porque não as têm como medida padrão de vida. Colocam-se àparte do Evangelho e por isso não são evangélicos. São apenas religiosos. O apóstolo João cita como exemplo dessa figura estranha na igreja o caso de Diótrefes. O exemplo oposto é o de Demétrio, o
cristão fiel. 3 João v. 9 – 12.  
Por outro lado há a preocupação com os novos na fé diante dos novos desafios que a vida cristã lhes propõe e a oposição obstinada que encontram no seio da família, no ambiente de trabalho e de modo geral em seus relacionamentos. Orientá-los na transição da imaturidade à maturidade é responsabilidade de todos a partir dos líderes.
Nesta parte da carta aos tessalonicenses o foco são os novos crentes cuja fé estava sendo provada pelas perseguições. Nesses combates o inimigo insistia em fazer-lhes perguntas elaboradas na forma pessoal: “Se agora somos do Senhor porque isso acontece conosco? Está ou não está conosco o Senhor? Deus é ou não é mais forte que os nossos inimigos?”. Essa tática satânica de questionamento é antiga. Êxodo 16. 3; 17. 7. O objetivo é lançar a dúvida e o desânimo e com isso afastar os novos da fé evangélica.    
Enquanto anunciava o Evangelho em Atenas, o apóstolo Paulo convocou Timóteo para receber notícias do estado espiritual dos tessalonicenses, dar-lhe suas noticias e orientá-lo na solidificação doutrinária dos novos irmãos na fé.
Já em Corinto, Grécia, Paulo se alegrou com a chegada de Silas e Timóteo e com as boas notícias recebidas de Tessalônica. A igreja permanecia firme nos fundamentos da fé apesar das perseguições. Nada poderia deter os tessalonicenses em sua nova e desafiadora vida de renascidos. Não haviam se deixado convencer com as estratégias do inimigo pelo oferecimento de uma falsa paz ou murmurações. Haviam aprendido a se fortalecer no Senhor.  Essas notícias confortaram o apóstolo. Através de Timóteo, Paulo encorajou os irmãos a permanecerem no Evangelho que havia dado a eles a verdadeira liberdade, paz, alegria, esperança e uma nova razão para viver em santidade diante do Senhor. Com o Evangelho seriam guiados pela sabedoria divina na caminhada cristã. Não deveriam permitir que nada os distraísse ou os afastasse da fé evangélica. 
O fato de passarem por tribulações porque seguiam a Jesus Cristo não os deveria abalar. Nada havia de errado nisso e com eles. De sua parte, Paulo, ao ser chamado para o ministério apostólico, ouvira uma profecia a seu respeito de que sofreria perseguição por amar e servir ao Senhor Jesus.  Sentiria em seu corpo as dores que havia causado à igreja de Cristo quando a perseguia em seu zelo religioso,,mas não inteligente.  Essa profecia proferida pelo próprio Senhor Jesus foi confirmada a Ananias quando este servo de Deus foi até onde Saulo se encontrava, em Damasco, Síria. Paulo sabia e fez ver às igrejas de que a perseguição é inerente a quem vive e anuncia o Evangelho. Até o próprio Filho de Deus em Seu ministério terreno passou por contínuas tribulações por trazer os pagãos e os religiosos judeus legalistas das trevas à luz, da morte à vida, da perdição à salvação.
Satanás, o inimigo de Deus além de não soltar com facilidade quem está sob o seu domínio a fim de que sejam libertos pelo Senhor Jesus, ainda coloca todo tipo de obstáculos para quem serve ao Senhor Jesus no ministério da libertação. Os fiéis cristãos do passado sofreram e os do presente sofrem perseguições. O final da história da humanidade será mais terrível que o seu princípio após a queda. Isso ocorrerá porque o inimigo já sabe o que o aguarda devido aos males que causou à humanidade em toda a história. Deus responsabiliza aqueles que ferem Suas criaturas e principalmente os Seus filhos. O tormento eterno no lago de fogo para Satanás, seus demônios e seguidores será inesquecível para eles.  O atormentador será atormentado. Não há impunidade diante do Deus Justo e Santo. Mateus 8. 29; João 13. 16; 15. 16 – 21; Atos 9. 15 – 16; Apocalipse 20. 10.
O apóstolo Paulo encorajou os
tessalonicenses para que fossem vitoriosos diante da obstinada oposição satânica através dos seus agentes. Ao lado da oposição violenta e de natureza objetiva, havia a oposição subjetiva que vem pela sedução, isto é, o oferecimento de vantagens que agradam a natureza terrena dos salvos. O que causa prazer momentâneo é capaz de derrubar quem não ora ou vigia. O inimigo busca avançar em suas conquistas com essas duas estratégias de guerra. Cabe ao fiel submeter-se a Deus, fortalecer-se no Senhor e colocar o inimigo em fuga.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Não está isento de críticas quem serve ao Senhor. 
DETALHES
- O líder cristão há de estar permanentemente ocupado com o bem estar do rebanho do Senhor. 
APLICAÇÃO
- Independente do tempo e das circunstâncias os fiéis anunciam o Evangelho. 
PENSAMENTO
O líder bem sucedido é o que prepara sucessores na divulgação do Evangelho que ultrapassa gerações. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“...para que ninguém seja abalado por essas tribulações. Vocês sabem muito bem que fomos designados para
Isso”.
ORAÇÃO
Fortaleça-me Senhor para que possa fortalecer a Tua igreja. 

sábado, 13 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 4: TROFÉUS DO MINISTÉRIO - cap. 2. 17 – 20.

Neste texto encontramos:
- Paulo sente saudade dos tessalonicenses: a distância os separava, mas estavam unidos pelo amor de Cristo que os nutria. v. 17; Atos 17. 1 – 15.
- Paulo, em Atenas, Grécia, manifestou por duas vezes o desejo de retornar a Tessalônica, mas foi impedido. Atribuiu essa impossibilidade à Satanás na pessoa dos seus agentes. v. 18.
- Paulo considerou os tessalonicenses como sua esperança, alegria e coroa: esperança de poder apresentá-los a Jesus Cristo em Sua vinda; alegria porque mantinham a mesma visão missionária; coroa porque eram a sua recompensa ou os frutos colhidos em meio às perseguições. v. 19.
- Paulo reafirma que a igreja em Tessalônica era sua alegria e glória. v. 20.
VISÃO GERAL
 O amor que o apóstolo Paulo nutria pela igreja em Tessalônica é destacado nessa carta escrita de Corinto e na qual ele revela que tinha saudade dos irmãos. As experiências vividas em comum e em meio às perseguições haviam solidificado esse intenso amor.
Ao se lembrar de que os tessalonicenses preservaram sua vida e o livraram de um julgamento injusto mostrava o quanto eles o amavam. Não se mostraram insensíveis com a segurança do apóstolo e tomaram para si a responsabilidade de cuidar daquele que lhes havia anunciado o Evangelho. A distância foi incapaz de enfraquecer os laços de amor que unia o pastor e a igreja. Ao contrário, ela serviu como espaço para que ambos tivessem a oportunidade de refletir separadamente sobre o amor mútuo que os unia em Cristo. 
O apóstolo Paulo não economiza palavras para declarar que os tessalonicenses eram sua alegria, esperança, honra ou coroa. 
Quem verdadeiramente ama tem permanentes   palavras de elogio ao ser amado. Conter-se no elogio sincero é abafar o amor.  
FOCALIZANDO A VISÃO
 A permanência do apóstolo em Tessalônica não foi longa. Segundo o relato do Dr. Lucas no livro de Atos, o apóstolo depois de três sábados debatendo sobre a messianidade de Jesus, Sua morte e ressurreição, apresentou-lhes o Evangelho e a missão do Messias. Das pessoas que ouviram o Evangelho, muitos o acolheram. Com esse grupo foi formada a igreja em Tessalônica.
Os pagãos e religiosos judeus, incomodados em suas crenças e sem argumentos que pudessem contraditar o Evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo, ajuntaram dentre o povo alguns desocupados e passaram a fazer falsas acusações contra os evangelistas. Transformaram uma questão evangélica em política ao afirmarem que Paulo anunciava o rei Jesus como opositor ao império romano. Tentaram nivelar o reino dos céus com o reino dos homens; o sagrado com o profano, o eterno com o temporal. Ambos são comparativamente inconciliáveis. O Reino de Deus direciona pelo seu poder o governo dos homens. A sabedoria divina é infinitamente superior à cultivada pela humanidade.  A criatura há de estar submissa ao Criador.
Ao ouvirem e acreditarem nos argumentos dos baderneiros, as autoridades romanas e o povo que servia a César decidiram tomar as providências legais pelo citado crime de insurreição.
Diante do acolhimento da acusação por parte das autoridades romanas locais, os irmãos tessalonicenses, sabedores da forma como se conduziam as autoridades diante desse tipo de pressão falsamente popular, mais que depressa retiraram Paulo e Silas de Tessalônica. Jasom, que os havia hospedado foi chamado e depois de pagar a fiança exigida foi solto. Já em Beréia, o apostolo Paulo realizou o mesmo tipo de trabalho na sinagoga. Os bereanos o acolheram. Foram examinar as Escrituras para ver se as palavras que ouviram estavam de acordo com o texto sagrado. Uma vez confirmada a pregação do Evangelho com as Escrituras, muitos bereanos acolheram o Evangelho e uma igreja foi ali constituída com os que creram.
Os baderneiros de Tessalônica ao saberem que o Evangelho havia sido divulgado em Beréia e muitos creram na mensagem ouvida, se dirigiram a Beréia e prosseguiram no seu tumulto. Os irmãos em Beréia, então, decidiram retirar Paulo da cidade. Levaram-no até o porto e alguns deles foram com ele para Atenas, Grécia, onde ele estaria em segurança. Nesta cidade o apóstolo Paulo anunciou o mesmo Evangelho que foi acolhido por aqueles que creram na mensagem. De Atenas Paulo se dirigiu a Corinto. Solicitou que Silas e Timóteo se encontrassem com ele. Nesse encontro passaria as orientações necessárias à manutenção das igrejas em Tessalônica, Beréia e onde elas fossem constituídas. Atos 17. 1 – 34.
Em Corínto, Grécia, o apóstolo Paulo, saudoso dos irmãos de Tessalônica, envia-lhes esta carta, a primeira dirigida às igrejas por volta dos anos 51 – 52 d. C.
Paulo declara seu amor aos irmãos de Tessalônica e afirma que sentia saudades deles. Gostaria de vê-los para que juntos partilhassem das bênçãos comuns e ambos fossem edificados. Infelizmente esse desejo não pode ser contemplado naquele momento. Havia impedimentos sérios para que ele não se realizasse na forma como ele almejava. Paulo atribui o impedimento à ação de Satanás que tudo fazia através dos seus agentes para manter o pastor distante da igreja que amava.  Na expansão Evangelho pela Ásia e Europa, os irmãos procuraram preservar a vida do apóstolo que naquele momento lhes era muito útil visto que dele vinha a doutrina divina sob inspiração do Espírito Santo. Não desejavam que ele sofresse qualquer dano que viesse afastá-lo definitivamente deles. Paulo até insistia com os irmãos para confrontar os inimigos do Evangelho, mas cedeu aos apelos do bom senso de muitos deles visto que a igreja precisava dele para que fossem fortalecidas na fé evangélica pela mensagem que anunciava e a forma como atendia às necessidades particulares de cada igreja.
Paulo declara aos tessalonicenses que eles eram a sua alegria no Senhor. Representavam para ele a sua coroa, isto é, sentia-se honrado e recompensado porque eles haviam acolhido o mesmo Evangelho que havia transformado a sua vida. Onde andava fazia referências elogiosas a esses irmãos que não se deixaram intimidar diante das perseguições. Ao invés de fonte de desânimo elas se tornaram em motivação para que anunciassem o Evangelho onde fossem. Os tessalonicenses foram ensinados pelos apóstolo Paulo a manter a mesma esperança do encontro com Jesus Cristo no arrebatamento.
O pastor Paulo e a igreja em Tessalônica caminhavam  sob a mesma unção do Espírito Santo e por isso podiam se congratular de estar fazendo juntamente a Vontade de Deus. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A unidade de propósitos entre pastor e igreja permite que ambos sejam mutuamente edificados na obra que realizam para o Senhor.
DETALHES
- Paulo e a igreja em Tessalônica tinham muitos motivos
para se alegrarem por tudo aquilo que Deus havia concedido a eles, mesmo em meio às perseguições. 
- As grandes amizades são forjadas na luta comum.
APLICAÇÃO
- Trabalhar em unidade com todos os conservos do Senhor.
PENSAMENTO
- O mútuo empenho na obra do Senhor no presente constrói laços que nem a distância e o tempo desatam. 
 VERSÍCULO PARA DECORAR
“De fato, vocês são a nossa glória e a nossa alegria”.
ORAÇÃO
Desenvolva em mim Senhor a unidade com os irmãos na realização de Tua Vontade. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 3: HONRA OU REBELDIA NA AUDIÇÃO DO EVANGELHO - cap. 2. 13 – 16.

Neste texto encontramos:
- Motivo de gratidão contínua a Deus: os tessalonicenses ouviram o Evangelho anunciado por Paulo como Palavra de Deus e não palavra de homem.  v. 13a.
- A Palavra de Deus atua com eficácia na vida daqueles que nela crêem, isto é, recebem-na como verdade para ser vivida. v. 13b.
- Entre os cristãos tessalonicenses e as igrejas na Judéia havia um ponto comum: as perseguições dos próprios concidadãos. v. 14.
- Os religiosos judeus em sua resistência e rejeição ao Evangelho de Deus participaram diretamente da morte de Jesus. Fizeram o mesmo com os profetas antigos. Sua hostilidade aos apóstolos de Cristo e aos gentios que receberam o Evangelho atraiu sobre eles o juízo divino. v. 15 - 16.
VISÃO GERAL
A determinação dos tessalonicenses em acolher o Evangelho da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo em meio às perseguições vindas dos pagãos e dos judeus religiosos fortaleceu neles a fé evangélica e teve como resultado o ardor missionário. Através deles o Evangelho foi anunciado não somente aos concidadãos, mas por onde iam.  O compromisso com a verdade fez do Evangelho seu estilo de vida.    Essa vivência cristã tanto dos judeus como dos gentios conversos em Tessalônica muito alegrou o apóstolo Paulo. Seu trabalho entre eles não fora vão.   
Tanto no período de formação da igreja como na solidificação doutrinária com Silas (Silvano) e Timóteo a igreja foi ensinada a colocar como seu foco o céu ou o Reino de Deus. Somente com essa visão poderiam ser testemunhas eficazes na divulgação do Evangelho e no cultivo da santidade inerente aos santos.  
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo declara aos irmãos em Tessalônica que agradecia a Deus pelo fato deles terem acolhido o Evangelho como verdadeiramente é: Palavra de Deus e não de homens.
O Evangelho atua com eficácia naqueles que crêem em sua mensagem: iniciativa divina na reconciliação do homem com Deus pela morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo tanto em seu caráter substitutivo como  inclusivo. Romanos 6. 1 – 14; Efésios 2. 6; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Gálatas 2. 19 – 21; Colossenses 3. 1 – 11.
A salvação pessoal que vem em decorrência do acolhimento do Evangelho é representada pelo novo nascimento. Essa obra espiritual e divina que ocorre no interior do pecador é realizada pelo Espírito Santo através da Palavra de Deus. Essa pessoa divina revela a Graça de Deus ao pecador e gera nele a fé salvadora que o faz crer e o transforma da condição de criatura em filho de Deus. Traz vida onde havia morte; luz onde havia trevas e salvação onde havia perdição. João 5. 24; Efésios 2. 1 – 10; Colossenses 1. 13 – 14.
O novo nascimento substitui a natureza pecaminosa (inclinação irresistível à prática pecaminosa) originada em Satanás e transferida aos primeiros pais (Adão e Eva) que ao se rebelaram contra o governo de Deus ainda no Éden ficaram sujeitos à morte espiritual (separação de Deus) e morte física. Esta é a prova mais evidente de que todos pecaram. Romanos 3. 23; 6. 23. Através de Adão essa natureza pecaminosa foi transferida a todos os seres humanos. Sua permanência é sinônimo de perdição eterna.
Jesus Cristo, homem sem pecado, logo sem natureza pecaminosa, mas possuidor de uma natureza terrena veio ao mundo enviado pelo Pai através da ação do Espírito Santo. Ele é a essência do Evangelho. João 3. 16. Com Sua vinda ao mundo o amor de Deus manifestado em graça, misericórdia e justiça foi expresso Nele e através Dele. Voluntariamente o Senhor Jesus assumiu por Sua morte e ressurreição a dívida que o homem tinha com a justiça e a santidade divina. Essa ação substitutiva do Filho de Deus só é eficaz e tem os seus efeitos contemplados na vida de quem O acolhe como Senhor e Salvador e acolhe como suficiente para si o que Jesus Cristo fez em seu lugar. A soberania divina convence o pecador dessa realidade, mas cabe ao destinatário do amor de Deus o SIM. Na salvação Deus não toma a decisão pelo pecador.
Em Sua morte o Senhor Jesus atraiu a Si o pecador para que fosse morto juntamente com Ele a fim de que a natureza pecaminosa fosse definitivamente extinta, isto é, o domínio de Satanás e do pecado na vida do pecador.  Ao ressuscitar o Senhor Jesus atraiu à Sua ressurreição o pecador e lhe deu uma nova vida, vida eterna, vida de Deus para ser vivida em sua natureza terrena. Com essa nova vida a morte espiritual perdeu os seus efeitos e o homem salvo foi definitivamente reconciliado com Deus e tornado, a exemplo de Jesus, seu filho. Em Cristo, agora como nova criatura, o cristão é capacitado pelo Espírito Santo para viver em seu período histórico a mesma vida vivida por Jesus em sua natureza terrena.
Na nova vida em Cristo inexiste a natureza pecaminosa, mas permanece a natureza terrena que necessariamente não mais se deixa dominar pelo pecado. Novo Senhor, nova vida. Romanos 6. 1 – 14; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Colossenses 3. 1 – 11.
A morte da natureza pecaminosa no pecador foi a responsabilidade de Jesus e Ele a extinguiu plenamente em Sua morte. Agora, a morte da natureza terrena com os apelos que ela faz à prática pecaminosa é responsabilidade do salvo. A responsabilidade de Jesus para não pecar diante do Pai é a mesma dos salvos. O Filho de Deus, em Sua natureza terrena, estava sujeito a pecar, mas não pecou. Ele nos disse a razão. João 8. 29. Mesmo assim o Diabo O tentou por três vezes para  inviabilizar o Seu ministério. Em Sua Palavra Deus nos orienta, mas não toma a decisão por nós.  A luta entre os interesses do Espírito que em nós habita e os interesses da natureza terrena que nos caracteriza como humanos permanecerá até o final de nossa história. Gálatas 5. 16 – 26. Nessa luta do cristão com sua natureza terrena, o Senhor Jesus está permanentemente ao seu lado para conceder a vitória, Mateus 28. 18 – 20; João 17.1 – 26; 1 João 1. 5 – 10; 2. 1 – 6.
O entendimento que as Escrituras nos fornecem sobre a natureza pecaminosa, sua origem e extinção na vida do salvo, a natureza terrena e a nova natureza em Cristo são fundamentais para que possamos viver a vida cristã, sem peso, sem culpa, sem acusação, mas tomando para nós o fardo de Jesus, isto é, o compromisso de andar neste mundo como Ele andou em Sua natureza terrena.  Mateus 11. 28 – 30; 1 João 2. 6. 
O novo nascimento, obra divina realizada no espírito do pecador pelo Espírito Santo, alcança necessariamente a alma (mente, emoções, vontade) e se manifesta no corpo da nova criatura.
No mundo somos novas criaturas na plenitude do ser: espírito, alma e corpo, da mesma forma que no arrebatamento receberemos corpos gloriosos na plenitude do ser: espírito, alma e corpo. Seremos semelhantes a Jesus, agora assentado à direita do Pai. Com Ele também nos assentaremos em Seu trono. Ele já nos fez essa promessa. 1 Tessalonicenses 5. 23; 1 João 3. 1 – 9; Apocalipse 3. 21 – 22.
O Evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo tinha esse sentido e foi assim que os tessalonicenses o acolheram. Esse acolhimento foi decisivo para que enfrentassem as perseguições promovidas pelos pagãos e judeus religiosos que perderam seus companheiros, respectivamente, de orgias e legalismo  para o novo Senhor, Jesus Cristo, que eles agora serviam. Romanos 6. 16; 2 Pedro 2. 19b.
As perseguições sofridas pelos tessalonicenses, dos seus próprios concidadãos, assemelhavam-se às perseguições promovidas pelos judeus religiosos contra os cristãos das igrejas na Judéia.  Esse era o ponto comum entre eles. Aliás, a perseguição é inerente à vida do cristão fiel. 2 Timóteo 3. 12. 
A oposição enfrentada pelos tessalonicenses nada mais era que a própria oposição satânica ao Evangelho. O inimigo de Deus, por odiar os seres humanos, não deseja que sejam libertos pelo poder do Evangelho e salvos pela obra completa do Senhor Jesus. Na perseguição aos cristãos o inimigo ganha visibilidade através dos seus agentes que usam todas as armas disponíveis, tanto as de natureza violenta como aquelas que envolvem o entretenimento a fim de que a fé, o amor e a esperança sejam anulados na vida do cristão e da igreja.  
O apóstolo Paulo ensina os cristãos de todos os tempos de que nas perseguições os inimigos não são pessoas, mas o próprio Satanás e seus demônios. O inimigo há de ser permanentemente combatido enquanto anunciamos a verdade pela exposição do Evangelho às pessoas. 
Na medida em que se aproximam os dias finais da história o inimigo de Deus, mesmo vencido por Jesus Cristo em Sua morte e ressurreição, não desiste até que seja lançado no lago de fogo com os seus demônios e seguidores. Efésios 6. 10 – 20; Apocalipse  20. 10. Há uma terrível eternidade para quem persegue os cristãos porque Deus é justo
Todas as pessoas precisam de salvação e o amor de Deus as deseja alcançar. 
Uma igreja que não se sente incomodada pelo inimigo é porque não o incomoda. 
Os judeus religiosos sofreram o juízo divino porque rejeitaram e mataram o Messias, anunciado desde o início da história pelas Escrituras. Estas O anunciaram como Senhor e Salvador de Israel e de todas as nações do mundo.
Quem se volta contra os planos amorosos de Deus atrai sobre si o juízo divino.   
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A maneira como acolhemos o Evangelho e somos nele ensinados determina nossa caminhada cristã.
DETALHES
- Evangelho é vida que vem de Deus e não filosofia.
- O Evangelho é eficaz na vida de quem se compromete com ele. 
APLICAÇÃO
- Anunciar o Evangelho é missão e não opção.
PENSAMENTO
O incômodo que causamos a Satanás, seus demônios e agentes revela o grau de nossas perseguições. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Porque vocês, irmãos, tornaram-se imitadores das igrejas de Deus em Cristo Jesus que estão na Judéia. Vocês sofreram da parte dos seus próprios conterrâneos as mesmas coisas que aquelas igrejas sofreram da parte dos judeus”.
ORAÇÃO
Coloca-me Senhor onde devo estar no anúncio do Evangelho.   

sábado, 6 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 2: DECLARAÇÃO DE AMOR DO PASTOR À IGREJA - cap. 2. 1 – 12.

Neste texto encontramos:  
- Paulo considerou sua visita muito proveitosa entre os tessalonicenses. v. 1. - A perseguição e humilhação em Filipos não diminuiu a ousadia de Paulo no anúncio do Evangelho de Deus em Tessalônica. Nessa cidade também não foi diferente. Pagãos e religiosos judeus mentiram por inveja e provocaram grande tumulto na cidade o que exigiu a saída dos anunciadores do Evangelho para Beréia depois de uma estadia aproximada de um mês. A semente do Evangelho, porém, germinou, prosperou e fez nascer uma operosa e amada igreja em Tessalônica. v. 2; Atos 16. 9 – 40; 17. 1 - 14.
- Paulo expõe sua forma de anunciar e ensinar o Evangelho: a) a origem do ensino jamais foi o erro ou motivos impuros. v. 3; b) jamais teve a intenção de enganá-los. v. 3; c) jamais fez uso da bajulação para atrair pessoas ou a igreja a si. v. 5; Gálatas 1. 10. d) jamais usou seus dons ministeriais para auferir lucros na igreja de Deus. Nos impasses colocou Deus como sua defesa. v. 5; e) jamais usou o medo ou levantou suspeitas para dominar a consciência dos ouvintes. v. 3; f) jamais se elevou acima da igreja de Deus para agradar a si, exigiu ou esperou ser reconhecido pelas pessoas seja por elogios, recompensas ou méritos. v. 6; Gálatas 1. 10; g) jamais disse do Evangelho e de si o que Deus não o havia determinado a falar. 1 Coríntios 15. 9 – 10; 2 Coríntios 4. 7; v. 3; h) jamais exigiu para si os direitos de manutenção concedidos por Jesus Cristo aos apóstolos por  anunciar e ensinar o Evangelho para que não se comprometesse  ou se submetesse aos que cultivam a lei e não a graça. v. 9; 2 Coríntios 11. 9.
-- Paulo expõe sua forma de anunciar e ensinar o Evangelho aos tessalonicenses: a) falava e vivia o Evangelho para agradar a Deus que conhece e prova o nosso interior e não a si ou às pessoas. v. 4; b) não apenas lhes anunciava o Evangelho, mas colocava o que era e o que possuía à disposição deles como uma mãe a seus filhos. Amava-os e se deixava amar. v. 7, 8; c) não desejava ser pesado aos novos irmãos na fé e fazia questão de suprir-se materialmente com seu trabalho particular em duplo ministério ou duplo jornada de trabalho. v. 9; d) manteve a coerência cristã ao cultivar a retidão e a santidade numa vida irrepreensível. O exemplo é a forma mais eficaz de ensino e aprendizagem do líder e dos liderados. v. 10; e) ao lado do amor materno cultivou o amor paterno: uniu à fineza à firmeza ou seja, mãos carinhosas  com um pulso firme. v. 7, 11; f) usou a exortação (alerta), a consolação (encorajamento) e o testemunho pessoal de cristão para despertar neles a dignidade no serviço a Deus a fim de prepará-los para o encontro com Cristo que os chamou para Seu Reino e Glória. v. 12; Efésios 4. 1.; 5. 1; Colossenses 1. 13. 
VISÃO GERAL
 Em sua segunda viagem missionária realizada por volta dos anos 45 – 52. d.C., após ter saído de Antioquia da Síria, hoje pertencente à Turquia, com Silas (Silvano), o apóstolo Paulo passou pela Síria e seguiu em direção a região da Cilícia, território da Turquia   onde estava sua cidade natal Tarso. Dessa região seguiu por Derbe e Listra onde se encontrou com o jovem Timóteo, de notável testemunho cristão, que depois de ser circuncidado, o seguiu na viagem missionária. Atos 16. 1 – 3. Nas igrejas que passava divulgou as orientações dos apóstolos aprovadas no concílio em Jerusalém. Atos 15. As igrejas eram fortalecidas na fé e se multiplicavam. Nessa viagem o Espírito Santo não permitiu que eles entrassem naquele momento na Ásia e na Bitínia. Ao chegarem a Trôade, Paulo teve a visão de um homem que clamava para que ele se dirigisse à Macedônia e fosse ajudá-los. Atos 16. 9 – 10. O apóstolo entendeu como vontade de Deus que eles anunciassem o Evangelho na Europa a partir da região da Macedônia. Ao chegarem  se instalaram na cidade de Filipos. Atos 16. 11. Nessa cidade procuraram um lugar para a oração e na margem do rio encontraram um grupo de mulheres reunidas ali. Anunciaram a elas o Evangelho e Lídia com sua família receberam a mensagem evangélica e foram batizados. Na mesma cidade expulsaram um demônio de uma moça que a fazia adivinhar. Devido a uma falsa acusação Paulo e Silas foram presos. Deus os libertou a partir de um terremoto. O carcereiro e sua família creram no Evangelho de Cristo, foram salvos e batizados. Sendo cidadão romano Paulo reivindicou seus direitos devido à prisão injusta e depois de passarem por Anfípolis e Apolônia chegaram finalmente a Tessalônica, uma das províncias  da Macedônia. Hoje Tessalônica está sob a jurisdição grega.
Como era seu costume, o apóstolo Paulo compareceu à sinagoga em Tessalônica e por três sábados anunciou-lhes o Evangelho de Jesus Cristo, o Messias, que morreu e ressuscitou. Muitos creram no Evangelho de Deus e com esses irmãos foi fundada a igreja em Tessalônica. Tendo os seus interesses prejudicados, alguns judeus e pagãos mobilizaram um grupo de homens desocupados e levaram Paulo às autoridades romanas. A acusação era semelhante a dos judeus e pagãos de Filipos. Atos 16. 20 – 21; 17. 5 – 7.
Não somente Paulo, Silas e Timóteo foram perseguidos, mas aqueles que ouviram o Evangelho de Deus tiveram o mesmo tratamento. Os irmãos, à noite, conduziram Paulo para outra cidade, Beréia, porque sua vida estava em perigo. No entanto, os neoconversos tessalonicenses não se intimidaram e continuaram não somente a se reunir como cristãos, mas a divulgar a mensagem do Evangelho em Tessalônica e por onde iam. Haviam absorvido a mensagem e a visão missionária do apóstolo Paulo.
É a esses irmãos que Paulo se dirige através dessa carta a fim de orientá-los na fé evangélica.   
FOCALIZANDO A VISÃO
 Paulo declara aos tessalonicenses que sua visita fora proveitosa visto que na cidade fora instituída uma viva igreja de Jesus Cristo. Assim como ele, aqueles irmãos não se intimidaram com as perseguições movidas pelos pagãos e judeus cujos interesses comerciais e religiosos foram prejudicados com a libertação que só o Evangelho de Jesus Cristo traz aos salvos. João 8. 32, 36.
A acusação mesmo sendo mentirosa representava um elogio aos anunciadores do Evangelho: “Esses homens que tem causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui”. Atos 17. 6. (NVI). Feliz é a igreja que alvoroça os domínios de Satanás!
Jasom, um dos cristãos e homens de bem em Tessalônica, foi preso porque hospedou Paulo, Silas e Timóteo. Um fato intrigante ou surpreendente é que a acusação feita pelos judeus de Jerusalém contra Jesus Cristo para colocá-Lo como opositor do governo romano foi a mesma dos judeus em Tessalônica. João 19. 12; Atos 17. 7 – 9.
Os irmãos tessalonicenses ao perceberem que a vida do apóstolo Paulo estava em risco, à noite o conduziram para Beréia, cidade que distava aproximadamente a oitenta quilômetros de Tessalônica.  Fonte geográfica Wikipédia.
Em Tessalônica a semente do Reino de Deus foi lançada, germinou, frutificou e fez nascer uma operosa e amada igreja. Das cartas escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas, os tessalonicenses foram os primeiros a recebê-las por volta dos anos 51 – 52 d.C.
Na primeira carta, agora em estudo, o apóstolo abriu seu coração  de pastor e revelou aos tessalonicenses quais eram suas motivações ministeriais. Jamais cedeu a qualquer tipo de pensamento, palavra e ação opostos ao Evangelho de Jesus. Jamais se aliou ao engano e à hipocrisia. Seu caráter era guiado pelo caráter de Jesus Cristo. Em momento algum procurou ganhar a simpatia das pessoas pela bajulação, troca de favores ou interesses pessoais. Jamais admitiu o cultivo de intenções impuras. Jamais usou seus dons ministeriais de apóstolo, evangelista, profeta, pastor e mestre como fonte de lucro ou renda pessoal. Não comercializava ou menosprezava o Evangelho da Graça de Deus. Não exigiu para si qualquer privilégio pessoal pelo fato de anunciar o Evangelho. De graça o havia recebido e de graça o partilhava. Nisso imitou o Senhor Jesus que em momento algum exigiu qualquer recompensa financeira por anunciar o amor de Deus e fazer as Suas obras. Pelo contrário, Jesus Cristo deu voluntariamente Sua vida para a salvação do pecador. Essa salvação promoveu a morte do pecador com sua natureza pecaminosa no corpo de Cristo e lhe deu nova vida com nova natureza, a natureza de Jesus Cristo em Sua humanidade, ao ser atraído à vida eterna na ressurreição do Salvador. Ao retornar ao céu, o Salvador levou Consigo os salvos e os fez assentar espiritualmente nas regiões celestiais até que essa realidade se torne concreta no arrebatamento da igreja quando em espírito, alma e corpo estaremos para sempre com o Senhor e nos assentaremos a convite Dele em Seu trono. Romanos 6. 1 – 14; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Efésios 2. 6; Apocalipse 3. 21 – 22. Em momento algum o apóstolo Paulo fez uso do medo e das suspeitas infundadas contra os irmãos para dominar a consciência ou manipular a fé recebida pelos salvos como dom de Deus. Sendo o menor dos servos jamais procurou se elevar como pessoa acima da igreja de Deus para manipulá-la, controlá-la ou dominá-la. Não queria trazer a igreja a seus pés, mas aos pés de Jesus Cristo que a amou na eternidade e por toda a eternidade. Amava os irmãos, mas nada deles esperava em termos de reconhecimento particular, seja por elogios, recompensas ou méritos. A ele interessava a salvação eterna dos filhos de Deus e o seu preparo para o grande encontro por ocasião do arrebatamento da igreja. Fora sempre fiel à visão celestial e nada dizia de si que o Senhor não o havia autorizado a falar. Mesmo tendo direito ao sustento ministerial, ordem de Jesus Cristo, jamais o reivindicou como obrigação da igreja porque esperava pelo sustento que vem do Senhor e daqueles que além de amá-Lo amam a Sua obra realizada por Seus servos. Essa dependência do Senhor lhe dava liberdade ministerial para que não fosse pressionado, se comprometesse ou se submetesse aos interesses dos infiéis que frequentam a igreja de Deus e que se acham, algumas vezes, até donos dela quando os seus interesses são contrariados ou seus pecados são denunciados e combatidos. Assim como Jesus Cristo era livre ao fazer a Vontade do Pai, da mesma maneira o apóstolo Paulo desejava sentir-se livre na sua obediência a Jesus Cristo. Não deixou de apresentar à igreja a sua responsabilidade de cuidar dos servos de Deus como um dos princípios expostos na Lei, reafirmado pelo Senhor Jesus e anunciado pelos apóstolos. Deuteronômio 25. 4; Mateus 10. 7 – 42; Lucas 10.7; Romanos 15. 26 – 27; 1 Coríntios 9. 7 – 19; 2 Coríntios 11. 7 - 15.
Finalmente o apóstolo Paulo expõe sua forma de anunciar e ensinar o Evangelho. De sua parte estabeleceu a coerência cristã como padrão de vida no anúncio e vivência do Evangelho. Disso deriva a autoridade espiritual e moral dos salvos. Não adotava essa conduta por ostentação, mas em obediência à santidade divina. Deus conhece quem se deixa capacitar pelo Espírito para agradá-Lo em adoração, louvor e serviço. É Ele quem prova o nosso interior e não as pessoas que em nossa proximidade ou distância nos observam e não se contém na emissão de julgamentos baseados no que são e não no que Deus expõe em Sua Palavra e no que deseja que elas sejam.  
Ao abrir o seu coração de pastor aos tessalonicenses o apóstolo Paulo declara que não se restringia em apenas anunciar-lhes o Evangelho, mas como os amava havia colocado à disposição deles o que era e possuía. Amava-os como uma mãe ama seus filhos dando-se completamente a eles como pessoa e no que tem do melhor que possuem para oferecer-lhes. Sentia-se amado por eles e não colocava suspeitas ou restrições ao recebimento desse amor. Tinha estabelecido como meta ministerial não somente fazer o melhor para a igreja, mas também poupá-la de ter gastos inerentes a quem trabalha no Evangelho. Fazia questão de prover o seu próprio sustento para não  ser acusado de explorar a fé dos tessalonicenses. Com isso evitaria que pessoas insinceras fossem atraídas à igreja com a intenção de se enriquecerem às custas do  Evangelho da Graça de Deus. Até naquela época não era pequeno o número de candidatos a pastores  impostores. A igreja precisava de discernimento e inteligência espiritual para conhecer os autênticos e os falsos servos de Deus. O apóstolo mantinha uma vida irrepreensível firmada na retidão e na santidade no relacionamento com Deus e as pessoas. Essa atitude é  a forma mais eficaz de ensino e aprendizagem na igreja de Deus.
Ao lado do amor materno o apóstolo Paulo não desprezou o amor paterno. Uniu fineza e firmeza em seu ministério. Nisso também imitou o seu Mestre no relacionamento com os discípulos e com os religiosos judeus. 
No pastoreio das igrejas de Deus e particularmente dos tessalonicenses o apóstolo tonalizou o seu ministério em três aspectos: exortação na forma de alerta e consolação; edificação no ensino e na aplicação da sã doutrina e reverência ou santificação no relacionamento com Deus e as pessoas.
Uma das doutrinas trabalhadas pelo apóstolo Paulo em suas cartas é a da separação, inserida na Lei, ensinada por Jesus e reafirmada pelos apóstolos.  Leia estes textos.  Levítico 11. 44 – 45; 19. 2; 1 Tessalonicenses 4. 7 – 8; 5. 22 - 24: 1 Pedro. 13 – 21.  Sem santidade, a igreja não está pronta para o arrebatamento. Passos da santidade: reconhecimento do pecado, arrependimento do pecado, confissão do pecado e abandono do pecado; seguimento na vida cristã em submissão a Deus e Sua Palavra.  Provérbios 5. 22; 28. 13; Romanos 6. 1 – 14.  Só podemos andar com o Deus Santo  andando na santidade que Ele nos propõe. Deus nos separa para Ele em Sua soberania e amor e em decorrência dessa separação deseja que voluntariamente vivamos separados para Ele no presente para estejamos com Ele no porvir. Amós 3. 3.    
No primeiro século da igreja e no século 21 o apóstolo Paulo desafiou e desafia os cristãos a uma vida de dignidade na adoração, no louvor e no serviço a Deus. Assim nos preparamos, capacitados pelo Espírito Santo, para aguardar o retorno glorioso de Jesus Cristo por ocasião do arrebatamento da igreja: glorioso e terrível dia! De Sua parte Deus  fez tudo o que era necessário  para nos chamar à Sua Glória e Reino eterno. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Viver uma vida que agrada a
Deus é proveitoso no presente e no porvir
DETALHES
- Paulo não tinha receio de abrir o seu coração para a igreja porque a amava e era amado por ela. 
APLICAÇÃO
- Manter-se vigilante no aguardo do encontro com Jesus Cristo no arrebatamento. Conselho de Paulo aos tessalonicenses e a nós.
PENSAMENTO
Não nos cansemos de ouvir as repetições das verdades divinas nas Escrituras. Elas nos afastam da mentira que repetidamente tenta nos atrair com o seu engano.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Deus e vocês são testemunhas de como nos portamos de maneira santa, justa e irrepreensível entre vocês, os que crêem”.
ORAÇÃO
Torna-se Senhor agradável a Ti.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 1: IGREJA COM VISÃO MISSIONÁRIA - cap. 1. 1 – 10.

Neste texto encontramos:
- Três parceiros ministeriais, unidos a Deus Pai e a Seu Filho Jesus Cristo, saúdam a igreja em Tessalônica unida a quem os une.    v. 1a.
- A graça e a paz de Deus repousam sobre aqueles que têm Deus como Pai e a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. v. 1b; Romanos 5. 1.  
- Gratidão contínua dos parceiros ministeriais a Deus na forma de oração pela existência da igreja em Tessalônica. v. 2.
- Motivos das orações: a) a igreja era movida pela fé evangélica em seu trabalho na comunidade; b) o amor aliado à fé os unia no esforço comum de servir ao Senhor; c) a esperança comum do encontro com Cristo juntamente com a fé e o amor  geraram a inabalável perseverança no aguardo desse grande dia. v. 3, 10.
- O envolvimento dos tessalonicenses na obra do Senhor era a prova de que faziam parte do povo escolhido de Deus. Os escolhidos são frutíferos como o trigo. v. 4; Mateus 13. 24 – 30; 24. 31; João 15. 5.
- O Evangelho divulgado aos tessalonicenses não se reduziu em argumentos humanos, mas na convicção da verdade produzida neles pelo Espírito Santo e vivida coerentemente pelos anunciadores. v. 5.
- Em meio aos sofrimentos os tessalonicenses receberam o Evangelho com a alegria que o Espírito Santo produziu neles. Foram motivados em seu testemunho a imitar o Senhor Jesus e Seus discípulos. v.6.
- A vivência do Evangelho pelos tessalonicenses na presença das tribulações tornou-se exemplo para os cristãos na Macedônia e Acaia. v. 7.
- O avivamento espiritual entre os tessalonicenses após ouvirem e viverem o Evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo levou-os a divulgá-lo nas regiões da Macedônia, na Acaia, região da Grécia e em todos os lugares por onde iam. Com isso a igreja revelou que havia absorvido  a visão missionária do seu líder que nada mais tinha a acrescentar a respeito deles. v. 8.   
- As igrejas da Macedônia e Acaia (Grécia) que ouviram o Evangelho dos tessalonicenses relataram a Paulo a nobreza destes no acolhimento ao apóstolo e como haviam deixado os ídolos para servir o Deus verdadeiro que agora anunciavam às nações. v. 9. 
- A fé evangélica cultivada pelos tessalonicenses incluía em seu ensino o retorno glorioso de Jesus Cristo para buscar Sua igreja e assim livrá-la da ira futura. v. 10, 3. 
VISÃO GERAL
Na saudação inicial aos irmãos tessalonicenses o apóstolo Paulo inclui seus parceiros ministeriais: Silvano ou Silas e Timóteo.
Dr. Lucas, o médico amado, companheiro fiel de Paulo, ao relatar o surgimento das igrejas no primeiro século cita a de Tessalônica. Ela foi formada a partir do anúncio do Evangelho na sinagoga da cidade. Essa foi uma bem sucedida estratégia paulina. Os judeus e gentios que ouviram e acolheram o Evangelho se uniram a Paulo e o grupo passou a se reunir nas casas dos novos convertidos quando lhes foi negado o espaço na sinagoga. Atos 17. 1 – 15.
Em Tessalônica também se manifestaram os dois grandes inimigos do Evangelho: o paganismo romano com os seus deuses importados da Grécia e renomeados por eles e o legalismo originado na espiritualidade vazia da liderança religiosa judaica.
Os idólatras e os legalistas, ao longo da história da igreja, sempre se voltaram contra a simplicidade e a pureza do Evangelho. A razão desse combate incessante se deve ao fato de que ambos têm interesse em manter cativo o povo através da mentira, do domínio da consciência e do medo. Essa manipulação, domínio e controle se ocultam sob a capa da falsa piedade, humildade, hipocrisia e ânimo enganoso. Na verdade o que os motiva são seus interesses materiais. Não estão  preocupados com o futuro eterno dos ouvintes porque nem mesmo cuidam de sua eternidade pós-morte. Por essa razão retiram Jesus Cristo e Sua missão da mensagem que anunciam e focam no bem estar dos ouvintes e em seu sucesso material para que estes realimentem indefinidamente a situação confortável dos  líderes e de sua dinastia familiar. Estes pregam o evangelho do reino dos homens na terra e não do Reino de Deus na terra e no céu. Divulgam favores divinos não autorizados por Deus a quem os ouve. Como as pessoas não querem compromisso com a verdade que há nas  Escrituras, facilmente se deixam levar pela mentira que resultará finalmente na perdição eterna de enganadores e enganados. 
Quem ousar romper essa rede patrocinada por Satanás se expõe inevitavelmente às perseguições e ao sofrimento quando não à morte. A esse respeito o Senhor Jesus nos alerta: Mateus 10. 16 – 33. O inimigo não cede com facilidade o território conquistado. Assim foi e sempre será até o final da história do atual sistema que se encerrará com a implantação do governo teocrático do Senhor Jesus Cristo. Essa revelação foi dada por Deus a um rei pagão, Nabucodonosor, que fez de Babilônia a cabeça de ouro do atual humanismo e espiritualidade doentia que dominam atualmente o mundo pagão e religioso de caráter legalista ou liberal. Daniel 2. 44 – 45.
FOCALIZANDO A VISÃO
Depois de ter enfrentado dura perseguição em Tessalônica antecedida pela perseguição em Filipos, o apóstolo Paulo deixou uma forte igreja nessa região da Macedônia e foi para Beréia. Cessados os conflitos iniciais Silvano (Silas) e Timóteo prosseguiram ali o trabalho iniciado pelo apóstolo Paulo.
Os tessalonicenses absorveram de tal maneira o Evangelho que não se intimidaram com as  perseguições. Animados e capacitados pelo Espírito Santo se mantiveram unidos nesse avivamento espiritual e divulgaram o Evangelho aonde iam, a partir da Macedônia e na Acaia (Grécia). A mesma visão missionária de Paulo foi reproduzida pela igreja. Nisso imitaram o Senhor Jesus e aqueles que lhes anunciaram o Evangelho e os discipularam,   Paulo se alegrou com essa semeadura porque os frutos se manifestaram viçosos e fortes em tempo menor que o esperado.
Os tessalonicenses são exemplo de igreja multiplicadora: ouvem, acolhem, vivem e divulgam o Evangelho. Por essa razão o apóstolo Paulo continuamente orava pelos tessalonicenses e se alegrava com a alegria deles no serviço que prestavam ao Senhor movidos pela fé, amor e esperança do encontro glorioso com Jesus Cristo. A maneira como o Evangelho foi anunciado aos tessalonicenses e a maneira como eles o receberam foi determinante na forma como viviam essas boas novas.
 A igreja que mantém vivo o dia do seu encontro com seu Senhor e Salvador é uma igreja naturalmente alegre, santa e operosa. Uma igreja assim não se aliena da realidade presente, mas faz uso do seu estado de igreja peregrina para viver plenamente os princípios, valores e práticas do Evangelho a fim de que se prepare para o encontro inevitável com o Senhor Jesus, seu noivo. A grande prova de amor Ele já demonstrou em Sua morte e ressurreição e a igreja como noiva prova o seu amor pelo noivo vivendo o seu presente de acordo com o que Ele ensinou. Uma igreja obediente a Jesus Cristo e submissa ao comando do Espírito Santo verdadeiramente agrada a Deus e se coloca de forma adequada para receber do Senhor o que Ele prometeu. Assim agiam os irmãos em Tessalônica, uma igreja que vivia alegre em seu estado permanente  de noiva de Cristo. Não havia espaço nela para práticas pagãs ou legalistas, mas era conduzida pela plenitude de vida que há no Evangelho do Senhor Jesus.
Ao olhar para o outrora desses irmãos e ver o seu agora no Evangelho o apóstolo Paulo, Silas e Timóteo se alegraram porque Deus havia feito naquela igreja o que havia determinado fazer e foi acolhido em Sua ação. Aqueles irmãos amados, pelos frutos que produziam, revelavam que haviam sido escolhidos por Deus. Os escolhidos não confundem e não são confundidos. São modelos na igreja de Cristo e nenhum elogio humano é suficiente para expressar o seu compromisso com o Senhor.  As igrejas que receberam a positiva influência dos tessalonicenses relataram ao apóstolo Paulo o quanto ele era amado por eles. Essa fé mútua animada pelo amor de Deus não somente os motivava na divulgação do Evangelho e de como vivê-lo em sua comunidade, mas alimentava a grande esperança dos salvos: o encontro com o Senhor Jesus em Seu retorno glorioso. Uma igreja que não espera a brevidade desse grande dia é uma igreja sem esperança, ensimesmada e por isso morna. Sua autossuficiência a torna semelhante à igreja em Laodicéia que nada tinha, mas imaginava ter tudo. Apocalipse 3. 14 – 22.  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- As igrejas do primeiro século e que receberam o Evangelho puro e em sua simplicidade animadas pela convicção, fé e amor geradas pelo Espírito Santo  através da Palavra são exemplos para as igrejas contemporâneas.
- Hoje, as igrejas precisam retornar aos princípios do
Evangelho para que se preparem para o encontro com o Senhor Jesus em Seu retorno glorioso.
DETALHES
- Nada mais é prazeroso na igreja de Jesus Cristo do que ver todos os seus membros unidos na mesma convicção fé e amor sob o governo do Espírito Santo.
APLICAÇÃO
- Viver o Evangelho tal qual foi exposto pelo Senhor Jesus Cristo e reafirmado pelos apóstolos.
PENSAMENTO
- Os escolhidos são conhecidos pelos frutos que produzem na igreja do Senhor.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos
receberam, e como se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir”. (NVI).  
ORAÇÃO
Desperta Senhor na Tua igreja contemporânea a mesma convicção, a mesma fé e o mesmo amor das igrejas do primeiro século para que sejam um em Ti.