domingo, 15 de fevereiro de 2015

TITO - ESTUDO 2: O CARÁTER DO MINISTRO DE CRISTO - INTRODUÇÃO GERAL - cap. 1. 5 – 9.

Neste texto encontramos:
- Paulo deixou Tito em Creta com uma missão definida: a) colocar em ordem a administração das igrejas no que ainda precisava ser feito; b) estabelecer líderes espirituais nas igrejas locais que haviam sido formadas. v. 5.
- Qualificação dos líderes espirituais cristãos: a) vida irrepreensível; b) marido de uma só mulher; c) filhos disciplinados na fé e no relacionamento com os pais; d) despenseiro competente no atendimento das necessidades espirituais e materiais da igreja; e) não soberbo, mas humilde; f) não seja emocionalmente instável, mas conciliador em torno da Palavra; não violento, mas pacífico; possuidor de autodomínio g) abstêmio de bebidas alcoólicas e do que venha lhe prejudicar o uso consciente da vontade; h) não sedento por lucro desonesto ou bens materiais; g) hospitaleiro; h) amigo do bem; i) sensato; j) justo; k) consagrado ao Senhor e dedicado ao rebanho; l) zeloso pela conservação da sã doutrina deixada por Jesus Cristo e reproduzida pelos apóstolos; m) encorajador dos fiéis no conhecimento, na vivência e na exposição da sã doutrina; n) sábio, paciente e ousado na defesa da fé para reconduzir à verdade os oponentes. v. 6 – 8.
VISÃO GERAL
 Depois de anunciar o Evangelho na ilha de Creta, permanecer por algum tempo ali e fundar igrejas juntamente com Tito, um cristão não judeu, o apóstolo Paulo prosseguiu suas viagens missionárias. Seu objetivo era alcançar o maior número possível de pessoas de outros países com o anúncio das boas novas de salvação. 
Sabedor de que não havia feito o suficiente na organização das igrejas naquela ilha, o apóstolo Paulo orientou Tito na realização desse trabalho.
Dando cumprimento à orientação paulina, Tito, sem demora, iniciou o novo trabalho. Por certo, o apóstolo o chamaria para participar de novos projetos ministeriais e o substituiria ali. Daria oportunidade a novos jovens obreiros para trabalharem na ilha de Creta. O treinamento em serviço era sua metodologia usual.   
No Reino de Deus nenhum servo realiza tudo o que é necessário: uns são chamados para semear; outros para cuidar do que foi semeado e finalmente há os chamados para realizar a colheita. Nenhum deles está autorizado a chamar a glória para si porque a glória é de Deus que faz a semente germinar, crescer e frutificar. Sem essas três ações divinas todo o trabalho humano será vão.  1 Coríntios 3. 6.
Infelizmente, em nossos dias há líderes que por não fazerem adequadamente o que Deus determina, desejam promover por si mesmos o crescimento numérico da igreja com intenções egoístas ou mercenárias. Com isso se esmeram no ter e se esquecem do principal: ser exemplo para o rebanho do Senhor. 1 Timóteo 4. 12 - 16. No andamento e no final do ‘projeto de prosperidade’ veem que a igreja está cheia de pessoas, mas vazias da doutrina evangélica. Os membros se tornam alvos fáceis das heresias (falsos ensinos) e dos ataques de Satanás e seus agentes.
Felizmente há um remanescente de obreiros fiéis que ainda conservam os fundamentos deixados por Jesus Cristo para o crescimento natural e sadio da igreja. É a estes que os renascidos procuram para se alimentarem espiritualmente da Palavra de Deus.
Cada servo deve trabalhar na vocação que foi chamado e permanecer do princípio ao fim na dependência de Deus. 
Na igreja, os ministérios são interdependentes para que a glória seja de quem nos capacita e não dos instrumentos usados pelo Espírito Santo. Exemplo: um violino numa caixa fechada é apenas uma madeira habilmente torneada, provida de cordas e demais elementos. Assim que o violinista o retira da caixa, o afina e passa a executar uma peça musical, os ouvintes são arrebatados com a música. De forma semelhante são os servos de Deus. Apenas potencialmente capazes, mas incapazes, de por si só, fazer algo. A partir do momento que o EU SOU nos toca e capacita, do nosso interior saem as melodias que Ele deseja tirar de nós e mudam pessoas e o ambiente. Os aplausos são para Ele e não para nós. Ele nos fez com esse propósito. Isaías 43. 7, 21. Todas as vezes que saímos dos propósitos divinos não
somos bem sucedidos e nos expomos a escândalos.  
Aliás, até na triunidade divina, cada pessoa tem um ministério específico: o Pai envia o Filho e coordena Suas ações ministeriais; o Espírito Santo gera o Filho, protege-O, dá poder para fazer a Vontade do Pai e O substitui após o término do Seu ministério; o Filho realiza completamente a missão dada pelo Pai em Seu ministério terreno, morte e ressurreição, retorna ao Pai e envia da parte do Pai o Espírito Santo para realizar na igreja o que realizou Nele em Seu ministério terreno. A ação da triunidade divina é harmônica e ministerialmente interdependente. Lucas 4. 18 – 21; 5. 17; João 1. 1 – 3, 12 – 14; 3. 16; 5. 19, 30; 6. 27, 37 - 38; 14. 16 – 20, 26; 15. 26; 16. 7 – 12; Atos 1. 8; 1 Coríntios 3. 6 – 7. 
Nessa carta é revelado outro aspecto da metodologia paulina na organização das igrejas, ou seja: Paulo desejava que as igrejas tivessem uma liderança autóctone, isto é: líderes formados na própria igreja.  Pessoas que viveram e vivem a história da igreja e que a tem influenciado com o seu bom exemplo são mais facilmente acolhidas pela comunidade.
O preparo de líderes locais demanda esforço, tempo e disciplina. Exige mais amor, envolvimento e trabalho adicional do líder principal. Um líder que pensa mais no bem estar da igreja e menos no seu bem estar prepara novos líderes. Líderes bem sucedidos preparam sucessores.
A lei do menor esforço não é seguida por aqueles que realmente foram vocacionados para servir ao Senhor em Sua igreja.
Se no final do ministério, a igreja está melhor do que no seu começo, isso significa que houve saldo positivo. Líderes que se propõem a realizar mais para o Senhor e não para si, se renovam espiritual e fisicamente. Não entram em depressão, mas são permanentemente alegres, encorajadores e ousados.    
Um líder alóctone, isto é, que não viveu e não está interessado em viver a história da igreja, mas se comporta apenas como um funcionário ou um assalariado, pouco ou nada contribui para o enriquecimento da irmandade. Nas crises, fará questão de se manter equidistante. Prefere marcar sua presença nas celebrações e não nas tribulações. Esse comportamento fará dele um estrangeiro e não um participante da família. Coloca-se no quadro dos primeiros a serem dispensados.    
Jesus Cristo preferiu formar discípulos dos vários segmentos sociais de Israel do que importar discípulos dentre aqueles que já faziam parte da religião estabelecida. Isso Lhe foi penoso, mas o tempo mostrou que Sua atitude foi correta.  
Fica a lição seguida por Paulo: é melhor preparar discípulos do que importar discípulos preparados por outros. Os melhores alunos são aqueles que tiveram um grande mestre para imitar.
Paulo, antes Saulo, fora ensinado aos pés de Gamaliel que lhe forneceu o conhecimento teórico da religião, mas foi aos pés do Mestre Jesus que teve sua vida
transformada. Atos 22. 3; 1 Coríntios 11. 1, 23; Gálatas 1. 11 – 12;    
FOCALIZANDO A VISÃO
O fervor a Jesus Cristo e as responsabilidades apostólicas diárias de Paulo não podiam ser contidos em seu tempo disponível para servir a Deus. Diante desse desafio, manteve sua vigilância para não cair na rotina ou no ativismo ministerial que o levaria à superficialidade na realização do que lhe fora entregue por seu Senhor.
Como não dispunha de muito tempo, o apóstolo se empenhou na formação de novos líderes que seriam, de certa forma, sua presença apostólica nas igrejas. Delegou responsabilidades ou repartiu com eles o que lhes cabia. Como não podia se multiplicar fisicamente, multiplicou-se nos seus jovens discípulos-pastores. Para que isso fosse possível, discipulou-os. Tito era um deles. 
Paulo, homem educado pela Graça de Deus, movido ministerialmente pelo Espírito Santo e servo fiel do Senhor Jesus Cristo, estava convencido de que a qualquer momento sua carreira ministerial poderia ser interrompida ou bloqueada por seus inimigos: pagãos ou judeus religiosos legalistas. Além disso, seu corpo estava sujeito às enfermidades, ao enfraquecimento físico ou aos obstáculos de mobilidade para atender de imediato as igrejas.  
O fato era que o tempo conspirava contra ele e esse mesmo tempo autenticou que suas decisões ao longo do tempo foram sábias.
No seu modo de entender, a sobreexcelência deveria estar acima da excelência ministerial. Em tudo o que realizou no Reino de Deus procurou fazer o melhor. Até nisso imitou seu Mestre e Senhor Jesus. Por isso é referência para a igreja. João 8. 29.
A missão dada a Tito consistia em organizar as igrejas com uma liderança espiritualmente capaz, administrativamente competente e eticamente coerente. Esse era mais um trabalho desafiador para o jovem discípulo-pastor Tito que o acolheu confiante na capacidade que vem do Senhor. Um líder que está habituado a depender do Senhor não se amedronta com as missões que lhe são entregues: confia e faz uso dos recursos disponibilizados por Deus e aqueles que estão diante de si. 
As orientações dadas a Tito são semelhantes àquelas que foram entregues a outro jovem discípulo-pastor Timóteo.
Tanto Tito como Timóteo poderiam se alegrar e serem gratos a Deus pelo fato de estarem sendo acompanhados ministerialmente por um mentor escolhido e capacitado pelo Senhor para realizar tão grande obra. O diálogo que ambos mantinham com Paulo em muito contribuiu para que não cometessem falhas em seu ministério. A experiência de um mentor é indispensável diante de um novo desafio ou dúvida. 
Temos as cartas de Paulo aos seus jovens discípulos-pastores e elas revelam o estado das igrejas no primeiro século, não muito diferentes das igrejas do século 21. Aguardamos a descoberta das cartas dos jovens discípulos-pastores ao seu mentor, caso tenham sido escritas. Com certeza seremos edificados com elas também.
O principal trabalho de Tito em Creta era o de preparar os líderes espirituais regionais e locais para as igrejas. Alguns ocupariam a função de supervisores enquanto outros estariam na direção das comunidades cristãs locais. Os pré-requisitos espirituais, emocionais e éticos não os diferenciava.  A questão não era hierárquica, mas funcional.  Os superintendentes seriam responsáveis pela mentoria e pela conservação da unidade doutrinária nas igrejas. Seriam os auxiliares dos pastores. Isso não impedia que um pastor local fosse um superintendente ou vice-versa. A questão não era de posição, mas de trabalho a ser feito de forma diferenciada: visão macrossistêmica e visão local.
Esse sistema de administração foi absorvido pelas igrejas atuais, seja na forma de presbitério ou de convenção com gerenciamento firmado na Palavra de Deus, ou seja, servos servindo conservos.   
Impressiona-nos a sabedoria dada por Deus a Paulo na administração das igrejas do Senhor.  
Nos estudos a seguir daremos destaque a cada aspecto do caráter do ministro de Deus para que a qualidade moral seja enfatizada a fim de que a reflexão aprofunde o entendimento do conceito.
O candidato a líder ministerial cristão que se sente vocacionado para essa alta e nobre função no Reino de Deus, precisa conhecer antecipadamente os pré-requisitos indispensáveis no exercício do ministério. Jamais deve se guiar por intenções ocultas e não bíblicas (egoísmo, orgulho, poder, vaidade, avareza e outras); por incentivos irracionais ou interesseiros; por pura emoção ou busca do conforto pessoal.
É melhor se deixar guiar pelas orientações de alguém capacitado pelo Espírito Santo e que se recomenda por seu conhecimento, abnegação e experiência ministerial. No caso, temos como referência o apóstolo Paulo, imitador persistente do Senhor Jesus.
Se o candidato, depois de conhecer o que significa ser um ministro de Deus ou de Sua Palavra, ainda tiver dúvidas, deve reavaliar suas aspirações. Muitas vezes é melhor ser um bom discípulo do que um péssimo mestre.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Na igreja há ministérios para todos que desejam servir ao Senhor. Descubra o seu através das oportunidades de serviço oferecidas ou das necessidades da igreja a serem supridas.   
DETALHES
- Paulo era extremamente zeloso pelo bem estar das igrejas.
- Paulo não sonegava qualquer conhecimento ou informação aos seus jovens discípulos-pastores.
- Ensinar uns aos outros e aprender com todos é o ponto de partida para ser um futuro mentor.
- O mentor não se basta a si mesmo porque precisa também ser mentoreado.
- Quem não oferece resistência
para aprender o que há de bom, é
humilde. Capacita-se para ser um bom mentor.  
APLICAÇÃO
- Estar sempre pronto para servir.  
PENSAMENTO
O líder que humildemente procura aprender com seu mentor é capacitado naturalmente para ser um
futuro mentor.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela”. (NVI).  
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a aprender e a estar disponível para ensinar. 

AO LEITOR; ACOMPANHE NO  www.vidacristahoje.blogspot.com.br ESTUDOS SOBRE O EVANGELHO DE JOÃO. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

TITO - Estudo 1: SAUDAÇÃO E PROPÓSITOS MINISTERIAIS - cap. 1. 1 – 4.

Neste texto encontramos:
- Paulo identifica-se como servo de Deus e apóstolo de Jesus: a) humildade; b) submissão plena; c) pertencimento; d) consciência de missão; e) embaixador; f) autoridade divina. v. 1a.
- Missão apostólica; levar os eleitos de Deus em Cristo a crescerem na fé e no conhecimento da verdade que conduz a uma vida de piedade. (reverência a Deus). v. 1b.
- A doutrina (fé e conhecimento da verdade) tem como propósito firmar a confiante esperança da vida eterna prometida por Deus que não mente e jamais decepciona quem Nele crê como Senhor e Salvador. v. 2. 
- Na plenitude do tempo determinado por Deus, o Verbo (Jesus Cristo) se fez carne e trouxe Consigo o Evangelho (boas notícias). Ele disponibilizou à humanidade a reconciliação da criatura com o Criador para quem crê e assume o compromisso de unir-se e andar com o Filho de Deus. Paulo foi chamado e autorizado por Deus para divulgar pessoalmente o Evangelho à sua geração e através de suas cartas às gerações vindouras.  v. 3; João 1. 1 – 3, 14; 1 Coríntios 1. 1 – 3; Gálatas 1. 15 – 16; 4. 4 - 5.
- Destinatário da carta: Tito, carinhosamente chamado de filho na fé evangélica que os une a Deus em Cristo. v.4a.
- Graça e Paz de Deus Pai e de Jesus Cristo, Deus Filho: saudação evangélica reservada aos santos. v. 4b.
VISÃO GERAL
Ao iniciar a carta ao jovem discípulo-pastor Tito que fora designado para trabalhar na ilha de Creta, sudoeste da Turquia, o remetente da carta se identifica.  Trata-se do servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, Paulo.
Ele foi chamado audivelmente por Jesus quando se aproximava da cidade de Damasco, capital da Síria onde tinha autorização da liderança religiosa judaica de Jerusalém para perseguir os cristãos.
A partir do seu encontro com Jesus Cristo seu estado espiritual era semelhante à cegueira física que o acometeu.  Em outras palavras: antes enxergava fisicamente, mas espiritualmente era cego. Nessa cegueira não via o seu estado de homem perdido e perseguidor da igreja de Cristo. Tinha zelo religioso, mas não com a inteligência espiritual das Escrituras. Gálatas 1. 14.
Na casa de Judas, onde hospedara, foi visitado por Ananias que sob ordem divina lhe devolveu a visão física e simultaneamente teve a visão espiritual desvendada pelo Espírito Santo. Só nesse momento reconheceu que o seu zelo religioso era de nenhuma valia para a sua salvação, mas sim o fato de ter sido feito uma nova criatura em Cristo. Gálatas 6. 15.
Nesse novo estado declarou-se escravo de Cristo visto que fora liberto da escravidão da religião judaica. Como escravo de Cristo passou a viver na liberdade que o Espírito Santo lhe concedia: liberdade firmada nos princípios da Palavra de Deus. 2 Coríntios 3.17;
Gálatas 5. 1, 13;
Ainda como novo convertido anunciou o Evangelho em Damasco sob os olhares espantados dos cristãos daquela cidade. Demoraram a compreender a transformação radical e instantânea do perseguidor da igreja. Haviam se esquecido do primeiro milagre de Jesus: transformação da água em vinho. João 2. 1 – 12. Nessa ocasião, ao ser perseguido pelos judeus, recebeu dos seus novos irmãos de fé o livramento que o impediu de ser torturado pelos seus ex-companheiros de religião.  
Após um retiro de três anos, suficiente para o seu preparo ministerial, se uniu aos apóstolos em Jerusalém e a partir daí passou ao efetivo exercício ministerial que o levou a anunciar o Evangelho ao mundo conhecido. Só não foi aos lugares que desejava por impedimento divino. Fora disso, nada o detinha em sua ousadia para anunciar o Evangelho. Importava-se menos consigo e mais com as vidas que deveria levar a Jesus para que fossem salvas. Atos 20. 24. 
No capítulo 9 do livro de Atos o evangelista Lucas relata a conversão do ex-perseguidor da igreja e a partir do capítulo 13 até o final registra suas viagens missionárias.
No livro de Gálatas 1. 13 – 24,
o apóstolo Paulo faz um resumo do início do seu ministério. Vale a pena conferir a carreira ministerial desse escravo de Jesus Cristo e um dos mais eruditos sábios da igreja de todos os tempos e muito respeitado entre os apóstolos. 2 Pedro 3. 16.
O que nos admira em Paulo era que com todo esse currículo, jamais disputou posição de destaque na igreja ou colocou sua vontade acima da Vontade de Deus. Ao se denominar escravo de Cristo era assim que se comportava em todo o seu ministério. Sabia o lugar que o Senhor o havia colocado e nele permaneceu no serviço até o final de sua vida. Tinha autoridade para dizer: “Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam”. Efésios 4. 1.
FOCALIZANDO A VISÃO
 Paulo tinha consciência de sua vocação e missão. Fora chamado por Jesus Cristo para servi-Lo na condição de apóstolo, mas sentia-se honrado por ser incluído no rol dos escravos de Cristo. Essa era a sua credencial.  Não foi somente apóstolo, mas o Espírito Santo o presenteou com os dons espirituais de: profeta, evangelista, pastor e mestre ou doutor em assuntos espirituais nos quais possuía arguto discernimento e precisa inteligência espiritual. Atos 16. 13 – 15; 27. 9 -25; Romanos 6. 1 – 23; 1 Coríntios 2. 1 – 16; Tessalonicenses 2. 8.    
Procurou ter com o Senhor Jesus o mesmo relacionamento que o Filho de Deus tinha com o Pai.   Nada em seu ser era seu. Nada do que Deus lhe havia dado era seu. Sentiu-se impulsionado pelo amor de Deus, que nele transbordava, a compartilhar o que havia recebido. Essa era sua forma de cultivar a humildade, a submissão e o seu pertencimento a Jesus Cristo. Estava, portanto, habilitado para ser o embaixador de Deus nos negócios do Reino no que lhe cabia fazer. Tinha consciência de sua missão: anunciar o Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem Nele crê, seja judeu, grego ou gentio. Não se envergonhava da missão que lhe fora entregue. Romanos 1. 16 – 17.
Inicialmente o apóstolo Paulo declarou a Tito que o seu objetivo ao escrever aos santos e particularmente a ele era levar os eleitos de Deus em Cristo a crescerem na fé e no conhecimento da verdade  que há no Evangelho. Ele conduz os salvos a uma vida de piedade: reverência a Deus e Sua palavra. No Evangelho, conhecimento e vivência são faces inseparáveis da verdade. A coerência há de conduzir o procedimento dos fiéis para que tenham autoridade espiritual e moral para falar do Evangelho a partir da mudança que ele promove na vida pessoal de quem o anuncia. 
A vivência na doutrina evangélica que une a fé em Deus e o conhecimento proporcionado por essa fé fortalece a confiante esperança do que Deus nos prometeu ainda na eternidade. Sua promessa é ter-nos em Cristo Consigo e para sempre na eternidade. O desejo do Pai é ter ao Seu lado não somente o Filho, mas os filhos que anteriormente já havia dado ao Filho para que este os apresentasse ao Pai como Seus filhos também. João 17.  6 – 26; Romanos 8. 1- 17; Efésios 1. 13 – 14; 2. 19; Hebreus 2. 11 - 13. Os salvos são a herança do Pai entregue ao Filho antes da existência histórica deles. Em outras palavras: na eternidade Deus nos amou e nos deu ao Filho antes da existência histórica de ambos. Efésios 1. 3 – 14; 1 Pedro 1. 18 – 20 com destaque para o verso 20; Apocalipse 13. 8b.
Das promessas feitas aos salvos, todas serão cumpridas porque Deus é fiel a Si mesmo e em Sua fidelidade não nos decepcionará jamais. Não nos deixemos seduzir pelas dúvidas que Satanás venha nos apresentar para nos afastar de Deus e Sua Palavra.
Paulo reafirma a Tito que as ações divinas que ocupam a mente eterna de Deus se cumprem na história e no tempo que Ele determina. Assim ocorreu com a vinda de Jesus Cristo, o Verbo divino que na eternidade habitava com o Verbo, Deus, e era Deus com Ele. Na terra adotou a filiação divina que lhe fora dada e proclamada pelo Pai. Gostava de se autodenominar Filho do Homem. Nele conviviam em harmonia a natureza divina e a humana. Lucas 1. 32, 35; 3. 21 – 22; 19. 10.    
Na terra Ele se privou dos direitos divinos para viver nossa humanidade com os limites inerentes a ela. Só assim, como homem, poderia ser exemplo para a humanidade. Hebreus 2. 14.
O Evangelho, anunciado pessoalmente pelo Filho de Deus   tem como proposta a reconciliação da criatura com o Criador pela obra salvadora de Jesus Cristo realizada em Sua morte e ressurreição de caráter substitutivo e inclusivo. Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 21. A exemplo de Jesus, o apóstolo Paulo anunciou o Evangelho à geração do seu tempo e às futuras gerações através dos seus escritos às igrejas.
O destinatário dessa carta pastoral é o jovem discípulo-pastor Tito. Ele é chamado de filho na fé porque Paulo não somente lhe anunciou o Evangelho, mas o viu render-se a Jesus Cristo acolhendo-O como Senhor e Salvador. O apóstolo não parou aí: discipulou o jovem para que, uma vez amadurecido na fé, fosse elevado à condição de pastor na igreja de Cristo. Além de filho na fé era agora parceiro do apóstolo na missão comum de levar vidas a Jesus Cristo e educá-las na Graça de Deus.  O que Tito havia recebido de Paulo era o que deveria fazer com aqueles a quem evangelizava. Prepará-los doutrinariamente a fim de que também fossem líderes na igreja do Senhor.  A história da igreja tem sido escrita dessa forma: líderes anunciam o Evangelho e ensinam o povo de Deus a vivê-lo a fim de que reproduzam o que receberam dos servos de Deus.
A saudação dada a Tito é a que Paulo envia para as igrejas: graça e paz. São dois atributos divinos a serem reproduzidos pelos salvos em seus relacionamentos. Tudo o que servo de Deus realiza é pela Graça de Deus e nessa graça, isto é, no amor de Deus imerecido por nós, é que somos habilitados para uma vida cristã saudável. Uma vez na Graça de Deus somos destinatários de Sua paz. Com ela nos relacionamos com nossos semelhantes. Não há saudação evangélica mais significativa do que esta: Graça e Paz. Somente os salvos pela graça recebem como recompensa a paz de Deus. João 14. 27.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- As duas vocações do salvo: o ide de Jesus para anunciar o Evangelho; o vinde de Jesus para encontrá-Lo no arrebatamento.
DETALHES
- A orientação deve anteceder à responsabilidade. O apóstolo Paulo jamais descuidou dessa ordem.     
APLICAÇÃO
- Ouça bem as instruções para depois cumprir a missão.  
PENSAMENTO
O líder coerente jamais exige dos liderados o que o seu exemplo não disponibilizou para eles. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade que conduz à piedade; fé e conhecimento que se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos”. vs. 1 – 2. (NVI).    
ORAÇÃO
Educa-me Senhor em Tua Graça para que possa desfrutar da Tua paz. 

2 TESSALONICENSES - ESTUDO 7: GRAÇA E PAZ - cap. 3. 16 – 18.

Neste texto encontramos:
- Só o Deus da Paz nos dá a paz em todo o tempo e de todas as formas. v. 16a.
- O Senhor se alegra com todos que O honram. v. 16b.
- Senha que identificava as cartas de Paulo: graça e paz. v. 17.
- Graça e paz significavam na vida de Paulo que ele havia sido alcançado, restaurado, sustentado, educado e recompensado pela Graça de Deus. v. 18
VISÃO GERAL
“Graça e Paz a todos vocês”.
A forma de expressão adotada pelo Apóstolo Paulo ao iniciar e encerrar suas cartas não era apenas uma força de expressão ou um sinal que identificava a autenticidade de suas cartas. Ao escolher essas palavras procurou trazer ao conhecimento das igrejas os dois atributos divinos transferidos a Seus filhos para que os vivessem na vida comum: graça e paz.
Uma vida cheia da graça e da paz de Deus é plena de felicidade porque nos une ao caráter de Deus revelado pessoalmente a nós em Jesus Cristo, o Filho amado. 
As criaturas que ainda não foram incluídas na família de Deus pelo acolhimento da graça divina e da fé em Jesus Cristo têm uma vida sem graça e sem paz. Efésios 2. 8 – 10; 4. 17 - 19. 
FOCALIZANDO A VISÃO
Segundo as Escrituras a palavra graça pode ser entendida como o amor incondicional e imerecido que Deus tem por nós, criaturas e filhos. O ponto culminante da manifestação da graça divina ocorreu com a vinda, morte e ressurreição de Jesus Cristo.  Ele nos reconciliou com Deus e nos deu de Sua paz. João 14. 27; Romanos 5. 1.   
Paz é o estado de pleno bem estar, segurança, confiança, ausência de medo e alegria que Deus proporciona aos Seus filhos na integridade do ser.
Pessoas pacíficas, não passivas, são construtoras da paz.  No Sermão do monte o Senhor Jesus diz que elas serão conhecidas como filhos de Deus. “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5. 9. Elas recebem de Deus a sabedoria para exercerem no mundo o ministério da conciliação e da reconciliação.
Uma vez estabelecida a graça e a paz em nosso interior, somos capacitados por Deus para cultivá-las na vida pessoal, em família, na igreja, no trabalho ou em outros grupos da rede social. Todas as vezes que nossas ações tem o caráter de Deus como ponto de partida podemos ter a certeza de que seremos bem sucedidos em nossas intervenções.
O exercício da graça e da paz promovem saúde espiritual, mental, emocional e volitiva (vontade). Nossas decisões são acertadas e o nosso corpo adquire equilíbrio físico e químico porque estamos unidos ao caráter e ao querer de Deus. Uma pessoa que assim age não dá espaço em sua vida para o ressentimento, o rancor, a ira, a vingança, a hostilidade, a falta ou liberação de perdão e todos os sentimentos negativos que como veneno conspiram contra nossa saúde e qualidade de vida.
Cultivar a graça e a paz nos tornam amorosos, alegres, pacíficos, pacientes, amáveis, bondosos, fiéis, mansos e equilibrados. Gálatas 5. 22 – 23. (NVI). Não somente isso, mas contagiamos e atraímos as pessoas a Jesus Cristo porque de nós elas sentem o aroma de Cristo. 2 Coríntios 2. 14 – 16. Por extensão, o ambiente também é alcançado por essas atitudes que identificam o cristão. 
 O maior exemplo de vivência do amor na forma de paz é visto no relacionamento entre Pai e Filho na honra voluntária que se prestam e na obediência do Filho ao Pai. Mateus 3. 17; João 8. 29.
Paulo tinha por hábito iniciar e terminar suas cartas com essa saudação. Elas poderiam ser entendidas como preparo para receber a Palavra de Deus e no final a alegria e gratidão por tê-la recebido. 1 Tessalonicenses 1. 1; 5. 28; 2 Tessalonicenses 1. 2; 3. 18.  Esse hábito incentiva os fiéis a mantê-lo na conversação cristã a ser iniciada com a saudação: “graça e paz” e terminada com as mesmas palavras. Uma prática assim definida servirá como direcionamento para o encaminhamento do conteúdo da conversação. Com essa vigilância o Nome de Deus será glorificado e enriquecidos e edificados os falantes.  Colossenses 3. 15 – 17.
Em Seu amor o Senhor dá a toda a humanidade, justos e ímpios, a oportunidade para serem beneficiados com Sua graça e paz. Isso faz para que todos reconheçam o Seu amor e sejam atraídos a Ele para viverem conforme Sua vontade no presente e no porvir.
 Infelizmente há pessoas que por não se deixarem amar por Deus preferem seguir seus próprios caminhos. Rejeitam o plano de salvação da Graça de Deus e ficam sem a paz que ela oferece. Uma decisão determinada nesse sentido as afastará de Deus no presente e as permanecerá afastadas para sempre na companhia do Diabo e seus demônios que serão lançados no lago de fogo. Mateus 25. 41; Apocalipse 20. 10.
Em Sua Graça Deus não poupou Seu Filho para a nossa salvação. A morte de Jesus Cristo tem caráter substitutivo e inclusivo para quem Nele crê como Senhor e Salvador. Deus, em Seu amor,  deseja a salvação da humanidade, mas nem todos serão salvos porque não acolhem o amor de Deus revelado em Jesus Cristo. Logo, Deus, no exercício de sua amorosa justiça não haverá outra alternativa senão de incluir os rebeldes na mesma condenação reservada ao Diabo e seus demônios. Deus orienta, toma as providências para a nossa salvação, mas não toma a decisão por nós. O que escolhemos é o que colhemos.  Deus é coerente com sua justiça porque Ele não pode ferir o Seu caráter.    
Que o Senhor nos capacite e renove a cada manhã o Seu amor e Sua paz em nós para que possamos vivê-los em nossos relacionamentos e dessa forma glorificar o Seu Nome e edificar-nos e a  nossos semelhantes.
Os tessalonicenses foram abençoados com a leitura, releitura e divulgação das cartas do Apóstolo Paulo. Essas mesmas bênçãos nos alcançarão se os imitarmos. 
 Os votos de Paulo são os nossos: “A graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vocês”. Amém!
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A graça e a paz fazem parte do cotidiano dos filhos de Deus.
DETALHES
- Paulo, um homem erudito nas Escrituras, usava com critério e sabedoria as palavras ao escrever suas cartas às igrejas.
APLICAÇÃO
- Fazer da graça e da paz estilo de vida.
PENSAMENTO
Ao nos fazer à Sua imagem e conforme à Sua semelhança, o Criador nos concedeu alguns dos Seus atributos para que tenhamos melhor qualidade de vida nos relacionamentos. A graça e a paz são dois deles.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas. O Senhor seja com todos vocês”.
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a viver na Tua Graça para que seja beneficiado com Tua paz. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

2 TESSALONICENSES - ESTUDO 6: DIGA NÃO À OCIOSIDADE - cap. 3. 6 – 15.

Neste texto encontramos:
- Afaste-se dos ociosos e daqueles que não vivenciam o que sabem do Evangelho. v. 6. 
- Siga o exemplo dos diligentes. v. 7.
- Afaste-se dos oportunistas e daqueles que ao invés de trabalhar, dão trabalho. v. 8. 
- Imite aqueles que na igreja se colocam como exemplo dos fiéis. v. 9; 1 Timóteo 4. 12.
- Quem não quer trabalhar que também não coma. v. 10.
- Os ociosos não cuidam de si e do que é útil. Usam o tempo para se intrometer na vida dos outros. São atrevidos e maledicentes.  v. 11.
- Alerta aos ociosos: comam do produto do suor do seu rosto e não do suor do rosto de outros. v. 12; Gênesis 3. 19.
- Tenha como propósito a prática contínua do bem. v. 13.
- Afaste-se dos desobedientes e rebeldes para que isolados, eles se envergonhem do seu estado. v. 14.
- A prática da verdade em amor na advertência e no encorajamento é restauradora. v. 15.   
VISÃO GERAL
Na igreja em Tessalônica havia pessoas que não andavam na verdade que conheciam e por isso precisavam ser advertidas e encorajadas a fim de que retornassem à vida cristã saudável. Paulo não economiza palavras para se dirigir a tais pessoas. Incentiva a igreja a restaurá-las pela prática da verdade em amor. Esta é a missão da família de Deus em relação aos imaturos.
A igreja, família de Deus, tem a responsabilidade de restaurar os restauráveis, isto é, os dispostos a fazer o caminho da imaturidade à maturidade. Soma-se a ela o tratamento com firmeza a ser dado àqueles que insistem em permanecer na desobediência.
Quem não ouve a Palavra de Deus e o Deus da Palavra declara por sua conduta que não tem compromisso com Ele e sua presença na igreja é apenas decorativa e perfeitamente dispensável.
Quem exerce influência negativa deve ser afastado da comunhão.
Não foi sem razão que o Apóstolo Paulo com sua vasta experiência pastoral declarou: “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes”.  1 Coríntios 15. 33.
O afastamento dos rebeldes não é falta de amor, mas medida  salutar. É atitude que preserva a unidade da igreja em torno dos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo.
Manter-se inerte diante da rebeldia é aliar-se ao inimigo contra si mesmo.      
FOCALIZANDO A VISÃO
O Apóstolo Paulo, enquanto teve forças físicas e condições para trabalhar, uniu o exercício do ministério da Palavra ao trabalho profissional: fabricante de tendas.
Essa foi sua opção. Não estabeleceu sua decisão pessoal como norma na prática ministerial. Antes, ensinou as igrejas que pastoreou e supervisionou que o princípio do sustento ministerial é o que o Senhor Jesus estabeleceu, isto é: o obreiro é digno do seu salário; o que semeia é o que colhe. 1 Coríntios 9. 1 - 19.
A igreja precisa zelar pela prática do amor e da justiça no sustento ministerial. Não é aceitável ao bom senso que ela exija o máximo do seu líder e lhe ofereça o mínimo. Também não é prudente que ela ofereça ao obreiro negligente um alto salário quando ele realiza o mínimo. Lucas 10. 2 – 7.
Uma igreja que não tem avanços ou progressos ministeriais, tanto da parte da liderança como dos liderados, precisa rever seus conceitos, projetos e práticas e retornar aos propósitos estabelecidos pelo Senhor Jesus para a Sua igreja. Precisa refletir sobre a história dos fiéis do primeiro século a fim de imitar-lhes o desprendimento no anúncio, no ensino e na prática do Evangelho.
É preciso vigilância, discernimento e inteligência espiritual para identificar nos ministérios da igreja as ovelhas e os lobos e colocá-los no seu lugar: ovelhas no curral e lobos na selva. Ou ainda: afastar os mercenários e acolher os pastores.  
Na igreja de Cristo há lugar para os diligentes. Os oportunistas e os negligentes não tem espaço nela. 
O Apóstolo Paulo, no exercício do ministério procurou ser exemplo para os fiéis como exemplo foi para ele o Senhor Jesus. Ele não realizou o seu ministério centrado no interior do templo como faziam os sacerdotes que no conforto das instalações do local acabaram por se tornar teóricos, legalistas e críticos. A aversão à verdade que há nas Escrituras e particularmente ao Evangelho desperta nos inimigos a maldade que se expressa nos acordos que colocam em evidência os interesses humanos e não os interesses de Deus.
A negligência gera a rotina que automatiza e empobrece o culto a ser prestado a Deus em espírito e em verdade. O conforto pessoal jamais seduziu o Apóstolo Paulo. Em sua mente e vontade estavam claras as palavras do Senhor Jesus quando afirmou que “...o campo é o mundo”. Paulo seguiu à risca esse pensamento e a Graça de Deus o moveu no ministério que lhe foi entregue. Marcos 13. 38; 1 Coríntios 15. 10.
Os inimigos de Paulo ao perceberem que ele não se recusava a trabalhar para o Senhor decidiram silenciá-lo na prisão. Esse esforço foi em vão porque no cárcere ele transformou sua oralidade em escrita e suas cartas continuaram a representá-lo em sua ausência: glorificando a Deus e edificando as igrejas do seu tempo e do nosso tempo.   
Ao adotar a dupla jornada de trabalho o Apóstolo Paulo não queria que o acusassem de ociosidade. Ele jamais fez do anúncio do Evangelho um meio de ganhar dinheiro sem fazer forças. Em outras palavras: não transformou suas palavras em dinheiro. Pelo contrário, foi duramente perseguido porque trazia luz onde havia trevas e isso não interessava nem aos pagãos e nem aos líderes religiosos. Denunciou aqueles que sutilmente se infiltravam na igreja para fazer dela sua fonte de renda. 1 Timóteo 6. 3 - 10; 1 Pedro 5. 1 – 4.  
 Diante das críticas injustas, o apóstolo faz uma breve biografia do seu ministério. Usou de ironia com aqueles que se recusavam a ver nele diligência, desprendimento e sinceridade.  2 Coríntios 11. 16 – 33.  
Paulo tinha autoridade espiritual e moral para orientar as igrejas sobre quaisquer assuntos que elas lhe propunham.
No presente texto o Apóstolo faz uma dura crítica aos membros da igreja que viviam na ociosidade tanto na vida comum como na manutenção e cooperação com os ministérios da igreja local. Os ociosos, ao invés de cumprirem a lei divina dada ao homem, isto é, a de ganhar o seu sustento com o suor do próprio rosto, queriam viver do suor do rosto de outras pessoas. Leia Genesis 3. 19.
Na igreja havia pessoas decididamente indolentes ou preguiçosas. Com sua falsa piedade se tornaram oportunistas e maledicentes. Viviam de casa em casa, visitando demoradamente os irmãos e com isso se intrometiam na vida particular deles para proveito próprio. Usufruíam da alimentação e por certo de empréstimos impagáveis, isto é, que jamais seriam pagos. Que edificação pode vir de uma pessoa adoecida espiritual e moralmente?
O relacionamento a ser cultivado na igreja deve ser a extensão do que ocorre em nosso corpo: interdependência e não dependência ou para ser mais claro, parasitismo. Pessoas, animais ou plantas parasitas se fortalecem com o enfraquecimento de quem usa como fonte de alimentação. É  preciso que a igreja identifique esses elementos, sejam pequenos ou grandes.
Paulo alerta os irmãos tessalonicenses de que devem se afastar, para seu bem, dos ociosos que há na igreja a fim de que se  envergonhem do seu estado e se tornem diligentes e obedientes aos princípios do Evangelho.
Ao responder aos seus críticos sobre o trabalho que realizava no sábado, o Senhor Jesus fez menção ao Seu Pai. Ambos eram eficazes trabalhadores, independente do dia da semana. João 5. 17. Se o Criador é diligente por que as criaturas seria indiligentes ou ociosas?  Até Satanás é diligente no que faz. Ao incentivar a ociosidade na igreja de Cristo contraria o seu próprio caráter.  
É inadmissível e lamentável que membros da igreja tidos como eficientes no seu trabalho secular sejam negligentes na obra do Senhor. Denunciados e incomodados em sua ociosidade criticam quem trabalha. Muitos para não serem incluídos no rol dos ociosos ficam na penumbra ao fazerem o mínimo do muito que precisa ser feito.
Se na família todos se recusarem a trabalhar, a vida em família e a sobrevivência ficam comprometidas. Por que não aplicar o mesmo raciocínio à igreja, família de Deus?
A igreja não precisa de voluntários ou espectadores, mas de servos que realizam com alegria o que sua capacidade lhes permite fazer.  Eclesiastes 9. 10; 11. 6 Mateus 25. 15; Romanos 12. 11; Colossenses 3. 23. Não nos julguemos incapazes para fazer o que Deus nos capacita a realizar. Ele transformará limites em horizontes. Provérbios 4. 18.
Na orientação dada ao jovem discípulo-pastor Timóteo, o Apóstolo Paulo o incentiva a ser exemplo dos fiéis para que outros o imitassem e também se tornassem exemplo: “...na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”. 1 Timóteo 4. 12. (NVI).
Em relação aos ociosos, Paulo foi objetivo e claro: “quem não trabalha não coma”.  Se é impossível deixar de comer, é possível trabalhar. Da cabeça aos pés o corpo foi feito para o trabalho. 
O Senhor Jesus era amoroso com seus ouvintes, mas substituiu as palavras de brandura por palavras duras com aqueles que se fizeram insensíveis ao bom senso.
A igreja contemporânea é desafiada a confrontar o descompromisso, a hipocrisia, a falsa piedade, a irreverência e a ociosidade existente em seu meio. A verdade precisa reocupar o seu lugar na igreja visando à restauração dos restauráveis. Quem se recusa ao convite de amor feito pela verdade precisa ser disciplinado a fim de que a sua real situação espiritual seja manifesta.  
Qual pai e mãe que depois de repetidas admoestações aos filhos desobedientes, os priva da vara da correção? Provérbios 29. 15; Mateus 23; Hebreus 12. 6 – 13.
Quem não deseja ser corrigido não pode estar na condição de  filho, mas de estranho à família.
 Os princípios do Evangelho 
colocam a diligência ou o amor ao trabalho como forma de adoração, louvor e serviço a Deus e aos irmãos.  
Paulo recomenda aos irmãos diligentes que não contemplem insensatamente os desejos dos ociosos para que estes se envergonhem de si e do que fazem.
A igreja não deve se acomodar aos ociosos, mas incomodá-los a fim de que pela advertência e oferecimento de oportunidades de trabalho sejam frutíferos porque seus frutos identificam a quem verdadeiramente servem.
Jesus Cristo tem duas palavras aos ociosos ou insubordinados: “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12. 30. (NVI). “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se”. Apocalipse 22. 12, 11. (NVI).  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Sejamos diligentes em nosso ministério como o Senhor Jesus foi diligente em seu ministério.
DETALHES
- A confrontação é inerente à exposição da verdade.
- Deus, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo se colocou como exemplo de trabalho amoroso para Seus filhos. Isaías 64. 4.  
APLICAÇÃO
- Realize com alegria e excelência
o ministério que o Senhor lhe entregou pessoalmente para fazer.
PENSAMENTO
Quem anda na luz que possui é responsável pela verdade que conhece.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo nós lhes ordenamos que se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a tradição que vocês receberam de nós”. 
ORAÇÃO
Senhor eu te agradeço pelo privilégio que me dás de servi-Lo. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

2 TESSALONICENSES - ESTUDO 5: A IMPORTÂNCIA DA INTERCESSÃO – cap. 3. 1 – 5.

Neste texto encontramos:
- Pedidos de oração: a) para que o Evangelho seja conhecido nas nações e receba a honra merecida tal qual foi entre os salvos de Tessalônica; b) para que Deus livre Seus servos das pessoas perversas. v. 1 - 2a.
- Na igreja de Cristo, a fé evangélica não é de todos. v. 2b; Gálatas 1. 6 – 12; 2 Pedro 2. 1 – 22; 1 João 2. 18 – 29; Judas 1.
- Deus é fiel a Si e no que tem determinado para nós. Ele nos fortalece e guarda do Maligno v. 3.
- A igreja fiel aos que a lideram no Senhor é próspera. A igreja infiel é alvo fácil do inimigo de Deus. Gera apostasia. v. 4; 1 Coríntios 16. 13; Filipenses 4. 9; Efésios 4. 27.
- Deus nos atrai em Cristo ao Seu amor para que aprendamos com Ele a amá-Lo, a nos amar e amar a quem nos cerca. Seu amor nos faz tão perseverantes quanto Jesus Cristo. v. 5. 
VISÃO GERAL
Jesus Cristo era modelo de caráter para o Apóstolo Paulo também na oração. Sabia que o Filho de Deus tinha por costume conversar demoradamente com o Pai antes de iniciar as atividades ministeriais do dia. Sendo assim tomou a decisão de manter essa prática na intercessão pelas igrejas. Elas eram o resultado da ação da Graça de Deus em sua vida no anúncio do Evangelho. 1 Coríntios 15. 10. Tratava-as amorosamente com a firmeza de um pai e a fineza de uma mãe voltados ao bem estar dos filhos. 
Não somente orava pelas igrejas a fim de que o Senhor as guardasse das perseguições dos pagãos, dos religiosos judeus, dos falsos irmãos e do Maligno, mas pedia que elas orassem por ele porque se igualava a eles nas mesmas carências. Seu pedido era justo e agradava a Deus porque os filhos também devem rogar a Deus por seus pais. Neste caso, a oração era uma forma elevada de honrar os  pais. Êxodo 20. 12.
FOCALIZANDO A VISÃO
Paulo, o intercessor, pede que a igreja de Cristo em Tessalônica interceda por ele junto a Deus para que o anúncio do Evangelho às nações encontrasse corações acolhedores tal como aconteceu com eles. Roga que nesse anúncio ele seja livre das pessoas perversas que não somente rejeitam o Evangelho, mas perseguem violentamente aqueles que o anunciam. A perversidade dos perseguidores é incentivada por Satanás cujo objetivo é cegar a mente das criaturas de Deus para que rejeitem a salvação em Jesus Cristo, tema principal do Evangelho. Com a rejeição as criaturas o acompanharão para a perdição eterna. 2 Coríntios 4. 3 – 4.    
Em relação ao acolhimento do Evangelho e das doutrinas que estão vinculadas a ele, o Apóstolo alerta a igreja de que nem todos estão unidos ao mesmo Senhor, na mesma fé e batismo. Há os que resistem em obedecer ao Evangelho. São estes que por rejeitarem a verdade, acolhem a mentira e nela se aprofundam até o abandono da fé.
 Apesar dos apóstatas ou do joio no meio do trigo, a igreja deveria se manter firme nas doutrinas porque a fidelidade de Deus à Sua Palavra os fortaleceria e os guardaria do Maligno.
A igreja deveria se unir na obediência aos que a lideram no Senhor. Essa unidade além de encorajar os líderes a permanecerem fiéis na exposição da doutrina e alegres em seu ministério contribuiria para que a igreja mantivesse a unidade doutrinária e a comunhão na fé e no amor. É na paz construída sobre a Palavra do Senhor que a igreja prospera. Uma igreja infiel é desunida e próxima está de sua autodestruição como comunidade local.  Uma igreja é forte quando seus membros em particular se fortalecem no Senhor e na força do Seu poder. Não se constrói uma igreja forte quando se exige santidade e diligência dos outros, excluindo-se  a si mesmo desse projeto divino e comum aos filhos de Deus. Efésios 6. 10.  Cabe a cada um dos membros da igreja cuidar dos interesses de Deus na vida pessoal, em família, em sociedade e na comunhão com os irmãos porque isso é o que agrada ao Senhor e nos torna prósperos.
O amor de Deus, derramado abundantemente em nós pelo Espírito Santo que nos foi dado, é semelhante a um manancial cujas águas brotam incessantemente e que sacia plenamente o nosso ser. É esse amor que gera em nós a perseverança para aguardar com confiante esperança o que o Senhor Jesus nos prometeu. 
Essas orientações do Apóstolo Paulo nos incentivam a cultivar o ministério da intercessão orando uns pelos outros e pedindo a intercessão dos irmãos por nós para que nada nos falte daquilo que o Senhor já tem nos dado e que deve ser apropriado por nós pela fé no Evangelho que abraçamos e nele vivemos produzindo frutos para Deus. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A oração se completa no amém quando ao encerrarmos chegamos à conclusão de que o que Deus quer é o que nós queremos.
DETALHES
- Orar é abrir em particular o coração para o Pai expondo-Lhe o que somos, pensamos, sentimos e queremos para que Ele nos exponha por Sua Palavra quem é, o que pensa, o que sente e o que a Sua Vontade quer para nós.
APLICAÇÃO
- Ore sempre. A oração é o nosso respirar na vida cristã. Indispensável para viver.   
PENSAMENTO
A oração é arma poderosa para romper as resistência do inimigo e vencê-lo.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“O Senhor conduza o coração de vocês ao amor de Deus e à perseverança de Cristo”.
ORAÇÃO
Senhor faça de mim um intercessor. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

2 TESSALONICENSES - ESTUDO 4: EXORTAÇÃO À PERSEVERANÇA – cap. 2. 13 – 17.

Neste texto encontramos:
- Gratidão a Deus pela obra santificadora do Espírito Santo que por Sua Palavra manifestou a Graça de Deus e concedeu a fé aos agora salvos para crer na verdade que há no Evangelho. A unidade indissolúvel da Graça com a fé reconcilia a criatura com o Criador por meio de Jesus Cristo, o Mediador. São a revelação histórica da eleição ou escolha antecipada feita por Deus em Sua onisciência, na eternidade, antes de nossa existência terrena, v. 13; Ezequiel 18. 23, 32; João 3. 16; Romanos 8. 29 – 30; Romanos 10. 17; Efésios 1. 3 – 14; 2. 8 – 10; 1 Timóteo 2. 4 - 5.
- Deus, o Pai, nos chamou em Jesus Cristo para que por meio Dele tomemos posse da vida eterna a nós disponibilizada pela fé no Seu Evangelho. v. 14; Mateus 11. 28 – 30; João 3. 3, 5, 16. 
- Permanência na verdade evangélica, ouvida ou lida. v. 15.
- Deus, o Pai, por meio do Filho e pela operação do Espírito Santo que em nós habita, concede eterna consolação e esperança que animam e dão ao salvo o conhecimento e a vontade para a prática do bem, seja em atos ou palavras. v. 16 – 17; Filipenses 2. 13. 
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo experimentou o amor de Deus em sua vida e o partilhou com os tessalonicenses em atos e palavras de amor, alerta, encorajamento, consolação e esperança. Do que o seu coração estava cheio era o que falava à igreja. Lucas 6. 45.
Disponibilizou o seu caráter vinculado ao caráter de Cristo como padrão a ser imitado por eles. 1 Coríntios 11. 1; Filipenses 4. 9; 1 Timóteo 4. 12.
FOCALIZANDO A VISÃO
A eleição dos salvos é obra de iniciativa e responsabilidade divinas. Em Seu amor incondicional e vontade soberana Deus o Pai nos alcançou com Sua Graça em Cristo e nos aliançou com Ele antes da nossa existência histórica. Somente o Pai dos espíritos poderia fazer isso. Zacarias 12. 1; Eclesiastes 12. 7; Hebreus 12. 9.
Em Sua mente eterna e onisciência já sabia que após dar-nos existência histórica responderíamos positivamente ao Seu amor pela fé em Cristo a nós concedida.
Aos olhos de Deus não bastava o oferecimento da salvação, da misericórdia e do perdão. Era necessário que o destinatário e beneficiário dessas bênçãos divinas as acolhessem como presente do amor de Deus a quem nada merecia. Para que isso fosse possível o Espírito Santo através de Sua Palavra nos convenceu dessa realidade espiritual e eterna e nos capacitou a crer no Evangelho de Cristo. Essa unidade entre a vontade soberana de Deus, que nada nos deve, e o privilégio dado a quem tudo deve a Ele, foi possível graças à operação do Espírito Santo. Ele realiza em nosso interior a ação de convencimento para que voluntariamente nossa vontade se submeta à Vontade de Deus: boa, agradável e perfeita. Usa como instrumento de convencimento a Sua Palavra ou Evangelho de Jesus Cristo. João 16. 8; Romanos 12. 2.   
O Evangelho é oferecido gratuitamente a todos porque Deus não faz acepção de pessoas. Deseja a salvação do pecador, mas somente salva quem acolhe a Sua Graça   pela fé em Jesus Cristo e crê na suficiência que há Nele graças à Sua morte e ressurreição.
Na salvação a responsabilidade divina e a responsabilidade humana se colocam face a face e o destino eterno depende da decisão da criatura ao chamado do Criador.
O Deus de amor jamais imporá a salvação ao pecador que O rejeita e jamais deixará de salvar quem acolhe o Seu plano de salvação em Cristo. É o que as Escrituras nos revelam que nos deve conduzir no relacionamento com Deus e não doutrinas de homens. Não existem atalhos para a salvação. João 1. 12; 3. 3, 5, 16; Efésios 2. 8 – 10.
Adoremos, louvemos, sirvamos e agradeçamos a Deus por Seu inexplicável amor que nos elegeu Nele em Cristo sem considerar em nós méritos ou deméritos. Uma vez salvos é inimaginável o que Deus pode fazer por nós, em nós e através de nós.  v. 13; João 1. 12 – 13; 3. 3, 5, 16; Efésios 2. 8 - 10.
Jesus Cristo nos autoriza a aplicar a nós em relação a Ele em Sua humanidade o que Ele, na condição de Filho, disse em relação ao Pai. João 5. 19; 14. 12. É a presença do Espírito Santo em nós que nos capacita e nos honra para fazer as obras do Filho como ele as fez em Seu ministério terreno. Isso pode parecer impossível, temeroso ou grandioso demais para nós, mas o que o Filho promete aos filhos de Deus é o que eles podem e devem fazer com alegria para a glória do Pai e edificação de Sua igreja na terra. 1 Coríntios 10. 31.
 Aos salvos é dado o privilégio de viverem em sua humanidade  a mesma vida que Jesus Cristo viveu na terra em Sua humanidade. Se isso não fosse possível, o Filho de Deus não se tornaria Filho do Homem. E foi justamente com essas duas denominações que Jesus Cristo tinha prazer em ser conhecido. Lucas 9. 56; 19. 10; Ele reafirmava em todo o tempo Sua Divindade e humanidade para que cressem Nele como o Messias enviado por Deus. Lucas 1. 35; João 1. 49; 3. 18; 11. 4; 13. 3; 16. 28. 
Ao se tornar tão humano quanto nós, o Filho de Deus e Filho do Homem provou que é possível às criaturas de Deus agradá-Lo do jeito que Ele deseja ser agradado. Esse é o Seu direito divino como Criador, Senhor e Salvador e nosso dever como criaturas e salvos em Cristo.
Jesus Cristo foi plenamente obediente ao Pai e se colocou como exemplo para ser seguido. Logo, Sua vida pode ser vivida em nossa vida. 
O Filho do Homem, Jesus Cristo, sabe dos nossos limites e imperfeições e por isso está conosco na pessoa do Espírito Santo para que em tudo sejamos vitoriosos Nele. Romanos 8. 28; Filipenses 4. 13.  Ele supre nossas deficiências ou carências para que unidos a Ele em Sua morte e ressurreição sejamos aceitos por Deus. Assim faz para que em nossa natureza terrena não usemos como argumento a nossa fragilidade para nos mantermos inertes ou negligentes ou em falta com a santidade que Lhe devemos. Na condição de salvos não estamos autorizados a usar nossas fragilidades como justificativa ou autodefesa para permanecermos na desobediência. Por isso a frase:  “ninguém é perfeito” é uma estratégia satânica para  nos neutralizar na busca da perfeição que há em Cristo e que Ele nos incentiva a imitá-Lo. O salvo não é ‘ninguém’ aos olhos do Pai, mas é alguém que Ele ama e deseja ter Consigo na eternidade. O desafio de Jesus é que coloquemos a cada dia a perfeição como alvo. Ele deseja que em Cristo façamos com leveza o caminho da imaturidade à maturidade. Essa é a proposta e o desejo do Espírito Santo, nosso companheiro, pastor e capacitador. Jesus Cristo não nos propõe alvos inalcançáveis. Mateus 5. 48; Efésios 4. 13.  
Nossa responsabilidade como cristãos é assumirmos com Deus o compromisso de permanecermos na verdade evangélica exaustivamente ouvida por nós, seja pelo anúncio ou ensino do Evangelho ou na leitura das Escrituras Sagradas.
Deus nos ama e para que correspondamos ao Seu amor precisamos nos deixar amar por Ele. Assim a comunhão será um prazer e não um peso. 
Através do ministério do Espírito Santo em nós, somos consolados, capacitados, protegidos e animados em nossa esperança do encontro com o Senhor Jesus Cristo que nos elevará e nos conduzirá aos braços do Pai. Esse é o nosso lugar seguro e eterno. 
Com esses fundamentos que regem a vida do salvo temos a garantia de que a bondade e a misericórdia do Senhor nos acompanharão a cada dia e nos motivarão na vivência e na prática da bondade seja em atos e palavras. Salmo 23. 6.
Somente o salvo vive no mundo a sua humanidade em excelência porque Excelente é quem guia os seus passos.    
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Permaneçamos sob a luz que nos ilumina.
DETALHES
- Unidos a Cristo, unamo-nos outros a Ele.  
APLICAÇÃO
- Permanecer na verdade que há no Evangelho.
- Jesus Cristo é Excelente.
PENSAMENTO
Somente quem está em comunhão com o Deus de amor pode expressar Seu amor.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Portanto, irmãos, permaneçam firmes e apeguem-se às tradições que lhes foram ensinadas, quer de viva voz, quer por carta nossa”.
ORAÇÃO

Firma-me Senhor, em Ti.