sábado, 18 de julho de 2015

Filipenses - Estudo 5: A AÇÃO PERMANENTE DA PALAVRA - cap. 2. 12 – 18.

Neste texto encontramos:
- Na presença ou na ausência do mestre o discípulo diligente empenha-se na vivência dos princípios cristãos com reverência e responsabilidade conforme aprendeu. Isso faz na prática das boas obras para a glória de Deus e edificação da igreja. v. 12; 1 Coríntios 10. 23 – 24; 31 – 33; 2 Coríntios 13. 5; Filipenses 4. 9.
- Por Sua Vontade Deus realiza nos salvos o Seu querer e efetuar porque os comprou para Si em Cristo. Os salvos se alegram e se sentem privilegiados por fazerem da Vontade de Deus a sua vontade: boa, agradável e perfeita. Jamais se sentem lesados em sua liberdade porque nada fariam de melhor em suas vidas, sem Deus. v. 13; Romanos 12. 2b; 1 Coríntios 5. 15; 6. 20; 7. 23; 1 Pedro 1. 18.
- O cristão serve a Deus e ao próximo, no que não ofenda a Deus. Age com alegria, sem queixas ou discussões. v. 14; Romanos 12. 9 - 21.
- Deus, por Sua Graça em Cristo, torna os cristãos puros, irrepreensíveis e inculpáveis aos Seus olhos. Faz isso para que sejam luz na restauração e no indispensável relacionamento com a geração presente marcada pela corrupção e depravação. Assim agiu Jesus no ministério terreno. Sigamos o Seu exemplo. v. 15; Mateus 5. 14 – 16; João 8. 12.
- O cristão firma-se e se deixa transformar pela Palavra da Vida, Jesus Cristo, para que possa anunciá-La com autoridade espiritual e moral. No dia do inevitável e glorioso encontro com o Senhor Jesus alegrará o coração de quem o trouxe a essa majestosa realidade espiritual. v. 16.
- O líder cristão se alegra mesmo diante da morte por ter anunciado exaustiva e fielmente o Evangelho. Sabe que o sacrifício de sua vida não é em vão como não foi em vão o sacrifício de Jesus Cristo. v. 17; Romanos 14. 7 – 8; Gálatas 6. 8b. 
- A prisão em Roma não retirou de Paulo a alegria por servir a Cristo, quer permanecesse vivo ou fosse morto por anunciar o Evangelho. Por isso ele convida a igreja a alegrar-se com ele. Tanto a vida terrena como a morte do salvo são provisórias. Deus nos deu em Cristo a vida eterna com Ele e a morte será vencida pela ressurreição como ocorreu com Jesus Cristo. Só há motivos para se alegrar  aquele que tem a certeza dessa realidade. O melhor para o salvo está por vir. v. 18; 1 Coríntios 15. 
VISÃO GERAL
A alegria de quem ama a Deus e Sua Palavra o leva a vivê-la plenamente a ponto de transformar situações constrangedoras em motivos para louvar a Deus.
FOCALIZANDO A VISÃO
 O apóstolo Paulo encoraja os irmãos filipenses a permanecerem no ensino que lhes foi ministrado a fim de que crescessem espiritualmente e alcançassem a maturidade na vida cristã. O que haviam aprendido era o que deveriam exercitar em todos os relacionamentos a partir da vida pessoal. Esse propósito já seguido por muitos irmãos quando o apóstolo estava entre eles precisava ter continuidade, agora, em sua ausência. Caso escolhessem  esse caminho teriam o apoio divino tanto no querer como no efetuar. Deus moveria suas vidas para que fizessem da Vontade de Deus a sua vontade sem se sentirem lesados em sua liberdade. Realizar a Vontade de Deus, boa, perfeita e agradável os levaria à excelência como cristãos. O melhor que podemos realizar para a glória de Deus e edificação da igreja vem da ação do Espírito Santo em nós. Ele nos capacita para realizar sempre o que agrada a Deus. Esse é o Seu ministério como pessoa divina. Somente quem conhece a intimidade divina sabe perfeitamente como agradá-Lo. A ação do Espírito Santo em nós nos leva a adotar a mesma atitude do Senhor Jesus. Só assim poderemos ser aceitos por Ele tanto como pessoas como nas obras realizadas em Seu Nome. João 8. 29.
Movidos pela ação do Espírito Santo em nós, servimos alegremente a Deus e ao próximo naquilo que agrada ao Senhor. Em Sua Graça, Deus em Cristo nos torna puros, irrepreensíveis e inculpáveis aos Seus olhos.  Essa ação  divina em nós nos capacita para que sejamos luz no mundo assim como foi Jesus. Aliás, essa foi a sua ordenação: quem segue a Luz verdadeira deve reproduzi-la no mundo para trazer a Deus, pelo Evangelho, aqueles que se deixam transformar pela Palavra da Vida, Jesus. Diante de uma geração que segue o padrão do mundo sem Deus e que por isso se tornou corruptível e depravada, a responsabilidade de trazê-la reconciliada à Deus é dos cristãos. O ministério da reconciliação do homem com Deus exercido por Jesus Cristo é o nosso ministério. Mateus 28. 19 – 20; 2 Coríntios 5. 14 – 21.
No dia da inevitável prestação de contas com o Criador os discipuladores se alegrarão diante do Senhor ao ver a recompensa da semeadura que realizaram em seu breve período terreno. Vale a pena servir ao Senhor para que em nós se cumpra o que Daniel disse: “...e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente”. Daniel 12. 3b. (ARC).
Na esperança do que o aguarda na eternidade junto a Deus, os cristãos mantêm a alegria mesmo diante da morte porque esta é passageira. Tem apenas um efeito temporal porque ao ressuscitar o Senhor Jesus garantiu aos salvos a ressurreição em espírito, alma e corpo incorruptíveis e habilitados para morarem eternamente com Deus, nos céus. Da mesma maneira que o sacrifício do Senhor Jesus resultou na salvação daqueles que Nele creem como Senhor e Salvador, o sacrifício dos fiéis é semelhante à semente que uma vez plantada se reproduz em muitos frutos. Seja pela vida ou pela morte o cristão é frutífero diante de Deus. Ninguém pode deter quem está determinado a servir ao Senhor. Pela presença de Jesus Cristo em sua vida, o cristão substitui o medo pela ousadia, o desânimo pela alegria e a ansiedade pela paz que há em Cristo. Basta ver a atitude dos apóstolos no Jardim do Getsêmani e após o início do ministério do Espírito Santo na igreja com todo o poder e manifestação de maravilhas. Mateus 26. 47 – 56; Atos 1. 8; 2 – 28.
Na prisão em Roma o apóstolo Paulo não se deixou abater. Sua esperança alimentada pela fé no Senhor Jesus Cristo o levou a se alegrar no Senhor. Aplicou a si as palavras de Jesus pronunciadas no sermão do Monte. Leia Mateus 5. 10 – 12. Conservar a alegria mesmo diante das perseguições, pressões ou opressões do inimigo mantém em alta a nossa esperança e confiança de que somos verdadeiramente discípulos de Jesus. Quem está de acordo com o sistema do mundo sem Deus não pode se autodenominar discípulo de Jesus. João 15. 18 – 23. 
O cristão só tem motivos para se alegrar no Senhor porque faz o que lhe foi determinado e o que as suas forças lhe permitem realizar para a honra e glória do Senhor. Não foi sem razão que o apóstolo Paulo declarou que: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”.  Romanos 8. 18. O que Deus tem reservado a Seus filhos que O amam porque O obedecem é infinita e incomparavelmente superior ao que vemos agora. 1 Coríntios 2. 9 – 10.
A ação permanente da Palavra no cristão o capacita a viver em excelência a vida como cidadão em sua breve estadia na terra, mas consciente de que sua pátria é o céu onde viverá eternamente com Deus. Essa confiante esperança o leva a viver da maneira que agrada a Deus independente da oposição ou da opinião daqueles que se voltam contra o governo de Deus em suas vidas. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Ser cristão é estar consciente da temporalidade da vida presente, mas vivê-la para agradar a Deus no aguardo da eternidade com Ele.
DETALHES
- A alegria que sentimos com os benefícios das bênçãos espirituais nos encorajam a mantê-la diante  das perseguições ou opressões que vem de quem não ama a Deus.  
APLICAÇÃO
- Deixar-se conduzir sempre pela Palavra de Deus.  
PENSAMENTO
Tudo o que de melhor o cristão possui e faz para o Senhor e aqueles que o cercam é resultado da ação poderosa do Espírito Santo em sua vida. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”. v. 13.
ORAÇÃO
Capacita-me Senhor para em tudo fazer a Tua Vontade.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

FILIPENSES - Estudo 4: UNIDOS NA HUMILDADE DE CRISTO - cap. 2. 1 – 11.

Neste texto encontramos:
- Unidos na humildade que há em Cristo os cristãos se deixam guiar: pela mesma motivação em servi-Lo; pelo mútuo encorajamento na vivência do Seu amor; pela mesma comunhão gerada por Seu Espírito; pelo cultivo da mútua afeição e compaixão que vem do Espírito Santo.  v. 1.
- Unidos na humildade que há em Cristo os cristãos levam os líderes à plenitude da alegria quando cultivam a unidade de propósitos na realização do que agrada a Deus conservando o mesmo amor na maneira de pensar, ouvir, falar e agir. Unidade não é sinônimo de uniformidade. Nosso corpo é uma unidade formada pela diversidade dos seus membros. No caso da igreja, é na diversidade dos ministérios específicos dos diferentes membros do corpo de Cristo que todos podem se enriquecer mutuamente dando o melhor de si e do que o Espírito Santo lhes concede para a edificação da igreja. É sob o governo da Graça de Deus que a igreja permanece unida e é enriquecida. v. 2.
- Unidos na humildade que há em Cristo os cristãos rejeitam qualquer tipo de ambição egoísta, soberba ou vaidade no conhecimento, no anúncio e na vivência comunitária da fé. Humildemente consideram os outros superiores a si e com esse pensamento comum todos são elevados ao mesmo grau de honra mútua. Com isso afastam qualquer sentimento de divisionismo, hostilidade, menosprezo, superestimação ou competição entre os irmãos. v. 3; 1 Pedro 3. 15 - 16.
- Unidos na humildade que há em Cristo os cristãos incluem em seus interesses e investimentos pessoais seus irmãos de fé porque os considera em si um em Cristo. Fazem isso motivados pela simplicidade do amor que há em Jesus Cristo e não pela manipulação, domínio e controle de uns sobre os outros. No corpo de Cristo há de prevalecer a interdependência e não a hierarquia ou dependência doentia entre opressores e oprimidos. A solidariedade animada pelo amor mútuo promove a saúde espiritual do corpo de Cristo, a igreja. v. 4; Mateus 20. 25 - 28.
- O cristão adota como medida padrão do seu caráter o caráter do Senhor Jesus Cristo. v. 5.
- Portador da natureza divina e humana o Senhor Jesus não exigiu para Si na terra as honras divinas a que tinha direito, mas humildemente se limitou primeiramente como homem mesmo sendo ilimitado como Deus. v. 6; João 5. 19, 30; 8. 29.
- O Verbo e Criador se fez criatura. Tornou-se homem perfeito em Jesus Cristo. Em Sua humanidade se fez servo de Deus e dos homens. v. 7; Mateus 20. 28; João 1. 1 - 3, 14.
- Ao se fazer servo dos servos o Senhor Jesus se humilhou ao Seu limite humano. Foi considerado maldito pela Lei pelo fato de na condição de Cordeiro de Deus assumir sobre Si os pecados daqueles que Nele crêem como Senhor e Salvador ao ser pendurado no madeiro. Isso fez por amar mais a humanidade que a Si mesmo. Expressou em Si a plenitude do amor e da justiça de Deus. v. 8; Deuteronômio 21. 23; Isaías 53; João 1. 29; 13. 1 – 17; Gálatas 3. 13; 1 Pedro 2. 24.  
- A obediência do Filho ao Pai, do começo ao final do Seu ministério terreno, O levou a ser eternamente exaltado e colocado em Sua condição humana e divina acima de todo nome, nos céus e na terra, com exceção do Pai e do Espírito Santo seus coiguais. Deus honra quem O honra e a Si mesmo se honrou no Filho. v. 9; João 12. 23, 28; 13. 31 – 32; Atos 1. 9 – 11; Romanos 8. 11.
- No tempo determinado por Deus todo joelho se dobrará diante de Jesus Cristo, supremo Juiz constituído pelo Pai, sejam criaturas humanas ou angelicais, nos céus e na terra.  v. 10; João 5. 22 – 23, 27.
- No tempo determinado por Deus todas as línguas declararão a uma só voz que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória do Deus-Pai e Seu Espírito Santo. v. 11.
VISÃO GERAL
Na exortação aos irmãos filipenses o apóstolo Paulo toma como base em sua argumentação o caráter humilde do Senhor Jesus Cristo.
Nesse aconselhamento mostrou aos irmãos que o relacionamento na igreja e na obra comum do ministério no Reino de Deus, necessariamente precisa levar em conta essa marca distintiva do caráter de Jesus Cristo, a humildade, a ser vista e vivida pelos salvos.
Não foi sem razão que no sermão do Monte, ao revelar o Seu caráter a ser expresso por Seus discípulos, o Senhor Jesus colocou a humildade como primeiro passo ou estágio na vivência cristã. Mateus 5. 3.
A humildade é o portal que dá entrada ao universo de bênçãos espirituais reservadas por Deus àqueles que Lhe são fiéis em Cristo. Como Criador e Pai amoroso  revelou Sua humildade ainda no jardim do Éden. Depois de ser ofendido em Sua autoridade e santidade e antes de expulsar os primeiros pais do paraíso, confeccionou uma roupa que custou o sacrifício de animais inocentes. A seguir o Criador vestiu as criaturas para que se tornassem adequadas entre si e diante Dele. Nesse ato, de forma antecipada, definiu que só nos tornamos adequados, aceitos e considerados inculpáveis diante de Deus quando somos apresentados a Ele por Jesus Cristo, vestidos do caráter do Cordeiro de Deus que tira o pecado de quem Nele crê como Senhor e Salvador. Gênesis 3. 21; João 14. 6; 1 João 1. 7 - 10. Através do Seu sacrifício substitutivo Ele nos atraiu à Sua morte para que Nele fosse morta a natureza pecaminosa inoculada por Satanás em nossos primeiros pais e herdada por nós. Atraiu-nos também à Sua ressurreição para que Nele e por meio Dele a vida de Deus fosse restaurada em nós e nos capacitasse a viver a natureza terrena da maneira que agrada a Deus, tal qual Jesus a viveu em Sua natureza terrena. Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 21; Efésios 2. 6; 2 Timóteo 2. 11; Colossenses 3. 5; 1 João 3. 1 - 3.
A responsabilidade de Jesus, entregue pelo Pai, foi dar fim por Sua morte, a morte de nossa natureza pecaminosa que nos fazia refém dela. A responsabilidade dos salvos é diariamente fazer morrer, pela submissão a Jesus Cristo e à Sua Palavra, a natureza terrena que permanentemente nos assedia e nos seduz ao pecado. Jesus Cristo em Sua natureza terrena sofreu esses mesmos ataques do inimigo e seus agentes, mas venceu pela submissão à Vontade do Pai. O Espírito Santo, em nós, nos capacita a sermos vencedores como Jesus foi vitorioso. João 8. 29; Romanos 8. 28 – 39; 1 Pedro 5. 8 - 14.   
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo convida a igreja a unir sua vivência cristã à humildade que há em Jesus Cristo, também vista no Pai e no Espírito Santo. Com essa atitude o salvo encontra prazer no serviço amoroso a Deus e aos irmãos. Esse amor derramado em nós pelo Espírito Santo capacita-nos a manter com todos um tratamento afetuoso, pleno de misericórdia, solidariedade ou compaixão. É a empatia cristã que coloca como nosso os sentimentos de quem nos cerca. Essa atitude nos afasta do mútuo julgamento e aproxima-nos do companheirismo, da solidariedade e do recíproco pertencimento. A elevação espiritual no relacionamento com nossos semelhantes muito agrada a Deus que vê em Suas criaturas a expressão do Seu caráter paterno.
O cultivo na igreja desse padrão de comunhão leva à plena alegria a liderança que se sente recompensada porque o que foi ensinado está sendo vivido pelos fiéis. Em outras palavras, ao ver no caráter do discípulo a reprodução fiel da doutrina cristã, o discipulador se sente realizado porque o seu propósito foi alcançado. Tal é o sentimento do pai em relação ao filho que ama e que lhe ouve os conselhos
A igreja é o corpo de Cristo. Os membros não são iguais ou uniformes. Cada um tem a sua forma de ser e é específico no ministério que realiza. Essa diversidade e especificidade não os distancia, mas os aproxima em unidade na relação mútua de interdependência com vistas à saúde e ao pleno e bom funcionamento do corpo. O melhor que cada um realiza no trabalho que lhe foi determinado acaba por beneficiar o membro que está junto ou distante dele. O que lhes interessa é o enriquecimento mútuo tanto no dar quanto no receber. É dentro dessa unidade de propósitos, pensamentos, palavras, atitudes e ações que a igreja caminha no aguardo do encontro por ocasião do retorno glorioso do Senhor Jesus. Uma membresia humilde, amorosa e inteligente investe na unidade do corpo de Cristo porque o bem de um é o bem de todos. Juntos são mais e melhor. Esses procedimentos afastam, naturalmente, ambições egoístas, a soberba e a vaidade que alimentam a competição entre os membros e que por si só representam a forma doentia de ser e se relacionar. O apóstolo Paulo oferece aos irmãos uma estratégia eficaz no combate a esses males. Sugere que cada um considere o outro superior a si. Na medida em que essa estratégia é transformada em atitudes e ações, todos os membros são elevados mutuamente a um patamar superior de honra e dessa forma desaparece, consequentemente, qualquer diferença para mais ou para menos entre os salvos. Onde a honra é comum a todos, a tentativa de desonra não encontra espaço.
A humildade de todos gera a exaltação de todos. Essa forma de relacionamento eficaz fora proposta e exemplificada pelo Senhor Jesus. Mateus 20. 25 – 28.
A mania de se achar superior aos irmãos é um sentimento anticristão porque segue os padrões do mundo sem Deus. Se o nosso Deus é humilde em Sua grandeza e Divindade, por que Suas criaturas cultivariam insensatamente a arrogância? Provérbios 11. 2; Mateus 20. 25 – 28; João 13. 1 – 17.  
O irmão e apóstolo Paulo nos ensina que uma pessoa humilde inclui em seus propósitos e investimentos pessoais na vida aqueles a quem Deus ama principalmente sua família e irmãos de fé. Quem foi capacitado por Deus para amá-Lo e se amar com o Seu amor prova em si a existência desse amor divino no amor ao próximo. Esse é o ensino de Jesus. Mateus 22. 36 – 40; Romanos 13. 8 – 14; 14. 7 – 14; Gálatas 6. 9 - 10. O exercício do amor divino em nós em relação ao próximo não permite que façamos dele nosso refém por ajudá-lo em suas carências e muito menos que levantemos suspeitas ou sentimentos impróprios à vida cristã.  Impede também que nasça em nós qualquer intenção ou tentativa de manipulação, domínio e controle ao fazer por ele o que Deus nos  determina. Se Deus, o Criador, nos dá liberdade de escolha por que nós tiraríamos de quem ajudamos o seu direito de fazer escolhas sem a nossa intervenção? Nenhuma criatura tem o direito de privar seu semelhante de uma escolha que necessariamente o responsabilizará diante de Deus.
A única pessoa que responde pelos salvos diante de Deus é Jesus Cristo. Nenhuma outra pessoa pode tomar para si, diante de Deus, a responsabilidade do seu semelhante. No relacionamento na igreja de Cristo deve prevalecer a sadia interdependência e não a doentia dependência de um em relação ao outro. É abominável aos olhos de Deus quando alguém serve a outro com a intenção de servir-se dele. Essa situação se agrava quando se trata de pessoas de sexo diferente ou de alguém cuja imoralidade sexual não faz diferença entre os sexos. O alerta de Jesus há de se relembrado: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.  Mateus 26. 41.
O desafio diário do cristão é submeter-se à Vontade de Deus para que tenha como medida padrão de caráter o caráter de Cristo da mesma maneira que Jesus Cristo era a expressão do caráter de Deus, o Pai. Disse Jesus ao responder à pergunta de Filipe:   “...Quem me vê, vê o Pai...”. João 14. 9. Uma vez que Cristo vive em mim, é natural e esperado que as pessoas vejam Cristo em mim tal como o Pai era visto no Filho de Deus. Gálatas 2. 19 – 20.  É dessa forma que o cristão alcança a excelência em sua humanidade para que seja sal e luz na mudança do ambiente onde está. Mateus 5. É propósito e desafio diário.  
A seguir o apóstolo Paulo se detém na exposição da pessoa e do caráter do Senhor Jesus na eternidade e no tempo. Fala de Sua divindade como Verbo antes da humanação vivida em plenitude na terra. Entra em conexão com o registro do apóstolo João cuja fonte de revelação foi tanto Jesus quanto o Espírito Santo. Essas fontes divinas são dignas de crédito por Si mesmas porque revelam o que Deus diz de Si. Somente quem toma para si como fundamento de fé o que Deus revela de Si mesmo na pessoa e obra do Espírito Santo e do Filho é verdadeiramente um cristão. Quem nega essas realidades espirituais não pode em são juízo autodenominar-se cristão.  
O estudo exaustivo do Evangelho escrito pelo apóstolo João nos revela que Jesus Cristo afirmou e provou com palavras e obras que é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Na eternidade e na condição de pessoa divina estava com Deus Seu coigual e participou com Ele da criação do Universo e particularmente da terra, seu ambiente e criaturas humanas, em mesma glória, glória da qual participa após o Seu retorno ao céu onde se encontra à direita Daquele que é, era e sempre será após ter completado na terra a reconciliação da criatura com o Criador por Sua morte e ressurreição. Tanto o Pai quanto o Espírito Santo, pessoas divinas, confirmaram a veracidade das declarações do Verbo  humanado, Jesus Cristo. Genesis 1. 26 – 27; 11. 6 – 9. 18. 17 – 22; Isaías 7. 14; 9. 6; Mateus 1. 18 – 25; 3. 16 – 17; 17. 5; João 1. 1 – 3; 5. 31, 32, 36 – 37; 15. 26; Atos 7. 55 – 60.
É preciso dizer que Jesus Cristo só se tornou Filho de Deus após o Seu nascimento na terra. Antes de humanar-se era o Verbo com o Verbo, ou seja, era tão divino como as demais pessoas divinas reveladas por ocasião do batismo de Jesus:o Pai, Filho e Espírito Santo, o Deus uno que se apresentou ao mundo na pessoa do Pai, na pessoa do Filho e na pessoa do Espírito Santo, respectivamente Plenitude Divina Invisível, Plenitude Divina Humanada e Plenitude Divina em ação. Elas estão unidas, indissoluvelmente, em Divindade, mas com ministérios específicos autoatribuídos na eternidade no Conselho da Vontade Divina, visando à reconciliação das criaturas com o Criador.
Antes de humanar-se, a pessoa divina que receberia o nome de Jesus, conversou com Abraão como Jeová, o Senhor ou que o causa o não causado. Foi reconhecido pelo patriarca como o juiz de toda a terra. Gênesis 18. 17 – 25; João 1. 18; 5. 22 – 23, 27; Romanos 4. 17.
Repetimos: Jesus, portador da natureza divina, ao vir ao mundo não exigiu para Si, na terra e como homem, as honras divinas a que tinha direito, mas humildemente se limitou mesmo sendo ilimitado. Inicialmente, em relação ao Pai, se colocou como servo e depois se manteve nessa mesma condição com os homens sem ferir o Sua unidade divina com o Pai. Não se envergonhou por se colocar como servo de Deus e dos homens. Esse autoesvaziamento premeditado foi consciente e voluntário para que por Sua morte e ressurreição atraísse a Si e ao Pai aqueles que consideram e acolhem como válido para Si o Seu sacrifício substitutivo. Nele nos incluiu, fazendo o mesmo em Sua ressurreição. Na Sua morte nos fez morrer com Ele para que em nós fosse desfeita e morta a natureza pecaminosa inoculada por Satanás, a antiga serpente, nas criaturas humanas. A natureza pecaminosa nos fazia refém de Satanás porque sua vontade era  nossa vontade e nossa natureza se igualou à sua natureza. Na ressurreição do Senhor Jesus, Ele nos trouxe à vida para vivermos na terra a Sua vida vivida como homem que em tudo agradou o Pai. Presenteados por Jesus Cristo com a vida de Deus, fazemos do Seu caráter o nosso caráter e por isso por causa do Filho fomos incluídos na família de Deus como filhos. Nessa nova condição, mesmo com a natureza divina em nós, não nos foi retirada a natureza terrena que nos torna seduzíveis ao pecado tal qual Jesus que em Sua humanidade foi seduzível ao pecado. O Diabo sabia disso e foi decepcionado por Jesus porque o Filho de Deus venceu o inimigo ao decidir em tudo fazer a Vontade de Deus. Com isso se fez nosso exemplo para que na terra possamos viver em Jesus a vida que agrada a Deus até o dia do retorno glorioso do Senhor Jesus para arrebatar Sua igreja. Nesse dia os salvos, em espírito, alma e corpo, santos e incorruptíveis, estarão eternamente com Deus para participar da glória que Jesus nos reservou. Maranata! Vem Senhor Jesus! 1 Cor1 Tessalonicenses 4. 13 – 18.
Na terra, o Senhor Jesus se deixou humilhar no mais baixo grau de humilhação suportável por um ser humano. Sua obediência ao Pai revelou em Si o amor divino em justiça e misericórdia.
Ao ser exposto no madeiro como maldito por assumir sobre Si os pecados daqueles que Nele crêem como Senhor e Salvador, o Filho de Deus provou que nos amava mais que a Si mesmo.
A obediência irrestrita do Filho ao Pai agradou de tal maneira o Pai que tomou a decisão soberana de colocar o Filho como ser divino e humano na mais alta honra jamais imaginada por alguém: nenhum outro nome, com exceção do próprio Deus, é mais precioso e digno de honra nos céus e na terra do que o de Jesus Cristo. Sendo a expressa imagem da Divindade, todos, ajoelhados, se prostrarão diante Daquele que é, era e há de vir e declararão que Ele é Senhor. Ele, por ser homem e Deus, foi constituído pelo Pai como juiz dos seres angelicais e humanos. Após a Sua sentença será inaugurada a eternidade dos salvos com Deus e dos perdidos que no lago de fogo eternamente sofrerão as consequências da infeliz decisão de rejeitarem o Verbo humanado e Sua obra divina na terra. Todas as línguas nos céus e na terra declararão que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. João 5, 22 – 23, 27; Apocalipse 20. 10 – 15.   
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Deus nos atraiu ao Seu amor por meio de Jesus Cristo para que o exerçamos no relacionamento com Deus e nossos semelhantes. É nesse mesmo amor que vivemos no presente e viveremos na  eternidade com Deus. 1 Coríntios 13. 13.
DETALHES
- A unidade na igreja está inseparavelmente vinculada à perfeita obra realizada pelo Senhor Jesus Cristo nos céus e na terra.
- O Espírito Santo é a pessoa divina que nos convence da culpabilidade do pecado, da justiça divina aos fiéis e infiéis e do juízo divino aos infiéis. Ele nos leva ao acolhimento consciente e voluntário da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo. João 16. 7 – 14.
APLICAÇÃO
- Manter-se em unidade na humildade que há em Jesus Cristo.
PENSAMENTO
Em Jesus Cristo Deus nos coloca reconciliados, perdoados e inculpáveis diante Dele por toda a eternidade.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. v. 9 – 11.
ORAÇÃO
Obrigado, Senhor, por Tua perfeita obra de reconciliação da humanidade com Deus por meio de Jesus Cristo. 

sábado, 11 de julho de 2015

FILIPENSES - Estudo 3: DIGNIDADE CRISTÃ- cap. 1. 27 – 30.

Neste texto encontramos:
- Dignidade cristã: a) vivência da cidadania digna do Evangelho de Cristo; b) permanência numa mesma forma de pensar e viver a fé evangélica; c) unanimidade no anúncio do Evangelho. v. 27.
- O cristão não se intimida diante dos opositores do Evangelho. Essa oposição é natural e esperada: luz e trevas são inconciliáveis. v. 28a.
- Da parte de Deus, a oposição ao Evangelho é sinal de perdição para os ímpios, mas de salvação aos salvos que não consideram sua vida preciosa para si mesmos porque já a entregaram aos cuidados de Deus. v. 28b.   João 3. 16 – 20, 36; 5. 24.
- Crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador é privilégio que traz em si a honra de sofrer por crer Nele. v. 29. 
- Os cristãos participam do combate comum contra as forças das trevas. A vitória certa não os isenta das lutas. Jesus Cristo é nosso exemplo maior. v. 30; Mateus 5. 10 – 12; João 15. 20 – 21; 1 Pedro 5. 6 - 11.
VISÃO GERAL
Viver com dignidade a cidadania terrena como cidadãos do céu é o desafio diário do cristão comprometido com o Evangelho de Jesus Cristo. Assim fez Jesus e assim fazem Seus discípulos. Os princípios do Evangelho estabelecidos pelo Senhor Jesus direcionam nossos procedimentos e a eles nos submetemos com alegria.  
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo encoraja a igreja a manter na presença ou ausência da perseguição ao Evangelho, a mesma dignidade cristã no exercício da cidadania. A dignidade cristã é alimentada e direcionada pela Palavra de Deus. Ela é eficaz na vida pessoal, familiar, eclesial e nos demais relacionamentos do cristão. Na igreja ela se manifesta entre os irmãos na unidade de propósitos, vivência e anúncio do Evangelho. As divergências no alcance dos mesmos objetivos são tratadas segundo os princípios do Evangelho estabelecidos pelo Senhor Jesus e registrados pelo evangelista Mateus. Mateus 5 – 7.  
A unidade cristã na igreja fortalece os irmãos. Eles se ajudam e se encorajam mutuamente nas lutas comuns contra os opositores ao Evangelho. A unidade, a humildade e a honra mútua são atitudes e ações que testemunham de forma visível o que significa verdadeiramente ser um cristão. O discurso doutrinário coerente é insuficiente na vivência cristã se não for seguido da coerência nos relacionamentos. No relacionamento com as pessoas o Senhor Jesus viveu como verdade pessoal o que pregava e ensinava. Até o final do Seu ministério, nos momentos de celebração, confrontação e perseguição, tudo o que Jesus disse foi provado e aprovado porque se revelou eficaz em Seu caráter. É por essa razão que Ele é a nossa medida padrão na vivência dos Seus ensinos. O Pai aprovou e elogiou o ministério do Filho antes de iniciá-lo e antes de terminá-lo porque confiava Nele. Mateus 3. 17; 17. 5. O Filho, por Sua vez, manteve Sua confiança inquebrantável no Pai. Eles se conheciam mutuamente e sabiam do que eram capazes. A razão era que o Filho nada fazia de Si ou para Si sem que a Vontade do Pai prevalecesse. O prazer do Filho era agradar ao Pai e o Pai se agradava do Filho porque a obediência do Filho era motivo de honra para ambos. João 5. 30; 8. 29.
A coerência de Jesus deu-Lhe autoridade espiritual e moral para ser reconhecido até por aqueles que se fizeram Seus inimigos.
Satanás jamais acusou o Senhor Jesus porque reconhecia Nele a santidade em Sua humanidade como Filho de Deus. Viu em Jesus a expressão perfeita da imagem e do caráter de Deus e por isso O temia e respeitava Sua autoridade. Jesus jamais se deixou intimidar pelos Seus opositores. Essa é a conduta a ser adotada  por Seus discípulos.
Paulo reafirma em seu ensino o que Jesus Cristo havia dito: a oposição e rejeição ao Evangelho representa perdição para quem o desconsidera, mas salvação para aqueles que o acolhem como a Verdade divina expressa na pessoa do Filho de Deus. João 3. 18 – 21, 36.
Viver e anunciar o Evangelho em sua pureza é a responsabilidade dos filhos de Deus, tal qual fez o Filho de Deus independente da situação, tempo ou reação de quem o ouve. No Evangelho o crer   implica também em sofrer e até em oferecer a vida em sacrifício ou martírio se ele for necessário e permitido por Deus. No passado e no presente essa realidade é visível entre nossos irmãos no mundo. É a prova final da fé, da perseverança, da fidelidade e da felicidade do salvo pelo fato de amar a Jesus Cristo a ponto de sofrer por Ele tal qual ele amou o Pai e suportou o sofrimento por assumir em Si os nossos pecados.     Quem não está disposto a sofrer porque é cristão, como poderá provar sua fé? A fé se apresenta forte na bonança e é fortalecida nas tempestades da oposição, da zombaria e da perseguição.
O cristão não se distrai, dispersa ou abandona o combate  contra as forças das trevas. Estas não cedem com facilidade o campo ou ambiente conquistado. Lutam até suas últimas forças para manter sob prisão aqueles  que por ignorância, opressão ou engano se deixaram vencer pelo inimigo de Deus. A garantia da vitória já conquistada pelo Senhor Jesus em Sua morte e ressurreição não nos isenta das tribulações inerentes à  luta pela prevalência do Evangelho no mundo. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O servo fiel deixa-se capacitar pelo Espírito Santo para que permaneça fiel até o fim porque depois deste vem a eternidade com Deus.
DETALHES
- Somos responsáveis pelo bom nome do Evangelho anunciado.
- Jesus Cristo é nosso modelo de dignidade cristã.
- A unidade cristã nos fortalece nos combates inerentes à fé.
- Jesus, o Filho fiel ao Pai, nos encoraja a permanecer fiéis a Ele porque com Ele seremos vencedores.
- Quem faz uso das estratégias divinas nas lutas pode ter a certeza da vitória.   
APLICAÇÃO
- Manter-se fiel como Jesus Cristo foi fiel até o fim.
PENSAMENTO
A fé em Jesus Cristo não descarta a perseguição ao fiel. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele”.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor o dom e o compromisso da fidelidade a Ti.  

quinta-feira, 9 de julho de 2015

FILIPENSES - Estudo 2: PERSEVERANÇA APESAR DAS PERSEGUIÇÕES - cap. 1. 12 – 26.

Neste texto encontramos:
- Na perseguição ao Evangelho está a força do seu crescimento.  v. 12. 
- Não há como esconder a injustiça daqueles que perseguem o Evangelho. v. 13.
- A perseguição aos pregadores do Evangelho aumenta a determinação e a ousadia dos verdadeiros cristãos em anunciá-lo. v. 14.
- Motivações opostas na pregação do Evangelho. Alguns fazem uso do Evangelho para o atendimento dos seus interesses pessoais e denominacionais: inveja, rivalidade, ambição egoísta e hipocrisia. Com isso causam escândalos e geram a apostasia. Outros buscam o atendimento dos interesses do Reino de Deus.  Os frutos revelam os verdadeiros e os falsos pregadores do Evangelho. v. 15 - 17; Mateus 12. 30; Lucas 9. 49 – 50; João 3. 16; Romanos 5. 8; 16. 17; 1 Pedro 3. 15.
- O agir divino no anúncio do Evangelho independe das intenções ou motivações humanas. O Evangelho tem vida em si mesmo na salvação dos pecadores apesar dos pregadores. v. 18; Isaías 55. 11; João 16. 7 – 15.
- A esperança de libertação em meio à perseguição é alimentada pela fé no socorro divino através da intercessão da igreja. v. 19.
- O servo de Deus tem consciência de que Cristo é honrado em seu ser, quer pela vida ou morte. Em um e outro caso está a razão de sua alegria. v. 20.
- Viver para servir a Deus ou morrer por servi-Lo é realidade inerente à vida cristã. Em ambos os casos o Senhor está conosco e nós com Ele. v. 21.
- Viver para servir a Deus torna frutífera a vida do anunciador do Evangelho. Morrer por servir a Deus faz dessa morte semente que frutifica no surgimento de novos anunciadores do Evangelho.  v. 22.
- O amor de Deus em nós, nos une em amor a Jesus Cristo e nos impulsiona a desejar estar com Ele. v. 23. 
- O amor de Deus que nos une ao amor dos irmãos é o que nos move a desejar permanecer mais tempo com eles no serviço ao Senhor. v. 24.
- Permanecer com os irmãos no serviço solidário da pregação do Evangelho, no progresso comum e na alegria da fé é a motivação de quem tem a certeza do encontro futuro com Deus.  v. 25.
- Paulo se sentia feliz com o seu possível retorno aos filipenses após sua prisão porque isso resultaria em abundante alegria para a igreja e para ele em particular. v. 26.
VISÃO GERAL
Preso injustamente em Roma por anunciar o Evangelho, o apóstolo Paulo não economiza palavras para encorajar os irmãos filipenses a permanecerem fiéis na divulgação do puro Evangelho. O seu desejo pessoal era retornar à comunhão com os irmãos para juntos frutificarem ainda mais no Reino de Deus. Caso a Vontade divina apontasse em outra direção, ele estava disposto a segui-la.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo relata aos irmãos filipenses que o anúncio do Evangelho por todo o mundo era uma realidade que não mais poderia ser revertida. Não havia qualquer possibilidade de recuo, senão avançar até os confins da terra conforme determinação do Senhor Jesus à igreja. As portas do inferno não prevaleceriam diante do poder do Evangelho anunciado pela igreja. Mateus 16. 18b; Atos 1. 8; Romanos 1. 16 – 17. Os cristãos não deveriam se amedrontar com as ameaças dos judeus religiosos e dos pagãos. A luz prevalece sobre as trevas. João 1. 5. (ARA).
A partir do momento que uma pessoa tem acesso ao Evangelho e nele crê, inevitavelmente sua vida é transformada e desse novo estado não recuará. O fiel jamais fará o caminho da luz às trevas porque não vive mais para os seus interesses, mas para os interesses do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. 2 Coríntios 5. 15; Gálatas 2. 19 – 20.
O Evangelho faz do convertido uma nova pessoa segundo o padrão da nova humanidade inaugurada pelo Senhor Jesus que uma vez para sempre introduziu os salvos na família de Deus. 2 Coríntios 5. 17; Efésios 2. 11 – 22.
Na família divina o fiel aprende a viver em excelência a sua nova humanidade em Cristo e passa a expressar o Seu caráter, inalcançável por esforço humano ou outros meios, mas unicamente pela Graça de Deus. 1 Coríntios 15. 10.
Só o Evangelho de Jesus Cristo reconcilia plena e verdadeiramente a pessoa com Deus e promove mudanças definitivas em seu espírito e alma (mente, emoções, vontade) e na forma de usar o corpo. 2 Coríntios 5. 15 – 21.
O apóstolo Paulo afirmou aos irmãos filipenses que a perseguição aos cristãos ao invés de intimidá-los se transformou em incentivo e força para o seu crescimento. Uma vez em Cristo é impossível viver sem Ele. 
Os perseguidores do Evangelho revelaram por suas ações que nada de melhor poderiam oferecer aos perseguidos para atraí-los a si. Optaram, então, por desestimulá-los na fé e depois, eliminá-los.
O novo estilo de vida dos cristãos era uma forma silenciosa de denunciar a hipocrisia e a pecaminosidade em que viviam tanto os religiosos judeus como os pagãos.
A luz que há no Evangelho exerce dupla função: dá visibilidade às más obras daqueles que rejeitam os benefícios do andar com Deus enquanto revela as boas obras dos fiéis que glorificam a Deus e beneficiam aqueles que se deixam transformar pela nova vida em Cristo. Mateus 5. 13 – 16;  João 8. 12; Efésios 2. 10.
A presença dos cristãos na comunidade impacta para melhor a vida das pessoas e as atrai para o Evangelho. A experiência daquele que foi incluído pelo Evangelho na morte e ressurreição do seu Senhor e Salvador é realidade espiritual que nos torna um com Ele. Ele nos capacita a viver em nossa humanidade o que Ele viveu em Sua humanidade. João 15, 18 – 21; 17; Romanos 6. 1 – 4; 2 Coríntios 5. 14 – 21; 2 Timóteo 2. 11. 
Os perseguidores ao se voltarem contra os filhos de Deus, não respeitam o direito à vida que lhes foi concedido pelo Criador. Isso ocorreu no passado e em nossos dias. No dia da inevitável prestação de contas os opositores do Evangelho estarão diante do Criador e não haverá misericórdia para aqueles que não tiveram misericórdia. Deus conhece as intenções dos ímpios e não se deixará convencer por um falso, premeditado e interesseiro arrependimento cujo objetivo é se livrar da ira divina. Deus é justo e Dele não se zomba. O que se escolhe é o que se colherá. Gálatas 6. 7 – 8. O Criador é suficientemente inteligente para não permitir que de maneira definitiva o pior prevaleça sobre o melhor. 
Paulo relata aos irmãos filipenses que a perseguição ao Evangelho trouxe à superfície dois tipos opostos de pessoas dentro da igreja: os sinceros e os hipócritas. Os sinceros, diante da prisão dos seus líderes, continuaram anunciando com determinação e destemor o puro Evangelho. Os hipócritas revelaram o seu descompromisso anunciando um tipo de evangelho misturado aos seus interesses vinculados à cobiça, à inveja, à rivalidade e à vaidade. Esse evangelho sem conteúdo e adaptado à vida dúbia de alguns que se diziam cristãos era uma forma sutil de acusar o apóstolo Paulo de ser radical, fundamentalista ou exagerado ao vincular a experiência cristã a uma vida de compromisso e santidade para com o  Deus Santo. Essa realidade do primeiro século da era cristã não é diferente neste século 21.
O apóstolo Paulo ao anunciar o Evangelho tinha como fundamento três princípios estabelecidos pelo Senhor Jesus: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”; “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”; “Nem todo o que me diz, Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. 7. 15 – 20; 12. 30.
Na vida cristã não há espaço para a equidistância, indefinição, sinuosidade ou neutralidade.
O trigo e o joio crescem juntos por algum tempo e até se assemelham na aparência, mas se diferenciam radicalmente na ocasião da frutificação. O trigo se dobra porque os seus frutos o levam a isso, enquanto que o joio, desprovido de frutos, se mantém ereto, soberbo e vaidoso, mas sem nada oferecer de si que de bom se possa aproveitar, mas apenas palha: o fogo é o destino da palha. O mesmo ocorrerá com os fiéis e os infiéis. Estes habitarão eternamente junto com o pai da mentira e aqueles com Jesus Cristo, a Verdade divina revelada ao mundo. 
Com o seu testemunho na prisão o apóstolo revelou aos soldados que o guardavam e àqueles que o visitavam os motivos ilegais de sua prisão. Se os judeus religiosos e os pagãos não estavam impedidos de divulgarem sua crença por que tratamento desigual era dado ao Evangelho? Essa injustiça levou os cristãos  a divulgarem o Evangelho com mais determinação e ousadia sem se importar com o que lhes aconteceria. Era melhor sofrer ou perder a vida por anunciar o Evangelho no breve período da vida terrena do que  silenciar no combate à  mentira e permitir que muitos viessem a sofrer eternamente distantes de Deus e na perdição eterna.
Para o conforto e a orientação dos irmãos filipenses, o apóstolo Paulo afirma que independente das motivações humanas o agir divino no anúncio do Evangelho é o mesmo. O Evangelho tem vida em si mesmo na salvação dos pecadores apesar dos pregadores. Isaías 55. 11; João 16. 7 – 15.
O apóstolo manifesta a sua esperança de sair da prisão se esta fosse a vontade de Deus em resposta às orações dos irmãos. Assim que fosse liberto continuaria a anunciar o mesmo Evangelho que motivou seus inimigos a levá-lo à  prisão. O seu compromisso com Jesus Cristo era irrevogável. Considerava para si o anúncio do Evangelho como privilégio e responsabilidade que lhe fora entregue pessoalmente pelo Senhor Jesus. Nada o deteria nesse anúncio porque devia obediência a Deus e não aos homens. 1 Coríntios 9. 16b. 
Em seu interior o apóstolo Paulo vivia um impasse, não gerado pela dúvida, mas pelo seu amor e desejo de estar com Deus e com os irmãos. A razão de sua alegria residia nesse fato. Se pela pregação do Evangelho fosse levado à morte pelos seus inimigos, estaria numa condição melhor, isto é, viver a eternidade com Deus. Caso fosse solto, e este era o seu desejo, retornaria ao convívio amoroso com os irmãos e de forma solidária continuaria anunciando o Evangelho que os havia unido no Senhor e para o qual havia sido chamado. A alegria de servir ao Senhor seria a razão de viver tanto do apóstolo como da igreja. Viver para servir ao Senhor com alegria ou morrer por servi-Lo faziam parte da mesma realidade vivida pelo pastor e pela igreja. Em uma e outra situação o Senhor estaria com eles e eles com o Senhor.
O apóstolo Paulo não via a morte como uma espécie desejada de fuga da realidade, mas como recompensa final de um trabalho realizado no tempo determinado por Deus. Se pudesse escolher, preferiria permanecer com os irmãos, não por medo da morte, mas para que continuasse frutificando no Reino de Deus. Quanto mais vidas trouxesse aos pés de Cristo, mais alegraria o seu coração e o coração Daquele que o havia chamado para tão nobre missão. 
Os servos de Deus que de forma solidária estão  unidos à igreja de Cristo na divulgação do Evangelho, no progresso comum do Reino de Deus  e no cultivo da alegria proporcionada pela fé comum têm a certeza de que no encontro futuro com Jesus Cristo receberão a recompensa de sua obediência.
O que alegra os servos de Deus na missão que receberam do Senhor, tanto no anúncio como no sustento ministerial é estar realizando o que a Vontade de Deus determina para ambos.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O anúncio do Evangelho tal qual nos foi deixado pelo Senhor Jesus é privilégio e responsabilidade dos salvos.
DETALHES
- A pureza do Evangelho não admite aditivos. Estes são excluídos natural e espiritualmente pela essência do Evangelho.
- As escolhas do salvo não estão  na dependência de sua vontade, mas da Vontade de Deus à qual se submete com alegria. 
- A igreja precisa orar por aqueles que são perseguidos e sofrem torturas ou até a morte por anunciarem o Evangelho que vivem.
- Se os ímpios desejam para si a liberdade a fim de viverem na impiedade, não têm o direito de impedir que  os cristãos  vivam e anunciem o Evangelho que os coloca como aprovados, como pessoas livres do pecado, diante de Deus.
- O cristão  vive a vida de Cristo na terra para que tenha o lucro de viver com Ele na eternidade. 
APLICAÇÃO
- Viver o Evangelho em meio ao
impedimento e à permissão de sua divulgação.
PENSAMENTO
Aqueles que se unem a Deus na divulgação do Evangelho não encontram dificuldade em se desprenderem dos interesses do mundo sem Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. v. 21.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor por ter sido alcançado pelo Evangelho e pelo privilégio e responsabilidade para divulgá-lo. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Filipenses - Estudo 1: UNIDADE MINISTERIAL ENTRE PASTOR E IGREJA - cap. 1. 1 – 11.

Neste texto encontramos:
- Da prisão em Roma, Paulo na companhia de Timóteo saúda os membros e líderes da igreja em Filipos. v. 1.
- A graça e a paz da parte de Deus, Pai e Filho, governam a fiel igreja de Jesus Cristo. v. 2.
- O amor mútuo entre pastor e igreja leva-os a agradecer a Deus. v. 3.
- A igreja fiel e cooperadora motiva o pastor a orar com alegria por ela. v. 4 - 5.
- Deus faz tudo completo em Sua obra. v. 6; Romanos 11. 36; Filipenses 2. 13. 
- A igreja que ama o seu pastor nas aflições e celebrações está unida a ele no mesmo amor, fé e esperança cuja fonte é a graça divina.  v. 7.
- A saudade mútua entre pastor e igreja ocorre porque ambos cultivam a mesma afeição em Cristo.  v. 8.
- Oração de Paulo pela igreja em Filipos: a) que a igreja cresça em amor, conhecimento e sensibilidade espiritual a fim de discernir o que é melhor para uma vida irrepreensível até o retorno glorioso de Jesus Cristo; b) que a igreja manifeste até o fim os frutos de justiça ou do correto relacionamento com Deus que vem da plena comunhão com o Filho para a glória e louvor do Pai. v. 9 – 11.  
VISÃO GERAL
 Preso em Roma por causa do anúncio e ensino do Evangelho o apóstolo Paulo usou o tempo de que dispunha para escrever às igrejas e, neste caso, aos irmãos em Filipos. Essa igreja mantinha com o apóstolo uma relação de confiança que era o fruto do amor fraterno e inquebrantável que os unia.
A igreja em Filipos estava bem estruturada. No trabalho comum da liderança os bispos ou pastores eram auxiliados pelos diáconos. Antes de tudo era governada pela graça de Deus e por isso vivia em paz. Paulo declara a esses queridos irmãos que se alegrava no Senhor ao orar por eles. Eles se colocaram como parceiros ministeriais do apóstolo para que nada lhe faltasse no trabalho que realizava para o Senhor. Essa unidade ministerial entre pastor e igreja os motivava a fazer sempre o melhor um para o outro e por isso a saudade que sentiam era mútua. Sendo assim poderiam ter a certeza de que Deus completaria a obra que iniciara entre eles. 
A unidade de propósitos entre o apóstolo Paulo e os irmãos filipenses o levou a orar para que o amor mútuo crescesse entre ambos e dos irmãos entre si em todo o conhecimento e sensibilidade espiritual para que fossem levados à pureza e à frutificação. O Espírito Santo os capacitaria a permanecer nesse propósito que glorifica e louva a Deus por meio de Jesus Cristo. Essa realidade animava o apóstolo a permanecer na fé e na dependência do Senhor.        
FOCALIZANDO A VISÃO
Paulo se apresenta à igreja em Filipos como escravo de Cristo Jesus ou do Deus humanado. O alcance dessa atual autodenominação se opõe à sua vida anterior quando perseguia a igreja com a diligência esperada de um zeloso judeu religioso. Antes era escravo da religião. No entanto, tudo o que parecia bom aos seus olhos era abominável aos olhos de Deus porque O servia sem inteligência. Agora se sentia feliz porque a misericórdia de Deus o alcançara e o conquistara para Cristo tornando-o um homem verdadeiramente livre.  João 8. 32, 36; Romanos 10. 1 – 2; 1 Coríntios 15. 9; 2 Coríntios 3. 14 – 17; Gálatas 1. 13 – 14; Filipenses 3. 12 – 13. (NVI).
O apóstolo estava preso ao amor de Deus e nessa nova condição em que fora colocado não foi menos diligente em servi-Lo. Sentia-se privilegiado por ser escravo Daquele que o amara antes de ser amado por ele. Esse amor a Jesus Cristo era o motivo de estar preso em Roma. Alegrava-se no Senhor porque nele se cumpriam as palavras de Jesus. Mateus 5. 10 – 12.
Na história ministerial de Paulo como apóstolo, dois grupos se empenharam para silenciá-lo visto que ele era imbatível nos debates e havia sobrevivido a muitas torturas: eram os religiosos judeus legalistas e os pagãos romanos.  Esses dois grupos se empenharam por lançá-lo primeiro na prisão e depois condená-lo à morte.
O primeiro grupo estava apegado à Antiga Aliança e aos seus termos não incorporados pela Nova Aliança em Cristo. Não criam no poder suficiente da Graça de Deus para salvar em Cristo os que Nele crêem como Senhor e Salvador.  
O segundo grupo adotava o politeísmo, isto é, o culto a vários deuses que nada poderiam fazer por seus adoradores visto que nem sequer a si mesmos se supriam. Eram deuses feitos à imagem e semelhança da natureza pecaminosa do homem e estavam, aparentemente, a seu serviço. Na verdade representavam a ação dos demônios, interessados em afastar as pessoas do conhecimento do Evangelho que liberta. 1 Coríntios 10. 20 – 21; 2 Coríntios 4. 3 - 4.  
O legalismo religioso e o paganismo são formas de idolatria e estratégias satânicas utilizadas para afastar as pessoas da adoração a Deus a fim de trazê-las, pelos ídolos, à adoração de pessoas e demônios.
Os pagãos usavam a religião para satisfazer seus desejos e prazeres pecaminosos. O cristianismo paganizado de nossos dias não se distancia do paganismo clássico. Neste, até o imperador romano estava incluído entre os ídolos. É por essa razão que ele se irritava com Paulo que apresentava às nações o Evangelho.   No Evangelho toda a honra, a glória, o louvor e a adoração são dirigidos única e exclusivamente a Deus, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo.   
 Os deuses de Roma nem eram tão originais! Foram importados do paganismo grego e rebatizados com outros nomes. Na religiosidade e filosofia grega o homem e não Deus, o Criador, é visto como a medida de todas as coisas. Era por essa razão que a teomania, sugerida por Satanás desde o Éden, dominava nos cultos e na cultura. “Certamente não morrereis... e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Gênesis 3. 4b, 5b.
Em nossos dias o antigo pós-modernismo se manifesta também no cultivo de uma espiritualidade relativista tão bem descrita pelo profeta Isaías e que alcança todas as áreas de relacionamento. Isaías 5. 18 – 22; 22. 13. 
Se a verdade deixa de ser absoluta e passa a ser relativizada e se cada um tem a sua verdade, logo a verdade deixa de ser verdade e passa à condição de mera opinião pessoal onde a própria pessoa é a sua medida padrão. Essa tem sido uma eficaz estratégia satânica para endurecer o coração das pessoas a fim de que não acolham o Evangelho. Trocar a verdade que há em Deus pela verdade do homem é fazer prevalecer a mentira e com ela vêm seus frutos. Romanos 1. 18 – 32.
No paganismo e na religião patrocinada pela humanidade sem Deus prevalece a visão humanista de vida, como dissemos, onde “o homem é a medida de todas as coisas”, segundo o pensamento do grego Protágoras de Abdera, (480 – 411 a.C.). Essa teomania  traz consigo a violência, a corrupção e todo tipo de imoralidade. 
O Evangelho de Jesus Cristo está frontalmente em oposição ao curso do mundo sem Deus. No Evangelho, Deus, na pessoa do Filho, é a nossa medida padrão porque Nele está a expressão  perfeita da divindade santa e que nos deseja santos para que possamos ver e entrar no Reino de Deus: uma realidade presente e futura. Mateus 5. 13 – 16; Coríntios 6. 17; 1 Tessalonicenses 4. 7; Hebreus 1. 1 – 6; 1 Pedro 1. 13 – 25; 2. 9 – 10.   
Os inimigos de Deus conseguiram o seu intento de isolar Paulo na prisão, mas a Palavra de Deus não poderia ser presa. 2 Timóteo 2. 9. Tanto isso é verdade que o seu contato com as igrejas deixou de ser pessoal para ser ‘online’ ou melhor, através de cartas. Seus inimigos o afastaram dos debates nas sinagogas e nos lugares públicos, mas sua voz foi transformada em palavras para que as igrejas pudessem ouvi-lo novamente por suas cartas.  
A Graça e a Paz de Deus inundavam de tal maneira a vida do apóstolo que nessa carta ele manifesta o bom humor inerente à alegria cristã e própria de quem está em paz com Deus. A alegria é um dos atributos divinos: “...mas o fruto do Espírito é...alegria”. O Deus que servimos é alegre em Sua essência e manifestou esse traço de Sua personalidade na obra que criou. Como exemplo citamos o canto dos pássaros que são o fundo musical que permeia as atividades humanas tornando-as mais alegres e leves.  Mateus 6. 26; Romanos 5. 1; Gálatas 5. 22 - 23. 
A igreja em Filipos estava bem estruturada. Possuía pastores e diáconos. Essa estrutura organizacional teve como ponto de partida as oportunidades anteriores de evangelização bem sucedidas, mesmo em meio às perseguições.
O contato inicial de Paulo com os filipenses começou quando ele foi obediente à uma  visão em Trôade, em sua segunda viagem missionária.  Atos 16. 9 – 40.
Após às perseguições em Filipos, uma forte, piedosa e generosa igreja foi ali estabelecida. Paulo se ligou inseparavelmente à história da igreja em Filipos. Amava-a sem medida e era amado pelos irmãos que se uniram a ele como os filhos ao pai que os ama e que mantém com eles uma relação de confiança necessária à abertura mútua da intimidade. A igreja marcou sua presença no sustento ministerial de Paulo e dos demais obreiros, além de suprir as carências materiais de suas coirmãs em outras nações. 2 Coríntios 11. 9; Filipenses 4. 15 – 16; 2 Coríntios 8 – 9; 1 João 3. 16 - 17. Todas as vezes que dividimos o nosso suprimento com aquele que está em carência manifestamos o trabalhar da graça e da paz de Deus em nosso interior. Deus concede mais a alguns para que aprendam a exercitar o amor na solidariedade a quem tem menos. Estes, ao receberem de quem têm mais, aprendem com essa doação a virtude da gratidão e são movidos, por sua vez, a repartirem o pouco que tem com aqueles que têm menos ainda. Nessa ordem, a dependência doentia, a manipulação, o domínio e o controle são  afastados. Evangelho não é ação política ou proselitista, mas manifestação do amor de Deus em graça e misericórdia.
A graça e a paz de Deus que vieram sobre Paulo pelo ministério do Espírito Santo, o preencheram abundantemente e dele transbordaram no anúncio e ensino da sã doutrina a quem desejasse ouvi-la. Tudo o que as igrejas viam nele e no que fazia era resultado da presença visível de Deus em sua vida e ministério. 1 Coríntios 15. 10; Filipenses 4. 9.  
Deus honrou ministerialmente o apóstolo Paulo porque ele estabeleceu como medida padrão do seu trabalho o ministério do Senhor Jesus: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Atos 20. 24. O que disse, fez.
Paulo se alegrava ao orar pelos filipenses. Deles só possuía boas lembranças. Nada mais tinha a lhes dizer sobre a sã doutrina porque eles a praticavam espontaneamente através das boas obras que o amor divino os movia a fazer. Disse aos irmãos que Deus faria completo o que iniciara entre eles. Esse é o prazer divino estendido às igrejas fiéis até o retorno glorioso de Jesus Cristo. Deus faz isso para Sua honra e glória.   
Nas crises e nas celebrações os irmãos filipenses não se apartaram do apóstolo Paulo. A orientação do apóstolo era para que a igreja não se deixasse abater pelo fato de estar preso por causa do Evangelho. Deveriam se unir em oração para que voltasse à liberdade a fim de continuar anunciando o Evangelho em todo o tempo e a todas as pessoas como já fazia na prisão.
Na vida cristã não se deve abrir espaço para a murmuração. O cristão libera seus lábios para pronunciar palavras de gratidão a Deus no reconhecimento de que tudo o que Ele permite na vida dos Seus filhos é para que cresçam em maturidade e sejam elevados em honra diante de todos. 1 Pedro 5. 6 – 9.
A cada momento Deus sempre nos dá um bom motivo para adorá-Lo, servi-Lo e louvá-Lo independente das circunstâncias. Nossa dependência Dele é determinante na administração do que temos diante de nós.  O Senhor é o nosso Pastor e Ele não nos faltará em nosso socorro. Salmo 23. 1; Mateus 28. 20b.
Nas crises o apóstolo procurava olhar para Jesus e se lembrar das palavras que Ele disse aos apóstolos que O acompanharam de perto: João 15. 20. A realidade do seu Senhor era sua também e, portanto, jamais abriria seus lábios em murmuração, mas sim para glorificar ao Senhor por ser Seu escravo. Na prisão, o apóstolo Paulo tinha todo o tempo que precisava para orar pelos filipenses e o fazia com alegria ao se lembrar dos irmãos e do amor mútuo que os unia. Em sua oração o apóstolo Paulo pediu que Deus em Seu amor continuasse gerando amor crescente entre eles a fim de que lhes fossem concedidos o conhecimento e a sensibilidade espiritual para discernir o que é agradável a Deus. Uma vida irrepreensível como filhos de Deus alegra o coração do Pai. Está entre os frutos de justiça gerados nos salvos pelo Espírito Santo  e que no retorno glorioso de Cristo serão oferecidos a Deus como reconhecimento pelo amor recebido através do Seu Filho Jesus Cristo. .  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Uma igreja que ama o pastor que a ama marca sua presença amorosa em todos os momentos do seu ministério.
DETALHES
- Trôade, localiza-se no noroeste da atual Turquia. Seu nome atual é Eski-Stamboul.  
APLICAÇÃO
- Mantenha-se fiel em todas as circunstâncias.
PENSAMENTO
A Graça e a Paz de Deus geram no pastor e na igreja a fidelidade ministerial que precisam para glorificar e honrar a Deus.   
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Agradeço a Deus todas as vezes que me lembro de vocês”. v. 3.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor o privilégio de ser útil no Teu Reino.