quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

1 Tessalonicenses - Estudo 11: BOAS ATITUDES NA VIDA PESSOAL – cap. 5. 15 – 28.

Neste texto encontramos:
- Atitudes do cristão na imitação à Cristo: a) bondade contínua com todos: enfraquece e desativa o mal com a prática do bem; b) alegria permanente independente das circunstâncias; c) oração contínua; d) gratidão permanente a Deus por tudo e todos. Atitude que reconhece a soberania e o poder de Deus na história e expressa a Sua Vontade porque O honra; e) obediência irrestrita ao comando do Espírito Santo; f) consideração pelas profecias originadas nas Escrituras e aquelas dadas pelo Espírito Santo aos santos e que jamais se opõem ao caráter de Deus; g) avaliação à luz das Escrituras de tudo o que se ouve, vê, pensa, sente e fala; retenção apenas do que é bom; h) afastamento de tudo o que é mau aos olhos de Deus. v. 15 - 22.
- Ação divina na vida do salvo: a) santificação plena; b) preservação irrepreensível do espírito, alma e corpo no aguardo do retorno glorioso de Jesus para Sua igreja no arrebatamento. v. 23
- A autoridade do ministro está vinculada à sua coerência em todas as áreas e ambientes. v. 24.
- Quem ora pede orações aos santos. v. 25.
- Saudação respeitosa entre os irmãos. v. 26.
- Leitura circular da carta. v. 27.
- Saudação paulina. v. 28.
VISÃO GERAL
 O apóstolo Paulo encerra a primeira carta aos irmãos de Tessalônica com recomendações breves, objetivas e aplicáveis à vida pessoal. Trata do relacionamento dentro e fora da igreja e o coloca como forma de testemunho da fé e do amor mútuo a existir entre os irmãos e na comunidade onde a igreja está inserida. Inclui temas da vivência comum e os de natureza espiritual que merecem a consideração dos irmãos tessalonicenses e daqueles a quem a carta for lida.
Por fim relembra aos irmãos a realidade do arrebatamento e a ação divina através do Espírito Santo no preparo da igreja de Cristo para esse grande dia cuja figura no passado está vinculada ao livramento de Noé e sua família antes do dilúvio total sobre a terra. Deus age na história em fidelidade ao Seu caráter amoroso, justo, paciente e perdoador.
FOCALIZANDO A VISÃO
O relacionamento de Jesus Cristo com o Pai é o desafio diário e exemplo a ser seguido pelo cristão no seu relacionamento com o Filho de Deus. Enquanto Jesus Cristo fazia a Vontade Daquele que O enviou, o cristão faz a Vontade daquele que o salvou. João 5. 30; 6. 38; 8. 29.
Olhando para Cristo vamos descobrir em Seu caráter, o caráter a ser adotado pelo cristão como membro da igreja peregrina na terra. Hebreus 12. 1 – 2.
A bondade contínua com amigos, desconhecidos e aqueles que se fizeram Seus inimigos era marca permanente do caráter do Filho de Deus. A bondade tem em si o poder de desativar as emoções negativas dirigidas aos salvos. Nela a prática do bem faz com que o mal perca o seu poder destruidor. Nada melhor que o amor para desarticular e desconcertar o ódio ou o mal orquestrado contra aqueles que elegeram o bem como prática.  Deus é amor e a fonte do amor. Aqueles que a Ele recorrem tem ao seu lado o Seu poder capaz de realizar o impossível aos nossos olhos. Isaías 43. 13.
Uma vez firmados na bondade divina que passa a ser a bondade cultivada pelos salvos, a alegria e a paz são consequências, independente das circunstâncias. Na carência ou na abundância, na tempestade ou na bonança, nos momentos favoráveis ou desfavoráveis, o salvo não está isento de sentimentos que fazem parte de sua fragilidade humana, mas não cede  a eles porque o Senhor o levanta e o coloca no piso firme da paz e da alegria. Esse é o Seu desejo para os Seus amados que O amam com o amor que Dele recebem. Nada se furta aos cuidados do Pai amoroso. Salmo 40, 46; Isaías 64. 4. Essa ação amorosa de Deus desperta em nós a gratidão pelo que Deus faz e permite que aconteça conosco. Tudo o que ocorre na vida dos filhos obedientes é o melhor que o Pai tem reservado a eles no seu período histórico, quer entendam ou não. Um dia Ele nos trará os Seus planos à luz, seja pelo Seu Espírito, pelas Escrituras ou pelo que ocorre ao nosso redor.
Enquanto as horas passam, o cristão reserva em seu dia um período para a conversa íntima com o Pai. Nesse diálogo fala e ouve o que Deus tem a dizer e que por certo trará direção, conforto e alegria. Deus ouve e atende, segundo a Sua Vontade, aqueles que O buscam. Ele jamais nos deixará sem resposta mesmo que façamos a ele as perguntas que jamais deveriam ser feitas. Jó 42; Salmo 65. 2. Somente quem cultiva o saudável hábito da oração é um intercessor e busca ajuda de um intercessor.
O cristão que cultiva as atitudes anteriores é pessoa que não coloca apresenta restrições ao comando do Espírito Santo em sua vida. Essa conduta o coloca dentro da Vontade de Deus tanto no que obedece, bem como no que faz. Tem consciência, pelas Escrituras, da obra do Espírito Santo na vida da igreja e na vida pessoal. Seguir irrestritamente esse comando permite que ocupemos o lugar onde devemos estar  como servos de Deus.
A submissão ao Espírito Santo e às Escrituras por Ele inspiradas dão o discernimento e a inteligência espiritual para que o salvo identifique e esteja atento para as profecias, sejam as registradas nas Escrituras ou aquelas pronunciadas por servos de Deus agraciados com esse dom e que somente as tornam públicas com a expressa autorização divina e que se alinham com o Seu caráter.
O Espírito Santo que pastoreia a vida da igreja e particularmente a vida dos salvos capacita-os para que tenham discernimento e tomem a direção certa no que ouvem, vêem, pensam, sentem e falam. O fundamento ou o árbitro que decidirá o que é certo ou errado, o que é bom ou mau, são as Escrituras. Quanto mais delas temos em nós, mais luz ou mais conhecimento receberemos antes, durante e após a tomada das decisões. Quem anda na verdade não buscará o caminho do arrependimento para reverter o seu percurso. Orientado pelo Espírito Santo, pelas Escrituras e pelo bom senso que ambos geram em nós, o salvo se afastará de tudo o que não é aprovado por Deus e receberá Dele o discernimento e a sensibilidade para fugir de toda a aparência do mal. O mal está em desacordo com aqueles que vivem no bem.
Uma vez que o salvo se deixa conduzir irrestritamente pelo Espírito Santo que nele habita e pelas Escrituras colocadas à sua disposição para serem lidas, estudadas e praticadas, prepara o seu espírito, alma e corpo para o retorno glorioso de Jesus Cristo quando vier buscar a Sua igreja.
Ao receber autoridade para servir na igreja de Cristo o salvo mantém coerência entre o que sabe e pratica e isso o leva a uma vida cristã saudável a ser vivida em todas as áreas e ambientes.  
Os alvos mantém a cordialidade através de atitudes mútuas de respeito entre os irmãos. Além disso, partilha com prazer o que ouve para edificação da igreja de Cristo. Com isso a graça e a paz divinas repousam sobre sua vida e daqueles que o cercam.   

ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A coerência entre o que o líder sabe, é e faz dá-lhe autoridade espiritual e moral para conduzir o rebanho do Senhor sendo-lhe exemplo de conduta.
DETALHES
- O apóstolo Paulo não ficou aquém ou foi além do que ensinava à igreja. Essa é a razão porque foi tão amado e odiado.
- O líder que pretende agradar a todos, não agrada a Deus, a si mesmo e nem àqueles de forma lisonjeira o louvam.
APLICAÇÃO
- Aplicar-se às boas obras é o resultado de quem se dedica à prática do bem. 
PENSAMENTO
Sempre haverá oportunidade para que o líder reveja sua maneira de se conduzir diante do rebanho do Senhor.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Aquele que os chama é fiel, e fará isso”.
ORAÇÃO

Obrigado Senhor pelas capacitações do Espírito Santo que me habilitam a Te servir cada vez melhor. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

1 Tessalonicenses - Estudo 10: BOAS ATITUDES NA IGREJA – cap. 5. 12 – 14.

Neste texto encontramos:
- Atitudes da igreja em relação aos que a lideram no Senhor: a) consideração pelos obreiros diligentes: b) submissão aos seus conselhos firmados nas Escrituras, na vivência ministerial e de relacionamentos; c) tratamento com alta estima e amor; d) cultivo da paz mútua na igreja. v. 12 – 13; 1 Coríntios 7. 6, 12, 25, 40; Hebreus 13. 7, 17, 24. 
- Atitudes em relação a três tipos de irmãos: a) advertência, aos ociosos ou insubmissos; b) conforto aos desanimados; c) auxílio aos fracos; paciência com todos. v.14.
VISÃO GERAL
Ao encerrar essa primeira carta aos irmãos tessalonicenses, o apóstolo Paulo enfatiza a vida do cristão na igreja e na comunidade mais ampla onde vive. Elenca uma série de temas e faz comentários breves sobre cada um. Apresenta as responsabilidades da igreja em relação aos líderes diligentes e verdadeiramente compromissados com o Senhor. 
A seguir recomenda à liderança da igreja algumas ações no tratamento das diferenças individuais e de caráter vistas nos membros da família de Deus. 
FOCALIZANDO A VISÃO
Em sua amorosa carta pastoral aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo apresenta as boas atitudes do cristão a serem cultivadas na igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo - a base e referência do caráter cristão.
Inicialmente declara que a igreja é responsável pelo sadio relacionamento com seus líderes. Ela deve honrar os líderes diligentes no Reino de Deus e que a administra segundo os padrões estabelecidos nas Escrituras. Estes, ao fazerem a Vontade de Deus, devem ser imitados na fé e no procedimento e acolhidos em seus conselhos, retirados das Escrituras, de sua experiência pessoal com o Senhor ou da vivência fraterna. Tratá-los com alta estima e amor os encoraja em sua nobre e pesada missão: pastorear o rebanho do Senhor, a mais honrosa e excelente obra entregue aos chamados por Deus. 1 Coríntios 11. 1; Filipenses 3. 17; 4. 9; 1 Timóteo 3. 1; 1 Pedro 5. 1 – 4.
Aliado a esse relacionamento elevado da igreja com a liderança e vice-versa soma-se a convivência pacífica entre os irmãos.
Uma igreja governada pela paz de Cristo é bem sucedida no cumprimento dos propósitos divinos estabelecidos para ela ainda na eternidade. João 14. 27; Efésios 1. 
Cultivar a paz, a edificação e a multiplicação da igreja são responsabilidades daqueles que nasceram de novo e que nela atuam como membros frutíferos. João 3. 3, 5; 15. 8.
A paz firmada no Deus da Paz e nos princípios de Sua Palavra é a fonte do verdadeiro crescimento natural da igreja. A que for obtida através de acordos humanos que contrariam o que estabelece a Palavra gera a falsa paz, responsável pelo agravamento dos conflitos e do divisionismo na igreja. 1 Coríntios 1. 3; 7. 15; 14. 33; 2 Coríntios 13. 11.
A verdadeira paz produz em mutualidade: fortalecimento, edificação e multiplicação porque está assentada no temor do Senhor ou reverência ao Seu Nome e à Sua Palavra. Atos 9. 31.
A seguir, o apóstolo Paulo recomenda à liderança da igreja ou daqueles que exercem influência pelo seu bom caráter, o tratamento a ser dado a, pelo menos, três tipos de irmãos: ociosos ou insubmissos, desanimados e fracos.
A igreja, família de Deus, não é uma comunidade sem problemas. Ela foi ‘arrebatada do poder das trevas e transportada para o Reino do Filho do seu amor que nos liberta e perdoa sob o preço do Seu sangue. Por sua nova natureza, exerce continuamente o ministério da conciliação e da reconciliação. Coloca-se permanentemente na função de resolver os conflitos, capacitada pelo Espírito Santo, e não de revolvê-los com o uso de metodologias humanas que apenas agravam o que foi iniciado. 2 Coríntios 5. 14 – 20; Filipenses 2. 1 – 11; Colossenses 1. 13.  
No retorno à Casa do Pai o Senhor Jesus transferiu a responsabilidade do pastoreio da igreja ao Espírito Santo, Seu coigual. João 14. 16 – 17, 26; 15. 26.   Homens, por si só, são incapazes de realizar com perfeição essa missão divina a não ser que sejam capacitados por Deus. Até o retorno do Senhor Jesus Cristo é o Espírito Santo quem pastoreia Sua igreja, através dos chamados, alinhado aos propósitos comuns da Divindade na pessoa do Pai, do Filho e do próprio Espírito até que a reentregue ao Filho para que este a apresente ao Pai a fim de que seja tudo Nele. Hebreus 2. 11 – 13.
Três marcas de imaturidade são encontradas na igreja peregrina e a cada uma é proposto um tratamento: ociosidade ou insubmissão, desânimo e fraqueza. 
Pensador aprofundado em conceitos, escritor erudito e homem cheio do Espírito Santo e por isso possuidor de sabedoria divina que lhe dava discernimento e inteligência espiritual além de habilidade na condução da igreja aos pés de Cristo, o apóstolo levou em conta em sua exposição uma ordem a ser considerada na reflexão daqueles que amam o estudo das Escrituras.
Alertamos o leitor de que devido à importância do tema, o estudo não se reduzirá a uma síntese, mas receberá tratamento alongado porque é dessa forma que a cura se processa no caráter: tempo, disciplina e determinação. Esse é o percurso da maturidade.
No primeiro lugar de sua lista o apóstolo Paulo cita os ociosos ou insubmissos. Infelizmente, já a partir do ano 51 até o século 21 os ociosos ou insubmissos se mantêm vivos e ativos na igreja de Cristo e o seu número não é pequeno. São muitos os que desejam ser carregados ou serem ovelhas que se autogovernam, ignorando a orientação dos líderes capacitados pelo Senhor. Poucos estão dispostos a suportar o peso da carga da responsabilidade ou transportá-la com seus irmãos.
Conhecedor da natureza terrena, presente nos salvos, a prática divina tem sido trabalhar com o remanescente. Tal foi no passado, nos primórdios da história de Israel em Canaã, do Egito à Palestina e desta aos exílios. Tal é no presente na história da igreja e de Israel, povos escolhidos por Deus para missões específicas no mundo.  
Deus seja louvado pelos fiéis remanescentes!
Na caminhada de Israel, do Egito à Palestina, não era pequeno o número de ociosos ou insubmissos entre o povo. Comportaram-se como murmuradores, críticos, exigentes, maledicentes, apáticos e obstinados em sua rebelião contra Deus e a liderança. Atraíram a si a timidez, a inércia e o pessimismo. Seu prazer, consciente ou inconsciente, era realizar o que lhes agradava e não o que agradava a Deus. Pela relutância e resistência em obedecer buscavam deter o avanço do povo de Deus no atendimento dos propósitos divinos.  Alguns, em seu atrevimento, chegaram até a querer impor a sua vontade ao rebanho do Senhor ao invés de se submeterem à Vontade de Deus: boa, agradável e perfeita e exposta pelos líderes que servem a Deus e não a si ou aos homens. Romanos 12. 2; Gálatas 1. 10.
Quem são os ociosos ou insubmissos?
Esse grupo é composto pelos antigos na caminhada da fé, cultivada por eles como rotina religiosa ou sucessão de eventos e não como o conjunto de experiências com Deus na vivência diária de Sua Palavra. Essa é a razão de sua imaturidade e  insensatez. Por isso são geradores de confusão e divisionismo. Em seu caráter confuso procuram unir o que é antagônico, incompatível ou mutuamente excludente: vida com Cristo e vida sem Cristo; passado e presente; o agora e o outrora.  Essa insistência os leva a um permanente desequilíbrio e conflito. São lentos no percurso do caminho da imaturidade à maturidade. Ao negarem essa lentidão, acusam o Diabo pelo seu procedimento ou transferem a outros a responsabilidade que é sua e com isso tentam se autojustificar. Sem se aperceberem trabalham de graça para o Diabo ao lhe fazer a vontade. Com isso caminham para a decadência mesmo sem a ajuda do inimigo de Deus.
Não é justo responsabilizar Satanás pelas ações reprovadas na vida do salvo. Aliás, o Adversário já não mais tem domínio sobre ela. É evidente que ele não perde a oportunidade que lhe oferecem. Dessa forma dá sentido à sua existência no mundo. Sua sutileza, sedução e sabedoria em relação aos seres humanos são potencializadas e usadas segundo a sua eficácia e oportunidades oferecidas. Mateus 16. 23; Romanos 6. 6, 11 – 14; 2 Coríntios 10. 3 – 5; Efésios 4. 27; 1 João 5. 18.
Os ociosos, se verdadeiramente desejam produzir os frutos da salvação e da nova vida em Cristo, devem rever seus princípios, valores, atitudes e procedimentos antes que pela dureza de coração o juízo divino os abata e encurtem os seus dias na terra.  Colossenses 3. 5 – 17; 2 Timóteo 1. 7.
É certo que a diligência dos operosos incomoda a indiligência ou negligência dos ociosos. Quem pouco ou nada faz sempre apresenta um novo argumento para menosprezar quem trabalha para o Senhor.  
A recomendação das Escrituras aos operosos é para que não andem no aparente e fácil caminho dos ociosos; não se detenham para ouvir suas opiniões, não se assentem com eles para discutirem o que pensam ou se unam a eles no mesmo propósito. O melhor é ouvir Deus. Salmo 1. 1 – 2.
O trabalho dos operosos jamais será vão para o Senhor. Ele é justo em Suas recompensas e juízo. 1 Coríntios 15. 58; Hebreus 6. 10.
A crítica dos ociosos ao trabalho silencioso ou discreto dos operosos tem como base o ressentimento ou a inveja com o fim de diminuir a honra dada por Deus a estes ou afetar-lhes o nome e o entusiasmo. Não há como evitar: a operosidade denuncia naturalmente a apatia e a preguiça dos ociosos. É por isso que estes se antipatizam com aqueles. Na verdade, não pode caminhar junto quem olha para objetivos opostos.  Ser operoso ou ocioso é uma questão de amor ou desamor, respectivamente. Quem não ama Deus, não ama Sua igreja e Sua obra nela e através dela. 
Os ociosos se especializam na doentia arte do divisionismo, prática combatida por Jesus Cristo e pelos apóstolos. Mateus 12. 30; 1 Coríntios 1. 10; 1 João 3. 6 – 12.
Os ociosos não desejam ser anulados totalmente pelos demais e por isso fazem quase nada do pouco que realizam. Assemelham-se a alunos que não se empenham por fazer o melhor. Ficam apenas na média ou pouco abaixo dela para não serem reprovados. Eles se esquecem de uma realidade: uma vez terminada nossa história na terra não há segunda oportunidade para reverter o caminho percorrido. Eclesiastes 9. 10; Hebreus 9. 27. 
Por não trabalharem, os ociosos dão trabalho: para Deus e depois para Sua igreja. Com isso ofendem a Deus com sua ingratidão. Mesmo assim o Pai de amor os agracia com Sua bondade para que venham a se arrepender antes que faça uso de sua inevitável justiça. Isaías 43. 24; Romanos 2. 4; Romanos 11. 22.
Os ociosos ou insubmissos assemelham-se também a ramos infrutíferos que desviam para si a energia da seiva da videira devido às suas exigências de receber e não doar e com isso enfraquecem os ramos frutíferos. São parasitas. A permanência nesse estado atrai a atenção do viticultor que irremediavelmente os encontrará e os cortará da videira para serem lançados e queimados no fogo. Sua permanência consciente no estado de pecado deliberado dá-lhes esse fim porque o viticultor jamais será incoerente com o Seu caráter e não poupará os parasitas que causam danos à vinha do Senhor. A eles se aplica a figura das raposinhas, utilizada por Salomão Cântico dos Cânticos 2. 15; João 15. 2, 6; Hebreus 10. 26. 
Evangelho não é adereço religioso. Exige compromisso, envolvimento pleno no que Deus nos reservou para fazer em Seu Reino.
As Escrituras jamais justificarão os ociosos, mesmo que estes as usem seletiva ou indevidamente para se autojustificarem. Aliás, essa atitude é de procedência maligna e foi a primeira estratégia a ser utilizada por Satanás quando torceu a Palavra de Deus, acrescentando o que o Criador não disse. Temos responsabilidades com Deus e Sua igreja formada em Cristo. Cabeça e corpo são inseparáveis. Não há vida em decapitados. A fonte do engano, da queda e da perdição eterna consiste em trocar a verdade divina pela mentira satânica. Gênesis 3; Romanos 1. 18 – 32.  
Em seu pecado endógino (nascido nele mesmo) e que gerou sua incorrigível natureza pecaminosa, Satanás se constituiu em pai das heresias, da eisegese ou do ensino falso: inimigos da verdade que há em Cristo. Seu trabalho é afastar as criaturas do Criador e levá-las consigo para o mesmo lugar que lhe foi destinado. Isaías 14. 12 – 17; Ezequiel  28. 12 - 19; Mateus 25. 41; Apocalipse 12. 9. 
Deus estabeleceu a lei da semeadura e colheita no mundo espiritual para que Suas criaturas não venham zombar de Sua graça e misericórdia.  Ela continua em vigor apesar do liberalismo teológico existente na atual igreja de Laodicéia. Gálatas 6. 7 – 8.
Paulo recomenda que a igreja seja exaustiva e chegue ao seu limite na disciplina restauradora, curativa ou cirúrgica dos ociosos antes de entregá-los nas mãos de quem tudo sabe, pode e vê. Em sua experiência pastoral sabia da influência destruidora dos ociosos ou insubmissos na igreja de Cristo. Não é diferente em nossos dias. Em suas exigências colocam o receber acima do dar em oposição à orientação e prática do Senhor Jesus que veio ao mundo para servir e não para ser servido. Mateus 10.8; 20. 28; Atos 20. 35. Se o Soberano assentou-se aos pés dos servos para servi-los por que estes desejariam ocupar o lugar que não lhes pertence ou se colocar no conforto da preguiça diante do Deus trabalhador? João 5. 17; 13. 3 – 17. Nessa parte, o apóstolo se alinhou à advertência de Jesus  não sujeita ao limite do tempo ou da atualização. Mateus 12. 30; 24. 35; 2 Coríntios 13. 5.
O que fazer com os ociosos?
O Apóstolo recomenda que a liderança e a igreja adotem conjuntamente a mesma atitude divina diante do pecado: confrontação. Nela a verdade é exposta com seriedade, amor e paciência. O objetivo é que pecador reconheça seu estado pecaminoso, se arrependa e venha ao conhecimento e prática da verdade que há em Cristo. Provérbios 28. 13. Somente o amor de Deus derramado em nossos corações por Seu Espírito é o antídoto eficaz para  derrubar as fortalezas do inimigo. Não há mal que resista ao bem, à bondade e a paciência quando eles são exaustivamente aplicados no amplo universo da disciplina. O Deus da paciência que nos tem sustentado sob Sua paciência nos capacitará, pelo Espírito Santo nesse tratamento. Somente o amor divino pode gerar nos líderes a tolerância positiva até que os ociosos, pela misericórdia divina, abandonem seu estado atual e sejam atraídos à operosidade na obra do Senhor, espaço onde atuam os verdadeiramente renascidos. João 3. 3, 5; Romanos 5. 5; 2 Coríntios 10. 1 – 9; 1 Tessalonicenses 5. 15.
Que o Senhor nos capacite a viver o padrão elevado de caráter deixado a nós como exemplo pelo Senhor Jesus que não dispensa a indignação, mas a transforma em ações positivas de restauração.   
Os desanimados ocupam o segundo lugar na citação paulina. Paulo recomenda que eles sejam confortados ou encorajados em sua fé ou vida cristã. São os operosos de outrora e que por olharem para si mesmos e para as circunstâncias se deixaram enfraquecer em sua perseverança e esperança. 
Por que o desânimo?
Na época, a perseguição obstinada e contínua dos religiosos judeus e pagãos em Tessalônica afetou o ânimo desses irmãos não somente para viverem o Evangelho, mas anunciá-lo. Muitos haviam trabalhado tenazmente na obra do Senhor, mas se desencorajaram ao ver que o esforço ou a semeadura não havia correspondido às suas expectativas de abundante colheita. Essa atitude, mesmo compreensível, não se justificava porque, como disse Paulo à igreja em Corinto: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta e o que rega são coisa alguma, mas Deus que dá o crescimento”.  1 Coríntios 3. 6 – 7.
No Reino de Deus a glória há de ser sempre Dele e não nossa. Somos apenas servos que receberam o privilégio de trabalhar na obra do Senhor e esse chamado, por si só, nos honra e a ele devemos corresponder com humildade e alegria.
Se o que fazemos traz ou não frutos imediatos ou visíveis, isso não é significante, mas sim o que Deus opera em nós, por nós e através de nós. A operação do amor de Deus por nós não está vinculado ao que somos ou fazemos, mas ao que Ele é e faz.
Ao se despedir da liderança da igreja em Éfeso o apóstolo deixou bem claro em que consistia seu projeto ministerial na igreja de Cristo.  Isso é o que importa. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Atos 20. 24. (ARC).  
Na ocasião, em Tessalônica, o sentimento dos desanimados não estava de acordo com o agir da Soberania e da Graça de Deus cuja visão é a de eternidade e não de tempo. Quem deseja ver os  resultados imediatos do agir de Deus, por usá-lo como instrumento de bênçãos, está comprometido, consciente ou inconscientemente, com os padrões do humanismo presente na antiga pós-modernidade e vinculada à cultura do método, dos resultados, da produtividade e do empenho próprio. Coloca o foco em si, na metodologia e não no que Deus estabeleceu como procedimento correto em Seu tempo e trabalho. 
 Conhecedor de Suas criaturas, e particularmente dos Seus filhos, jamais o Senhor permitirá que eles sejam bem sucedidos no trabalho que está restrito ao ministério do Espírito Santo ou queiram para si a glória que Lhe pertence. Nossa parte do que fazemos na obra do Senhor é glorificá-Lo, honrá-Lo e exaltá-lo e não tomar para nós o que não é nosso direito. Somos servos e essa é a nossa posição e lugar. Ele é Senhor soberano e Criador e ocupa o lugar que Lhe pertence por direito e honra. 1 Coríntios 10. 31. 
Deus sabe que em nossa natureza terrena, mesmo salvos, podemos ser traídos pela fragilidade e inclinarmos ao egoísmo, ao orgulho e à vaidade. O cultivo da humildade e da vigilância permanente são formas de combate a esses inimigos no salvo e na obra do Senhor.
O que fazer com os desanimados?
Os desanimados devem ser levados pacientemente ao conhecimento e com ele à mudança de atitude para que compreendam que no Reino de Deus foram chamados para servir e não para ver os resultados do seu serviço a fim de que se vangloriem entre os conservos do Senhor. Precisam aprender a andar pela fé no que Deus é e faz e não por vista ou com os olhos voltados para o que somos e fazemos. 2 Coríntios 4. 18; 5. 7.
Os desanimados, se não vigiarem, poderão ser atraídos em seu pecado, aos ociosos. Alguns, pouco ou nada investem diariamente em sua vida espiritual e vivencial. Seu desânimo os desmobiliza para a mudança de comportamentos. Estes só são mudados quando a Palavra de Deus age em nosso interior e produz os frutos que ela determina.
Há os desanimados que por descansarem no seu estado atual chegaram a tal torpor ou insensibilidade espiritual que se transformaram em pessoas religiosas e inclinadas ao legalismo ou ao liberalismo, seu oposto, e tão comum em nossos dias. Isaías 5. 18 – 22.   
A negligência leva os desanimados a um comportamento contraditório: semeiam pouco ou quase nada e desejam colher muito. Frustrados em seus planos, transferem a Deus e a todos e não a si a responsabilidade da pequena colheita e com isso realimentam o seu desânimo.
A mútua mentoria ou discipulado entre os salvos é estratégia espiritual apresentada pelo Apóstolo às igrejas de Cristo. Ela permite o diálogo da maturidade com a imaturidade a fim de que a sabedoria prevaleça sobre a insensatez. Jesus usou essa estratégia com os discípulos e Seus inimigos. Consulte os diálogos e os debates de Jesus nos Evangelhos. Romanos 15. 14.
Os desanimados precisam aprender que a vivência do Evangelho deve estar de acordo com o que ele é e não de acordo com o que eles acham que ele deveria ser. O mentor ou discipulador apresentará a eles os princípios que regem o Reino de Deus a fim de que possam obedecê-los ou aplicá-los à sua vida pessoal e nos relacionamentos inerentes a todas as áreas da vida. Desta forma, como é natural, os frutos da colheita serão em maior número que a semeadura. 
Ao contar a parábola dos quatro solos, o Senhor Jesus ilustrou o grupo dos desanimados assemelhando-os às sementes espalhada nos três primeiros solos. Com exceção do primeiro solo, o que foi semeado entre pedras e nos espinheiros germinou, mas não prevaleceu porque os obstáculos do desânimo não permitiram que chegassem à plenitude dos frutos. Sem raízes profundas e sem espaço para se desenvolver e crescer é impossível ser bem sucedido no final. Dito de outra forma: os desanimados são apressados na busca de resultados imediatos do seu esforço pessoal e por isso nem germinam; os desanimados não se aprofundam no que se empenham ou se deixam influenciar pelo que vêem e como resultado se frustram, ficam sem espaço e se autoexcluem.  Sem o aprofundamento nas Escrituras e na dependência do Espírito Santo é impossível retirar os nutrientes ao fortalecimento espiritual e vivencial. Com isso os desanimados ficam sujeitos à queda inevitável quando vêm as dificuldades inerentes à vida cristã. Não basta elaborar um bom projeto; é preciso dar-lhe andamento e terminá-lo bem.  
Felizmente a parábola contada pelo Senhor Jesus tem um majestoso final ao apresentar a boa semente acolhida pelo rico solo anteriormente preparado. Representa a vida dos salvos operosos, capacitados pelo Espírito Santo, e que produzem, em sua diferença individual, a quantidade de frutos que lhe foram reservados pela Soberania divina. Mateus 13. 1 – 23. 
Uma igreja inoperante no cuidado com os desanimados abre a eles espaço a fim de que se mobilizem e pela influência negativa inviabilizam o trabalho inorganizado dos operosos.
Uma igreja refém de pessoas desanimadas corre grandes riscos em sua história e sobrevivência. Desagrada a Deus pela falta de fé e abandona projetos bem sucedidos e que são desprezados ao invés de aperfeiçoados em razão da experiência adquirida. Com isso as boas iniciativas morrem com a geração que lhe deu origem e andamento inicial.  
O cultivo de uma vida de oração, vigilância e amor às Escrituras, como nos ensinou o Senhor Jesus, são fontes permanentes de ânimo. Mateus 26. 41; João 5. 39.
Citamos como exemplo a vida espiritual e disciplinada de Jesus. Ele jamais cedeu lugar em Sua vida ao desânimo, mesmo nas horas finais quando ao invés de ser consolado, consolou os discípulos. 
Em certo momento decisivo do Seu ministério terreno, sugeriu até que O abandonassem aqueles que não estavam dispostos a seguir nos mesmos princípios estabelecidos pelo Pai. Não poupou nem os doze apóstolos. No Reino de Deus não há espaço para mimar ou massagear o ego dos servos. João 6. 60 – 71.
A igreja jamais deverá lisonjear os desanimados ou oferecer-lhes posições de honra a fim de que sejam atraídos à responsabilidade inerente aos servos. Servir a Deus é privilégio concedido pelo Senhor e não trabalho voluntário a ser realizado pelos servos.  O servo faz da Vontade do Senhor, sua vontade, tal qual Maria.  Lucas 1. 38. Não é nos tornando condescendentes, flexíveis ou simpáticos que vamos trazer as pessoas ao bom senso, mas falando-lhes a verdade com amor por mais que isso nos atraia a antipatia deles. Efésios 4. 15, 25.
Deus é a fonte de todo ânimo e àqueles que O buscam Ele se deixa achar. 2 Crônicas 15; 2; Isaías 55. 6.
Uma vez iniciada a caminhada com Deus precisamos entender, para aumento da sabedoria e saúde espiritual, que é Ele quem determina o caminho e como devemos andar nele.  Nesse ponto citamos um princípio: “O Senhor mesmo dirige cada um dos nossos passos; por que então tentar discutir com Ele por causa das coisas que nos acontecem?”. Provérbios 20. 24. (BV). Aliado a esse argumento o profeta Jeremias nos fala da parte do Senhor: “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado?”. Lamentações 3. 37.  
A ausência na igreja da terapia no combate ao desânimo leva os seus praticantes à apatia e a serem acolhidos com simpatia pelos ociosos e insubmissos  com o inevitável aumento dos omissos na igreja.
Tanto os omissos como os desanimados, pelo tempo de fé, já deveriam ter alcançado a maturidade espiritual para não revelarem essa deficiência no caráter cristão. Sua resistência, porém, em se alimentar adequadamente da Palavra de Deus e torná-la prática em suas vidas na adoração, no louvor e no serviço, funciona como bloqueio ao crescimento cristão e faz deles o que são. Com isso perdem a alegria da vida cristã e se arrastam pelo caminho que a cada dia se torna mais trabalhoso, íngreme e pesado para eles e para a igreja que frequentam.  
Por fim, o apóstolo Paulo cita os fracos. São os novos na fé. Em sua infância espiritual insistem em se conduzir por seus próprios meios e esforços na vida cristã ao invés de se soltarem ao trabalhar da Graça de Deus em suas vidas.  Em sua tentativa de se autogovernarem, oscilam entre a vida de outrora e a vida de agora. São mais sensíveis à sua autoestima do que a estima do Alto. Colocam em alta o que pensam a respeito de si mesmos e do que outros pensam a seu respeito. Com isso se esquecem de viver na dependência da Graça de Deus e do que Ele tem para elas. Ouçamos o apóstolo Paulo: “Pela Graça de Deus, porém, sou o que sou, e a sua Graça para comigo não foi vã; antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a Graça de Deus que está comigo”. 1 Coríntios 15. 10. (AEC). O servo do Senhor está com os olhos voltados para o Senhor e não para si mesmo ou para os olhos daqueles que o cercam.
Os fracos precisam retomar as primeiras lições de humildade no Reino de Deus sem a qual não poderão permanecer nele ou serem frutíferos. Precisam aprender as lições da dependência do Espírito Santo a fim de que entendam que o correto relacionamento com Deus está na liderança do Espírito Santo em nós e não sob o nosso controle. É o Adorado e não o adorador quem determina a maneira correta da adoração, louvor e serviço.  
Não sejamos atraídos à fraqueza de Caim. Sua insensatez o levou à pretensão de tentar governar por si mesmo o relacionamento com Deus ignorando os princípios pré-estabelecidos pelo Criador de que sem derramamento de sangue não há remissão, perdão de pecados. É o que Deus estabelece no culto que Lhe é prestado que tem validade espiritual aos Seus olhos e não o que achamos ser melhor. Ele não abre mão do que Lhe é inerente como Soberano. Genesis 4. 1 – 25; Hebreus 9. 22; 11. 4; 1 João 3. 12.
No tratamento com os omissos, desanimados e fracos, o apóstolo Paulo cita um princípio geral a ser aplicado com a adição da paciência que buscamos receber diariamente de Deus quando as nossas fragilidades são reveladas por Ele, expostas por nós, denunciadas por quem nos desama ou até ocultadas aos olhos humanos, mas não do Senhor: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como deveis responder a cada um”. Colossenses 4. 6. 
Na medida em que a igreja avança para seu final de história no aguardo do arrebatamento tenhamos em mente que esses irmãos enfermados na fé precisam ser trazidos à Luz que é o Senhor Jesus. Ele veio justamente para restaurar a saúde aos enfermos e não atender quem se julga são aos seus próprios olhos. Mateus 9. 12 – 13.
Os ociosos ou insubmissos, desanimados e fracos precisam ser restaurados à autêntica fé evangélica, seja pela advertência, conforto ou auxílio, acrescidos pelo exercício da paciência oriunda do Deus da paciência. O Senhor deles é nosso e a Ele pertencemos igualmente, ocupando o mesmo espaço no Reino através do novo nascimento ou nascimento do Alto. João 1. 13; 3. 3, 5. Ele não faz acepção de pessoas.
Somente com a ação livre e poderosa do Espírito Santo naqueles que estão com saúde espiritual e por isso vivem em maturidade a vida cristã, será bem sucedida a cura dos tipos citados. A glória de Deus se manifestará na igreja como ocorreu no primeiro século da era cristã e ocorrerá, Deus permita, no século 21. 
Deus conhece o interior de quem está na assembléia dos santos. Sabe quem é o trigo e quem é o joio, mas é paciente até o último instante para fazer uso dos seus atributos de amor: graça, justiça e misericórdia. Ele não se alegra com a perdição daqueles que no início da história foram feitos à Sua imagem e semelhança. O Seu desejo é restaurar nos fiéis a imagem de Jesus Cristo para que os Seus propósitos iniciais sejam cumpridos plenamente no final quando seremos semelhantes ao Filho, ao Senhor Jesus. Filipenses 3. 20 – 21; 1 João 3. 1 – 3.
Em respeito à responsabilidade pessoal entregue ao homem, o Criador dá à criatura a oportunidade de ouvi-Lo ou rejeitá-lo. A primeira escolha representa salvação. A segunda escolha representa perdição eterna. Isaías 30. 21.
Não sejamos incoerentes em nosso desejo de querer ser bem tratados por Deus e não usarmos essa mesma medida com Suas criaturas. Deus não nos apoia quando nos opomos a Ele. A bondade perseverante ou contínua gera a alegria permanente, independente das circunstâncias, com o triunfo do bem.   
 Andar com Deus não somente é um desafio, mas uma atitude inteligente de Suas criaturas porque nesse andar é que encontramos o verdadeiro sentido da vida, a excelência no viver e a eternidade com Deus.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Atitudes estão vinculadas ao conhecimento e às escolhas e não a imposições.
 DETALHES
- O reconhecimento de que precisamos de ajuda é o primeiro passo para a cura.
APLICAÇÃO
- Aprender a cultivar atitudes cristãs.
PENSAMENTO
A maior força de restauração em todos os tempos é o amor. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam pacientes para com todos”.  
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor para que seja instrumento de ajuda em Tuas mãos. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

1 Tessalonicenses – Estudo 9: NA ESPERA DO RETORNO GLORIOSO DE JESUS CRISTO - cap. 5. 1 - 11 .

Neste texto encontramos:
- O que sabemos das Escrituras é o que devemos crer e esperar porque certo é o seu cumprimento. v. 1; Mateus 24. 35.  
- O Dia do Senhor será tão surpreendente quanto à vinda de um ladrão. v. 2. 
- Paz e segurança no mundo é a senha que anuncia a vinda breve do Senhor Jesus. v. 3a.
- A vinda do Senhor é comparada ao processo final da gravidez. v. 3b. 
- Os cristãos-luz não ficarão surpresos quando o Dia do Senhor chegar. Dia de indizível alegria. v. 4 - 5.
- Quem não aceitou as condições divinas para a salvação terá medo desse dia. v. 5.
- Vigilância permanente e sobriedade são as marcas do caráter do cristão. v. 6.
- A desatenção às Escrituras e o seu cumprimento nos acontecimentos mundiais entorpece ou anestesia quem se deixou levar pela ação satânica que promove o entretenimento como forma de afastar as pessoas das Escrituras e de Deus. v. 7; Isaías 5. 18 – 24; 22. 13; 1 Coríntios 15. 32.
- Equipamento do cristão enquanto aguarda o retorno glorioso de Jesus Cristo, o Messias. v. 8.
- Deus destinou os salvos para receberem a salvação por meio de Jesus Cristo e não a ira divina. v. 9.  
- Jesus Cristo morreu por nós e nos levou a morrer e ressuscitar espiritualmente com Ele para que vivamos unidos a Ele, seja pela vida ou pela morte. v. 10; Romanos 6. 4; 1 Coríntios 15. 19.
- A exortação ou encorajamento mútuo através das  Escrituras edifica a igreja. v. 11; Romanos 15. 14.
VISÃO GERAL
O apóstolo prossegue a sua orientação à igreja ao falar do preparo para acolher o retorno glorioso do Senhor Jesus por ocasião do arrebatamento.
FOCALIZANDO A VISÃO
Inicialmente o apóstolo Paulo lembra às igrejas que o conhecimento unido à fé no seu cumprimento, que será certo, é o que sustenta a esperança e a alegria do retorno glorioso do Senhor Jesus Cristo. Mateus 24. 35; Hebreus 4. 2.
Duas imagens são utilizadas: a do ladrão e da mulher grávida.
No primeiro caso, a vinda do Senhor será tão surpreendente ou inesperada como a vinda de um ladrão que não perderá a oportunidade que lhe foi oferecida ingenuamente pela distração humana.  
No segundo caso, o apóstolo apresenta a figura da mulher grávida. Assim como as dores no ventre da grávida se tornam cada vez mais intensas e frequentes com a proximidade do nascimento da criança, da mesma forma o retorno glorioso do Senhor Jesus Cristo será antecedido pelo juízo divino que ocorrerá no universo, particularmente na terra, através de ações gradativas e doloridas da soberania, santidade e justiça divina porque Deus é responsável pelo que ouve, vê e fala.
Um dos sinais elencados na presente exposição está vinculado à situação mundial quando a paz será imposta pela violência e controle sob um sistema de governo único. A declaração das nações na exaltação da falsa paz e segurança proclamada a todos por seus líderes será o ponto culminante que dará início ao juízo divino sobre as nações e àqueles que não assumiram o compromisso da nova vida com Cristo. Nesse momento será dada a ordem para que Jesus Cristo se manifeste com o grandioso séquito celeste formado pelos poderosos anjos de Deus nas nuvens a fim de arrebatar Sua igreja.
O retorno glorioso do Senhor Jesus será o maior evento mundial da história superando o que ocorreu com Noé e sua família ao serem arrebatados para que não se perdessem com o mundo decadente de sua época. Os salvos terão o seu dia de glória; os perdidos o receberão com pavor incluindo aqueles que estavam na igreja de Cristo e não Nele.
Paulo afirma aos irmãos que eles pertencem à geração do dia, isto é aquela que ressuscitou espiritualmente com Cristo na madrugada do primeiro dia. São os cidadãos eleitos da madrugada. Nessa condição revelam-se preparados para o encontro com o Senhor e morada definitiva com Ele. Palavras que vem da limitação humana são incapazes de descrever a grande alegria dos santos nesse dia. O encontro com o Senhor Jesus assemelhar-se-á ao encontro do Filho de Deus com o Pai após o término do Seu ministério terreno e início do ministério celeste.
As boas novas para os salvos serão más notícias aos perdidos que pela soberba e dureza de coração rejeitaram o plano divino da salvação em Jesus Cristo. João 3. 13 – 21; 2  Coríntios 2. 14 – 17.
O caráter do cristão que ama e aguarda o retorno glorioso do Senhor Jesus é marcado pela oração contínua, vigilância, sobriedade ou discrição. Está protegido pela couraça da fé e do amor e na cabeça ou em sua mente coloca firmemente o capacete da salvação em Cristo. É com esse equipamento que se prepara para as lutas espirituais diárias, capacitado pelo Espírito Santo que o leva a esperar com confiança e alegria a manifestação do grande Dia do Senhor com o aparecimento de Jesus Cristo nos ares a fim de atrair definitiva e eternamente para Si a Sua igreja que Ele ama e é amado por ela com o amor que Dele recebeu pelo Espírito Santo. Romanos 5. 5.
O inimigo de Deus, já derrotado e no aguardo de sua sentença final, insiste em seu desespero para anular na mente dos salvos a crença e a realidade do grande dia do arrebatamento da igreja. Através de entretenimentos de natureza satânica procura distrair os salvos e os não salvos a fim de que sejam desmotivados para o que certamente ocorrerá no tempo marcado por Deus. É nossa responsabilidade pedir ao Espírito Santo que nos dê discernimento e inteligência espiritual para não nos deixarmos atrair pela sedução satânica. Ele usa de toda a sabedoria, habilidade e sutileza para enganar, matar e destruir, visto que é o autor e inoculador da natureza pecaminosa durante a queda do primeiro casal no Éden. Ele cega o entendimento humano para que rejeite o   Evangelho de Jesus Cristo e adote como prática de vida o seu falso evangelho baseado na teomania ou pretensa divinização do homem. 1 Coríntios 4. 3 – 6; 2 Coríntios 11. 3.  A exemplo de Jesus os salvos devem declarar que não há qualquer compatibilidade entre luz e trevas e que o inimigo nada tem em comum conosco porque já recebemos de Deus e Sua Palavra o que precisamos para viver a vida de Cristo no presente.  João 10. 10;  2 Pedro 1. 3 – 12; Apocalipse 20. 10.
Os salvos foram destinados à salvação por meio de Jesus Cristo e não à ira divina reservada aos ímpios. A salvação tem os seus efeitos contemplados seja na vida ou na morte do salvo. Para que a salvação fosse uma realidade Jesus Cristo morreu e ressuscitou e nós o acompanhamos nesse processo como beneficiários e destinatários do amor de Deus. João 3. 36; 12. 32; Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Gálatas 2. 19 – 20.
Essas palavras de exortação e mútuo encorajamento ao serem vividas, pronunciadas e cultivadas em sua verdade pela igreja nos encontros plenos do amor de Cristo produzirão pela Palavra a fé e a esperança no aguardo desse memorável encontro de Cristo com Sua noiva, a igreja. O Espírito Santo em Seu ministério terreno prepara a igreja para que ela esteja nesse grande dia pura e bela a fim de reentregá-la a quem o responsabilizou por seu cuidado nos milênios que seguiram o Seu retorno ao Pai.
Cabe aos lideres e liderados a missão de anunciar ao mundo e à igreja, pelas Escrituras, que o dia do retorno glorioso de Jesus está mais próximo do que possamos imaginar. Estamos firmados no ‘breve de Jesus’. Assim diz o hino 112 do Cantor Cristão: “... os sinais da Sua vinda mais se mostram cada vez. Vencendo e vencido tem Jesus”. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Mortos e ressuscitados espiritualmente com Jesus Cristo nos preparamos para esse grande encontro do Seu retorno glorioso.
DETALHES
- O prazer de Paulo era anunciar o retorno glorioso do Senhor Jesus.  
APLICAÇÃO
- Firme-se na verdade do arrebatamento.   
PENSAMENTO
 - Preparar-se para a vinda de Jesus é preparar-se para a eternidade com Ele
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Portanto, não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios”.
ORAÇÃO
Senhor prepara-nos, pelo Espírito Santo, para o grande encontro  Contigo. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

1 Tessalonicenses - Estudo 8: COMO SERÁ O RETORNO GLORIOSO DO SENHOR JESUS CRISTO - cap. 4. 13 – 18.

Neste texto encontramos:
- Os cristãos não podem ignorar o destino eterno com Deus daqueles que já morreram em Cristo. Quem não tem essa esperança, pelo fato de não acolher a Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, vive na ignorância e na tristeza. v. 13: João 3. 16 – 21, 36. 
- Os cristãos creem que Jesus Cristo morreu e ressuscitou e por isso Deus, o Pai, por intermédio do Filho trará Consigo aqueles que Nele morreram a fim de que na terra recebam corpos gloriosos e habilitados para morarem no céu conforme Sua promessa. v. 14.
- Palavra do Senhor anunciada por Paulo: os cristãos que estiverem vivos na terra por ocasião do retorno glorioso do Senhor, não serão arrebatados antes dos ressurretos. v. 15.
- Após a ordem divina anunciada por um arcanjo através da trombeta de Deus, Jesus deixará Sua glória e descerá até às nuvens para chamar a Si, em primeiro lugar, os ressuscitados que morreram no Senhor. v. 16.
- A seguir os cristãos que estiverem vivos na terra terão todo o seu ser transformado e corpo glorificado para juntamente com os ressurretos subirem ao encontro do Senhor nas nuvens. Estaremos para sempre com o Senhor. v.17.
- A igreja é consolada e reanimada em sua fé, alegria e esperança quando houve falar do arrebatamento. v. 18. 
VISÃO GERAL
O arrebatamento é doutrina evangélica anunciada pelo Senhor Jesus, confirmada pelos anjos por ocasião do retorno de Jesus Cristo ao céu após o cumprimento pleno do Seu ministério terreno e reafirmada pelo apóstolo por revelação divina. Nessa revelação o Espírito Santo no cumprimento do Seu ministério deu ao apóstolo Paulo os detalhes de como será esse momento glorioso para a igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. João 14. 3; 16. 13. (ARA); Atos 1. 6 – 11; Apocalipse 22. 7, 12, 20.
A igreja que será arrebatada é aquela que cumpre o ministério dado a ela pelo Senhor Jesus e que fundamentada nele se prepara para esse memorável encontro. Mateus 4. 23; 25. 1 – 13; 2 Timóteo 4. 8.
O apóstolo Pedro alertou a igreja sobre a presença nos últimos tempos de pessoas que zombariam e questionariam o retorno glorioso de Jesus. Infelizmente essa incredulidade será encontrada dentro da própria igreja de Jesus Cristo onde crescem simultaneamente o trigo e o joio. O ‘trigo’ se prepara para o arrebatamento; o ‘joio’ o ignora ou o nega. O trigo e o joio são semelhantes na aparência, mas diferem nos frutos: o trigo é frutífero de boas obras, mas o joio é infrutífero e apenas se dedica às daquele que veio roubar, matar e destruir. Mateus 13. 24 – 30; João 10. 10a; 2 Pedro 1. 16 – 21; 3, 1 – 9.
FOCALIZANDO A VISÃO
 De forma bem didática o apóstolo Paulo orienta os tessalonicenses e a igreja de todos os tempos.
Declara que o cristão não pode ignorar  o destino eterno com Deus daqueles que morreram em Cristo. Esse conhecimento é consolador e encorajador porque produz a paz, a alegria e reanima a fé e a esperança dos salvos.
Aqueles que não acolheram a Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo permanecem na ignorância e por isso veem a morte com pavor, nada sabem da vida pós-morte ou se deixam enganar pelas teorias satânicas. A incerteza é o resultado da ausência da fé evangélica. Sendo assim, não alimentam qualquer esperança porque neles não há a paz e a alegria só possíveis na vida de quem está em Cristo.
O cristão não somente crê na morte e na ressurreição de Jesus Cristo, mas faz dessa realidade histórica uma realidade experiencial responsável pela morte da natureza pecaminosa e da doação da nova vida em Cristo por nossa unidade com Ele. Esse é o batismo com e em Cristo feito não na água, mas pela ação do Espírito Santo que nos incluiu tanto na morte como na ressurreição de Jesus Cristo. Romanos 6. 4 – 23. Essa inclusão permite que vivamos a mesma natureza terrena vivida por Jesus em Sua humanidade aliada à natureza divina que atuou Nele e atua em nós pela presença do Espírito Santo. Ele nos leva à dependência plena do Pai e nos dá a mente de Cristo e Sua natureza. João 8. 29; 1 Coríntios 2. 9 – 16; 2 Pedro 1. 1 – 11. Uma vez participantes da morte e da ressurreição do Filho de Deus fomos presenteados e honrados com a nossa atração e habitação com Ele pela fé nas regiões celestiais de onde governa, intercede por nós e nos dá poder vindo da presença do Espírito Santo em nós para vencer os inimigos de Deus. Eles estão sempre dispostos para impedir que recebamos na vida presente o que as promessas divinas, que Ele nos deu em Cristo, sejam conhecidas, acolhidas e realizadas. Essa realidade espiritual vivida pela fé será realidade eterna após o arrebatamento. Efésios 2. 6; Apocalipse 3. 21 - 22.
A seguir, por revelação divina, o apóstolo Paulo detalha como se processará o arrebatamento dos salvos que se prepararam para esse evento.
No tempo determinado por Deus e sob Sua ordem anunciada pelo toque da trombeta do arcanjo, o Senhor Jesus descerá de Sua glória. Trará Consigo os fiéis que morreram em Cristo e O honraram em seu período histórico de vida na terra. Dará a eles na terra um corpo glorioso que se unirá ao seu espírito e alma (mente, emoções, vontade) puros e incorruptíveis. Estes não mais terão a natureza terrena, mas uma natureza habilitada para viver a eternidade com Deus tal qual o Senhor Jesus após o Seu retorno à Casa do Pai. Mateus 22. 29 -30; 1 João 3. 1 – 3.  
Enquanto a ressurreição dos salvos se processa, os cristãos que estão  vivos na terra terão os seus corpos transformados instantaneamente. Passarão em fração de segundos pelo processo de morte e ressurreição para que sejam semelhantes aos ressuscitados. Romanos 5. 12 - 21. No contexto do arrebatamento o ato seguinte será a atração dos salvos à presença do Senhor Jesus. Assim como Jesus no término do Seu ministério foi atraído ao Pai pelo poder do Espírito Santo, o mesmo ocorrerá com os salvos. Jesus Cristo os atrairá a Si e todos aqueles que participarem dessa primeira ressurreição e evento majestoso, participarão das bodas do Cordeiro. Estarão para sempre com o Senhor Jesus em todos os eventos celestiais e terrenos que ocorrerão na terra e no céu. As Escrituras relatam com precisão todos os eventos que culminarão em juízos, julgamentos e inauguração da eternidade com Deus para os salvos e da eternidade sem Deus para os perdidos. João 12. 26; 14. 3. Estar para sempre com o Senhor será o momento quando veremos o que os olhos humanos jamais viram e ouvir o que jamais ouvimos. A paz e a felicidade plena jamais alcançada em nossa natureza terrena será realidade na natureza celeste e plena de glória ao lado do Senhor Jesus. Na glória seremos apresentados pelo Filho ao Pai como Seus filhos. João 16. 12; 1 Coríntios 2. 9; 12. 1 – 4; Hebreus 2. 11 – 13.
A mensagem evangélica do arrebatamento da igreja é fonte de consolação e encorajamento e há de ser pregada até que esse momento chegue para que vidas sejam despertadas para essa realidade e venham ao conhecimento e acolhimento da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo e despertamento dos salvos para que animados pelo Espírito Santo se preparem para esse grande dia em vida de adoração, louvor e serviço em santidade ao Senhor.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A mesma sensação sentida por Jesus Cristo ao retornar à Casa do Pai após o cumprimento pleno do Seu ministério será vivida pela igreja no arrebatamento.  
DETALHES
- O dia do arrebatamento da igreja será tão glorioso quanto terrível. Glorioso para os que se prepararam para as bodas do Cordeiro e terrível para os que se comportarem como as cinco virgens insensatas. Mateus 25. 1 – 13.
APLICAÇÃO
- Preparar-se para o grande dia do arrebatamento da igreja. 
PENSAMENTO
O cristão vive cada dia em oração e vigilância no aguardo do arrebatamento da igreja.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.
ORAÇÃO
Maranata! Vem Senhor Jesus.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

1 Tessalonicenses - Estudo 7: VIDA QUE AGRADA A DEUS - cap. 4. 1 – 12.

Neste texto encontramos:
- Viver para agradar a Deus: os tessalonicenses acolheram esse ensino. Deveriam crescer no que haviam aprendido. Nisso imitariam o Senhor Jesus. v. 1; João 8. 29. 
- Paulo recebeu de Jesus a autoridade para reafirmar à igreja os mandamentos divinos. v. 2.
- Andar em santidade de vida e se afastar de todo tipo de imoralidade sexual é a Vontade de Deus para Seus filhos. v. 3; 1 Pedro 1. 15 – 16.
- Deus orienta, mas não toma a decisão por nós. Sua Palavra nos instrui e nos dá a responsabilidade pelo melhor uso da mente, das emoções, da vontade e do corpo apresentando-os a Deus em pureza para adorá-Lo, louvá-Lo e servi-Lo em santidade e honra. v. 4; Gênesis 4. 7; 1 Coríntios 10. 31.
- Pela Palavra de Deus o cristão aprende a governar suas emoções. Não se assemelha aos pagãos que se deixam dominar por elas. v. 5; Salmo 141. 3; Provérbios 16. 32; Isaías 48. 22; 57. 20 - 22.
- O cristão não prejudica e nem se aproveita de quem é ou poderá vir a ser seu irmão. Deus é responsável pelo que vê e ouve e Sua ira alcança quem O desobedece ou desafia Suas leis. v. 6; Romanos 12. 19 - 21.
- O Deus Santo coloca Sua santidade como base e referência de vida para Seus filhos. Não apoia quem cultiva a impureza. Ele é coerente Consigo mesmo. v. 7; Levítico 11. 45; Salmo 19. 12 – 14; 51. 10; 1 Pedro 1. 15 – 16.
- Rejeitar o que Deus diz é rejeitar quem Ele é. No dia da inevitável prestação de contas com o EU SOU, DEUS, Ele não aceitará justificativas para quem O desamou para amar o pecado. v. 8a.
- É o Espírito Santo, dádiva divina, quem concede aos
salvos discernimento e inteligência espiritual para viver a vida que agrada a Deus.  v. 8b.
- O Deus de amor, pelo Seu Espírito dado aos salvos, nos capacita a amar como Ele nos ama. v. 9; Levítico 19. 17 - 18; João 13. 34 – 35; Romanos 5. 5.
- Crescer continuamente em amor é o desafio diário do cristão. Em nossa insuficiência o Deus de amor nos move a amá-Lo como deseja ser amado, a amar-nos adequadamente e a amar com o Seu amor a quem nos cerca. v. 10; Romanos 1. 17; 2 Coríntios 3. 18.
- O cristão segue o exemplo do Senhor Jesus: cultiva a paz e faz o melhor onde está para glorificar a Deus. v. 11; Romanos 5. 1.   
- O caráter divino é base e referência para o cristão e não a opinião popular. Cultiva a interdependência nos relacionamentos, mas não fica na dependência dos outros. v.12.
VISÃO GERAL
 Em Sua humanidade o Senhor Jesus estabeleceu como propósito agradar em tudo ao Pai. Seu exemplo nos move a fazer o mesmo. Essa foi a atitude de Abel ao adorar a Deus da maneira que Ele considerou correta. Gênesis 4. 4; Lucas 2. 49; João 8. 29; Hebreus 11. 4.
Por que devemos agradar a Deus? Ele nos deu a vida e deu a Sua vida por nos amar. Além disso, é direito divino ser honrado por Suas criaturas. Afinal, Ele nos criou à Sua imagem e semelhança com esse propósito. Isaías 43. 7, 21.
Deus se agrada daqueles que O agradam. E para agradá-Lo precisamos ocupar com excelência o lugar que Ele nos reserva na condição de Suas criaturas. Precisamos também conhecer o que Ele revela de Si em Sua Palavra. Uma vez conhecendo o caráter de Deus somos capacitados pelo Espírito Santo, que em nós habita, para tê-lo como base, referência e expressão. Dessa forma O agradamos e O tornamos conhecido entre as nações a fim de que todos O reconheçam como Senhor e Salvador.  
Uma das mais elevadas formas de testemunho é a vivência da Palavra de Deus. Aqueles que foram alcançados por ela são responsáveis diante de Deus e por toda a eternidade pelo acolhimento ou rejeição. 
Após o encontro com a verdade caem por terra as justificativas ou desculpas para ignorá-la. Deus não tem por inocente quem foi exposto à Sua Luz e a rejeitou. João 8. 24; 15. 22 – 24; 17. 17.
FOCALIZANDO A VISÃO
Nesta parte da carta o apóstolo Paulo trata dos seguintes temas: a) vida que agrada a Deus; b) santidade; c) ação do Espírito Santo na vida do cristão; d) amor fraternal; e) diligência na vida pessoal; f) testemunho cristão.
Paulo enfatiza em seu ensino o
que adotou como prática ministerial: o cristão, a exemplo de Jesus Cristo em relação ao Pai, tem como objetivo prioritário em sua vida agradar a Deus e não a si mesmo ou a quem o cerca. João 4. 34; 6. 38 - 40; 8. 29; Gálatas 1. 10. De posse dessa verdade aprendida com Paulo os tessalonicenses passaram a vivê-la e foram encorajados a crescerem nela.
O fato dos tessalonicenses acolherem as palavras do apóstolo como Palavra de Deus revelou que reconheciam sua autoridade apostólica concedida pelo Senhor Jesus aos servos por Ele nomeados. A Palavra de Deus tem eficácia em si mesma e na vida daqueles que nela crêem, isto é, transferem para a vida o que sabem dela. Conhecimento sem transferência é pior que a ignorância porque gera a hipocrisia, pecado continuamente combatido pelo Senhor Jesus e que caracteriza os lobos vestidos de ovelhas no rebanho do Senhor. Mateus 23; 2 Coríntios 13. 5; 1 Tessalonicenses 2. 13; Hebreus 4. 12 - 13.
É o Espírito Santo quem nos dá discernimento, inteligência espiritual e nos convence da verdade que há nas Escrituras. Capacita-nos para vivê-la e nos dá autoridade espiritual e moral para anunciá-la e ensiná-la. Ele quebra as resistências dos ouvintes e os sensibiliza para o acolhimento do Evangelho da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo.  Quem o recebe passa a viver em função dele e não mais considera preciosa para si mesmo a sua vida. Atos 20. 24, 27.
Uma vida que agrada a Deus caracteriza-se pela santidade concedida a nós pelo Deus Santo através do Seu Espírito em Sua Palavra. Os renascidos cultivam uma vida de santidade que vem do caráter divino, uma vez que foram separados do mundo para Deus pelo Evangelho. Agora são guiados pela luz divina. Logo, são capacitados pelo Espírito Santo para se empenharem no cultivo de uma vida separada para Deus.
A doutrina bíblica da separação, existente na eternidade, estabelecida na história e que rege a vida dos filhos de Deus permanece inalterada porque é verdade absoluta. De acordo com essa doutrina que é inerente ao caráter divino, Deus não aceita para relacionamento menos que a integridade do ser daqueles que passam a ser Seus filhos através do Filho. Jesus Cristo, em Sua humanidade, agradou plenamente ao Pai e fez isso em vida de santidade. Deu-se como exemplo para que O sigamos e andemos como Ele andou. Somente estes filhos receberam a autoridade divina para trazer outros à santidade da família de Deus. 
 A igreja, como família de Deus, ao anunciar o Evangelho revela ao mundo a distinção entre o santo e o profano para que a verdade seja exposta e dessa forma o engano seja denunciado, combatido e vencido porque a verdade sempre prevalecerá. Não há no mundo poder que possa prevalecer contra a verdade divina exposta em Sua Palavra. Uma vez encarnada no mundo, a verdade, Jesus Cristo, é a mensagem prioritária de Sua igreja.
Segundo a doutrina do novo nascimento exposta por Jesus Cristo a Nicodemos e detalhada pelo apóstolo Paulo, uma vida que agrada a Deus é aquela que crê na morte substitutiva de Jesus pelo pecador e a inclusão do pecador em Sua morte para que a natureza pecaminosa, de origem satânica e transferida ao homem por ocasião da queda, seja definitivamente morta. Na ressurreição de Jesus Cristo o pecador que Nele crê como Senhor e Salvador recebe uma nova natureza, a mesma natureza vivida por Jesus em Sua humanidade, isto é, a vida de Deus.
A responsabilidade de matar a natureza pecaminosa e nos doar a nova natureza em Cristo foi de Deus. Essa nova natureza nos reconcilia com Deus e nos permite um novo relacionamento com Ele. 
Considerando que o salvo mantém sua natureza terrena no mundo até o final de sua história, o Espírito Santo o capacita em Sua Palavra para que a traga em sujeição a Deus. Com isso o salvo traz sob sua responsabilidade  deter as manifestações pecaminosas propostas pela natureza terrena. A esse respeito o apóstolo Paulo faz essas declarações que nos ajudarão a tratar e domar nossa natureza terrena colocando-a em plena sujeição a Deus para que a vida de santidade se manifeste e possamos agradá-Lo: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”; “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obedecer, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça”; “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão; “Digo, porém, andai no Espírito e jamais satisfareis à cobiça da carne; porque  a carne se opõe ao Espírito e o Espírito se opõe à carne. Eles se opõem um ao outro  para que não façais o que quereis”; “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância que é idolatria. E por causa dessas coisas vêm a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência”.     Romanos 6. 14, 16; Gálatas 5. 1, 16 – 17; Colossenses 3. 5 – 6. (ARA); (NVI).       
Jesus Cristo provou em Sua humanidade que é possível viver a natureza terrena em plena rejeição ao pecado e em unidade com a natureza divina, isenta de pecado. O Espírito Santo que habita o salvo é sua natureza divina que deseja estar no comando da natureza terrena a fim de que agrademos a Deus como fez Jesus. João 8. 29.  Sendo assim, o governo do Espírito Santo no salvo permite que ele agrade a Deus na integridade do ser: espírito, alma (mente, emoções, vontade) e corpo. Paulo faz duas declarações a serem consideradas pelo cristão que deseja expressar o caráter de Cristo em sua natureza terrena: “...Nós, porém, temos a mente de Cristo”; “mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele”. 1 Coríntios 2. 16b; 6. 17. (ARA). O apóstolo João faz três declarações que nos encorajam a viver a  natureza terrena em santidade: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar como Ele andou”; “E a si mesmo se purifica (se deixa purificar) todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro”; “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.  1 João 2. 6; 3. 3, 9. (ARA). Grifo nosso. Finalmente o apóstolo Pedro enfatiza esse mesmo raciocínio: “Seu divino poder (Espírito Santo) nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. Dessa maneira, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça”. 2 Pedro 1. 3, 4. (NVI). Grifo nosso.
Entre os três apóstolos há plena concordância de que o salvo pode viver a natureza terrena que lhe propõe permanentemente o pecado, sem que necessariamente seja submisso a ele  porque no salvo está a natureza divina através da pessoa do Espírito Santo.   Dessa forma, semelhantemente a Jesus, não precisamos pecar porque fazemos sempre o que agrada ao Pai. João 8. 29. Estamos autorizados a aplicar a nós as palavras de Jesus, nos seguintes termos: “Aquele que me salvou está comigo; ele não me deixa sozinho, pois sempre faço o que lhe agrada”. “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Mateus 28. 20b. Quando Jesus Cristo voltar para buscar a Sua igreja estaremos para sempre com Ele na Casa do Pai, sem mais a natureza terrena, mas com a natureza celeste que nos fará semelhantes a Jesus Cristo. 1 João 3. 1 – 3.
O governo da nova natureza em Cristo, mesmo que ocupe provisoriamente a  natureza terrena, permite que o salvo cultive o amor fraternal ao exercer o perdão contínuo promovido pela Graça de Deus, no relacionamento com os irmãos e com aqueles que ainda não pertencem à família de Deus.
A nova natureza em Cristo dá-nos sabedoria para que sejamos diligentes na vida pessoal, cultivemos a interdependência no relacionamento entre os irmãos  e não fiquemos na dependência daqueles que nos desejam cativos dos seus interesses. Permaneçamos na liberdade que Jesus Cristo conquistou para nós em Sua
morte e ressurreição. 
A nova natureza em Cristo capacita-nos para que não prejudiquemos a nós mesmos e a quem nos cerca ou façamos uso indevido da confiança que as pessoas depositam em nós. Deus é responsável pelo que vê e ouve e Sua ira alcança quem O desobedece ou desafia Suas leis. v. 6; Romanos 12. 19 - 21.
Na nova vida em Cristo viver em santidade não é um peso. É um privilégio divino. Ele coloca à nossa disposição Sua santidade para que a vivamos a fim de
agradá-Lo. Levítico 11. 45; Salmo 19. 12 – 14; 51. 10; 1 Pedro 1. 15 – 16. É o que Deus diz que deve governar a nossa vida e não o que achamos. O Seu Espírito derrama  sobre nós do Seu amor para que amemos corretamente a Deus, a nós e a quem nos cerca. Romanos 5. 5. Quem ama constrói a paz e faz o melhor onde está. Assim glorifica a Deus e O honra como filho. Cultiva a interdependência para que enriqueça e seja enriquecido, mas não a dependência que nos torna servis de quem deseja nos dominar: “Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens”. 1 Coríntios 7. 23.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Jesus Cristo agradou o Pai. Vamos também agradá-Lo. 
DETALHES
- Emoções são energias acumuladas e que agem positiva ou negativamente em nosso interior dependendo da maneira como as processamos. Isaías 48. 22; 57. 20 – 21.
APLICAÇÃO
Fazer sempre o que agrada a Deus. 
PENSAMENTO
Viver em santidade agrada a Deus.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de
maneira santa e honrosa”.  
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a agradá-Lo.