domingo, 19 de outubro de 2014

2 TIMÓTEO - Estudo 21: MINISTRO APROVADO POR DEUS - cap. 2. 14 – 26.

Neste texto encontramos:
- O ministro de Cristo traz permanentemente à memória o que de útil aprende. Afasta-se de conflitos que nada acrescentam à sua vida espiritual e ao ministério que exerce. Eles só contribuem para a perdição de quem fala e ouve. v. 14, 16, 23.
- Marcas do caráter do ministro aprovado por Deus: irrepreensível; consciência limpa; correção no conhecimento, na vivência e na exposição do Evangelho que é a palavra da verdade v. 15; Esdras 7. 10; Efésios 1. 13.
- O ministro de Cristo evita conversações inúteis ou irreverentes que apenas alimentam a impiedade de falantes e ouvintes. v. 16, 14, 23.
- O acolhimento do falso ensino desconstrói o bem e conduz vidas para a perdição eterna. v. 17; Gênesis 3.
- Líderes que fazem afirmações vigorosas a respeito do que não entendem afastam da fé os ingênuos.  v. 18.
- Deus conhece os fiéis. Estes são movidos pela natureza divina que os afastam e os capacitam a se afastar da iniquidade enquanto estão temporariamente na natureza terrena. v. 19; Mateus 7. 15 – 27; João 15. 12, 17 – 23; 1 Pedro 1. 15 – 16; 2 Pedro 1. 3 – 11; 1 João 3. 3.  
- Assim como numa casa há vasos de ouro, prata, madeira ou barro, alguns destinados ao uso honroso e outros reservados como depósito para dejetos, da mesma forma cada um revela quem é pelo que faz em sua vida particular ou pública. Nada se esconde do olhar divino. v. 20; Gênesis 3. 9; Salmo 33. 18; 66. 7; Provérbios 5. 21; 15. 3.
- Os fiéis que vivem na santidade divina proposta nas
Escrituras são vasos honrados por Deus e por Seus servos. v. 21.
- O jovem pastor vigia para que não seja vítima das cobiças e emoções malignas presentes na juventude. Para isso cultiva a justiça, a fé, o amor e a paz. Dessa forma acompanha aqueles que com um coração puro adoram ao Senhor. v. 22.
- O líder cristão se afasta das conversas e discussões inúteis porque elas promovem discórdia e divisão na igreja. v. 23, 14, 16.
- Virtudes a serem cultivadas pelo líder cristão: autodomínio, amabilidade, aptidão para ensinar, paciência com os opositores gratuitos; dependência plena de Deus para que pelo Seu Espírito convença e traga ao arrependimento e à retidão os rebeldes, Assim voltarão ao bom senso e escaparão das ciladas do Diabo a quem se submeteram para servi-lo. v. 24 - 26.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo apresenta ao jovem pastor Timóteo o caráter do obreiro aprovado por Deus. Além da vigilância permanente sobre si, é sua responsabilidade estar atento para não se envolver ou gastar o seu tempo com pessoas em conversas inúteis e na audição de obreiros que por ignorância e soberba defendem ensinos heréticos. Estes se infiltram na igreja para levantar dúvidas sobre a palavra da verdade, o Evangelho.  Esse tipo de gente presta serviço gratuito a Satanás que desde o início da história busca afastar o homem da presença de Deus. Acumulam perdas quem se dispõe a ouvi-los.  
O obreiro aprovado por Deus usa o seu tempo para se aprofundar no conhecimento das Escrituras, torná-la sua vivência na vida particular e pública e ser fiel em sua exposição. Segue o exemplo de Esdras, escriba e autoridade espiritual em Israel. Esdras 7. 10.
O obreiro aprovado por Deus investe em seu trabalho: trazer seus ouvintes da ignorância ao conhecimento, da mentira à verdade e das trevas à luz. Essa é a sua forma de servir a Deus. Nesse trabalho tem como modelo de caráter o caráter do Senhor Jesus. Mantém o autodomínio sem perder a sensibilidade própria da indignação contra tudo o que se opõe ao caráter divino. Seu caráter irrepreensível dá-lhe autoridade espiritual e moral no que fala e vive. Cultiva a paciência com os rebeldes para que pela exposição da verdade do Evangelho sejam convencidos pelo Espírito Santo a acolherem o que as Escrituras revelam. Nesse trabalho não alimenta debates inúteis com aqueles que insistem em levantar dúvidas sobre a autenticidade das Escrituras como se tivessem em si qualquer autoridade para combatê-las. O líder cristão empenha-se na busca daqueles que estão dispostos a obedecer as Escrituras e investe no crescimento espiritual deles até que cheguem à maturidade cristã.
O líder cristão inteligente não gasta seu tempo e energias com aqueles que se recusam a crer nas Escrituras ou rejeitá-las como seu padrão de caráter. Quem não ouve a Deus jamais ouvirá quem fala Dele. Uma vez exposta a verdade a responsabilidade de acolhê-la ou rejeitá-la é do ouvinte que responderá diante de Deus pelo que fez de Sua Palavra.
FOCALIZANDO A VISÃO
As inúmeras atividades do líder podem envolver de tal maneira o seu tempo que ele chega a se esquecer das boas experiências ministeriais cujas lições devem ser não somente aprendidas, mas repetidas porque trazem em si princípios a serem conservados bem como de conhecimentos adquiridos e de valor permanente a serem continuamente lembrados.
O líder apegado à sabedoria conserva suas energias a fim de usá-las em causas nobres e com pessoas que verdadeiramente estão disponíveis para se deixarem influenciar e viver nos princípios e valores do Evangelho. Sendo assim é atitude inteligente não se desgastar mental, emocional e fisicamente com o que é de nenhum proveito, sejam entretenimentos que nada acrescentam à sua vida espiritual ou com debates, conflitos e conversas inúteis cujo objetivo é desgastá-lo e desqualificá-lo a fim de que não tenha tempo para se fortalecer em sua vida espiritual e ministerial. O inimigo é sutil em sua metodologia para envolver o ministro em causas e coisas simplesmente sem qualquer valor.
Manter a vigilância em alta nas várias áreas, seja particular ou coletiva, aliada à disciplina espiritual que inclui a meditação nas Escrituras e a oração é uma forma eficaz para não ser enganado por aqueles que preferem revolver e não resolver problemas. O líder deve estar disponível para quem deseja ouvir e se submeter às Escrituras e não para aqueles que desejam apenas filosofar sobre elas. As atitudes de Esdras, separado por Deus para reconstruir espiritual e moralmente a nação de Israel na Babilônia e no retorno do exílio são dignas de citação e imitação: “Pois Esdras tinha decidido dedicar-se a Lei do Senhor e a praticá-la e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas”. Esdras 7. 10. (NVI). Há lógica na ordem das atitudes: dedicação no estudo das Escrituras, praticá-las e ensiná-las. Só está qualificado para ensinar as Escrituras quem antes as vivenciou e estudou. É dessa forma que o líder cristão se qualifica para ser irrepreensível e reconhecido em sua autoridade espiritual e moral dignas de imitação. 
O líder qualificado pelo Espírito Santo em Sua Palavra está apto para confrontar tanto pessoas ímpias quanto ensinos heréticos. 
Os que divulgam ensinos falsos e sem conteúdo escriturístico revelam seu oportunismo ao se valer da ingenuidade das pessoas para enganá-las. Nisso possuem uma habilidade incomum. Uma vez vencidos pela mentira os ingênuos se tornam radicais e fanáticos na defesa da mentira. Levantam dúvidas pelo prazer de duvidar e alimentam conversas tolas, agressivas e até com retaliações físicas. 
No tratamento com os infiéis o líder deve apresentar apenas a verdade e insistir nela da mesma forma que um prego penetra na dura madeira a cada batida vigorosa do martelo. Terminado esse processo o líder cristão deixará que o rebelde colha as consequências temporais e eternas de sua decisão. É perda de tempo e energia e falta de temor a Deus insistir com alguém que se recusa terminantemente a ouvir as Escrituras. Quem não ouve a Palavra de Deus e não se deixa convencer pelos argumentos do Espírito Santo não ouvirá as palavras do Seu servo. 
Paulo recomenda a Timóteo que não perdesse tempo com Himeneu e Fileto, dois hereges que tentavam negar a realidade da ressurreição futura dos salvos em espírito, alma e corpo incontaminados e gloriosos tal como aconteceu com Jesus em sua humanidade e natureza terrena. Os hereges afirmaram que a ressurreição  era apenas uma realidade passada ocorrida com alguns santos na ocasião da morte de Jesus quando o véu do templo se rasgou de alto a baixo conforme o relato de Mateus 27. 50 – 53. Esse fato registrado pelo evangelista Mateus é inegável, mas os hereges se esqueceram de que esses santos voltaram a morrer. O primeiro e que inaugurou a vitória definitiva sobre a morte foi Jesus Cristo. Ele ressuscitou para nunca mais morrer e quem Nele está foi garantido o mesmo privilégio e promessa divina. Os salvos, por ocasião do arrebatamento da igreja serão, a exemplo de Jesus, ressuscitados pelo Espírito Santo para nunca mais morrerem. Romanos 8. 11. Quem nega à ressurreição futura dos salvos nega a ressurreição passada de Jesus Cristo.
Os hereges queriam dar à ressurreição dos salvos apenas um sentido alegórico ou espiritual. Ensinavam que a ressurreição dos salvos se restringia apenas à passagem de uma vida sem Cristo para a nova vida em Cristo. Essa é uma parte da verdade, mas não a verdade completa. Os que se uniram a Jesus Cristo em Sua morte e ressurreição para que, respectivamente, fosse morta a natureza pecaminosa herdada de Satanás e recebessem a natureza divina, a nova vida, a vida de Cristo para ser vivida no presente e no comando da natureza terrena foram habilitados para participarem da primeira ressurreição dos salvos por ocasião do retorno glorioso de Jesus Cristo. A realidade espiritual da ressurreição terá como ponto culminante a ressurreição real dos salvos na plenitude do tempo determinado por Deus.    
A visão reduzida da ressurreição anunciada pelos hereges não poderia ser aceita pelo apóstolo Paulo porque estava em desacordo com os ensinos e as promessas de Jesus.  Infelizmente muitos se deixaram influenciar pelo falso ensinamento.   
Os apóstolos estavam afinados com o ensino de Jesus e jamais o abandonariam. João 11. 25 – 26; 14. 1 – 3; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4. 13 – 18; Apocalipse 20. 5 – 6. Segundo o ensino de Jesus somente os nascidos de novo, isto é, os regenerados por Ele pelo ministério do Espírito Santo em Sua Palavra é que poderão ver e entrar no Reino de Deus. João 3. 3, 5; 12. 24, 32 – 33; Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Efésios 2. 6; Colossenses 3. 1 – 4.
Deus conhece os fiéis. Estes se revelam ao mundo porque se afastam da iniquidade. Mateus 7. 15 – 27; João 15. 12, 17 - 23.
Paulo encerra esta parte que identifica o ministro aprovado por Deus recomendando a Timóteo que mantenha a vigilância sobre a natureza terrena sujeita ao pecado. Uma forma de subjugar a natureza terrena é cultivar a justiça, a fé, o amor e a paz marcas de quem verdadeiramente adora a Deus com um coração puro.  O ministro aprovado por Deus se empenha no aprimoramento das virtudes ministeriais: autodomínio, amabilidade, aptidão para ensinar, paciência com os opositores gratuitos; dependência plena de Deus para que pelo Seu Espírito convença e traga ao arrependimento e à retidão os rebeldes. Uma vez firmado nessa plataforma contribuirá para que os infiéis voltem ao bom senso e possam escapar das ciladas do Diabo a quem se submeteram em sua ignorância para servi-lo. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A vigilância nos leva a identificar onde verdadeiramente estamos.
DETALHES
- O obreiro aprovado é conhecido e reconhecido.
APLICAÇÃO
- Vigiar e orar para ser aprovado.
PENSAMENTO
As Escrituras são o espelho que revela quem verdadeiramente serve a Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade”.  
ORAÇÃO
Dá-me Senhor o que preciso para ser aprovado por Ti. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

2 TIMÓTEO - Estudo 20: A RECOMPENSA DA FIDELIDADE - cap. 2. 1 – 13.

Neste texto encontramos:
- A Graça de Jesus Cristo fundamenta e fortalece a fé dos salvos. v. 1.
- A continuidade do ministério da Palavra em seu anúncio e ensino exige a formação de obreiros competentes e coerentes com as Escrituras.  v. 2.
- O soldado de Jesus Cristo partilha seus sofrimentos e é solidário com o companheiro que sofre. v. 3, 9, 10.
- O ministro do Evangelho cuida dos interesses do Reino de Deus e não dos interesses pessoais ou de outros. v. 4; João 12. 42 – 43; Gálatas 1. 10.
- O ministro do Evangelho é coerente com a mensagem que anuncia. Sua medida padrão de vida ministerial é o caráter do Senhor Jesus Cristo e não o que pensa de si ou o que as pessoas falam e fazem. É irrepreensível. v. 5; 1 Timóteo 3. 1 – 13.
- O ministro do Evangelho é semelhante ao agricultor: seu é o direito de saborear primeiro os frutos de sua semeadura. v. 6.
- O ministro do Evangelho que se detém mais tempo no conhecimento de quem Deus é e faz é enriquecido em sua fé, ensino e vivência.  v. 7.
- Na pregação do Evangelho a humanidade e a divindade de Jesus Cristo bem como Sua morte e ressurreição devem ser anunciadas com a mesma ênfase, particularmente estas no sentido substitutivo e inclusivo. v. 8; Romanos 6; 2 Coríntios 5. 14 – 17; Gálatas 2. 19 – 20; Efésios 2. 6.
- Os inimigos do Evangelho prendem, torturam e até matam os servos de Deus, mas a Palavra é imortal e não pode ser presa. Ela será anunciada a toda a humanidade até o final da história. No dia da inevitável prestação de contas a humanidade estará de joelhos diante de Jesus Cristo e Dele ouvirá a sentença de vida eterna com Deus ou perdição eterna sem Deus. Nenhuma justificativa será aceita daqueles que rejeitaram o Evangelho e martirizaram Seus servos. v. 9, 3, 10; Mateus 10. 28; 25. 31 – 46; 12. 33 – 37; João 5. 22 – 23; Romanos 8. 18 – 39; Gálatas 6. 7 – 8; Filipenses 2. 10 – 11; Hebreus 10. 26 – 31; Apocalipse 6. 9 – 11; 20. 11 – 15.
- Os sofrimentos do ministro do Evangelho, previstos por Jesus Cristo, fortalecem a fé dos salvos. A recompensa e a honra eterna serão indescritíveis aos que sofreram por amor ao Evangelho. A vitória de Cristo é nossa vitória. v. 10, 3, 9; Mateus 5. 11 – 12; João 16. 33. 
- Unidos a Cristo em Sua morte e ressurreição (regeneração, novo nascimento) é o fundamento sobre o qual se apoia a vida cristã. Os renascidos não têm sua vida preciosa para si mesmos. Sabem que a morte física é temporária. Será vencida no grande dia da ressurreição quando receberemos de Jesus Cristo um corpo glorioso semelhante ao Dele. v. 11; Romanos 6. 1 – 4; 2 Coríntios 5. 14 – 17; 1 João 3. 1 – 3.
- O Espírito Santo em nós nos capacita a permanecermos fieis a Cristo no presente para que reinemos com Ele no porvir. Nega Jesus Cristo quem nunca foi Dele. v. 12. 
- Nossa fragilidade ou infidelidade não anula a fidelidade de Deus em Seus propósitos a nosso respeito. v. 13.
VISÃO GERAL
 A fidelidade ao Senhor traz recompensas no presente e no porvir. O ministro cristão é convidado a retornar aos princípios que fundamentam a vida cristã a fim de que encontre neles o incentivo para prosseguir sua caminhada.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo encoraja Timóteo a buscar fortalecimento espiritual na graça que há em Cristo Jesus. É somente na dependência do amor de Deus imerecido por nós que encontramos forças para enfrentar as lutas inerentes ao ministério e na vida comum. Essa atitude do ministro o ajuda em sua responsabilidade de preparar pessoalmente os novos ministros que darão continuidade à obra iniciada. A formação eficaz dos novos ministros é feita preferencialmente em serviço. Essa foi a metodologia usada por Jesus. Nesse discipulado o conhecimento e o exemplo do líder se unirão ao conteúdo escriturístico e teológico indispensável na capacitação ministerial. Terceirizar esse discipulado é uma alternativa possível, mas não satisfatória porque coloca em risco a identidade, o caráter e o andamento do projeto ministerial em sua gênese ou princípio. A ‘produção em série’ de líderes ministeriais forjada nos escritos até contraditórios de pensadores cristãos e não cristãos  jamais superará o trabalho artesanal de um líder na formação de outro líder. O novo líder será a imagem e semelhança daquele ou daqueles que o influenciaram diretamente em sua formação. Uma das primeiras lições de liderança é que o líder há de estar à frente dos liderados não somente em conhecimento, mas principalmente em caráter e vivência do Evangelho para que seja seguido por eles. Esse fato, porém, não o coloca em posição de superioridade ou distanciamento que o leve a se achar melhor que os liderados. Outra lição é que o líder cristão busca se aprimorar para que seja o mais habilitado servo entre os conservos. A humildade e a proximidade do líder em relação aos seus seguidores permite que ele esteja disponível para aprender com eles ou enriquecê-los.   
A sadia liderança não se plenifica em si mesma. É permanentemente inconclusa e carece de suprimento ou de ser enriquecida. Essa permanente atitude de insuficiência revela sabedoria de quem a cultiva. No último jantar de Jesus com os discípulos essas lições foram relembradas a eles.  João 13.
Considerando que o caminho em busca da maturidade é árduo, o líder coloca sobre si a responsabilidade do crescimento contínuo e da frutificação.
Na exposição didática a Timóteo o apóstolo Paulo faz uso de três figuras: soldado, atleta e lavrador. Com elas procura explicar as características a serem encontradas no líder cristão: compromisso, disciplina ou empenho e a recompensa que acompanha a ação ministerial.
No militar cristão o líder é um soldado que prioriza a missão de anunciar o Evangelho e ensinar como viver nele. É da natureza do Evangelho estar conectado à vida diária.  Jesus Cristo deixou bem claro ao falar que o cristão é sal e luz. Sua influência é invisível tal como a ação discreta do sal ou visível e ostensiva a exemplo da luz que ocupa lugar estratégico a fim de que a iluminação seja eficaz.
Os valores espirituais e morais que o cristão cultiva estarão presentes em todas as áreas do seu viver particular ou em comunidade. É  assim que exercita a  ética cristã necessariamente sintonizada com os ensinos de Jesus. A alienação ou o viver solitário não combinam com o Evangelho.  Nossa inclusão ou identidade com Cristo em Sua morte e ressurreição e na vida Dele que se move em nós nos coloca como pessoas solidárias em comunidade. Solidariedade sempre no que for aceito aos olhos de Deus. Os interesses do Reino de Deus são os interesses do cristão. Ele não se afasta do comando de quem o chamou, o salvou, o capacitou e o sustenta. Não permite que outros interesses venham prejudicar sua aliança com Deus ou o que realiza para o Senhor. Não coloca sua vida como um bem precioso para si mesmo porque esta não mais lhe pertence. Não mais se autogoverna, mas deixa-se governar por Aquele cuja vontade é boa, agradável e perfeita. Faz dessa vontade seu prazer e não um peso. Transfere como verdade para si as palavras de Jesus em relação à obediência ao Pai.  João 8. 29. Assim agiu Jesus em relação ao Pai. Assim age o soldado que se coloca sob o comando do Senhor Jesus.
Em sua carreira o ministro é também o atleta de Cristo. Nessa condição se abstém do que venha prejudicar o seu preparo e desempenho ministerial. Está atento às orientações do seu instrutor, o Espírito Santo, e as segue de acordo com as Escrituras. Deixa-se conduzir por Ele. Sabe que no final será entregue aos cuidados de Jesus Cristo que o apresentará ao Pai. Seu alvo é estar para sempre com Deus assim que terminar a carreira cristã no tempo presente. João 14. 1 – 3; Hebreus 2. 13. O atleta de Cristo se mantém concentrado em todo o percurso da trajetória ministerial. Não se deixa entreter ou se distrair com o que está à sua volta ou no caminho. Olha firmemente para a linha de chegada de sua carreira ministerial onde Jesus Cristo o espera para dar-lhe o prêmio reservado aos fiéis. Filipenses 3. 14.
O ministro do Evangelho assemelha-se também ao lavrador. Sua é a responsabilidade de semear a boa semente, o Evangelho. Realiza esse trabalho independente do solo, isto é, as pessoas que encontra pelo caminho: os insensíveis, os superficiais, os oportunistas e felizmente aqueles que estão disponíveis e permitem que a semente do Evangelho germine e produza muitos frutos na forma de boas obras ou de vidas ganhas para o Reino de Deus.   
Seja nas funções de soldado, atleta ou lavrador, o ministro passa por aflições. Elas são inerentes em sua missão. Jesus Cristo, seu exemplo maior, também passou por aflições e deixou sua palavra de encorajamento aos fiéis: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. João 16. 33. (NVI). No final do hino de encorajamento aos irmãos romanos, a apóstolo Paulo declarou:  “Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Romanos 8. 37 – 39. (NVI).  Preso em Roma e já prestes a ser martirizado, o apóstolo manteve-se firme no Senhor porque: “Considero que os nossos sofrimentos  atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”. Romanos 8. 18. (NVI). A teologia do sofrimento por estarmos unidos a Jesus Cristo precisa ser revisitada pelos atuais pregadores que pregam o falso evangelho da prosperidade e da ausência do sofrimento. Quem está unido a Jesus Cristo em sua caminhada para a Casa do Pai, necessariamente há de passar pelo mesmo caminho que Ele trilhou na terra. Alegrias haverá e muitas, mas os momentos de sofrimento não poderão ser evitados. A esse respeito o apóstolo Paulo alerta Timóteo: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo serão perseguidos”. 2 Timóteo 3. 12. (NVI).  Uma igreja que não se sente perseguida de forma sutil ou ostensiva precisa rever suas crenças e práticas. O corpo de Cristo traz as marcas de Cristo. 2 Coríntios 13. 5; Gálatas 6. 17.
Assim como o Senhor Jesus permaneceu fiel ao Pai em todos os momentos até Sua morte na cruz, da mesma forma a igreja precisa permanecer fiel a Jesus Cristo em todos os momentos, principalmente nestes dias trabalhosos onde a perseguição aos fiéis é uma realidade, seja ela praticada contra a integridade física    dos fiéis ou contra a integridade espiritual da alma. No primeiro caso tenta-se calar os fiéis tirando-lhes a vida e no segundo preenchendo a vida dos salvos com o que há de mais inútil em termos de entretenimento para que comprometam ou percam o seu relacionamento com o Senhor e Salvador Jesus Cristo. É tempo de olhar para o que ocorre no mundo em geral e em nosso mundo particular. É tempo de buscar ao Senhor para que possamos manter-nos fiéis até o fim. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A Graça de Deus é fonte de fortalecimento espiritual.
DETALHES
- A continuidade histórica da igreja depende da formação de novos ministros.
- É impossível desvincular o sofrimento da vida cristã assim como é impossível a convivência entre luz e trevas.
- A recompensa no final da caminhada cristã é o resultado da ação da graça de Deus nos fiéis e não de qualquer merecimento.
APLICAÇÃO
- Fazer da fidelidade prática na vida cristã.
PENSAMENTO
O cristão assemelha-se ao soldado, ao atleta e ao lavrador em sua missão terrena. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo”.
ORAÇÃO
Mantenha-me Senhor fiel a Ti. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

2 TIMÓTEO - Estudo 19: MINISTÉRIO DO ENCORA-JAMENTO – 2 Timóteo - cap. 1. 6 – 18.

Neste texto encontramos:
- Paulo encoraja Timóteo a manter viva a chama do dom que Deus lhe concedeu através da imposição de mãos do apóstolo. v. 6.
- O medo não tem origem em Deus, mas na desobediência ao Seu governo. v. 7a; Gênesis 3. 10; Mateus 6. 25 - 34.
-.Na realização do que nos determina Deus nos dá poder, amor e equilíbrio. v. 7b. 
- O servo do Senhor não se envergonha de anunciar e viver o Evangelho. Suporta os sofrimentos inerentes à sua obediência à Palavra de Deus. Essa era a realidade vivida por Paulo novamente preso em Roma e prestes a ser executado por Nero. v. 8; Mateus 5. 10 – 12. 
- Fomos chamados e salvos pela ação da Graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo independente de qualquer merecimento humano. A ação conjunta e inseparável da graça e da fé no Amado já estava nos planos de Deus na eternidade antes de nossa existência histórica. A presciência divina sabe quem acolheria ou rejeitaria esse presente de Deus. v. 9; Efésios 1. 2 – 14; 2. 8 – 10.
- A Graça salvadora se manifestou ao mundo com a vinda de Jesus Cristo e alcança quem Nele crê como Senhor e Salvador. Em Sua morte Jesus Cristo venceu o poder da morte por Sua ressurreição e concedeu essa vitória aos salvos a ocorrer por ocasião da grande ressurreição. Por meio do Evangelho a vida e a imortalidade
foram reveladas em Cristo e concedidas aos salvos. v. 10. 
- Ministério de Paulo: pregador, apóstolo e mestre no
Evangelho, a judeus e gentios. v. 11; Atos 9. 15; Efésios 3. 7 – 8; 1 Timóteo 2. 7.
- Mesmo privado da liberdade e em meio ao sofrimento no aguardo do martírio, o apóstolo Paulo não se envergonha do Evangelho. Sua fé permanecia inabalável Naquele que o havia chamado. A Ele havia entregado sua vida e sabia que Ele a preservaria irrepreensível até o dia do encontro com Seu Mestre. v. 12.  
- Timóteo é encorajado a conservar a sã doutrina na fé e no amor de Cristo. O Espírito Santo, dado a ele, o capacitaria nesse sentido. v. 13 – 14.
- Paulo partilha com Timóteo seu desapontamento e tristeza. Pelo menos dois irmãos da Ásia haviam se afastado dele pelo fato de estar preso em Roma. v. 15.
- Onesíforo: um cristão amoroso e encorajador. Não se envergonhou pela prisão de Paulo, mas o visitou e o fortaleceu. v. 16 - 17.
- Paulo reafirma o seu reconhecimento por Onesíforo tanto no passado em Éfeso como no presente em Roma. Sabia que sempre poderia contar com ele em seu ministério. Pede que Deus estenda sua misericórdia a esse servo no grande dia do encontro com o Senhor Jesus. v. 18.
VISÃO GERAL
 Preso pela segunda vez em Roma, como nos sugere o versículo 8, o apóstolo Paulo escreve a Timóteo. Ele pressentia que Nero, o cruel e sanguinário imperador romano, já estava determinado a tirar-lhe a vida. Mesmo  nessa situação aflitiva procurou encorajar o jovem pastor Timóteo a prosseguir no ministério que o Senhor lhe havia entregado pelas mãos de Paulo. Nesse sentido Paulo se assemelhou ao Senhor Jesus que em meio às aflições de suas últimas horas procurou encorajar os discípulos. Deles era a responsabilidade de continuar a obra
do Evangelho iniciada às margens do mar da Galiléia.
Os sanguinários podem até matar os servos de Deus, mas o Evangelho permanecerá vivo e frutificará na vida daqueles que ouvem a Palavra de Deus. Essa é a realidade vivida por muitos cristãos na atualidade. Somos frutos da morte de nossos irmãos no passado e com a proximidade do retorno glorioso do Senhor Jesus os mártires já estão cada vez mais próximos de nós e já podem ser vistos e tocados. Deus, porém, não se mantém inerte e brevemente assistiremos Sua intervenção na história da humanidade como fez no passado. Ele é responsável pelo que vê e ouve. Gênesis 6. 5 – 8; Mateus 24. 35 – 39.
FOCALIZANDO A VISÃO
 Da prisão em Roma o apóstolo Paulo escreve ao seu filho na fé Timóteo e o encoraja a permanecer firme diante das lutas ministeriais. Capacitado e consolado pelo Espírito Santo deveria manter viva a chama de sua vocação ministerial de todos conhecida e que fora tornada pública pela imposição de suas mãos e profecias a seu respeito. 1 Timóteo 4. 14.
Não deveria permitir que o medo, o desânimo, a ansiedade, o conformismo, a rotina, o tédio ou a tristeza dominassem seus sentimentos. Esses sentimentos prejudiciais ao exercício do ministério sadio ocupam a mente dos obreiros que tem os olhos fixos nas vitórias do passado ou do presente. São aqueles que se satisfazem com o que já fizeram e por isso deixam de  sonhar ou fixar novos propósitos ministeriais.  A vida ministerial  sadia não admite a construção de zonas de conforto ou descanso. Assemelha-se à linha do horizonte que se distancia na medida em que nos aproximamos dela.
Timóteo deveria esperar permanentemente em Deus que dá poder, amor e equilíbrio a Seus servos na realização do ministério bem sucedido. É o poder de Deus que anima e dá vigor às ações ministeriais a serem realizadas com amor e equilíbrio. Frustra-se o obreiro que deseja realizar a obra do Senhor com recursos próprios e não com os recursos divinos. Zacarias 4. 6.
No isolamento da prisão o apóstolo Paulo se entristeceu com alguns irmãos que o haviam abandonado, mas Deus enviou Onesíforo um servo amoroso e encorajador que esteve ao lado de Paulo e o animou a permanecer firme na fé. Segundo as palavras do Senhor Jesus, o apóstolo estava na galeria dos bem aventurados. Mateus 5. 10 – 12.
Ao encorajar Timóteo o apóstolo Paulo reafirma a doutrina da ação salvadora da Graça de Deus que opera no pecador juntamente com a fé, dom divino. Nada no pecador poderia levá-lo por si mesmo a crer em Jesus Cristo sem a ação do Espírito Santo pela Palavra. Ela penetra nosso espírito e alma e nos convence a acolher a maravilhosa, incondicional e incompreensível Graça de Deus. Essa ação divina na salvação do pecador já fazia parte dos propósitos eternos de Deus antes da história. Antes de dizer: “Haja luz” dando início à história, em Sua presciência o Conselho Divino determinou na eternidade: “Haja cruz”. O Deus de amor já nos amava antes de nossa existência histórica. Romanos 11. 33 – 36; 1 Coríntios 2. 7 – 8; Efésios 1. 3 – 14; 1 Pedro 1. 18 - 21; Apocalipse 13. 8b.
  A Graça de Deus que operava em Paulo o fez pregador, apóstolo e mestre no Evangelho e ela o capacitava para se manter firme na doutrina que havia recebido do Senhor Jesus. Sua aliança com o Filho de Deus era inquebrantável e nada o poderia deter na fidelidade ao Evangelho. Em seu estado atual cumpriu-se plenamente o que havia dito aos líderes da igreja em Éfeso quando se despediu deles ao se dirigir a Jerusalém: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da Graça de Deus”. Atos 20. 24. (ARC). Os homens poderiam tirar-lhe a vida física, mas a nova vida que Jesus Cristo lhe havia dado era intocável. O poder de Jesus Cristo sobre a morte através de Sua ressurreição, um dia seria manifesto nele no dia da ressurreição quando receberia um novo corpo não mais sujeito à morte, mas habitação do seu espírito e alma puros e habilitados para morar eternamente com Deus na Casa do Pai. Essa realidade fazia parte da sã doutrina que Timóteo deveria conservar na fé e no amor de Cristo. O Espírito Santo o capacitaria nesse sentido. Na prisão o apóstolo Paulo era fortalecido pelo Espírito Santo a se manter fiel a esse mesmo Evangelho. 
Finalmente o apóstolo Paulo partilha com Timóteo uma tristeza e uma alegria. Tristeza porque alguns irmãos da Ásia, ao vê-lo mais uma vez preso, se intimidaram e o deixaram só. Felizmente Deus enviou ao seu encontro o irmão Onesíforo que o encorajou e procurou assisti-lo na prisão. Paulo pede que Deus o recompense por essa manifestação de amor cristão.
É nos momentos de crise que conhecemos quem verdadeiramente nos ama.  O Pai amoroso que muito sofreu nos sofrimentos do Seu Filho Amado, sofre também quando Seus filhos passam por aflições e até a morte por se manterem fiéis ao Evangelho. Sua é a decisão de livrá-los da morte ou estar com eles na morte, como fez com Seu Filho. A morte de Estêvão e Tiago e o livramento de Pedro em Jerusalém são mistérios divinos incompreensíveis para nossa mente limitada. Atos 7. 54 – 60; 12. 1 – 2, 9 – 19; O que importa é que para os servos de Deus nem a vida ou a morte pode separá-los do amor que está em Cristo Jesus. Somente os fiéis experimentam o conforto divino na hora da provação. Romanos 8. 31 – 39; Apocalipse 14. 13.  
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Somente em Cristo encontramos forças para encorajar mesmo precisando ser encorajados.
DETALHES
- A fé em Jesus Cristo nos dá as forças invisíveis que necessitamos para enfrentar as perseguições.
- Onesíforo se tornou modelo de sensibilidade e solidariedade ao se oferecer para encorajar os líderes da igreja nos momentos de solidão. Confortou Paulo na prisão e estava ao lado de Timóteo no ministério pastoral em Éfeso assim como fez com Paulo.
APLICAÇÃO
- Somente Deus nos mantém fiéis a Ele.
PENSAMENTO
A fé nos dá a coerência que carecemos.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim”.
ORAÇÃO
Fortaleça, Senhor, na fé os irmãos que no mundo são perseguidos por Lhe serem fiéis. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

2 TIMÓTEO - Estudo 18: UMA FÉ NÃO FINGIDA - cap. 1. 1 – 5.

Neste texto encontramos:
- Paulo se apresenta como de fato é: apóstolo de Cristo pela Vontade de Deus. v. 1a.
- O ministério apostólico de Paulo está vinculado à vida que há em Cristo Jesus. 1b.
- Amor paternal de Paulo por Timóteo. 2a.
- A graça, a paz e a misericórdia são atributos de Deus e de Cristo, o Senhor, e são incorporadas ao caráter daqueles que acolhem o Evangelho. 2b.
- Paulo declara que serve a Deus com uma consciência limpa a exemplo dos seus antepassados. Não cessa de orar continuamente por seu filho na fé, Timóteo. v. 3.  
- O apóstolo manifesta o desejo de rever Timóteo a quem entregou grande responsabilidade na administração da igreja de Cristo. Esse encontro traria alegria ao seu coração. Não se esquece de suas lágrimas diante da grande obra a ser realizada. v. 4.
- Ao observar a conduta ministerial e a fé não fingida de Timóteo o apóstolo o encoraja afirmando que essa mesma fé já habitava em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice. v. 5.
VISÃO GERAL
 Ao assumir para si a responsabilidade paterna de cuidar de Timóteo, o apóstolo Paulo fez pelo seu filho na fé o que um pai amoroso faz pelo filho que ama. 
O apóstolo Paulo investiu de tal maneira na vida espiritual do jovem Timóteo e o preparou para que servisse como pastor no rebanho do Senhor. A preocupação paterna não se restringia apenas à vida espiritual. Era estendida à saúde física do discípulo. Sendo assim orava continuamente por Timóteo para que Deus o fortalecesse a fim de que realizasse com excelência a obra ministerial. 
FOCALIZANDO A VISÃO
Ao se apresentar às igrejas e agora particularmente a
Timóteo o apóstolo Paulo revela quem verdadeiramente é: apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus. Não se autoindicou para ser apóstolo na igreja e muito menos foi nomeado por homens, mas foi escolhido, na eternidade, para ser o mensageiro do Evangelho entre as nações. Nesse ministério assumiu a responsabilidade dada por Deus de preparar na igreja de Cristo aqueles que também por Deus foram chamados para o excelente ministério de pastorear o rebanho do Senhor. A nova vida recebida de Deus em Cristo o moveu na salvação de vidas para Deus.  Gálatas 1. 15; Efésios 1. 3 – 14.
Desde o momento em que Paulo passou por Derbe e Listra e conheceu o piedoso jovem Timóteo, decidiu adotá-lo como filho na fé e desenvolveu por ele tamanho amor paternal que procurou dar de si no que fosse necessário para a maturidade e o crescimento espiritual do jovem discípulo. A mútua confiança entre ambos era de tal forma que ninguém melhor que ele representava a presença do apóstolo Paulo nas igrejas. Atos 16. 1 – 3; 1 Coríntios 4. 17; 16. 10; Filipenses 2. 19 – 22.
Paulo saúda seu filho na fé com a graça, a misericórdia e a paz, atributos divinos incorporados pelo novo nascimento ao caráter dos filhos de Deus. No Reino de Deus os renascidos são identificados pela sua união com Cristo na morte e na ressurreição do Filho de Deus. Na morte de Jesus Cristo fomos atraídos a Ele para que na Sua morte fosse morta a natureza pecaminosa do velho homem vinculado à natureza adâmica. Na ressurreição de Jesus Cristo fomos levantados com Ele para viver na terra a nova vida vinculada à natureza divina presente no Filho. O novo homem ressurreto espiritualmente com o Filho de Deus não mais está sujeito ao domínio do pecado. É nova criatura criada por Deus para adorá-Lo, louvá-Lo e servi-Lo.  Romanos 6.
 O apóstolo Paulo afirma a Timóteo que serve a Deus com uma consciência limpa, isto é, não conservava em si qualquer intenção ou atitude que o viesse desaprovar diante de Deus.  A sinceridade que cultivava no relacionamento com Deus o movia a orar continuamente por Timóteo. Como ministro experiente sabia que seu filho na fé enfrentava lutas humanamente impossíveis de serem vencidas pelo fato de Timóteo ser jovem, mas que seriam perfeitamente vencidas se permanecesse na dependência do Espírito Santo. As orações contínuas manifestam nosso amor por aqueles que intercedemos para que sejam protegidos e alcançados pelas bênçãos divinas.
Depois de entregar grandes responsabilidades ministeriais a Timóteo, o apóstolo manifesta o desejo de revê-lo pessoalmente a fim de partilharem da alegria e do amor em Cristo que os unia. Sabia que o ministério o levara a derramar muitas lágrimas, mas o Consolador estaria ao seu lado para supri-lo no que fosse necessário. No reencontro entre ambos poderiam novamente partilhar das experiências agradáveis que só o serviço ao Senhor proporciona.
O apóstolo Paulo bem conhecia a fé não fingida de Timóteo cultivada por sua avó Loide e sua mãe Eunice. Essas duas mulheres investiram na vida espiritual do ainda pequeno Timóteo e como resultado puderam conhecer o fruto dessa educação cristã através da vida ministerial do pastor Timóteo, um dos mais próximos e amados discípulos do apóstolo Paulo.
Ao receber de Loide e Eunice, sem a oposição do seu esposo, a permissão para que Timóteo o acompanhasse nas viagens missionárias, o apóstolo Paulo o adotou como filho na fé e deu continuidade aos investimentos espirituais que ele recebera em sua infância. Essa continuidade de mentoria fez de Timóteo um servo aprovado por Deus e que mereceu os elogios de Paulo quando o recomendava às igrejas.
A influência positiva de duas mulheres na vida de um jovem é exemplo a ser seguido pelas mães cristãs que verdadeiramente amam seus filhos e como herança oferecem tesouros espirituais que jamais serão destruídos pelo tempo, mas acompanharão os filhos na eternidade.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Pessoas que verdadeiramente amam dão o melhor de si e do que tem para o bem estar do ser amado. 
DETALHES
- Mesmo à distância Paulo manteve sua mentoria jamais dispensada por Timóteo, seu discípulo.
- A mentoria pode ser pessoal ou realizada na forma de carta.
- Timóteo tinha com quem partilhar as lutas, as vitórias e as ansiedades do ministério pastoral. Essa atitude deu-lhe segurança e destemor nas ações.
- O diálogo entre ministros experientes e ministros mais jovens é fonte de realimentação e enriquecimento mútuo no ministério.
APLICAÇÃO
- Tenha a seu lado sempre alguém que o possa orientar.
PENSAMENTO
O diálogo permanente entre mestre e discípulo é indispensável no enriquecimento mútuo.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você”.  
ORAÇÃO
Capacita-me e torna-me sempre disponível, Senhor, para ser útil a quem me cerca e carece de ajuda.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Estudo 17: RECOMENDAÇÕES DE PAULO A TIMÓ-TEO - cap. 6. 11 – 21.

Neste texto encontramos:
- O homem de Deus não se envolve com questões financeiras em seu ministério. Segue o exemplo de Jesus. v. 11a.
- O homem de Deus cultiva a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão em seu ministério.  v. 11b.
- O homem de Deus se envolve plenamente na missão para a qual foi chamado e faz o melhor ao cumpri-la. Toma posse da vida eterna que lhe foi prometida por Jesus Cristo. v. 12.
- O homem de Deus guarda de forma irrepreensível o que recebeu do Senhor, o doador da vida. Segue o modelo de fidelidade deixado por Jesus Cristo. Assim se prepara para o encontro com seu Senhor quer indo a Ele ou O esperando no dia do arrebatamento. v. 13 – 14.
- O retorno de Jesus Cristo para arrebatar Sua igreja já tem o dia determinado na agenda divina.   Ele é: bendito, único Soberano, Rei dos reis, Senhor dos senhores, imortal e habitante em luz inacessível aos mortais.  A Ele pertence a honra, a glória e o poder para sempre. v. 15 – 16.
- Conselhos aos irmãos economicamente bem sucedidos: a) não sejam arrogantes; b) não se sintam seguros na incerteza das riquezas, mas em Deus que plenamente nos satisfaz; c) sejam praticantes do bem: ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir. v. 17 – 18.
- Para os salvos a prática das 
boas obras representa obediência à ordem de Jesus Cristo e investimentos em tesouros espirituais para a eternidade e dentre eles vidas salvas em Cristo. v. 19; Mateus 5. 14 – 16; 6. 19 – 21; João 15. 1 – 8; Apocalipse 14. 13.
- Reafirmação de conselhos anteriores: a) conservar a doutrina e a responsabilidade ministerial que lhe foi confiada; b) evitar conversas inúteis e ausentes de santidade; c) evitar se envolver em debates promovidos pelo falso conhecimento porque são infrutíferos; d) aqueles que creem nos conceitos da falsa ciência afastam-se da fé; e) a graça de Deus é e será suficiente para dar sentido à vida daqueles que a ela se submetem.   
VISÃO GERAL
Através dessa carta o apóstolo Paulo, experiente ministro, encoraja e orienta o jovem pastor Timóteo a se conduzir com prudência, firmeza e destemor no ministério que exerce na igreja em Éfeso. Aliás, Paulo já havia pastoreado por aproximadamente três anos a mesma igreja e conhecia muito bem a realidade da cidade e da membresia. Agora, distante, fazia-se presente tanto na pessoa de Timóteo, jovem confiável, bem como de suas cartas plenas de sólidos conselhos.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo recomenda a seu discípulo e filho na fé que na condição de ministro da Palavra não se envolva com as questões financeiras da igreja. Esse foi o exemplo deixado pelo Senhor Jesus. O envolvimento com dinheiro de uso comum traz em si as ciladas da cobiça, do furto e de outros transtornos de caráter de quem não vigia. É ponto de partida para a decadência ministerial.  Ao contrário, o líder cristão está voltado para o cultivo dos valores do Reino de Deus expressos no caráter de Jesus Cristo: justiça, piedade, fé, amor, perseverança e mansidão. Sobre esse fundamento edifica o ministério que lhe foi entregue pelo Senhor Jesus e assim  mantém em alta a esperança da vida eterna prometida aos fiéis. Essa esperança é alimentada a cada dia pelo retorno glorioso do Senhor Jesus. Nesse dia o Filho de Deus se manifestará nas nuvens e atrairá a Si a Sua igreja formada por aqueles que morreram no Senhor e os que estiverem vivos nesse grande dia. Os salvos receberão o corpo glorioso semelhante ao de Jesus em espírito e alma plenamente santos e habilitados para habitar a Casa do Pai.  Será momento de grande alegria para os salvos e desespero para aqueles que não se deixaram atrair pela Graça de Deus através da fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador ou não Lhe foram fiéis. Nesse dia todos reconhecerão Jesus Cristo como o bendito do Senhor, único Soberano, Rei dos reis, Senhor dos senhores, imortal e habitante na luz inacessível aos mortais. Somente Ele é digno de receber o que já Lhe pertence: honra, poder e glória para sempre. Enquanto esse dia não chega o apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que oriente os irmãos bem sucedidos economicamente. Devem vigiar e não permitir que a arrogância governe seus relacionamentos. É pura insensatez se sentir seguro na incerteza das riquezas. Elas são voláteis, inconstantes ou impermanentes. São movediças como as dunas. Desaparecem com a mesma rapidez do seu surgimento e desapontam seus possuidores. A confiança deve estar apenas em Deus que nos oferece em Jesus Cristo toda a suficiência para a nossa salvação eterna e permanência Nele e em Sua Palavra. Ele nos motiva ao amor a Deus e ao próximo e à prática do bem. É nesse ambiente amoroso que frutificam as boas obras. Os benfeitores ao serem movidos pelo amor para repartir de sua prosperidade com os carentes são recompensados com a alegria maior proporcionada pelo Deus de amor. Não há privilégio maior do que ser instrumento do amor de Deus. A alegria de quem recebe, mesmo grande, é menor. Ela os motiva para também serem generosos porque ninguém é tão carente que não possa ajudar outros carentes. O amor de Deus nos motiva à prática do bem, mas não admite que sejamos pressionados a ajudar quem não está disposto a se autossuperar pela realização de um trabalho. A lei divina é para todos: “...com o suor do seu rosto você comerá o seu pão”. Gênesis 3. 19. (NVI). A lei divina é clara: cada ser humano com o seu trabalho comerá o seu pão e não com o suor e o trabalho de outros. O preguiçoso se sente confortável em sua inércia e irresponsabilidade quando tem alguém que movido por um falso altruísmo o carrega nas costas. Provérbios 6. 6; 12. 27; 13. 4. A generosidade não combina com o assistencialismo. Este é o argumento defendido por  quem deseja viver apenas na dependência dos outros.  
As boas obras devem ser entendidas como investimentos espirituais na promoção humana. Esses tesouros acumulados no céu estão a salvo da ação do inimigo. O melhor dos investimentos são aqueles que se traduzem na salvação de vidas para Deus. Mateus 6. 19 – 21; Apocalipse 14. 13.
Finalmente o apóstolo Paulo reafirma alguns conselhos a Timóteo. Recomenda que ele permaneça no que já havia recebido. Não deveria se esquecer das lições aprendidas na convivência com o apóstolo. Nada substitui as experiências comuns bem sucedidas. Deveria se afastar das conversas inúteis ou desnecessárias com temas contraditórios e que nada edificam quem se dedica a eles principalmente aqueles originados da falsa ciência ou de alguém que defende um conhecimento imaginário. Perde tempo e se desgasta emocionalmente quem oferece seus ouvidos a pessoas que nada tem a nos dizer e por isso inventam conversas tolas que nada edificam. É melhor ser chamado de deselegante do que ficar à mercê de pessoas maledicentes que espalham o divisionismo, a discórdia, a hostilidade e semeiam a desunião entre os irmãos. Não imitemos Eva que caiu e levou seu marido e a humanidade à decadência porque deu ouvidos ao inimigo ao invés de obedecer a voz de quem verdadeiramente os amava.  Arrisca-se a desviar-se da fé quem alimenta conversas com aqueles que tem prazer na discussão de temas de todo conhecimento que se opõe ao que Deus já revelou em Sua Palavra.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- É melhor ouvir pessoas que temem a Deus, isto é, O reverenciam.
DETALHES
- Na vida tudo passa. Somente Deus e Sua Palavra permanecem.
APLICAÇÃO
- Não ouça quem nada tem a lhe dizer.
PENSAMENTO
Quem possui um mentor confiável tem um grande amigo que deve ser permanentemente ouvido. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”,
ORAÇÃO
Ajuda-me Senhor a ajudar aqueles que tens colocado à minha frente.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estudo 16: A VIRTUDE DO CONTENTAMENTO - cap. 6. 7 – 10.

Neste texto encontramos:
- Nada trouxemos para este mundo e dele nada levaremos. Exceção: as boas obras reservadas por Deus a nós. v. 7; Jó 1. 21; Efésios 2. 10; Apocalipse 14. 13.
- A pessoa sábia se satisfaz com o que é necessário para viver. v. 8.
- A pessoa cobiçosa jamais se satisfaz: a) é atraída e cai em tentações; b) é seduzida e cai nas armadilhas dos cobiçosos; c) desequilibra sua vontade; d) mergulha na ruína e destruição. v. 9.
- O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males: a) afasta os fiéis da sadia fé evangélica; b) gera sofrimentos antes inexistentes. v. 10;  Mateus 6. 19 - 21, 24.  
VISÃO GERAL
Contentamento é o estado de satisfação pelo que se é e tem. É o cultivo da alegria e da gratidão pelo que Deus nos concede em seu amor. O sadio contentamento não torna a pessoa inerte ou desmotivada. Faz do momento presente uma plataforma para novas experiências de enriquecimento tendo em vista novos contentamentos porque a vida é naturalmente dinâmica.
 A conformação, no entanto, traz também em si o significado de resignação, passividade ou submissão. É o estado daqueles que se deixaram derrotar pelo sentimento de frustração, incapacidade de indignação e de autossuperação. Alcança aqueles que são vítimas de sua própria violência ou da violência e autoritarismo de outros que geram e praticam a crueldade porque pretendem, doentiamente, dominar seus semelhantes. Por se afastarem de Deus, o Criador, elegeram como seu deus o dinheiro e com ele o poder, a fama e todo tipo de cobiça, imoralidade e desumanidade. Os amantes do dinheiro desprezam e desconsideram a vida do semelhante e a retiram sem misericórdia. Não permanecerão na impunidade diante da lei divina da semeadura e colheita. Deus é  responsável pelo que vê e ouve. Ele jamais deixará de ser coerente com a integridade do Seu caráter.
Em Seu amor Deus usa o silêncio e a paciência como oportunidades para que as criaturas reflitam e retornem ao bom senso implantado pela Lei Moral de Deus em todo ser humano. Quem, desde criança não sabe o que é bom ou mau ou o bem e o mal? Quem ao se ferir não sente dor e com isso aprende a não ferir o outro porque ambos são semelhantes? 
Uma vez, porém, mantida a indiferença e a zombaria humana às manifestações do amor de Deus e o respeito que se deve ao próximo, no tempo próprio a resposta divina virá e será irrecorrível para quem não ouviu a voz do Criador.  Sua Palavra nos alerta: “O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada”.  Provérbios 10. 27. (NVI); Eclesiastes 5. 10; 7. 12. .
Ao longo da história o Criador tem usado Seus anjos e a natureza para revelar ao mundo quem é. Os contemporâneos de Noé e os de Ló, sobrinho de Abraão, conheceram os efeitos da ira divina. 
Os moradores da terra devem saber que Deus não permitirá que as criaturas transformem a terra num caos. Aliás, esse é o desejo incontido de Satanás e seus agentes. A ordem, a justiça e a misericórdia divina prevalecerão enquanto a terra durar porque assim determinou o Deus Soberano. Ele tem direitos sobre as suas criaturas.  Isaías 43. 13; 44. 6 – 8; 45. 12; 45. 23; 46. 10; 48. 13;
Apesar das criaturas se recusarem a aprender as lições da história, o Criador mantém imutável o Seu caráter e pelos sinais que se veem breve se aproxima o tempo em que Deus mais uma vez revelará o Seu poder sobre a obra criada e o que nela há. Salmo 24.   Assim fará para que toda a terra tema e trema diante do Criador.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo reafirma a Timóteo o ensino dado à igreja em Filipos a respeito da virtude do contentamento: “aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância’. Filipenses 4. 10 – 13. Mesmo tendo sido acusado falsamente pelos falsos irmãos de usar o Evangelho para acumular bens materiais, aqueles que conviviam mais proximamente com o apóstolo sabiam de sua prudência e moderação no uso das ofertas que recebia para se deslocar de uma região ou de um país a outro a fim de anunciar o Evangelho. Somente aqueles que sabem o significado temporal e eterno da passagem das trevas à luz é que grata e voluntariamente tem prazer em abençoar financeiramente os que lhes abençoaram com o anúncio e ensino do Evangelho. Sem ajuda financeira é impossível que o obreiro se mantenha e cuide de sua família a fim de que não venha desonrar o Evangelho que anuncia. Somente pessoas movidas pelo amor de Deus e amor a Deus entendem o privilégio da contribuição a obreiros fiéis.  Atos 20. 33 – 35; 1 Coríntios 9. 14; Gálatas 6. 6.
O desapego do apóstolo Paulo aos bens materiais é visto em sua primeira afirmação: “nada trouxemos e nada levaremos deste mundo”. Os bens materiais que Deus nos permite adquirir como produto do nosso trabalho devem ser utilizados, primeiro, para Sua honra e glória e depois para a nossa manutenção pessoal e daqueles que estão sob nossa dependência. Na medida em que nos importamos com o atendimentos dos interesses de Deus e do Seu Reino, Ele, Pai justo e misericordioso, se importa em cuidar dos nossos interesses ou do que nos aflige. Assim funcionam as leis espirituais. São regidas pela confiança mútua de quem está aliançado com Deus. Essa é uma maneira sábia de administração dos bens materiais. Mateus 6. 33.
Após a morte o que nos acompanhará na eternidade são os investimentos que fizemos na obra do Senhor e no bem estar daqueles que pela sua carência foram atendidos por nós em obediência aos dois grandes mandamentos do Senhor. Mateus 22. 34 – 40; Apocalipse 14. 13.
De nada vale acumular com sofreguidão bens materiais no presente sabendo de antemão que cessada a vida as aquisições materiais de nada nos aproveitarão. Somente tolos armazenam para o nada. Como anunciou o profeta Ageu: quem assim age procura encher em um saco furado. Ageu 1. 5 - 7.
O bem maior está no relacionamento correto com Deus em Cristo. Com Ele aprendemos a administrar os bens materiais.  Jesus contou uma história cujo personagem está presente na história da humanidade. Lucas 12. 13 – 21. O rico Jó, homem temente a Deus, já sabia dessa realidade ao perder todos os filhos em tragédias inesperadas. Jó 1. 21; Provérbios 28. 20; Eclesiastes 5. 15. 
A cultura da simplicidade gera o contentamento que nos permite viver alegres com o que temos e não com o que desejamos ter. As pessoas que não vivem felizes com o que tem jamais serão felizes com o que almejam possuir. A insatisfação é uma forma permanente de ingratidão e esta gera a insaciedade.
Paulo afirma que as pessoas sedentas pelo acúmulo de riquezas jamais se satisfarão. Pelo contrário, serão vítimas de sua cobiça e cairão em várias tentações, isto é, em situações que envergonharão a si mesmas e ofenderão a Deus. Os desejos do cobiçoso estarão em permanente descontrole e lhe serão nocivos na medida em que se concretizarem. Fará mal a si e a quem o cerca porque não cultivará o respeito como padrão de vida.  Ao explorar o próximo e lhe causar toda a espécie de males, inclusive danos à vida, fará mal a si mesmo. Não estará isento da inevitável prestação de contas com o Criador que dará no tempo e na eternidade o castigo que devem receber aqueles que quebram Suas leis.  Gálatas 6. 6 – 10.
O relacionamento errado com o dinheiro  ou com coisas e pessoas é de tal gravidade na vida de uma pessoa que vários alertas foram dados nas Escrituras, tanto da parte do Senhor Jesus como dos  apóstolos: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um ou desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. “Não sabem que quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem.: escravos do pecado  que leva à morte ou da obediência que leva à justiça?”; “....pois o homem é escravo daquilo que o domina”.Mateus 6. 24; Romanos 6. 16; 2 Pedro 2.19b. (NVI). 
É interminável a lista dos males causados pelo amor ao dinheiro tanto nos primórdios da civilização como em nossos dias. Ele tem gerado divisões na família, na igreja, na sociedade e todo tipo de violência, algumas de natureza cruel em total desrespeito à vida de inocentes. Um exemplo da ação danosa do dinheiro é visto na vida de Judas Iscariotes, um dos apóstolos, que levado pela cobiça não somente foi usado pelo Diabo para entregar Jesus Cristo aos líderes religiosos judaicos bem como levou o traidor ao suicídio. 
A verdade é que os amantes do dinheiro e do poder e prazeres que ele oferece, um dia o deixarão tudo aqui, mas as consequências do que fizeram serão consideradas pelo juiz de toda a terra. Genesis 18. 25; João 5. 22 – 23. Neste momento inevitavelmente terão de prestar contas ao Criador e que justificativas apresentarão diante Dele do que fizeram com tudo o que passou em suas mãos? A justiça divina será implacável com aqueles que foram implacáveis no tratamento com o próximo por causa do dinheiro que tanto amavam!  Nesse dia o senhor a quem serviram, o dinheiro, não os poderá socorrer porque sendo matéria nada pode fazer diante da realidade da perdição eterna.
É melhor obedecer a Deus e Sua Palavra agora do que se lamentar eternamente como fez o rico insensato no seu estado eterno de pós-ressurreição. Lucas  16. 19 – 31.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O que Deus nos permite administrar deve em primeiro lugar glorificar o Seu Nome, suprir nossas necessidades e abençoar aqueles que carecem da nossa ajuda.
DETALHES
- Não há culpa ou falta de paz quando os bens que administramos são resultado do trabalho abençoado por Deus.
APLICAÇÃO
- Em questões financeiras ouça a Palavra de Deus antes e durante para que o depois não seja de tormento.
PENSAMENTO
Deus disponibiliza a cada um a
sabedoria que necessita na administração financeira dos seus bens.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor sabedoria na administração dos bens materiais que tens colocado à minha disposição.