sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estudo 16: A VIRTUDE DO CONTENTAMENTO - cap. 6. 7 – 10.

Neste texto encontramos:
- Nada trouxemos para este mundo e dele nada levaremos. Exceção: as boas obras reservadas por Deus a nós. v. 7; Jó 1. 21; Efésios 2. 10; Apocalipse 14. 13.
- A pessoa sábia se satisfaz com o que é necessário para viver. v. 8.
- A pessoa cobiçosa jamais se satisfaz: a) é atraída e cai em tentações; b) é seduzida e cai nas armadilhas dos cobiçosos; c) desequilibra sua vontade; d) mergulha na ruína e destruição. v. 9.
- O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males: a) afasta os fiéis da sadia fé evangélica; b) gera sofrimentos antes inexistentes. v. 10;  Mateus 6. 19 - 21, 24.  
VISÃO GERAL
Contentamento é o estado de satisfação pelo que se é e tem. É o cultivo da alegria e da gratidão pelo que Deus nos concede em seu amor. O sadio contentamento não torna a pessoa inerte ou desmotivada. Faz do momento presente uma plataforma para novas experiências de enriquecimento tendo em vista novos contentamentos porque a vida é naturalmente dinâmica.
 A conformação, no entanto, traz também em si o significado de resignação, passividade ou submissão. É o estado daqueles que se deixaram derrotar pelo sentimento de frustração, incapacidade de indignação e de autossuperação. Alcança aqueles que são vítimas de sua própria violência ou da violência e autoritarismo de outros que geram e praticam a crueldade porque pretendem, doentiamente, dominar seus semelhantes. Por se afastarem de Deus, o Criador, elegeram como seu deus o dinheiro e com ele o poder, a fama e todo tipo de cobiça, imoralidade e desumanidade. Os amantes do dinheiro desprezam e desconsideram a vida do semelhante e a retiram sem misericórdia. Não permanecerão na impunidade diante da lei divina da semeadura e colheita. Deus é  responsável pelo que vê e ouve. Ele jamais deixará de ser coerente com a integridade do Seu caráter.
Em Seu amor Deus usa o silêncio e a paciência como oportunidades para que as criaturas reflitam e retornem ao bom senso implantado pela Lei Moral de Deus em todo ser humano. Quem, desde criança não sabe o que é bom ou mau ou o bem e o mal? Quem ao se ferir não sente dor e com isso aprende a não ferir o outro porque ambos são semelhantes? 
Uma vez, porém, mantida a indiferença e a zombaria humana às manifestações do amor de Deus e o respeito que se deve ao próximo, no tempo próprio a resposta divina virá e será irrecorrível para quem não ouviu a voz do Criador.  Sua Palavra nos alerta: “O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada”.  Provérbios 10. 27. (NVI); Eclesiastes 5. 10; 7. 12. .
Ao longo da história o Criador tem usado Seus anjos e a natureza para revelar ao mundo quem é. Os contemporâneos de Noé e os de Ló, sobrinho de Abraão, conheceram os efeitos da ira divina. 
Os moradores da terra devem saber que Deus não permitirá que as criaturas transformem a terra num caos. Aliás, esse é o desejo incontido de Satanás e seus agentes. A ordem, a justiça e a misericórdia divina prevalecerão enquanto a terra durar porque assim determinou o Deus Soberano. Ele tem direitos sobre as suas criaturas.  Isaías 43. 13; 44. 6 – 8; 45. 12; 45. 23; 46. 10; 48. 13;
Apesar das criaturas se recusarem a aprender as lições da história, o Criador mantém imutável o Seu caráter e pelos sinais que se veem breve se aproxima o tempo em que Deus mais uma vez revelará o Seu poder sobre a obra criada e o que nela há. Salmo 24.   Assim fará para que toda a terra tema e trema diante do Criador.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo reafirma a Timóteo o ensino dado à igreja em Filipos a respeito da virtude do contentamento: “aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância’. Filipenses 4. 10 – 13. Mesmo tendo sido acusado falsamente pelos falsos irmãos de usar o Evangelho para acumular bens materiais, aqueles que conviviam mais proximamente com o apóstolo sabiam de sua prudência e moderação no uso das ofertas que recebia para se deslocar de uma região ou de um país a outro a fim de anunciar o Evangelho. Somente aqueles que sabem o significado temporal e eterno da passagem das trevas à luz é que grata e voluntariamente tem prazer em abençoar financeiramente os que lhes abençoaram com o anúncio e ensino do Evangelho. Sem ajuda financeira é impossível que o obreiro se mantenha e cuide de sua família a fim de que não venha desonrar o Evangelho que anuncia. Somente pessoas movidas pelo amor de Deus e amor a Deus entendem o privilégio da contribuição a obreiros fiéis.  Atos 20. 33 – 35; 1 Coríntios 9. 14; Gálatas 6. 6.
O desapego do apóstolo Paulo aos bens materiais é visto em sua primeira afirmação: “nada trouxemos e nada levaremos deste mundo”. Os bens materiais que Deus nos permite adquirir como produto do nosso trabalho devem ser utilizados, primeiro, para Sua honra e glória e depois para a nossa manutenção pessoal e daqueles que estão sob nossa dependência. Na medida em que nos importamos com o atendimentos dos interesses de Deus e do Seu Reino, Ele, Pai justo e misericordioso, se importa em cuidar dos nossos interesses ou do que nos aflige. Assim funcionam as leis espirituais. São regidas pela confiança mútua de quem está aliançado com Deus. Essa é uma maneira sábia de administração dos bens materiais. Mateus 6. 33.
Após a morte o que nos acompanhará na eternidade são os investimentos que fizemos na obra do Senhor e no bem estar daqueles que pela sua carência foram atendidos por nós em obediência aos dois grandes mandamentos do Senhor. Mateus 22. 34 – 40; Apocalipse 14. 13.
De nada vale acumular com sofreguidão bens materiais no presente sabendo de antemão que cessada a vida as aquisições materiais de nada nos aproveitarão. Somente tolos armazenam para o nada. Como anunciou o profeta Ageu: quem assim age procura encher em um saco furado. Ageu 1. 5 - 7.
O bem maior está no relacionamento correto com Deus em Cristo. Com Ele aprendemos a administrar os bens materiais.  Jesus contou uma história cujo personagem está presente na história da humanidade. Lucas 12. 13 – 21. O rico Jó, homem temente a Deus, já sabia dessa realidade ao perder todos os filhos em tragédias inesperadas. Jó 1. 21; Provérbios 28. 20; Eclesiastes 5. 15. 
A cultura da simplicidade gera o contentamento que nos permite viver alegres com o que temos e não com o que desejamos ter. As pessoas que não vivem felizes com o que tem jamais serão felizes com o que almejam possuir. A insatisfação é uma forma permanente de ingratidão e esta gera a insaciedade.
Paulo afirma que as pessoas sedentas pelo acúmulo de riquezas jamais se satisfarão. Pelo contrário, serão vítimas de sua cobiça e cairão em várias tentações, isto é, em situações que envergonharão a si mesmas e ofenderão a Deus. Os desejos do cobiçoso estarão em permanente descontrole e lhe serão nocivos na medida em que se concretizarem. Fará mal a si e a quem o cerca porque não cultivará o respeito como padrão de vida.  Ao explorar o próximo e lhe causar toda a espécie de males, inclusive danos à vida, fará mal a si mesmo. Não estará isento da inevitável prestação de contas com o Criador que dará no tempo e na eternidade o castigo que devem receber aqueles que quebram Suas leis.  Gálatas 6. 6 – 10.
O relacionamento errado com o dinheiro  ou com coisas e pessoas é de tal gravidade na vida de uma pessoa que vários alertas foram dados nas Escrituras, tanto da parte do Senhor Jesus como dos  apóstolos: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um ou desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. “Não sabem que quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem.: escravos do pecado  que leva à morte ou da obediência que leva à justiça?”; “....pois o homem é escravo daquilo que o domina”.Mateus 6. 24; Romanos 6. 16; 2 Pedro 2.19b. (NVI). 
É interminável a lista dos males causados pelo amor ao dinheiro tanto nos primórdios da civilização como em nossos dias. Ele tem gerado divisões na família, na igreja, na sociedade e todo tipo de violência, algumas de natureza cruel em total desrespeito à vida de inocentes. Um exemplo da ação danosa do dinheiro é visto na vida de Judas Iscariotes, um dos apóstolos, que levado pela cobiça não somente foi usado pelo Diabo para entregar Jesus Cristo aos líderes religiosos judaicos bem como levou o traidor ao suicídio. 
A verdade é que os amantes do dinheiro e do poder e prazeres que ele oferece, um dia o deixarão tudo aqui, mas as consequências do que fizeram serão consideradas pelo juiz de toda a terra. Genesis 18. 25; João 5. 22 – 23. Neste momento inevitavelmente terão de prestar contas ao Criador e que justificativas apresentarão diante Dele do que fizeram com tudo o que passou em suas mãos? A justiça divina será implacável com aqueles que foram implacáveis no tratamento com o próximo por causa do dinheiro que tanto amavam!  Nesse dia o senhor a quem serviram, o dinheiro, não os poderá socorrer porque sendo matéria nada pode fazer diante da realidade da perdição eterna.
É melhor obedecer a Deus e Sua Palavra agora do que se lamentar eternamente como fez o rico insensato no seu estado eterno de pós-ressurreição. Lucas  16. 19 – 31.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O que Deus nos permite administrar deve em primeiro lugar glorificar o Seu Nome, suprir nossas necessidades e abençoar aqueles que carecem da nossa ajuda.
DETALHES
- Não há culpa ou falta de paz quando os bens que administramos são resultado do trabalho abençoado por Deus.
APLICAÇÃO
- Em questões financeiras ouça a Palavra de Deus antes e durante para que o depois não seja de tormento.
PENSAMENTO
Deus disponibiliza a cada um a
sabedoria que necessita na administração financeira dos seus bens.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor sabedoria na administração dos bens materiais que tens colocado à minha disposição. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 15: ALERTA SOBRE OS FALSOS MINISTROS - cap. 6. 3 – 6.

Neste texto encontramos:
- Caráter do falso ministro: a) ensina falsas doutrinas; b) discorda da doutrina de Jesus Cristo; c) afasta-se do ensino que honra a Deus e Sua Palavra; d) é orgulhoso e insensato; e) possui interesse doentio por temas que dão origem a debates inúteis; f) semeia na igreja: hostilidade, suspeitas infundadas; inveja, difamação e maledicência; g) desperta atritos entre os que têm a mente comprometida com a prática do erro e que conscientemente se afastam da verdade; h) concorda e apoia aqueles que transformam o Evangelho da Graça de Deus em fonte de renda. v. 3 – 5.
- O Evangelho enriquece o caráter do cristão e lhe dá qualidade de vida para ter o melhor que Deus lhe proporciona. v. 6.
VISÃO GERAL
Após a primeira queda e no decorrer da história o homem está sujeito a cair nas armadilhas do inimigo sempre que ignora ou se rebela contra a Palavra de Deus. Sendo assim Deus alertou Israel através dos Seus líderes para que se afastasse dos falsos profetas, verdadeiras ‘ervas daninhas’ no meio do Seu povo. A morte era a punição reservada a eles tal a gravidade do pecado, isto é, atribuir a Deus o que Ele não diz em Sua Palavra. Deus só se responsabiliza pelo que fala nas Escrituras e não por aquilo que atribuem a Ele. Deuteronômio 13. 1 – 11; 18. 20 – 22; Jeremias 14. 14 – 15; Romanos 15. 4; Hebreus 1. 1 – 4.
Em Seu ministério terreno o  Senhor Jesus ensinou os discípulos a identificar pelo caráter e as ações os falsos profetas. Eles deveriam ser confrontados com a verdade libertadora do Evangelho oposta ao culto às tradições e ao desejo deles de manter sob seu domínio a consciência e a fé que o povo deveria direcionar apenas a Deus e à Sua Palavra. Mateus 7. 15 – 23; Marcos 7. 1 – 23.
O apóstolo Paulo ao se despedir da liderança da igreja em Éfeso alertou os irmãos sobre o surgimento de falsos líderes espirituais na igreja. Seria um fato inevitável visto que a mentira sempre está em busca de espaço principalmente entre aqueles que se conformam com a superficialidade no conhecimento das Escrituras. Atos 20. 27 – 35. Afirmou que até as divergências têm o seu lado positivo: elas revelam na igreja quem são os aprovados por Deus. 1 Coríntios 11. 19. (NVI).
Esse tema é tão recorrente no ministério paulino que ao escrever ao jovem pastor Timóteo o mesmo alerta é reafirmado. A igreja, povo de Deus, está inserida nessa admoestação histórica e a ela precisa voltar sua atenção principalmente em nossos dias quando a fé evangélica, de muitos, está a vacilar juntamente com o amor a Deus, conforme disse Jesus. Mateus 24. 12; Lucas 18. 8b.
A exemplo dos antigos profetas do Senhor, os atuais líderes cristãos, fiéis à Palavra de Deus, precisam estar preparados para denunciar, confrontar e em último caso afastar da comunhão os falsos ministros que tentam implantar o ‘evangelho da pós-modernidade’. Esse falso evangelho tira Jesus Cristo do centro do relacionamento da criatura com o Criador, não crê em Sua suficiência na salvação, judaíza a adoração a Deus, propõe a adoção concomitante da antiga e da nova aliança no relacionamento com Deus e coloca o homem como a medida padrão de todas as coisas inclusive na área espiritual. O homem se torna referência para si mesmo no relacionamento com a Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo). É o culto ao humanismo e da meritocracia, respectivamente, poder do homem e do mérito, cujas origens remontam ao pensamento babilônico. Nabucodonosor precisou comer grama até que reconhecesse o poder, a soberania e a honra que a criatura deve ao Criador. Satanás foi o primeiro a manifestar essa soberba e a partir disso e até à eternidade sofrerá as consequências de sua insensatez. Isaías 14. 13 – 15; Daniel 4. 1 – 37. 
Os divulgadores do ‘evangelho da pós-modernidade’ estão mais preocupados com o seu bem estar material e dos familiares no presente do que com o futuro eterno dos seus ouvintes e seguidores. Suas mensagens estão recheadas dos mesmos pecados que levaram Satanás à queda e ao futuro sofrimento eterno: egoísmo, soberba, desejo de poder e vaidade. Os falsos ministros insistem em colocar o homem como senhor e Deus como seu servo. De maneira pervertida relativizam os absolutos valores espirituais e eternos ao adotarem uma nomenclatura antibíblica: “gestam bênçãos” à parte da Vontade de Deus, o Abençoador, e “determinam” o tempo em que elas devem vir à luz. Desprezam e eliminam de suas mensagens a suficiência que há no Senhor e Salvador Jesus Cristo na salvação de todo aquele que Nele crê dessa forma. Na penumbra o inimigo de Deus e incentivador da teomania, observa suas vítimas e as aguarda no dia do grande desapontamento para eles: a perdição eterna.  A estratégia do inimigo é tão antiga quanto nova. Gênesis 3; Provérbios 16. 1, 9, 33; Lamentações 3. 37; Isaías 14. 13 – 14.
O apóstolo Paulo foi objetivo, claro e preciso na identificação dos falsos ministros do Evangelho. Com suas orientações não será difícil descobrir quem é quem na igreja de Jesus Cristo em nossos dias.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo apresenta a Timóteo o caráter pervertido e reprovado dos falsos ministros do Evangelho. Eles se assemelham aos falsos profetas que no passado histórico de Israel se mantiveram na oposição à Palavra de Deus pronunciada pelos fiéis servos do Senhor. Suas marcas comuns são: a) oposição ao que Deus fala nas Escrituras; b) substituição da Palavra de Deus pela palavra do homem através do ensino de falsas doutrinas; c) alteração do verdadeiro sentido das Escrituras adaptando-o ou submetendo-o às crenças pessoais, denominacionais ou ao sistema do mundo sem Deus; d) defesa dos falsos ensinos como se fossem de origem divina, transmitidos por revelação particular aos seus líderes espirituais; e) atribuir a Deus o que Ele não diz em Sua Palavra.
Imitadores da teomania de Satanás na oposição ao governo de Deus no Reino celeste, os falsos ministros revelam a mesma atitude ao se endeusarem pela soberba, egoísmo e vaidade, três componente da queda. Não são ensináveis. Mesmo desprovidos de conhecimento e sabedoria se colocam de forma autoritária e insensata sobre seus ouvintes com o objetivo de trazê-los a seu serviço pela manipulação, domínio e controle. Enfermos espiritualmente, têm o interesse doentio por temas que dão origem a debates inúteis. Estes semeiam na igreja de Jesus Cristo o divisionismo, a competição, a hostilidade e a bajulação. Dentro desse mesmo quadro estão presentes as suspeitas infundadas, a inveja e a maledicência, Elas abrem espaço para os atritos entre os que têm a mente corrompida e comprometida com a prática do erro. Por rejeitarem a verdade e a simplicidade que há no Evangelho os maus obreiros se entregam de forma deliberada às práticas pecaminosas tanto se justificando como justificando aqueles que estão sob a sua autoridade insensata. Não satisfeitos com a promoção da mentira fazem do anúncio e ensino de suas mensagens uma fonte de lucro. Transformam os seguidores em fonte de recursos para seus empreendimentos financeiros. Seus projetos recebem uma roupagem espiritual. Nas reuniões de suas comunidades adotam uma liturgia própria e criativa com símbolos, práticas, cânticos e mensagens que aprisionam as pessoas aos seus objetivos. A mentalidade bancária e franciscana dominam suas doutrinas pseudobíblicas: o retorno depende do  investimento  ou é  dando que se recebe. Os líderes gananciosos estão mais interessados na posse dos bens materiais dos seguidores do que no bem estar espiritual das pessoas. Aos olhos de Deus elas são carentes da graça e da misericórdia divina.
A atitude materialista se opõe aos propósitos da grandeza da graça de Deus.
O verdadeiro Evangelho nos chama à plena comunhão com Deus em Cristo. Essa comunhão se reflete numa nova forma de relacionamento com os bens espirituais e materiais a nós concedidos por Deus. Evangelho não é estratégia de enriquecimento pessoal ou de ostentação de bens materiais.  Os olhos do cristão não estão voltados para si, mas para Jesus Cristo e à prática dos Seus ensinos. O que Dele recebemos e receberemos é o melhor que o Pai tem reservado a Seus filhos. Mateus 6. 19 – 21; João 14. 1 – 3; 1 Coríntios 15. 19; 2 Coríntios 5. 14 - 17.   
A igreja de Jesus Cristo precisa vigiar e orar, como disse o Senhor, para que não seja vítima de sua própria inoperância.      
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- É responsabilidade de cada servo de Deus zelar pela pureza do Evangelho. 
DETALHES
- O verdadeiro líder espiritual cristão constrói a unidade da igreja de Cristo tendo as Escrituras como fundamento.  1 Coríntios 3. 11.
- Jesus Cristo, a Verdade, definiu Sua missão e a missão do pai da mentira – o Diabo. João 8. 44; 10. 10.  
APLICAÇÃO
- Afastar-se daqueles que ostentam uma posição de liderança, mas na verdade não são pastores, mas impostores. 
PENSAMENTO
A única maneira de afastar a mentira é permanecer na verdade que há na Palavra de Deus. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Se alguém ensina falsas doutrinas e não concorda com a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que é segundo a piedade é orgulhoso e nada entende”.  
ORAÇÃO
Dá-me Senhor discernimento e inteligência espiritual para me conduzir na vida cristã. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Estudo 14: O CRISTÃO NO MUNDO DO TRABALHO - cap. 6. 1 – 2.

Neste texto encontramos:
- Os cristãos que estão sob autoridade em seu trabalho assumem para si a responsabilidade de honrar quem os dirige mesmo que não sejam honrados. Essa atitude decidida, consciente e voluntária é motivo de atração ao Evangelho. Não se anuncia o Evangelho sem vivê-lo. v. 1; Mateus 5. 13 – 16; João 8. 12; Atos 5. 29.    
- Os cristãos que estão sob a autoridade de cristãos no trabalho assumem para si a responsabilidade de honrá-los ainda mais pelo fato de serem irmãos em Cristo.     Não se deve ser menos fiel a quem é fiel. v. 2. 
VISÃO GERAL
 O trabalho é inerente ao caráter do Criador. Após criar os seres humanos deu-lhes essa capacidade para que pudessem interagir consigo mesmo, com seus semelhantes, com o que o cerca. Aliás, o funcionamento do nosso corpo é a expressão mais notória do que significa e como funciona o mundo do trabalho. Nosso relacionamento no mundo do trabalho seria mais inteligente e produtivo se olhássemos e seguíssemos as leis que regem a relação de interdependência que há no corpo criado por Deus. As grandes descobertas ocorrem quando trazemos à superfície as leis divinas estabelecidas na natureza. Elas têm íntima relação com o mundo espiritual que regem o nosso relacionamento com Deus e no afastamento do Diabo e do sistema do mundo sem Deus que ele comanda.
O trabalho visto como atividade remunerada ou não, é fator gerador de equilíbrio na existência humana. Na medida em que é bem exercitado jamais se opõe às leis que regem a natureza. Deus jamais capacitaria o homem para exercer uma atividade que provocasse males ao homem e à natureza. O atual desequilíbrio existente na vida humana e na natureza é resultado do mau uso ou da desobediência às leis divinas expostas nas Escrituras.
Em nosso corpo todos os membros e órgãos tem uma função específica e agem conjuntamente para o bem estar do corpo, para a glória de Deus, para nos abençoar e abençoar quem nos cerca.
Ao terminar cada ação no final do dia, o Criador ficou satisfeito com o trabalho realizado que O glorificou em Si mesmo. Sentimento semelhante há de governar nossas ações no mundo do trabalho. 
Todas as vezes que nossas ações estão afinadas com a Vontade de Deus e Sua glória, somos bem sucedidos, destinatários e instrumentos de Suas bênçãos.
Adão, o primeiro homem, recebeu do Criador a responsabilidade de cuidar do que lhe foi entregue. Infelizmente não foi bem sucedido em suas ações porque não permaneceu fiel a Deus até o final. A permanência na fidelidade a Deus em todo o tempo nos torna prósperos em tudo o que vier às nossas mãos para fazer. Gênesis 2 – 3;  Eclesiastes 9. 10
FOCALIZANDO A VISÃO
 O apóstolo Paulo amplia suas orientações a Timóteo e fala sobre a atitude do cristão no mundo do trabalho. Destaca a submissão e a honra devidas pelo cristão a quem está sobre ele em autoridade seja no regime de opressão, existente naquela época, ou de liberdade, aprovada por Deus. 
Inicialmente trata do cristão que possui no trabalho uma autoridade não cristã. O relacionamento, neste caso, deve considerar em primeiro lugar os compromissos de nova criatura assumidos com a autoridade divina e depois os compromissos com a autoridade humana. As leis estabelecidas pelo Criador, em todos os sentidos, estarão necessariamente à frente e acima das leis elaboradas pela criatura. A obediência a esse princípio gera equilíbrio e saúde nos relacionamentos.
O respeito à autoridade se manifesta na realização com excelência do que lhe foi entregue para fazer. O trabalho realizado com excelência é uma forma eficaz de anunciar o Evangelho. O que se faz é o resultado do que se crê e em quem se crê.
Ao trabalhar tendo em vista primeiro agradar a Deus e dar-Lhe glória, o cristão necessariamente fará o melhor que sua capacidade recebida de Deus lhe permita realizar. Esse trabalho não poderá ser ignorado ou desconsiderado pela autoridade que esteja no pleno uso de sua razão e à qual está submisso. 
Por amor aos Seus filhos e em resposta à obediência deles, Deus convence a autoridade humana de que a honra e a submissão a ela não pode estar acima da submissão e honra devida a Deus. Diante Dele não há acepção de pessoas. A posição que a criatura ocupa no mundo do trabalho não altera a igualdade que há entre elas diante do Criador. Quem não tem pleno domínio sobre sua vida está necessariamente submisso Àquele que a tem sob Seu domínio.
O reconhecimento do trabalho realizado com excelência é um ponto de contato e argumento imbatível para que o trabalhador seja visto como pessoa singular.
Uma vez tendo determinado ser fiel a Deus, do princípio ao fim, o cristão sabe que pode contar com o apoio divino que transforma para o bem dos filhos tudo o que aparentemente se apresenta como perda. Quem está do lado do Vencedor pode ter a certeza da vitória mesmo em meio às lutas. As autoridades humanas, cedo ou tarde, serão levadas a reconhecer que Deus está com quem está com Ele.  2 Crônicas 15. 2.  A esse respeito as Escrituras citam o exemplo de José, Daniel e seus três amigos. Gênesis 39 – 43; Daniel 1 – 6.
A reverência e a honra que José tinha para com Deus atraiu sobre si as bênçãos divinas e trouxe prosperidade à casa do seu senhor. Em momento algum abusou da confiança recebida do seu senhor ou o desonrou, mesmo tendo sido assediado pela esposa de Potifar. Preferiu honrar a Deus e aquela que o desonrara mesmo com dano seu. No momento adequado Deus honrou a fidelidade do Seu servo colocando-o em posição superior ao seu antigo senhor que se mostrou injusto com ele ao levá-lo à prisão. Sendo temente a Deus usou da misericórdia divina para perdoar tanto seu ex-senhor como aquela que o havia caluniado e difamado. José ao realizar com excelência o que lhe vinha às mãos para fazer levou em conta mais o seu compromisso com Deus e a honra que Lhe era devida do que o seu próprio senhor. Sua vida é a prova de que Deus honra quem O honra. 1 Samuel 2. 30.
Daniel e seus três amigos ao estabelecerem como estilo de vida honrar a Deus, receberam Dele a capacitação para realizar o melhor no que lhes foi entregue às mãos para fazer. Ao terem diante de si a opção entre obedecer às autoridades humanas ou obedecer à autoridade divina, mais uma vez decidiram obedecer a Deus. Essa decisão atraiu sobre eles a ira dos homens, mas as bênçãos de Deus prevaleceram sobre o mal. 
O apóstolo Pedro ao ter diante de si a opção entre obedecer aos homens ou obedecer a Deus, decidiu obedecer a Deus e foi honrado por essa decisão. Atos 5. 29.
Deus não deixa sem honra quem O honra.
A seguir o apóstolo Paulo trata do cristão que tem sobre si no trabalho uma autoridade cristã. Alerta os irmãos que esse privilégio dado por Deus deve levá-los a honrá-la ainda mais. Ambos têm o mesmo Deus e a mesma fé que deve frutificar em mútuo benefício.    O cristão que faz o melhor a seu irmão e o abençoa com o seu trabalho honra a Deus e dessa forma honra o Evangelho. A mensagem do amor divino que anunciam é vivida mutuamente no mundo do trabalho. O cristão não se satisfaz com o bom quando pode fazer o melhor a seu irmão. É na prestação de serviço a nossos irmãos que revelamos o nosso entendimento sobre vida e ética cristã.  Esse raciocínio é estendido na realização dos ministérios na igreja de Cristo onde servimo-nos mutuamente. 
O trabalho realizado com excelência é uma forma de declararmos amor e gratidão primeiro a Deus que está sempre disponível para nos capacitar e depois a quem faz uso de nossos serviços.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Se Deus nos capacita para fazer o melhor, evitemos o que consideramos apenas bom.
DETALHES
- Quem ama faz o melhor. 
- É na família que temos as primeiras experiências de trabalho. Os pais devem pelo seu exemplo orientar os filhos para que façam o melhor em casa.
APLICAÇÃO
- Fazer o melhor é melhor.
PENSAMENTO
Exercite-se para superar as expectativas.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“...Ensine e recomende essas coisas.”.
ORAÇÃO
Usa-me Senhor para abençoar. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 13: SUSTENTO MINISTERIAL E ÉTICA CRISTÃ - cap. 5. 17 – 25.

Neste texto encontramos:
- É responsabilidade da igreja honrar e oferecer sustento digno ao pastor que exerce uma liderança eficaz e se empenha no ministério da Palavra e do ensino. v. 17.
- A lei divina da semeadura e colheita aplica-se também ao ministério pastoral. v. 18; Jeremias 22. 13;
- Acusações contra os ministros de Deus que servem em Sua igreja serão recebidas e apuradas se forem acompanhadas de provas concretas apresentadas por duas ou três testemunhas.  v. 19.
- Os ministros que publicamente se tornarem repreensíveis receberão censura pública por seus atos para que os demais mantenham a vigilância em alta. v. 20.
- É responsabilidade do ministro de Jesus Cristo manter-se coerente com os princípios da Palavra de Deus e ser imparcial nos relacionamentos e decisões para que não perca sua autoridade espiritual e moral. Deus na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo e os anjos estão atentos às atitudes e obras dos santos. v. 21. 
- Três atitudes de prudência do ministro: a) não encaminhar ao ministério e muito menos impor precipitadamente as mãos sobre obreiros não qualificados espiritual e moralmente para o exercício de funções na igreja de Cristo; b) não ser participante ou conivente com os pecados daqueles que desonram o Evangelho; c) manter-se puro aos olhos de Deus e das pessoas. v. 22. 
- Timóteo é aconselhado por Paulo a usar medicinalmente o vinho devido ao seu problema no estômago e às constantes enfermidades que o acometiam, prejudicando, assim, o exercício pleno do ministério. v. 23.
- Paulo partilha sua experiência ministerial com Timóteo: a) os pecados visíveis ou invisíveis aos olhos humanos um dia se manifestarão em razão da vigência da lei divina da semeadura e colheita. Os praticantes devem receber o tratamento bíblico adequado tanto em relação à ocultação bem como à confissão voluntária; b) as boas ou as más obras têm o seu tempo para se manifestarem e receberem a sua recompensa. v.  24 – 25; Números 32. 23; Provérbios 5. 22; 28. 13; Eclesiastes 8. 11; Lucas 8. 17; 12. 2 – 3. 
VISÃO GERAL
Nas orientações ministeriais ao jovem pastor Timóteo o apóstolo Paulo trata de vários temas: a) sustento ministerial; b) ética cristã; c) designação de obreiros ao ministério; d) encaminhamento a ser dado a escândalos que envolvem os obreiros; e) disciplina cristã àqueles que praticam más obras e reconhecimento aos que promovem boas obras; f) saúde plena do obreiro cristão.  
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo afirma a Timóteo que o sustento ministerial dos ministros que lideram com excelência deve corresponder ao trabalho que realizam principalmente aqueles que dedicam o seu tempo no anúncio e ensino da Palavra de Deus. Essa atitude está em sintonia com a lei divina da semeadura e colheita. No uso dessa lei o Criador em graça e misericórdia concedeu às Suas criaturas o privilégio da parceria na realização dos Seus propósitos. Como exemplo citamos a geração de filhos onde somos cocriadores com Deus, o cuidado com a família, a utilização da natureza para a manutenção da vida e particularmente o pastoreio na igreja de Jesus Cristo. Neste caso, Ele chama os servos, capacita-os, envia-os e desperta em Seu povo fiel o querer e o efetuar no sustento dos vocacionados. Esse privilégio é concedido aos salvos. Felizes são aqueles que respondem positivamente a esse convite e responsabilidade. O princípio de separar dentre o povo escolhido aqueles que vão se dedicar exclusivamente ao seu pastoreio foi adotado na Antiga Aliança. Os homens da família de Levi, o terceiro filho de Jacó ou Israel, foram separados para o ministério sacerdotal e de serviço no tabernáculo. Essa família de sacerdotes e levitas, por ordem divina, deveria ser sustentada pelas demais onze famílias. Esse princípio se estendeu aos vocacionados na vigência da Nova Aliança na igreja de Jesus Cristo.  Números 3. 6; 18. 21. 
A igreja de Cristo em resposta ao amor de Deus toma para si a responsabilidade de suprir adequadamente os líderes que nela trabalham e inclui nesse atendimento aqueles que a buscam para serem supridos em suas carências.   
Os ministros fiéis deixam-se capacitar pelo Espírito Santo em Sua Palavra a fim de que sejam sábios  na semeadura do Evangelho, no ensino de como viver nele, no cuidado com aqueles que o acolhem e nos frutos que produzem.   Enquanto o trabalhador se envolve na parte visível dessa realidade espiritual é o Senhor quem atua no invisível de Sua obra para que a glória seja dada a Ele. Sem a ação invisível do Senhor nada se tornará visível nas obras do servo. 
A igreja que investe no suprimento e na formação contínua do seu líder não somente agrada a Deus, mas revela sua gratidão por aquilo que recebe. O mesmo atendimento há de ser dado aos ministros que envia para outros campos de trabalho distantes do seu ambiente local.
A igreja que retém o atendimento adequado aos ministros que nela servem ou se mostra insensível aos seus membros que estão na carência mostra-se infiel e  ingrata. Recebe menos do pouco que aplica neles. Atrai para si perdas espirituais e materiais porque está em oposição aos propósitos divinos.   
 No seguimento o apóstolo trata da ética cristã a ser cultivada pela igreja no relacionamento com os seus ministros.
O líder cristão devido ao trabalho específico que realiza principalmente o de trazer o povo ao caminho da retidão pela obediência à Palavra de Deus está sujeito a atrair para si a antipatia de alguns ouvintes. Estes, incomodados e habituados à prática pecaminosa que lhes traz prazer ou lucro financeiro, além de recusarem a advertência de quem os ama, mostram-se irritados porque amam o silêncio, a conivência e não a confrontação. De imediato justificam a si mesmos com a famosa frase de que “ninguém é perfeito” ou de forma reduzida, indevida e fora de contexto a frase: “Quem não tem pecado, atire a primeira pedra”. Não admitem ser julgados nem pela Palavra de Deus que jamais será refém de quem ama o pecado. Como retaliação, os rebeldes se insurgem contra os homens de Deus e para acrescentarem mais pecados aos que já possuem são rápidos e hábeis para apresentarem acusações infundadas com o objetivo de silenciar, amedrontar ou inviabilizar o ministério dos servos de Deus. Tudo fazem para promover na igreja a hostilidade e a divisão sempre que seus interesses são contrariados. O apóstolo Paulo que já havia enfrentado esse tipo de gente, alerta o jovem pastor Timóteo de que não desse ouvidos àqueles que nada constroem, mas estão prontos a tumultuar a família de Deus. A acusação contra os servos do Senhor que ministram em Sua igreja só deve  ser apurada se for comprovada e com o testemunho de dois ou três irmãos que pela sua conduta se revelam dignos de crédito. Esse é o procedimento prudente de quem está interessado no bem estar da família de Deus. O líder que comprovadamente dá lugar ao Diabo e abre  em sua vida espaço para o escândalo, comprometendo a imagem do Evangelho e da igreja, deve ser repreendido publicamente a fim de que os demais mantenham a vigilância em alta.
Paulo recomenda a Timóteo que mantenha a fidelidade no cumprimento das orientações recebidas para que seja bem sucedido em seu ministério. A Divindade e os anjos estão atentos às obras dos servos de Deus quer sejam aprovadas ou não. Toda parcialidade ou favoritismo deve ser afastado para que  o obreiro se mantenha irrepreensível, honrado por todos, fiel aos princípios do Reino de Deus e acima de qualquer outro interesse pessoal ou daqueles que o cercam.
Timóteo não deveria ser precipitado nas palavras,  decisões e muito menos impor apressadamente as mãos sobre quem se apresentasse para servir. Jamais deveria se envolver com os pecados de obreiros que inadvertidamente cediam à sedução do inimigo, mas manter-se puro nas intenções e ações para que tivesse autoridade espiritual e moral na liderança do  rebanho do Senhor. Há pecados que são ocultos aos olhos do homem e outros que são de conhecimento público. Num e noutro caso o tratamento a ser dado a eles é o que a Palavra de Deus recomenda: trazer os pecadores à confissão e ao abandono do pecado a fim de que perdoados dediquem suas vidas ao serviço ao Senhor. Esse é o tratamento da Graça divina que busca manter em santidade aqueles que se dizem filhos de Deus. 
Assim como os pecados cometidos não podem se manter indefinidamente na invisibilidade porque cedo ou tarde serão trazidos à luz, da mesma forma as boas e as más obras serão um dia reveladas, na presente era ou no porvir. Isso ocorre porque Deus é responsável pelo que vê e ouve e por amor a Si mesmo trará à luz para punição ou recompensa o que foi ocultado ou exposto. Lucas 8. 17; 12. 2 – 3; 1 Coríntios 4. 5.
Finalmente o apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que cuide de sua saúde. Sugere que use um pouco de vinho como medicamento para tratar dos seus incômodos com o estômago que o expunha a algumas enfermidades.
A excelente obra do ministério da Palavra e do ensino inerentes ao ministério pastoral exige que o ministro  cuide de sua saúde espiritual, emocional e  física. O equilíbrio entre essas três áreas muito contribui para que o ministro seja bem sucedido na vocação e a igreja  beneficiada por seu ministério. De sua parte, é responsabilidade da igreja estar atenta à plena saúde do seu pastor. Não basta exigir, é preciso investir porque a colheita está intimamente ligada à semeadura. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O reconhecimento do ministério pastoral através do sustento adequado é uma forma de honrar quem o convocou para essa missão.
DETALHES
- O cuidado do apóstolo Paulo pelos ministros designados para servir na igreja de Cristo era o reflexo do cuidado que recebia do Senhor por ter sido fiel a sua vocação.
- O ministro que ama a igreja onde serve há de estar atento a sua saúde espiritual, emocional e física. Só pode dar o melhor de si quem está em sua melhor condição.
- O ministro não deve se mostrar intimidado com os desafios do que ainda lhe é desconhecido porque estes revelarão em sua novidade as potencialidades e limites anteriormente desconhecidos dele e dos que o cercam. 
APLICAÇÃO
- Estar atento às necessidades daqueles que servem na igreja no ministério pastoral.
PENSAMENTO
A igreja que investe no sustento e na formação contínua dos ministros que nela trabalham investe em si mesma. 
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo”.
ORAÇÃO
Abençoa Senhor as igrejas e os ministros que nela servem.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 12: CONSELHOS AO PASTOR, À FAMÍLIA E À IGREJA - cap. 5. 1 – 16.

Neste texto encontramos:
- Procedimentos do pastor e da igreja em relação aos idosos, jovens e viúvas. :
VISÃO GERAL
 Na instituição da família e da igreja, família de Deus, o Criador expressou nelas o Seu caráter amoroso, misericordioso e justo. Gênesis 1. 26 – 27. Estabeleceu para essas instituições fundamentos semelhantes que regem o seu funcionamento.
FOCALIZANDO A VISÃO
O ministério pastoral na família de Deus assemelha-se ao cuidado paterno no lar. Essa semelhança é razão suficiente para que a igreja tenha como líder um homem casado, verdadeiramente chamado por Deus, e cuja esposa esteja ao seu lado nesse ministério de amplitude maior que o lar. A autoridade espiritual e moral desse líder estão vinculadas ao conhecimento das Escrituras, ao preparo acadêmico e a vivência do que sabe e ensina no ambiente do lar e demais relacionamentos.        
É no lar, como autoridade amorosa sobre a família que o homem alcança sua plena masculinidade como marido e pai. É também no lar que a mulher, auxiliar do marido e corresponsável com ele pela administração da família onde exerce em parceria a autoridade sobre os filhos que ela alcança sua plena feminilidade como esposa e mãe. É no ambiente da paz conjugal que os filhos são acolhidos e educados para que reproduzam dentro e fora do lar o melhor do caráter dos pais. O apóstolo Paulo trata desse tema em Efésios 5. 22 – 33; 6. 1 – 4; 1 Timóteo 3. 1, 2, 4; 5. 8.
O aspirante ao ministério pastoral em cujo lar o respeito mútuo é considerado firma-se nessa base para construir novos, sadios e indispensáveis relacionamentos no exercício do seu ministério.  Os interesses do líder cristão estão voltados para o atendimento dos interesses do Reino de Deus e das necessidades de quem vai pastorear. O afastamento desses propósitos o desqualifica para o exercício ministerial.  
A saúde relacional no lar não é sinônimo de ausência de conflitos. Em Sua família terrena Jesus Cristo não ficou isento dos conflitos com seus irmãos maternos.  As diferenças individuais e a natureza humana sujeita ao pecado estão presentes em cada membro da família e precisam ser tratadas pela Palavra de Deus.  É na complexidade da vida em família que o jovem desenvolverá a inteligência e o discernimento necessário para lidar com um grupo maior formado por várias famílias de origem, cultura, formação e expectativas diferentes, mas carentes do governo de um servo de Deus que expresse em seu caráter o caráter do Bom Pastor – Jesus Cristo. O apóstolo firmado na Graça de Deus que o levou à obediência irrestrita a seu Senhor não tinha dificuldade em se apresentar à igreja como modelo de caráter. Aliás, recomendou que Timóteo adotasse o mesmo estilo de vida.  1 Coríntios 11. 1; Filipenses 4. 9; 1 Timóteo 4. 12.
Tanto no governo do lar quanto na igreja a sabedoria humana é insuficiente porque está restrita aos nossos limites. Daí a necessidade da sabedoria divina para que o melhor seja realizado em seu tempo e modo em todos os ambientes. O Deus de amor deixou em Sua Palavra o que precisamos para fazer o melhor onde Ele nos tem colocado. Diária e diligentemente precisamos buscá-la nas Escrituras. Assim faz o obreiro que deseja ser incluído na lista dos aprovados por Deus.  2 Timóteo 2. 15; Tiago 1. 5 – 8; 3. 13 – 18.
Semelhantemente ao ministério do Senhor Jesus o ministério pastoral possui momentos de alternância entre calma e conflito. Na calma o obreiro restaura suas forças no Senhor e em Sua Palavra para que nos conflitos o desgaste seja menor e a solução venha em menor tempo. A exemplo do Senhor Jesus, o pastor é pessoa que ama sem esperar ser amado, consola sem esperar ser consolado. Sofrerá menos se viver em graça do que em mérito. Diante dessa realidade precisa estar em permanente contato com a Palavra de Deus e na comunhão com o Pai para que seja restaurado  em suas forças. Caso contrário será consumido por aqueles que o procuram. Esse autoinvestimento na vida espiritual permitirá que ele tenha saúde espiritual, mental, emocional, volitiva (vontade) e física para servi-Lo. Uma vida bem nutrida está capacitada para restaurar pessoas e nutri-las. Jamais o pastor deve se convencer de que é um homem superior ou diferente dos demais, mas alguém que depende de Deus para que tenha suas forças continuamente renovadas. O pastor inteligente é humilde e está pronto para abrir-se a relacionamentos enriquecedores. Se adotar essa conduta terá à sua disposição pessoas fiéis, discretas e maduras na fé prontas para ajudá-lo ministerialmente. O líder precisa de exemplos vivos de homens que estão passos à sua frente na mesma função que exercem no Reino de Deus.  Eles são indispensáveis na saúde espiritual e emocional do pastor que manterá com eles uma relação de confiança. Com eles terá a oportunidade de partilhar suas aflições ou recorrer a seus conselhos.
Jesus Cristo, em Sua humanidade, tinha o Pai como Seu mentor. A Ele recorria diariamente em diálogos de oração para receber o que precisava no cumprimento da agenda ministerial estabelecida pelo Pai. Os discípulos tinham a Jesus como mentor e Timóteo contava com o apóstolo Paulo que por sua vez submetia-se à mentoria  do Espírito Santo.
A mútua mentoria quando for possível é determinante na partilha do peso da carga ministerial. A mentoria a partir de livros de boa qualidade também agrega conhecimentos e orientações que qualificam o exercício do ministério pastoral. A esse respeito o apóstolo Paulo que investia continuamente em sua vida espiritual e acadêmica recomendou que Timóteo fizesse o mesmo. O servo fiel se dedica à audição e leitura de tudo o que é bom. Examina tudo e retém o que é útil. Romanos 15. 14; 1 Timóteo 4. 13; 2 Timóteo 4. 13.
Na presente recomendação o apóstolo Paulo orienta Timóteo na forma de relacionar-se com os idosos, os jovens e as viúvas. Cada faixa etária ou condição civil requer um atendimento que leve em conta seu perfil psicológico e experiências anteriores. De posse desse conhecimento o pastor se habilitará para oferecer eficaz e prudente aconselhamento. O princípio a ser considerado é: Deus nos orienta, mas não toma a decisão por nós para que a responsabilidade da escolha recaia sobre aquele que ouve ou deixa de ouvir o conselho. Se Deus assim age, a mesma ação será a do servo que Ele colocou para pastorear o Seu rebanho: sem manipulação, domínio ou controle.
Na medida em que uma pessoa passa de um estágio a outro em sua vida, a partir da primeira infância até à mais alta idade e mesmo na condição civil, o atendimento será sempre específico porque somos específicos como pessoas.  A excelência e a incomparabilidade do ministério pastoral está em que ele trata das pessoas em sua dimensão histórica com vistas à  eternidade.
Somente alguém verdadeiramente chamado por Deus é capacitado pelo Espírito Santo para a realização de tão grande obra: o ministério pastoral. Nesse momento nos lembramos de Moisés, Josué, Esdras e os apóstolos cujas vidas foram instrumentos de Deus para cuidar do
Seu povo. 
Paulo recomenda a Timóteo que no cuidado pastoral com os idosos seja paciente e evite qualquer tratamento áspero com eles. A idade avançada em razão do desgaste mental, emocional e físico pode levar alguns a adotar um comportamento infantilizado e incompatível com a maturidade que deles se espera.  A lentidão própria dos idosos requer que o pastor seja amoroso e paciente para que não haja mútuo desgaste. Com os idosos o pastor procurará exercitar o carinho de um filho com o seu pai ou sua mãe. Quem amparou em nossa impaciência precisa ser amparado em sua impaciência ou mau humor.
Em relação aos jovens o pastor manterá com eles o relacionamento de irmão mais velho e que os ama. Esse amor se manifesta em alertas, ensino e consolação. Os jovens precisam ser educados para que deem bom curso e destino à sua inexperiência, impetuosidade, força e ousadia inerentes à idade. Incentivará os jovens para que invistam o melhor no seu presente para que no futuro possam se orgulhar do que fizeram no passado. Os jovens devem ser lembrados de que entre as escolhas há aquelas que são irreversíveis e que deixam marcas inapagáveis na vida pessoal, da família e dos descendentes. A juventude é um período maravilhoso na vida como é maravilhosa uma flor em sua exuberância e beleza. Breve se irá como um vento que espalha de forma desordenada as folhas que estão no seu percurso. Rapazes e moças precisam ser ajudados a olharem com objetividade e inteligência a realidade presente que sem dúvida será determinante na realidade futura porque tudo passa.   
Por fim o pastor deve estar atento para as carências e situações vividas pelas pessoas cujo estado civil mereça sua atenção. No caso citado pelo apóstolo Paulo a atenção está voltada para as viúvas tanto na juventude como na idade avançada. Com o afastamento de Deus e Sua Palavra a realidade vivida pela família, igreja e sociedade tornou-se mais complexa e novos temas tem desafiado essas instituições. 
Paulo parte do princípio de que na igreja o atendimento a quem necessita de ajuda é responsabilidade primeira da família. É na família que o caráter cristão é construído. Cabe à família amparar na carência e na fase de dependência as mães e as avós que ampararam seus membros desde a mais tenra idade. Não é justo sobrecarregar a igreja com encargos que podem perfeitamente ser atendidos pela família. Caso a família não tenha recursos ou a quem recorrer, a igreja assumirá a responsabilidade para dar-lhes apoio. Esse apoio deveria alcançar as viúvas mais idosas que estavam impossibilitadas de prover o seu próprio sustento devido às deficiências físicas próprias da idade avançada. As viúvas mais jovens deveriam ser orientadas a reconstruírem a vida conjugal e em família  com novo casamento se esse fosse o desejo delas. Havia na igreja algumas viúvas não avançadas em idade que trocaram os interesses de Deus para sua vida pelos próprios interesses pessoais e isso as levou à uma vida desregrada e que causava vergonha ao Evangelho. Essas mulheres revelavam com essa atitude de rebeldia que jamais haviam crido verdadeiramente na verdade do Evangelho e por isso se fizeram servas do Diabo ao fazer-lhe a vontade.
Diante dos desafios enfrentados pela igreja é a Palavra de Deus que deve ser considerada e não decisões do governo civil em parceria com o mundo sem Deus.   “É preciso antes obedecer a Deus que aos homens!”. Atos 5. 29. (NVI). 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O mútuo pastoreio é enriquecedor. Romanos 15. 14.
DETALHES
- A igreja deve cuidar de todos. 
APLICAÇÃO
- Cultivar o mútuo pastoreio.
PENSAMENTO
Pastorear é dar-se plenamente.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como irmãos; as mulheres idosas, como a mães; e as moças, como a irmãs, com toda a pureza. Trate adequadamente as viúvas que são realmente necessitadas”.  
ORAÇÃO
Abençoa Senhor, os pastores fiéis à Tua chamada.  

quarta-feira, 30 de julho de 2014

1 TIMÓTEO - Estudo 11: SAÚDE MINISTERIAL - cap. 4. 6 – 16.

Neste texto encontramos:
- O ministro aprovado por Deus é aquele que está bem nutrido com as verdades da fé evangélica que é a sã doutrina. v. 6.
- O ministro aprovado por Deus exercita-se no ministério da piedade, isto é, no conhecimento e na prática da verdade que há no Evangelho. Não se ocupa com fabulas, modas e mitos. Conhece, vive, anuncia e ensina a Palavra. Não filosofa sobre ela. v. 7; Esdras 7. 10; Filipenses 4. 9.
- O ministro aprovado por Deus exercita a piedade cristã. Ela beneficia a todos. Seus frutos são vistos e saboreados no presente e os seus efeitos alcançam a eternidade. O exercício físico tem apenas benefícios pessoais e temporais. v. 8; Eclesiastes 9. 10; Apocalipse 14. 13.  
– O ministro aprovado por Deus reproduz em sua vida, mensagens e ensino o que aprendeu com servos experientes e fiéis. Considera o que ouviu como digno de aceitação porque tem como fonte as Escrituras. v. 9. 
- O ministro aprovado por Deus trabalha e luta porque tem colocado sua esperança no Deus vivo e Salvador daqueles que Nele crêem. Seu trabalho jamais será em vão mesmo que pessoas vãs assim o julguem. v.10; 1 Coríntios 15. 58.
- O ministro aprovado por Deus exerce a liderança fundamentada no que aprendeu da Palavra de Deus e de servos fiéis a ela. v.11.
- O ministro aprovado por Deus, mesmo sendo jovem, ganha a confiança e a honra dos mais experientes e da igreja porque se deixa capacitar pelo Espírito Santo para ser o exemplo dos fiéis. v. 12.
- O ministro aprovado por Deus traz à público as Escrituras para alertar, encorajar e ensinar seus ouvintes. v. 13.
- O ministro aprovado por Deus não negligencia os dons que o Espírito Santo lhe concedeu para pastorear a igreja de Deus, v.14; 1 Coríntios 14. 3.
- O ministro aprovado por Deus busca a excelência no que faz. É diligente e determinado. O amor de Deus que nele age o leva a amar a Deus com todo o ser, a amar-se adequadamente e a amar seus semelhantes, em particular aqueles que foram separados do mundo por meio do Evangelho a fim de viverem uma vida separada para Deus em santidade e honra. v. 15.   .  
- O ministro aprovado por Deus mantém em alta a vigilância sobre sua vida pessoal e coletiva e o zelo pela doutrina que lhe cabe anunciar e ensinar. Sua coerência com o Evangelho o salvará e trará consigo à vida eterna os seus ouvintes. v. 16.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo investiu na saúde ministerial do seu filho na fé, Timóteo.  Mostrou a ele que a autovigilância e o zelo pela integridade e fidelidade doutrinária são colunas indispensáveis na construção de um ministério sólido, sadio e produtivo.
A exemplo de Paulo, Timóteo trabalhava com pessoas e respondia por elas diante de Deus que as havia entregue como ovelhas ao seu cuidado pastoral. Hebreus 13. 17. Caberia a ele a responsabilidade de conduzi-las espiritualmente à luz das Escrituras para que tivessem no presente a qualidade de vida disponibilizada pelo Criador e no porvir a eternidade com Deus.  Por essa razão, disse Paulo que o ministério pastoral é excelente obra reservada a pessoas especialmente chamadas por Deus. 1 Timóteo 3. 1.
Paulo se colocou como exemplo de vida ministerial para Timóteo e ambos, como ministros do Evangelho, tinham diante de si o padrão elevado de vida adotado por Esdras. Este servo de Deus foi o responsável pela reconstrução espiritual e moral de Israel no retorno do cativeiro babilônico. Leia Esdras 7. 10.
Quem honra o Senhor e o seu chamado procura cultivar sua saúde ministerial. 
FOCALIZANDO A VISÃO
O ministro aprovado por Deus cultiva um ministério sadio. A saúde ministerial está vinculada ao exercício do ministério da piedade, vivido de forma reverente ao que Deus estabeleceu em Sua Palavra. É responsabilidade do ministro conhecer, vivenciar, anunciar e ensinar com fidelidade as verdades que há no Evangelho.
Ao escrever ao seu filho na fé Timóteo, o apóstolo Paulo, experiente e fiel servo de Deus, colocou sua vida como exemplo de saúde ministerial. O conhecimento que Timóteo tinha do apóstolo Paulo era resultado da convivência ministerial desde o dia do seu encontro por ocasião da visita do apóstolo a sua cidade. A partir dali passaram a caminhar juntos tendo as experiências comuns de quem se deixa conduzir pelo Evangelho de Jesus Cristo. Atos 16. 1- 5..
A submissão de Paulo aos interesses do Reino de Deus e o relacionamento com seus parceiros ministeriais e a igreja em geral eram fatos conhecidos. Podia, sem receio, apresentar-se à irmandade como alguém que era o que Deus o havia feito ser. Sua intimidade com Deus o imunizara dos elogios e críticas. Estas mais persistentes que aqueles como é comum acontecer no ministério de quem verdadeiramente serve ao Senhor com integridade de vida. 
Na vida de Paulo nada que vinha dos homens ou das circunstâncias o abalava em sua fé porque sua convicção de chamada ministerial, vida com Deus e esperança na promessa da vida vindoura o animava a prosseguir e isso ele fez até o final de sua vida como  revelou mais tarde a Timóteo. 1 Coríntios 11. 1; 15. 10; Filipenses 4. 2 – 9; 2 Timóteo 4. 6 - 8.
O que Paulo ensinava e escrevia era o que vivia. Seu mentor era Jesus Cristo cuja vida ministerial o ensinou à prática da coerência. 
Nada o podia deter ou convencer de afastar-se da vida irrepreensível inerente a quem serve a Deus pelo Evangelho. Seu novo nascimento ou morte e ressurreição com Jesus Cristo o movia a viver a vida de Cristo em si. Romanos 6; Gálatas 2. 19 – 20.
Não havia reservas entre o pai e o filho na fé. Sendo assim Timóteo não se deteve em se deixar influenciar pelo caráter cristão cultivado pelo apóstolo Paulo. Ele era verdadeiramente um ministro aprovado por Deus e possuía autoridade espiritual e moral para aconselhá-lo. Era um privilégio tê-lo como mentor e ser seu parceiro ministerial de confiança. Filipenses 2. 19 – 26.
Timóteo acolheu com alegria as palavras de Paulo que o confortaram, o encorajaram e o consolaram na realização da missão que lhe fora entregue. 
O desejo de Paulo e que se transformou no propósito de Timóteo foi ser considerado um obreiro aprovado por Deus. Com esse desafio procurou seguir as instruções de quem verdadeiramente o amava e o havia adotado como filho na fé.
Timóteo procurou cultivar uma vida ministerial disciplinada nutrindo-se com as verdades da fé evangélica, a sã doutrina que deveria não somente anunciar, mas vivê-la e ensiná-la. Nada substitui a prática da coerência na vida  ministerial.  
Timóteo zelou pelo uso inteligente do tempo que dispunha. Afastou-se de fábulas, mitos e doutrinas de homens que buscam trazer peso às pessoas. Apresentou o Evangelho em sua integridade. Somente ele dá qualidade de vida, alegria e liberdade para quem busca agradar a Deus e não aos homens ou a si mesmo. 
Por ser jovem Timóteo deveria priorizar os exercícios espirituais para que tivesse  uma fé robusta a ser partilhada com aqueles a quem pastoreava. Esse investimento resultaria em rendimentos  no presente e no porvir.
 Ao cultivar um ministério firmado na maturidade cristã Timóteo ganharia a confiança e a honra dos servos mais experientes na fé. Deixou-se capacitar pelo Espírito Santo em Sua Palavra para que fosse exemplo dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Essa conduta comprometida com a vivência do Evangelho o tornou em servo honrado por Deus e por aqueles a quem liderava. O empenho por manter pura a consciência proporcionou-lhe autoridade espiritual e moral no ministro.
É responsabilidade intransferível do ministro aprovado trazer à público, em todas as oportunidades, a Palavra de Deus, seja na forma de alerta, encorajamento, ensino ou conforto. Empenha-se também para que as mensagens expressem a Vontade de Deus para quem a ouve. Faz uso dos  dons que o Espírito Santo lhe concedeu para exercer com competência e eficácia o ministério que lhe foi entregue. Busca continuamente a capacitação espiritual e acadêmica que precisa para realizar o melhor que o Senhor colocou a sua disposição.  Nesse trabalho deixa-se mover pelo amor de Deus para que possa amá-Lo como convém, amar-se adequadamente afim de que não se deprima ou se exalte e por fim amar aqueles a quem Deus ama e aos quais serve por ser ministro do Evangelho.     
O ministro aprovado por Deus não é o que era, não constrói sua autoimagem no presente ou no que almeja ser, mas se deixa transformar para que seja o que Deus quer que seja visto que não mais se pertence, mas é servo de quem o chamou para essa excelente obra.
Com esses desafios e objetivos em mente o ministro aprovado mantém em alta a sua vigilância como ensinou Jesus. Jamais dispensa sua comunhão permanente com Deus pela oração. Sabe que o inimigo não dorme e por isso se entrega aos cuidados daquele que não cochila e nem dorme. Salmo 121. 
Esse foi o legado que o apóstolo Paulo deixou para seu filho na fé e aos ministros que na igreja de Deus se dedicam na realização do  que é agradável ao Senhor.
A releitura das orientações de Paulo a Timóteo é fonte segura de capacitação para os atuais obreiros. Deus tem interesse em abençoar Seus servos fiéis. 
Felizes os ministros que humildemente se colocam na condição de servos ensináveis.  
A decadência ministerial tem como ponto de partida  a convicção enganosa de que nada mais a aprender com os líderes experientes cujas vidas se tornaram inesquecíveis na história. Na galeria da história da igreja Paulo ocupa lugar de honra porque honrou seu Senhor. Ele tinha o que dizer e disse tudo no tempo que o Senhor lhe reservou.  .   
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O autoinvestimento na vida espiritual e em relacionamentos que edificam gera saúde ministerial. 
DETALHES
- O ministro aprovado por Deus elabora os projetos ministeriais fundamentado nas Escrituras e no conhecimento acadêmico que venha contribuir para o exercício de um ministério eficaz. Jamais se deixa conduzir pela rotina, pelas modas teológicas (ventos de doutrina) ou pela improvisação.
- Deus revela em Sua Palavra o Seu caráter e propósitos. Quanto mais dela temos em nós, mais de Deus temos em nossa vida. 
- Use as palavras e ações para expressar o amor de Deus e não para se armar contra as pessoas. 
APLICAÇÃO
- Transformar em pensamentos, palavras e ações o conhecimento obtido com as Escrituras.  
PENSAMENTO
O ministro aprovado por Deus renova-se a cada dia como se renovam as manhãs. Renovar-se é rejuvenescer-se.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.  
ORAÇÃO
Renova-me Senhor segundo o teu querer.