sábado, 8 de maio de 2010

LUCAS - Estudo 45: JESUS VENCEDOR – RESSURREIÇÃO - cap. 24. 1 – 53.

Estudo 45: JESUS VENCEDOR – RESSURREIÇÃO - cap. 24. 1 – 53.

Neste texto encontramos:
- Discípulas dedicadas visitam túmulo de Jesus na madrugada do primeiro dia da semana para ungir o corpo de Jesus. v. 1.
- Sepulcro vazio anuncia que a Vida venceu a morte. v. 2 – 3.
- Mensageiros celestes proclamam a ressurreição de Jesus, previamente anunciada, e ratificam Suas palavras. v. 4 – 7; Lucas 17. 25; 18. 31 - 34.
- Memória ativada pela palavra falada pelos anjos. v. 8.
- Mulheres anunciam a ressurreição de Jesus aos onze discípulos e aos que estavam com eles conforme relato dos anjos. v. 9
- Primeiras testemunhas oculares da ressurreição: Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago e outras. v. 10.
- Incredulidade dos discípulos. v. 11.
- Pedro vai ao sepulcro para confirmar o relato das mulheres. Vê o sepulcro vazio e os lençóis de linho usados no sepultamento colocados à parte, mas não viu Jesus. v. 12.
- Ressuscitado expõe as Escrituras a Seus discípulos, mas não é reconhecido por eles no caminho. v. 13 – 29.
- Lentidão no entendimento das Escrituras. v. 25 – 27, 32.
- O Ressuscitado se revela no partir do pão. v. 30 – 31, 35b.
- Discípulos retornam a Jerusalém para anunciar aos demais a ressurreição de Jesus. Ficam sabendo que Pedro já O tinha visto ressuscitado. Expõem o diálogo que tiveram com Ele. v. 33 – 35.
- Jesus interrompe relatório dos dois discípulos, aparece aos onze e aos demais presentes, conversa com eles e dá provas de que não é um espírito. Ele mesmo está ali como pessoa: em espírito/alma e corpo glorificados. v. 36 – 43.
- Jesus reafirma aos discípulos que sua vinda, vida, ministério, morte e ressurreição eram o cumprimento das Escrituras (Lei, Profetas, Salmos). v. 44 – 46.
- Evangelho bíblico tem como mensagem: arrependimento e perdão de pecados e vida nova em Jesus Cristo e deve ser anunciado a todas as nações, com inicio em Jerusalém. v. 47.
- Só está qualificado para anunciar o Evangelho quem é verdadeiramente discípulo de Jesus: quem o acolhe como Senhor e Salvador, único, suficiente e eterno. v. 48; Salmo 50. 16 – 23.
- O término do ministério terreno de Jesus foi seguido pelo início do ministério terreno e celeste do Espírito Santo (promessa do Pai) que veio dar poder de Deus à igreja para testemunhar do Evangelho bíblico a partir de Jerusalém e a todo o mundo. v. 49.
- Jesus abençoa Seus discípulos em Betânia e dali retorna ao céu, à morada de Deus para ser único mediador entre Deus e os homens. Despedida visível e retorno glorioso, visível. v. 50 – 51; Atos 1. 11; 1 Timóteo 2. 5 - 6.
- Jesus é adorado pelos discípulos enquanto subia em direção à Casa do Pai. A despedida de Jesus foi alegre e gloriosa. A seguir os discípulos voltaram a Jerusalém no aguardo da vinda do Espírito Santo que ocorreu dez dias após na festa do Pentecoste. v. 52; Atos 1 – 2.
- Jesus: motivo de adoração e louvor no templo. Amém. v. 53.

VISÃO GERAL
Ao encerrar o seu relato sobre o ministério de Jesus, o evangelista Lucas enfatiza a lentidão dos discípulos no acolhimento dos testemunhos sobre Sua ressurreição.
Aos discípulos era mais fácil duvidar do que crer. Tinham conhecimento, mas não exerciam fé no que conheciam. Hebreus 4. 2. Essa desconexão levou Jesus a lembrá-los por diversas vezes de que as Escrituras Nele se cumpririam em Sua morte e ressurreição. Se na ressurreição recente os discípulos revelaram fé insuficiente o que esperar das gerações futuras na medida em que se distanciam desse fato inquestionável do cristianismo? Ouçamos o Mestre: “Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”. Lucas 18. 8.

FOCALIZANDO A VISÃO
Assim que Jesus foi sepultado, o sábado judaico teve inicio. No templo estava o sinal visível de um novo tempo. O véu que separava o lugar Santo do Santo dos Santos havia sido rasgado ao meio de alto a baixo pela mão invisível de Deus, em ato instantâneo logo após a morte de Jesus Cristo. Marcos 15. 37 - 38. Era o sinal visível e revelação divina de que estava encerrada a mediação pela Lei com seus ritos e a inauguração da mediação pela Graça de Deus tendo Jesus Cristo como sacerdote único e eterno nos termos da Nova Aliança. Os sacerdotes humanos foram dispensados por Deus de suas funções. Estavam desqualificados como mediadores. Quem rejeita o Filho de Deus e o Reino que Ele veio estabelecer na vida das pessoas não pode se colocar na condição de mediador. Por decisão divina a Antiga Aliança havia perdido os seus efeitos reconciliadores diante de Deus. Dela permaneceram apenas os princípios espirituais e morais inerentes ao caráter de Deus. Os sacrifícios diários estavam abolidos porque o sacrifício único, irrepetível e perfeito do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo havia sido realizado na cruz do Calvário. Leia o livro de Hebreus. Hebreus 9. 24 – 28.
Em toda a história de Israel nenhum dos sábados judaicos foi mais pleno de significado do que este por ocasião da morte de Jesus. A instituição da páscoa judaica no Egito por ordem divina teve no Filho de Deus a sua plena expressão espiritual. Êxodo 12; 1 Coríntios 5. 7.
As marcas na porta seriam doravante feitas no coração de quem acolhesse Jesus como Senhor e Salvador. Solenidade, expectativa e profundo silêncio tomaram conta dos apóstolos e demais discípulos de Jesus, da nação judaica, dos religiosos e dos gentios. Algo extraordinário havia acontecido e ainda haveria de acontecer.
O espetáculo da crucificação da sexta-feira teve uma configuração diferente de outras. Como seria dali para frente a vida na Palestina e no mundo?
Uma mistura de tristeza, frustração, medo, vingança, sensação de vitória, aparente calma social e política durariam até o primeiro dia da semana. Todos reconheceram que Jesus era uma pessoa incomum porque até a própria natureza se manifestou consternada com a injustiça cometida contra o Filho de Deus. Idosos, adultos, jovens e crianças eram testemunhas disso. v. 18 – 21.
Os líderes judeus passaram a viver emoções contraditórias de culpa, derrota e vitória.
Culpa, porque na condição de guardiões da lei, haviam-na violado de forma consciente e determinada. O terceiro, sexto, nono e décimo mandamento para não falar de outros, não foram considerados por eles em sua sentença de morte contra Jesus. Ex 20. 7, 13, 16 e 17. Comprovadamente não obedeceram a Lei que diziam defender e guardar.
Derrota porque em momento
algum, com todo o conhecimento que possuíam da Lei, dos profetas e dos Salmos, conseguiram responder sequer às perguntas feitas por Jesus. Lucas 20. 4; 20. 41 – 44; Salmo 110. 1.
Vitória porque enfim, pensavam eles, estavam livres Daquele que os envergonhava publicamente e mostrava-lhes quão distantes estavam do Reino de Deus.
No princípio do ministério de Jesus, O desprezaram. O que poderiam esperar, em termos de conhecimento e sabedoria, de um homem simples e filho de uma das famílias mais humildes de Nazaré? Eles, sim tinham ascendência mais honrosa! Jesus, porém, surpreendeu e confundiu a todos com Sua humildade, erudição e grandeza de caráter. Suas palavras haviam atraído as multidões a Si e as obras que realizava não eram a de um simples profeta, mas do Filho de Deus.
Os líderes religiosos fecharam os ouvidos e endureceram o coração para não ouvir o que muitas vezes até o próprio diabo os queria convencer: Jesus era Filho de Deus e Filho do homem. Marcos 1. 23 – 26. Jesus jamais aceitou ser proclamado em Sua divindade e humanidade pelo diabo. Provou com Suas obras quem verdadeiramente era ao realizar obras restritas apenas a Deus: perdoar pecados, dominar a natureza, alterar a propriedade química da água e transformá-la em vinho, reunificar o espírito/alma ao corpo devolvendo a vida a quem estava comprovadamente morto, alimentar multidões com alguns pães e peixes e tantas outras obras.
O desejo dos líderes religiosos de apagar da memória do povo a pessoa de Jesus com Sua crucificação não obteve êxito. Nem a morte elimina a verdade. Mortos ainda falam pelas obras que realizaram em vida. O primeiro desafio que teriam pela frente seria: como explicar o rompimento do véu no templo? Por que houve escuridão por três horas na morte de Jesus? Se Jesus era um simples homem como explicar esses fenômenos que abalaram céu e terra? O sinal que tanto reivindicaram no ministério de Jesus foi visto em Sua morte.
No primeiro dia da semana as discípulas que haviam ido ao túmulo de madrugada para, se possível, ungir o corpo de Jesus, viram-no totalmente aberto. A pesada pedra, selada pelo governador para que não houvesse invasão e guardada por soldados, havia sido removida. Entraram em seu interior e não viram o corpo de Jesus. Enquanto consideravam a estranheza do fato ficaram ainda mais assustadas quando foram abordadas, na madrugada, por dois homens com vestes resplandecentes. Lucas 24. 4 – 7. Pelo que viram e ouviram se lembraram das palavras de Jesus. De imediato, foram ao encontro dos onze apóstolos e dos que estavam em sua companhia para anunciar o que tinham visto e ouvido. Nenhum deles acreditou. Pedro correu ao túmulo para confirmar o que tinha ouvido das mulheres. Olhou para dentro do túmulo e viu que os lençóis utilizados no sepultamento estavam lá, menos o corpo de Jesus. Maravilhado, voltou e anunciou-lhes o que tinha visto. Infelizmente, aqueles homens estavam mais motivados a duvidar do que a crer na ressurreição.
Dois discípulos ali reunidos e que ouviram os dois relatos, decidiram voltar à cidade de Emaús, distante, aproximadamente onze quilômetros de Jerusalém. Enquanto falavam no caminho sobre as últimas notícias a respeito de Jesus notaram que alguém se aproximou e se interessou pelo tema da conversa. O peregrino os ouviu por algum tempo e depois fez a eles duas perguntas. Imediatamente foi repreendido por sua falta de informação. O novo companheiro de caminhada pediu-lhes mais detalhes e prontamente foi atendido. Manifestaram ao peregrino sua frustração com tudo o que havia acontecido. Tinham alimentado o desejo de que Jesus libertasse os israelitas do jugo romano. Falaram também do relato das mulheres e do próprio apóstolo Pedro, mas mesmo assim, estavam mais inclinados a crer no roubo do corpo de Jesus do que em Sua ressurreição. Aliás, essa havia sido a primeira versão apresentada por Maria Madalena aos apóstolos. João 20. 1 – 2.
O terceiro caminhante assumiu a liderança da conversa e repreendeu os dois discípulos pela lentidão no entendimento das Escrituras. A seguir, mostrou-lhes que Moisés, os profetas e particularmente no livro de Salmos já falavam a respeito do Cristo, o Messias. Enquanto a conversa prosseguiu, um dos discípulos percebeu que haviam chegado a Emaús, local da residência de ambos. Como o peregrino fez menção de continuar sozinho a caminhada, um deles insistiu para que se hospedasse em sua casa visto que a noite se aproximava. Houve concordância. Na hora de partir o pão foi dada ao hóspede a oportunidade de fazer a oração de gratidão. Pelas palavras e pelo partir do pão os dois discípulos reconheceram que o peregrino, nada mais era que o próprio Senhor Jesus que havia caminhado com eles alguns quilômetros. Com o reconhecimento, Jesus desapareceu de diante deles. No mesmo instante, em razão do que viram e ouviram, retornaram a Jerusalém de onde algumas horas antes haviam saído. Foram se encontrar com os onze discípulos e seus companheiros para relatar o fato.
Assim que os encontrou e passaram a expor o ocorrido na estrada e na casa de um deles, Jesus apareceu a todos e os saudou. O relatório foi interrompido e Jesus mostrou a todos que havia ressuscitado e estava entre eles como pessoa em espírito/alma e corpo. Em meio à repreensão de Jesus a respeito da persistente incredulidade deles e tiradas todas as dúvidas os discípulos receberam a missão de anunciar o Evangelho, em Jerusalém, na Palestina e em todas as nações. Terminado o período de aparições e de convivência com os discípulos durante quarenta dias após Sua ressurreição, Jesus os levou até Betânia de. Dali retornou à Casa do Pai, onde prepara morada para os salvos, intercede por eles e agora ultima os preparativos para o Seu retorno glorioso a fim de buscar a sua igreja que o aguarda para o maior encontro jamais visto em toda a história da humanidade.
A igreja arrebatada se encontrará com Cristo nos ares e como noiva estará com Ele eternamente. Essa é a convicta esperança dos salvos. Maranata! Vem Senhor Jesus! João 14. 1 – 3; Atos 1. 1 – 14; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4. 13 – 18.

ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- É melhor crer e observar. Por que duvidar?

DETALHES
- Autodomínio do Deus-Pai e do Deus-Filho. Usaram do Seu poder para nos amar.

APLICAÇÃO
- Crer nas Escrituras.

PENSAMENTO
As Escrituras sempre se cumprem.

VERSÍCULO PARA DECORAR
“...São essas palavras que vos falei estando ainda convosco que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. v. 44.

ORAÇÃO:
Senhor fortaleça a minha fé em Ti no aguardo do Teu retorno.

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