quarta-feira, 2 de junho de 2010

MARCOS - ESTUDO 40: JESUS FALA SOBRE RESSURREIÇÃO - cap. 12. 18 – 27.

Neste texto encontramos: Voltar para a página inicial
- Incoerência dos saduceus: perguntam sobre o que não acreditam. v.18.
- Uso das Escrituras para justificar pergunta especulativa. v. 19; Deuteronômio 25. 5 - 10.
- História hipotética. v. 20 – 23.
- O desconhecimento das Escrituras e do poder de Deus leva ao cometimento de erros. v. 24.
- Revelações das Escrituras sobre a vida pós-morte:
a) Os ressurretos serão como os anjos no céu; não terão vida conjugal. v. 25.
b) Os mortos no estado de pré e pós-ressurreição mantêm a consciência adequada a essa condição. Em razão de suas escolhas na vida terrestre sabem na pré-ressurreição qual será seu destino eterno: com ou sem Deus. Conservam o nome nesse novo estado: Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Elias e Lázaro e outros santos estão no estado de pré-ressurreição e são citados como vivos diante de Deus, No estado pós-ressurreição temos como exemplo primeiro e maior de consciência o Senhor Jesus que na eternidade declarou Seu nome, recebido na vida temporal, a Saulo. v. 26 – 27; Marcos 9. 4 – 5; João 11. 43 – 44; Atos 1. 9 – 11; 9. 3 – 5; 1 Coríntios 15. 20, 23; Apocalipse 6. 9 – 11.   
c) Os ressuscitados salvos por Jesus Cristo jamais passarão outra vez pela morte porque não mais estão sujeitos ao pecado.  Na eternidade tem consciência do seu estado eterno, mas a memória passada na vida terrena, naquilo que venha causar tristeza, é eliminada e por isso não mais sofrem. Romanos 6. 9, 23; 2 Coríntios 5. 17; Apocalipse 21. 4 - 5. 
d) Os ressuscitados que rejeitaram a Jesus Cristo em vida, sofrerão em seu espírito/alma e corpo  as conseqüências da vida eterna sem Deus. É o dano da segunda-morte que inclui não somente a consciência do seu presente, mas do passado e do futuro.  Lucas 16. 22b – 31.  
e) O conhecimento do que as Escrituras nos revelam sobre a vida pós-morte, fortalece a fé, anima a esperança, incentiva a dependência sob o poder de Deus e previne dos ensinos falsos do inimigo e seus agentes.   
VISÃO GERAL
A vida pós-morte sempre foi objeto da especulação dos vivos. As Escrituras oferecem, de maneira clara, o conhecimento que precisamos e responde nossas perguntas sobre tão importante tema. Esse conhecimento e a fé nele nos protegem contra as investidas do inimigo de Deus que apresenta seus ensinos fantasiosos e falsos sobre o período pós-morte. Citamos: doutrina da reencarnação, a oração pelos mortos e a mediação deles. Deuteronômio 18. 9 – 14; 1 Timóteo 2. 5; Hebreus 9. 27 – 28. Quem rejeita as Escrituras se deixa enganar por essas doutrinas e seu autor que é mentiroso, pai da mentira e dos mentirosos. João 8. 44.
Após ter silenciado os fariseus e herodianos na pergunta sobre o pagamento de impostos, Jesus foi procurado por outra facção religiosa e política: os saduceus. Esse grupo não cria em espíritos, em anjos e muito menos na ressurreição, mas foi justamente sobre esse tema que decidiram provar Jesus. O Mestre não se furtou em atendê-los e muito menos lhes sonegou a resposta que procuravam em sua incoerência. Graças à Sua benevolência podemos saber o que ocorre no estado imediato pós-morte, no período pré-ressurreição e no porvir após a ressurreição dos salvos e dos perdidos.  A misericórdia de Jesus alcança até os ardilosos.  
FOCALIZANDO A VISÃO
Com a saída dos fariseus e herodianos, os saduceus se aproximaram de Jesus para prová-lo com uma pergunta especulativa. Qualquer que fosse a resposta de Jesus nenhum efeito teria sobre a vida deles. Mesmo assim se valeram das Escrituras para dar uma feição legal e religiosa à pergunta. Deuteronômio 25. 5 - 6.
O uso conveniente das Escrituras é um expediente próprio dos hipócritas. Eles ignoram do texto sagrado o que lhes condena e selecionam fora do contexto, textos como pretexto para sua autodefesa ou exposição de doutrinas humanas. Não são originais nisso. Gênesis 3. 1 – 4; Mateus 4. 5 – 7. 
Os saduceus desejavam saber se uma mulher viúva, casada com sete homens, irmãos entre si, de quem seria esposa por ocasião da ressurreição. Qualquer resposta dada por Jesus, nada significaria a eles porque não criam na ressurreição de mortos. A intenção era apenas testar o conhecimento de Jesus nas Escrituras, se possível, confundi-Lo publicamente e assim desacreditá-lo junto ao povo. Tinham para si que o conhecimento de Jesus estava restrito apenas ao temporal e não ao eterno. Com base nesse raciocínio reafirmariam o que criam e colocariam em dúvida o ensino de Jesus apresentando-O como alguém que não tem pleno conhecimento da verdade.
Jesus conhecia previamente a incredulidade dos saduceus sobre a ressurreição e bem poderia se recusar a responder-lhes. Mesmo assim, em Sua bondade, deu-lhes uma resposta jamais imaginada por eles. Ela os responsabilizaria eternamente com esse novo conhecimento. Somos responsáveis pelo conhecimento que temos. 
A pergunta dos saduceus lhes valeu duas censuras: ignoravam o verdadeiro sentido das Escrituras e em conseqüência o poder de Deus. Essa atitude os conduziu ao erro de rejeitarem a verdade que emana das Escrituras: a ressurreição para os justos e ímpios, a seu tempo, é uma realidade inquestionável. 
O fato dos saduceus citarem um dos itens da Lei de Moisés para justificarem a pergunta não revelava que a conheciam ou a obedeciam.  Jesus o co-autor da Lei, Filho de Deus e Filho do homem era competente para responder sobre as realidades temporais e eternas; falar do mundo visível e invisível. Esses religiosos que se julgavam tão eruditos foram incapazes de responder as mais simples perguntas de Jesus. Marcos  11. 27 – 33.
Jesus disse aos saduceus que: a) a ressurreição é uma realidade; b) no estado pós-ressurreição os mortos serão semelhantes aos anjos, isto é, não terão vida conjugal, realidade válida apenas para a vida temporal; c) a morte física não anula a eternidade do espírito/alma que permanecem vivos diante de Deus e no aguardo do novo corpo ressurreto que se juntará a eles para a vida eterna com ou sem Deus; d) a identidade humana é intransferível em espírito/alma e corpo na vida temporal e eterna.    
As Escrituras nos informam que haverá duas ressurreições. A primeira dos salvos e a segunda dos perdidos. Romanos 6. 5; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4. 13 – 18; Apocalipse 20. 4 – 6, 11 – 15.   
Os participantes da primeira ressurreição terão com Deus e os anjos um relacionamento eterno de amor, paz e alegria. O céu é a expressão do caráter de Deus porque lá Sua Vontade é acolhida voluntaria e reverentemente.
Os participantes da segunda ressurreição estarão para sempre na perdição eterna, longe de Deus. Tudo o que de pior Satanás oferece será vivido por eles eternamente em espírito/alma e corpo. Marcos 9. 42 – 48. 
Enquanto vivemos na terra, Deus nos oferece a oportunidade e o privilégio de conhecê-Lo pela revelação que o Espírito Santo nos fornece nas Escrituras sobre Jesus e o plano divino da salvação. João 3. 16, 36; 1 Coríntios 2. 4 - 15; Apocalipse 20. 10 – 15.
Nosso relacionamento eterno com Deus é iniciado a partir do momento que acolhemos Jesus Cristo como Senhor e Salvador eterno, suficiente e único. O fato de Deus não ter poupado o Seu próprio Filho em nossa salvação  é o alerta divino de que não poupará aqueles que rejeitaram Seu Filho. Deus preparou o sofrimento eterno para o Diabo e seus anjos, mas com eles estarão todos que rejeitam o amor de Deus.  Na história do rico e Lázaro, Jesus já antecipou o que uma pessoa no seu estado de pós-ressurreição dirá na perdição eterna. Lucas 16. 19 – 31; Romanos 8. 32.
Se você ainda não tem um relacionamento correto com Deus através de Jesus Cristo, decida-se já por acolher o Evangelho do Reino de Deus anunciado por Jesus, pelos apóstolos e pela igreja de Cristo. Deus cumpre Sua Palavra, seja pela salvação, seja pela condenação eterna. De Deus não se zomba. Gálatas 6. 7 – 8.
A morte física é um breve período da separação entre espírito/alma e o corpo.  Na ressurreição, por sua vez e no seu tempo, os salvos e os perdidos receberão um novo corpo para que possam como seres completos viverem eternamente com Deus ou sofrerem eternamente com Satanás. Mateus 10. 28; 25. 31 – 46; Marcos 9. 42 - 48;
As Escrituras estão disponíveis a quem deseja ter acesso a elas. Diante de Deus, na prestação de contas, ninguém poderá alegar ignorância dessas realidades espirituais. Somos responsáveis pela verdade que conhecemos e pelo uso que fazemos dela e de nossa consciência. João 8. 32 – 36; 14. 6.
Para que o assunto da ressurreição ficasse bem claro aos Seus ouvintes o Senhor Jesus contou a história do rico e de Lázaro. Nela encontramos mais ensinamentos que nos preparam para o nosso inevitável encontro com Deus. Lucas 16. 19 – 31. As histórias contadas por Jesus trazem em si realidades espirituais às quais devemos considerar porque tem tudo a ver com a nossa eternidade com Deus ou distante Dele.
Diante da clareza da resposta de Jesus os saduceus silenciaram. Se não fossem arrogantes e vaidosos diriam estas palavras: “Ninguém jamais falou da maneira como esse homem fala...”. João 7. 46. (NVI).
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Em nosso encontro diário com Jesus através da leitura das Escrituras e da oração, coloquemos diante Dele tudo o que nos aflige. Não há pergunta que o nosso Mestre não possa responder.  
DETALHES
- Jesus sabia da intenção dos Seus perguntadores, mas amorosamente não lhes negou a resposta que procuravam.
- As Escrituras oferecem o ensinamento que precisamos para vivermos a vida temporal e responder nossas perguntas sobre a eternidade com Deus. 2 Pedro 1. 3.
- A vinda de Jesus ao mundo responsabiliza cada pessoa diante de Deus pelo seu futuro eterno. João 9. 39 – 41; 15. 22 – 23.
- A ressurreição é um fato.
APLICAÇÃO
- Ler e meditar na Palavra de Deus para que possamos responder com mansidão e tremor a quem perguntar a razão da nossa fé. 1 Pedro 3. 15. 
PENSAMENTO
Abrir-se ao diálogo com Deus é se dispor a perguntar o que nos aflige e estar pronto a responder positivamente ao que Ele nos propõe.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“...Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?”. v. 24.
ORAÇÃO
Senhor dá-me sabedoria para que possa Lhe fazer as perguntas certas e aprender com Tuas respostas.