quarta-feira, 2 de junho de 2010

MARCOS - Estudo 4: JESUS E O PARALÍTICO – cap. 2. 1- 12.

Neste texto encontramos: Voltar para a página inicial
- Jesus retorna a Cafarnaum e é procurado pela multidão. v 1.
- Casa cheia para ouvir Jesus. v. 2.
- Compaixão que gera a solidariedade. v. 3.
- A fé produz estratégias incomuns.  v. 4.
- A fé é visível nas obras. v. 5a.
- O poder divino de Jesus para perdoar pecados. v. 5b.
- A censura oculta dos religiosos.  v. 6 – 7.
- A onisciência de Jesus traz o oculto à superfície e expõe o pecado ao julgamento divino. v. 8.
- Jesus censura Seus críticos, v. 9.
- Ao curar instantaneamente o paralítico Jesus mostrou aos Seus críticos que possui autoridade divina para perdoar pecados. v. 10 – 11.
- O paralítico que havia entrado pelo telhado sai pela porta da casa carregando o leito de onde era cativo. Alma perdoada e corpo restaurado. v. 12a.
- Religiosos saem envergonhados e multidão glorifica a Deus pela manifestação do Poder divino em Jesus. v. 12b.
VISÃO GERAL
Essa narração faz um paralelo entre fé e incredulidade; solidariedade e egoísmo; poder de Deus e limitações humanas; murmuração e exaltação a Deus.
FOCALIZANDO A VISÃO
Após ser expulso de Nazaré, cidade na qual viveu sua infância, adolescência e juventude, o Senhor Jesus foi residir em Cafarnaum, uma cidade litorânea, que ficava na margem norte do mar da Galiléia próxima a Betsaida onde residia Pedro. Duas hipóteses podem ser levantadas para explicar essa mudança de endereço:   a) preservar sua família ainda residente em Nazaré visto que a liderança religiosa local Lhe devotava ódio após seu sermão pronunciado na sinagoga dessa cidade; b) melhor atender à população de várias cidades que ficavam nas proximidades do mar da Galiléia.
O evangelista Mateus declara que a mudança de Nazaré para Cafarnaum se deveu ao cumprimento das Escrituras. Isaías 9. 1 – 2; Mateus 4. 12 – 17; Lucas 4. 14 – 32. 
Jesus fez de Cafarnaum a cidade-sede do Seu ministério. Dali partia de barco cruzando o mar da Galiléia em várias direções ou ia a pé aos povoados vizinhos.
Numa dessas idas e vindas os habitantes de Cafarnaum souberam que Jesus estava entre eles. Não demorou muito para que   atraísse a Si as multidões. Alguns queriam ver Jesus motivados pela curiosidade, outros pelo desejo de ouvi-Lo ou serem libertos de suas enfermidades ou demônios. Um grupo seleto e formado pela liderança religiosa estava interessado em vigiá-Lo para condená-Lo caso ensinasse algo que fosse contrário à lei mosaica. Esses homens portavam-se como feras ou cães em busca da presa. Jesus os conhecia muito bem e como era Seu hábito mantinha a vigilância continuamente em alta. Mateus 7. 6; 1 Pedro 5. 8 – 9.
Marcos relata que Jesus estava no interior de uma casa. O número de pessoas cresceu de tal maneira que era impossível abrir algum espaço entre elas. Enquanto Jesus ensinava, um grupo de quatro homens trazendo um paralítico numa maca se aproximou do local. A compaixão gerou neles a solidariedade que os moveu a trazer esse homem a Jesus. Tinham certeza que Jesus era capaz de curar o paralítico. Alimentaram a esperança confiante de que ao voltarem para casa não seriam quatro, mas cinco homens caminhando normalmente. 
Ao chegarem à casa onde Jesus estava perceberam que seria impossível entrar pela porta. Esperar a saída de Jesus ou chamá-Lo para atender o paralítico eram opções não confiáveis. Decidiram transformar os obstáculos em desafio. Com essa postura elaboraram a estratégia de aproximação. A participação dos cinco homens tornou-se imprescindível.
Enquanto Jesus ensinava no interior da casa, os quatro homens providenciaram uma escada e cordas que facilitassem sua subida ao teto juntamente com o paralítico e de lá o descesse até onde estava Jesus.
Sem demora iniciaram o que haviam planejado. Assim que parte do telhado da casa foi retirado juntamente com a madeira que o apoiava, o paralítico foi alçado até o teto e de lá cuidadosamente descido até onde estava o Senhor Jesus. Foi uma cena inesquecível. Nesse processo uniram o desafio, o desejo, a determinação e a disciplina na direção do que Deus poderia fazer pelo paralítico.
Assim que o paralítico chegou ao interior da casa e em frente a Jesus, os olhares de todos se voltaram para seu Mestre.
Jesus se alegrou e ficou admirado com a demonstração de compaixão e carinho dos quatro homens. A ação conjunta deles deu visibilidade à fé que possuiam em Jesus Cristo e ela seria honrada com um retorno digno da glória de Deus.
Esse episódio deu a Jesus a oportunidade para revelar Sua divindade, poder para perdoar pecados e curar instantaneamente o paralítico. Ele sabia, por antecipação, que a liderança religiosa O questionaria, mas era necessário que os religiosos vissem Suas obras para que ficassem indesculpáveis em sua incredulidade.
Jesus dirigiu-se primeiramente  ao paralítico e amorosamente falou: “Filho, os seus pecados estão perdoados”. Ao ouvir essas palavras os líderes religiosos, em seu interior, censuraram Jesus e O acusaram de blasfêmia (ofensa grave a Deus). Segundo eles, só Deus pode perdoar os pecados de um pecador. Essa competência é divina e não humana. Eles criam apenas na humanidade e não na divindade de Jesus. Essa reação discreta e sem palavras não ouvida pela multidão, mas ouvida por Aquele que tudo pode, vê e sabe, recebeu a censura de Jesus que disse: “Por que vocês estão remoendo essas coisas em seu coração?. v. 8b. (NVI).
A seguir o Senhor Jesus propôs duas alternativas aos religiosos: “Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande?”. v. 9. (NVI).
Diante do silêncio dos religiosos o Senhor Jesus disse: “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” — disse ao paralítico — “eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. v.  10 – 11. Ao ouvir essas palavras, imediatamente o paralítico se levantou, pôs-se em pé, colocou sua maca às costas e deixou o local pela porta da frente.
Jesus mostrou aos incrédulos religiosos que tinha poder para perdoar pecados porque era um com o Pai e em Sua divindade tinha poder para restaurar fisicamente quem Ele desejasse. Era necessário que, primeiro, os pecados do paralítico fossem perdoados para que a cura se concretizasse. 
Envergonhados os religiosos deixaram o local e a multidão se dispersou glorificando a Deus pelo que tinham ouvido e visto. “Nunca vimos nada igual!” era o que todos falavam entre si.
Infelizmente esse povo não permaneceu no que tinha visto e ouvido. Acostumou-se de tal maneia com a presença de Jesus que acabou por considerá-Lo uma pessoa comum entre eles.
O fim de Cafarnaum foi anunciado por Jesus com essas palavras: “E tu Cafarnaum, serás elevada até o céu? Até o inferno descerás! Se em Sodoma se realizassem os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Contudo te digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti”.  Mateus 11. 23 – 24.  
Quem ouve a Palavra é responsável diante de Deus pelo que ouviu. O profeta Jeremias alerta: “Vocês, desta geração, considerem a Palavra do SENHOR”, Jeremias 2, 31a.  (NVI).
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A única reação aceita por Deus do ouvinte de Sua Palavra é a  obediência. 
DETALHES
- A compaixão rompe obstáculos.
APLICAÇÃO
- Seguir a Palavra de Deus e não a dos homens.      
PENSAMENTO
Diante da fé os obstáculos são considerados desafios a serem enfrentados e vencidos.  
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Ele se levantou, pegou a maca e saiu à vista de todos, que, atônitos, glorificaram a Deus, dizendo: Nunca vimos nada igual”. v. 12. (NVI).  
ORAÇÃO
Firma, Senhor, os meus passos para que ande com determinação no caminho da fé.