quarta-feira, 2 de junho de 2010

MARCOS - ESTUDO 8: JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS – cap. 3. 13 – 19.

Neste texto encontramos: Voltar para a página inicial
- Após uma noite de oração o Senhor Jesus escolheu e chamou a Si doze discípulos a quem denominou apóstolos. v. 13 – 14a.; Lucas 6. 12 - 13.  
- Missão apostólica dos doze: a) estar com Jesus; b) pregar o Evangelho; c) expulsar os demônios. v. 14b - 15.
- Dois dos doze: o primeiro traiu Jesus, mas foi restaurado por Ele após a ressurreição. O último O negou, não buscou arrependimento e confissão do pecado e se perdeu. v. 16 – 19.
VISÃO GERAL
Jesus Cristo veio ao mundo com a missão de inaugurar o Reino de Deus, isto é, o governo de Deus na vida das pessoas nos termos da Nova Aliança. Nesse governo os interesses de Deus prevalecem sobre os interesses humanos.
A grandeza dessa obra não poderia ficar restrita a um homem. O período ministerial predeterminado por Deus, o Pai, a Jesus Cristo, Seu Filho, estava limitado a três anos. Sendo assim, Jesus, no início do Seu ministério, decidiu chamar doze homens para participarem desse projeto divino em andamento. Eles seriam os primeiros líderes na igreja de Cristo e teriam a responsabilidade de formar novos discípulos, homens e mulheres, judeus e não judeus, até o final da história da igreja na terra. Infelizmente, um deles, Judas Iscariotes foi desqualificado para a função porque não permaneceu até o final no seguimento ao Filho de Deus. Deixou-se contaminar pelos interesses humanos e se rebelou contra Deus, Traiu Seu Filho e ofendeu a soberania divina sobre sua vida. Por decisão própria não cumpriu na terra todos os dias determinados por Deus e por isso se perdeu. Provérbios 10. 27; 11. 27.  
Após o retorno de Jesus ao céu, além dos discípulos que O haviam seguido na terra, novos discípulos foram unidos à igreja do Messias pelo acolhimento do Evangelho da Graça de Deus através da fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.  João 3. 16; Mateus 28. 19 – 20.
Jesus não contou apenas com homens em Seu ministério terreno. Incluiu discípulas que mesmo não sendo nomeadas apóstolas ou líderes em Sua igreja, foram por Ele reconhecidas pelo trabalho auxiliar que realizaram.
Na história da igreja o registro do trabalho auxiliar das mulheres é permanentemente registrado e atualizado. Muitas mulheres que seguiram a Jesus demonstraram maior fidelidade e perseverança que os apóstolos principalmente nos últimos dias de Jesus na terra. Elas acompanharam destemidamente o Mestre em Seus momentos finais: julgamento injusto, caminho ao Gólgota, crucificação e sepultamento.
As mulheres realizaram o que lhes foi possível para que Jesus se sentisse assistido e apoiado materialmente em Sua missão.   Quem, senão elas poderiam cuidar dos detalhes para que nada faltasse a Jesus em Suas viagens missionárias? Dentre as discípulas os evangelhos citam: Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes, Susana, Maria, mãe de Tiago, Salomé, além de outras. Marcos 15. 40; Lucas 8. 1 – 3; 24. 9,
FOCALIZANDO A VISÃO
A oração precedeu a chamada de doze dos discípulos de Jesus, mais tarde denominados apóstolos. A atitude de Jesus estabeleceu um princípio: na igreja de Jesus Cristo todo projeto, de qualquer natureza, tamanho ou longevidade, precisa ser antecedido pela oração ao Pai. O Reino é Dele e sempre deverá ser antes consultado e obedecido. Deus é a fonte, o capacitador, o administrador e o objetivo de tudo o que ocorre na igreja. Nós O servimos para que  Sua glória seja contemplada e a Sua igreja edificada. Nossa glória é sermos Dele. Romanos 11. 36. Pessoas verdadeiramente humildes e determinadas a permanecerem na dependência divina, oram. São honradas para servirem a Deus na igreja do início ao fim dos projetos.
Nos projetos divinos não é bom que o líder esteja só. O Senhor se encarrega de trazer a ele parceiros ministerialmente capacitados e aqueles a quem deve capacitar na realização da missão coletiva da igreja, família de Deus na terra.  
 Uma vez tendo separado para Si aqueles que O acompanhariam nos três anos a seguir, o Senhor Jesus iniciou imediatamente o seu preparo. A escola de Jesus não teve um prédio com salas de aula. Foi uma escola peregrina como foi peregrino o tabernáculo. Essa peregrinidade foi transferida por Cristo à Sua igreja. A natureza peregrina da igreja a torna expansiva e conquistadora. Ela não existe para permanecer enclausurada, fechada ou protegida em edifícios. Uma igreja cujos membros se protegem uns aos outros ou se submetem a guardiões autoeleitos em sua membresia, morre asfixiada. O Espírito Santo é o único guardião da igreja em sua caminhada por esse mundo. Essa é Sua função ministerial conforme o ensino de Jesus. O amor que move a igreja em sua caminhada no mundo é o amor de Deus que a move a amá-Lo e a quem Ele ama. A convivência ou a vida em comum com Jesus é o princípio fundamental do discipulado. Todos deveriam ouvir coletivamente as mesmas palavras, ver o mesmo exemplo e acompanhar o Mestre em Suas atitudes e ações. A reprodução do caráter do Mestre era o desafio diário a cada discípulo da época e a ser vista nos discípulos atuais. É no relacionamento interpessoal do Mestre com os discípulos e destes entre si que se dá o enriquecimento mútuo. Nessa influência recíproca temos as oportunidades para dar o melhor de nós e receber o melhor do outro. O pior de ambos é descartado pela maturidade e o bom senso. Assim é moldado o caráter da igreja.  
Ao chamá-los, o Senhor se responsabilizou pelo suprimento e capacitação de cada um.  
Na construção da unidade e da interdependência a existir entre eles, o Senhor Jesus administrou situações em que o grupo aprendeu lições de humildade, sensibilidade, justiça (retidão), compaixão (misericórdia), santidade (pureza), paz, paciência, renúncia, esperança confiante, perdão, competência e habilidade no uso dos dons recebidos, vigilância, respeito mútuo e o que o Reino de Deus exige e espera dos seus súditos. Mateus 5, 6 e 7. O objetivo era acumular ganhos e não perdas. Somente corações ensináveis são bem sucedidos em sua busca para alcançar a estatura de Jesus Cristo.
Jesus delegou poderes aos Seus discípulos para serem utilizados nos limites humanos, mas não se omitiu em Sua responsabilidade como líder. Essa atitude apresenta o princípio da liderança inteligente. Nem tudo pode ser transferido ao discípulo porque sua elevação à liderança exige um período curto ou longo de amadurecimento vinculado a sua humildade e prazer em servir. Os humildes, graças ao seu discernimento e inteligência espiritual recebidos pela Graça de Deus alçam a honras e responsabilidades maiores na igreja de Cristo. Os arrogantes que são por natureza egoístas e vaidosos patinam na caminhada ou andam em círculo a exemplo da geração rebelde de Israel. Deus abomina quem desafia Sua autoridade, princípios e propriedade sobre a igreja que ama. Números 14. 1 – 45; Efésios 5. 25.
No ministério de Jesus os discípulos tinham uma missão comum e nela um trabalho específico de acordo com o seu jeito de ser e capacidade. Jesus ilustrou essa diversidade ao contar a parábola dos talentos. Não há espaço para a ociosidade no Reino de Deus.  Mateus 25. 14 – 30.  
 Na igreja há sempre vagas para quem deseja trabalhar. Basta ao servo detectar uma necessidade e buscar supri-la. A igreja precisa menos de críticos e mais de cooperadores. Se a prova de amor a Jesus é pela obediência, a prova de amor à igreja é vista quando nos colocamos como servidores. Na igreja não existem voluntários, mas servos. O voluntário faz o que quer, o servo faz o que lhe foi mandado e muito mais. Marcos 2. 13 – 17; 3.9; Lucas 9. 51 – 56; João 6. 8 – 10; 12. 4 – 6; 20 - 22  
 Jesus investiu Sua vida na capacitação dos discípulos. Nas conversas particulares, no ensino às multidões, nos debates e nas ciladas que a liderança religiosa judaica impunha a Jesus, nas expulsões de demônios, nas manifestações do poder de Deus na natureza e nos demais milagres e tudo o mais que ocorreu no ministério de Jesus foram oportunidades que Ele utilizou para o ensino e a aprendizagem.
Na medida em que caminhavam com Jesus os discípulos tiveram o seu caráter gradativamente mudado. O velho deu lugar ao novo. Aqueles que mais se aproximaram Dele receberam em seu caráter mais do caráter de Jesus. Esses são os frutos de um discipulado bem sucedido. A leitura dos livros e cartas escritos pelo apóstolo João e as duas cartas do apóstolo Pedro são a prova do que Deus faz na vida de dois pescadores que pela inspiração do Espírito Santo nos legaram escritos preciosos, reconhecidos pela igreja primitiva e pela igreja contemporânea como documentos imprescindíveis à sã doutrina. Recomendo ao leitor que se detenha na leitura atenta desses manuais de doutrina para a igreja de hoje.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Ser discípulo de Jesus implica em aceitar o Seu convite, manter-se no compromisso assumido, alimentá-lo com a fé na Palavra e aguardar esperançosamente o retorno glorioso do seu Mestre.     
DETALHES
- Jesus não chamou mulheres para liderar Sua igreja. O mesmo princípio adotado por Deus na liderança da família dos homens é adotado na família de Deus. Opor-se a essa norma ou ignorá-la é sinônimo de rebeldia à autoridade divina. Paulo, escolhido por Jesus Cristo para ser apóstolo, reapresentou esse princípio divino à igreja de Cristo. Gênesis 3. 16; 1 Coríntios 11. 2 – 3; 1 Timóteo 2. 12
APLICAÇÃO
- Empenhar-se no autoinvestimento espiritual através da freqüência aos cultos de ensino, escola bíblica dominical e todos os recursos oferecidos pela mídia cristã.  
PENSAMENTO
O discípulo de Jesus faz do caráter do seu Mestre o seu caráter.   
VERSÍCULO PARA DECORAR
E nomeou doze para que estivessem com Ele e os mandasse a pregar, curar enfermidades e expulsar demônios. v. 14 – 15.  
ORAÇÃO
Senhor capacita-me para que seja um discípulo que O agrade em tudo.