segunda-feira, 19 de julho de 2010

JOÃO - Estudo 8: JESUS E A MULHER SAMARITANA - cap. 4. 1 – 27.

Neste texto encontramos:
- Fariseus são informados sobre o maior crescimento numérico do ministério de Jesus em relação ao de João Batista. v. 1.
- Jesus não realizava batismos e sim os Seus discípulos. v. 2.
- Jesus deixou a Judéia e retornou à Galiléia para não dar oportunidade aos fariseus de alimentarem o ciúme existente nos discípulos de João em relação ao ministério de Jesus. v. 3.
- Da Judéia à Galiléia Jesus precisava passar por Samaria. Decidiu entrar nas cidades dessa região e não fazer o desvio que os judeus, por preconceito, habitualmente realizavam a leste do rio Jordão na região da Peréia. v. 4.
- Jesus chega à cidade de Sicar, na região de Samaria por volta do meio dia. Senta-se junto ao poço de Jacó para descansar da longa viagem. v. 5 - 6.
- Mulher samaritana aproxima-se do poço para tirar água e Jesus pede a ela que lhe dê água. v. 7.
- Primeira observação do escritor: Jesus e a mulher estavam a sós naquele poço porque Seus discípulos tinham ido comprar alimentos na cidade. v. 8.
- Mulher se admira do pedido de Jesus porque sendo judeu conversava com uma mulher e samaritana. v. 9a.
- Segunda observação do escritor: os judeus habitualmente não se comunicam com os samaritanos. 9b.
- Jesus inicia conversa intencional com a mulher ao afirmar que se ela conhecesse o presente de Deus à humanidade e a quem lhe pedia água, teria a iniciativa de Lhe pedir a água viva e Ele lhe daria. v. 10; João 3. 16.
- Mulher não compreende as palavras de Jesus. Afirma-Lhe que além da profundidade do poço, Jesus não tinha em mãos nenhuma vasilha. Como poderia lhe dar da água viva? v. 11.
- Mulher pergunta a Jesus se Ele é maior que Jacó que havia cavado aquele poço, bebeu de sua água e a deu aos seus filhos e gado. v. 12.
- Jesus esclarece à mulher que a água daquele poço era insuficiente para eliminar definitivamente a sede física, mas a água que Ele oferece além de matar a sede espiritual se transforma em fonte contínua que jorra sem limite para a vida eterna. v. 13 – 14.
- Mulher continua sem entender as palavras de Jesus e pede que Ele lhe dê da água viva para que não precisasse vir mais ao poço tomar daquela água. A água viva não estava no poço e nem era um líquido, mas uma pessoa. Era quem falava com ela. v. 15.
- Jesus muda o foco do diálogo para ajudar a mulher a entender Sua linguagem espiritual. Ordena que ela chame seu marido e retorne para prosseguir a conversa. v. 16.
- A mulher declara a Jesus que não tinha marido, mas ocultou um detalhe a Jesus. v. 17a.
- Jesus expõe a vida da mulher ao declarar que ela teve cinco maridos e o homem com o qual vivia não era seu marido. v. 17b – 18.
- Ao ter a sua vida particular exposta pelo desconhecido homem, a mulher reconhece ser ele um profeta. Nesse ponto a conversa é direcionada para temas espirituais. v. 19.
- A mulher fala da divergência entre samaritanos e judeus sobre o local adequado para a adoração a Deus. v. 20.
- Jesus declara à mulher que estava próxima a hora quando a adoração ao Pai não estaria limitada a um local. v. 21.
- Jesus disse à mulher que os samaritanos adoravam quem não conheciam verdadeiramente. Os judeus adoravam quem conheciam visto que a salvação vem dos judeus. v. 22.
- Jesus prosseguiu afirmando que a hora de adorar o Pai da maneira correta, isto é, em espírito e em verdade já havia chegado e Ele estava à procura desses adoradores. v. 23.
- Jesus reafirma que a adoração ao Pai deve ser em espírito e em verdade porque Deus é Espírito. v. 24.
- A mulher disse a Jesus que o Messias, o Cristo, prestes a se manifestar, daria as instruções mais detalhadas sobre a adoração a Deus. v. 25.
- Jesus declara à mulher samaritana que Ele é o Messias esperado por ela. v. 26,
- Discípulos de Jesus vêem Seu Mestre conversando com a samaritana e silenciam. v. 27.

VISÃO GERAL
Jesus decidiu deixar a Judéia, sul, e retornar à Galiléia, norte da Palestina quando Lhe informaram que os fariseus já estavam comparando o Seu ministério com o de João Batista, principalmente pelo fato dos discípulos de Jesus batizarem mais pessoas que João. Essa diferença numérica nada significava para Jesus e João Batista empenhados em fazer a obra que Deus lhes havia dado. Conhecedor do coração perverso dos fariseus Jesus percebeu que eles usariam esse fator para alimentar o ciúme entre os discípulos de Jesus e os de João e dessa forma prejudicar os dois ministérios: um em seu final e outro em seu início.
No estudo anterior vimos que esse ciúme já havia lançado suas raízes. Veja o que diziam os discípulos de João: “Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”. João 3. 26. (NVI).
Jesus não estava disposto a usar o Seu precioso tempo ministerial com intrigas teológicas ou comparações ministeriais de nenhum proveito. É importante dizer que João Batista e Jesus tinham o mesmo pensamento sobre os fariseus de conduta perversa. Isso os irritava. Daí o interesse deles em jogar Jesus contra João Batista e vice-versa. Mateus 3. 7 – 12; 12. 24 – 45.

FOCALIZANDO A VISÃO
Na direção sul/norte da Palestina, estava Samaria no centro. O Senhor Jesus tinha duas opções: seguir o atalho à leste do rio Jordão na região da Peréia para não entrar na região de Samaria, caminho normal seguido pelos judeus que não toleravam os samaritanas ou seguir em frente, passando por Samaria. Jesus optou pela segunda alternativa.
Por volta do meio dia Jesus se aproximou da cidade samaritana de Sicar e decidiu descansar junto ao poço de Jacó enquanto os Seus discípulos se dirigiram à cidade para comprar alimento. Sozinho naquele local, não demorou muito para que uma mulher viesse da cidade buscar água. Jesus aproveitou essa oportunidade para anunciar o Evangelho àquela mulher. Fez uso de uma necessidade física para despertar nela o desejo de suprir-se espiritualmente.
O ponto de contato foi a frase: “Dê-me um pouco de água”. (NVI).
Sendo observadora atenta a mulher percebeu pelas roupas do estrangeiro e pelo seu sotaque que ele era um judeu. De pronto o preconceito samaritano contra os judeus veio à superfície e ela o censurou por duas razões: pedia água a uma mulher e sendo ela samaritana.
Jesus não se deixou ofender com essa intolerância inicial. Sabia que as mulheres são habitualmente curiosas diante do desconhecido e possuem alta sensibilidade para ouvir novidades. Declarou: “Se você conhecesse o presente que Deus tem para você e quem lhe está pedindo água, você já lhe teria pedido e receberia a água viva”.
A samaritana se alegrou com o que ouviu e se interessou pela oferta de Jesus. Fez uma observação: “Onde o Senhor pode conseguir essa água viva? Além disso, o poço é fundo e o Senhor não tem nenhuma vasilha em mãos para dar dessa água”.
Os argumentos de Jesus e da mulher estavam em dimensões paralelamente opostas. Jesus usava uma linguagem espiritual e a mulher uma linguagem material. Se caminhassem dessa forma o diálogo continuaria sendo incompreensível para a mulher. A fim de incentivar a curiosidade e o interesse da mulher Jesus continuou usando a linguagem espiritual quando respondeu a ela: “Quem beber da água do poço voltará a ter sede, mas quem beber da água viva, jamais terá sede. Uma fonte nascerá em seu interior que jorrará para a vida eterna”. Jeremias 2. 13; João 7. 37 – 39;
Sem entender o sentido espiritual das palavras de Jesus, a mulher pediu que Ele lhe desse da água viva para que não tivesse mais sede. A mulher pensava no conforto físico e Jesus lhe oferecia o conforto, a saciedade, isto é, a plena satisfação de sua sede e fome espiritual. Jesus não precisava buscar a água viva em algum lugar. Ele mesmo era a Água Viva, isto é, a salvação vinda dos judeus. O vazio espiritual que havia nela desapareceria com a plenitude espiritual da presença de Deus em sua vida.
Ao perceber que a mulher não entendia a Sua linguagem o Senhor Jesus reformulou suas perguntas e ordenou que ela voltasse para casa e trouxesse seu marido. A mulher disse a Jesus que não tinha marido. Jesus disse a ela: “Você diz a verdade ao afirmar que não tem marido porque cinco maridos já fizeram parte de sua vida e o homem com o qual você vive, ainda não é teu marido”.
A perceber que aquele homem havia trazido à superfície a sua intimidade conjugal e nada lhe era oculto, ela de pronto declarou que Jesus era profeta. Com isso, tirou o foco de si e dos temas materiais e passou a destacar os temas espirituais.
A mulher manifestou sua intolerância religiosa diante do profeta judeu ao dizer que havia um impasse religioso entre samaritanos e judeus. Os samaritanos como não tinham liberdade para cultuar no templo em Jerusalém, fizeram um templo no monte Gerizim em Samaria e ali adoravam.
Jesus disse àquela mulher que a adoração a Deus, o Pai, não estava restrita a um templo construído por mãos humanas, mas ao templo construído pelo próprio Deus, isto é, o corpo e o interior de cada pessoa. Sendo Espírito, Deus procura adoradores que O adorem em espírito e em verdade. A intimidade espiritual e a honestidade com Deus O agradam. É do interior da pessoa que tem um relacionamento correto com Deus que parte a adoração verdadeira e agradável ao Pai.
A cada explicação de Jesus a mulher crescia em conhecimento.
A mulher considerou que a explicação do profeta judeu era coerente, mas ela preferia aguardar a vinda do Messias, o Cristo, que explicaria em detalhes o que realmente era agradável a Deus.
Diante das palavras da mulher, Jesus Cristo não se conteve e disse a ela: “Eu Sou o Messias. Você fala agora com o Messias”.
Nesse momento os discípulos de Jesus chegaram com o alimento comprado na cidade e ao verem seu Mestre conversando com uma mulher samaritana, nada disseram.
Enquanto os discípulos se serviam do alimento, a mulher deixou seu cântaro junto ao poço e foi à cidade de Sicar anunciar o que tinha ouvido e visto.

ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- As oportunidades para apresentar a Água Viva não podem ser desperdiçadas. É nossa responsabilidade partilhá-La.

DETALHES
- Conhecimento crescente sobre Jesus, do ponto de vista da mulher e dos samaritanos. v. 9, 11, 15, 19, 25, 29, 42.

APLICAÇÃO
- Anunciar o Evangelho é privilégio e responsabilidade dos discípulos de Jesus. Vamos anunciá-lo às crianças, aos jovens, aos homens e às mulheres.

PENSAMENTO
A clareza no anúncio do Evangelho traz o pecador às realidades espirituais que o libertarão verdadeiramente em Cristo.

VERSÍCULO PARA DECORAR
Eu Sou o Messias! Eu que estou falando com você! v.26. (NVI).

ORAÇÃO
Dá-me ousadia, Senhor, para falar da Água Viva que é Jesus.