quarta-feira, 17 de novembro de 2010

JOÃO - Estudo 50: RESSURREIÇÃO DE JESUS - cap. 20. 1 – 10.

Neste texto encontramos:
- Domingo, de madrugada, ainda escuro, Maria Madalena se dirige ao sepulcro e encontra a pedra removida. v. 1.
- Diante do que viu, Maria Madalena se dirige aos apóstolos Pedro e João e lhes informa que o corpo de Jesus fora tirado do sepulcro e ela não sabia que destino havia tomado. v. 2.
- Pedro e João vão até o sepulcro para confirmarem o que ouviram. v. 3.
- Pedro e João correm em direção ao sepulcro. João chega primeiro ao local. v. 4.
- João se curva para ver o interior do sepulcro. Constata que as faixas de linho embebidas com mirras e aloés que envolviam o corpo de Jesus ali estavam, mas não entrou no sepulcro. v. 5.
- Ao chegar ao local o apóstolo Pedro entrou no sepulcro. Além do que João viu, Pedro percebeu que a faixa que envolvia a cabeça de Jesus estava dobrada em separado, ao lado. v. 6 – 7.
- João também entrou, confirmou o que Pedro viu e creu. v. 8.
- Em sua lentidão para entender as palavras de Jesus, os discípulos tinham dificuldade em fazer a conexão entre o que ouviram de Jesus e o que viam. v. 9; Mateus 16. 21; 20. 18 – 19; João 12. 7.
- Pedro e João saem do sepulcro e voltam para casa. v. 10.
- Maria Madalena se coloca junto do sepulcro e chora. Ao olhar para o interior viu dois anjos sentados onde estava o corpo de Jesus, um à cabeceira e outros aos pés. v. 11 – 12.
- Anjos perguntaram a Maria Madalena porque chorava. v. 13.
- Maria Madalena respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram”. v. 14. (NVI).
- Enquanto falava com os anjos, Jesus se colocou junto dela, mas não foi reconhecido de imediato. v. 15a.
- Jesus pergunta a Maria Madalena por que ela estava chorando e quem procurava ali. v. 16.
- Transtornada, Maria Madalena, imaginou que estivesse falando com a pessoa que cuidava do jardim e lhe disse: “Se o Senhor o levou embora, diga-me onde o colocou e eu o levarei embora”. v. 15b. (NVI).
- Jesus chama Maria pelo nome. Ela identifica a voz de Jesus e se dirige a ele chamando-o de Rabôni (Mestre, em aramaico). v. 16.
- Jesus pede a Maria Madalena que não O segurasse porque ainda não voltara definitivamente ao Pai. Ordenou que ela fosse até Seus discípulos, a quem denominou irmãos, e lhes dissesse: “Estou na iminência de voltar ao meu Pai e Pai de vocês; ao meu Deus e Deus de vocês”. v. 17.
- Maria Madalena obedece de imediato a Jesus e dá a boa notícia aos discípulos. “Eu vi o Senhor. Ele verdadeiramente ressuscitou como havia anunciado antes”. A seguir relatou o diálogo com os anjos e com Jesus. v. 18.

VISÃO GERAL
No final do Seu ministério terreno o Senhor Jesus alertou os discípulos de que as Escrituras teriam cumprimento Nele. O cenário seria em Jerusalém na ocasião em que participaria de Sua última páscoa. Os detalhes são encontrados na narrativa dos evangelistas. Leia Mateus 20. 18 – 19.
As palavras de Jesus se cumpriram, se cumprem e se cumprirão. A história apenas confirma esse cumprimento. Pelas Escrituras já conhecemos antecipadamente o final da história da humanidade. A esperança nessa certeza alimenta a nossa fé.

FOCALIZANDO A VISÃO
Maria Madalena, a mulher da qual Jesus expulsou sete demônios se tornou Sua fiel discípula. Acompanhou o Mestre em Seu ministério terreno, esteve presente no ato da crucificação ao lado da mãe de Jesus e de outras mulheres e à certa distância viu os preparativos e o sepultamento de Jesus. Agora no primeiro dia da semana, de madrugada, ainda escuro, se dirigiu ao sepulcro a fim de ungir o corpo do Seu Mestre. Não estava sozinha. Ao se aproximar com as demais mulheres do sepulcro partilhou com elas de sua preocupação que lhes era comum: quem removeria a pedra para que tivessem acesso ao corpo a fim de ungi-lo? Somente alguém suficientemente forte poderia realizar esse trabalho para elas.
Ao se aproximarem do sepulcro foram surpreendidas por algo que jamais imaginaram que viesse acontecer: a pedra já estava removida! A frustração se misturou ao medo e à curiosidade e fez nascer a ousadia. Movidas de coragem olharam para dentro do sepulcro e viram que o corpo de Jesus não estava lá.
O apóstolo João destaca Maria Madalena em seu relato e nos informa que essa mulher ao ver que o corpo de Jesus não estava no túmulo voltou imediatamente e procurou Pedro e João. Em seu relatório afirmou que em sua chegada ao túmulo para ungir o corpo de Jesus encontrou a pedra removida e o túmulo vazio. Seu pensamento inicial era que o corpo havia sido retirado por alguém.
Assim que ouviram a notícia Pedro e João correram ao sepulcro para confirmar o que Maria Madalena relatou. João chegou primeiro: olhou o sepulcro, viu as faixas embebidas de mirra e aloés, mas não viu o corpo de Jesus. Assim que Pedro chegou, entrou no túmulo viu as faixas que envolveram o corpo de Jesus e o lenço que fora colocado em sua cabeça, colocado num lugar à parte. Sem nada entender os dois discípulos voltaram para casa. A tristeza que dominava seus corações impediu que se lembrassem das palavras de Jesus sobre o que Lhe aconteceria em Jerusalém. Com a saída dos dois discípulos, Maria Madalena decidiu permanecer no local até o amanhecer para ouvir alguma notícia nova ou tomar as providências necessárias. Algo precisaria ser feito.
Enquanto chorava a ausência do Mestre e o desaparecimento do corpo, olhou para dentro do sepulcro e viu dois anjos onde estivera o corpo de Jesus, um sentado à cabeceira e o outro aos pés. Os anjos pediram que ela lhes contasse a razão do seu choro e ela abriu seu coração: “Levaram embora o meu Senhor e não sei onde o puseram”. (NVI). Quem sabe aqueles anjos poderiam fazer algo para ajudá-la a encontrar o corpo do Senhor. De repente ela se voltou e viu alguém perto dela que lhe perguntou por que chorava e a quem estava procurando. Maria Madalena, sem olhar para cima imaginou que falava com o jardineiro. Disse a ele: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o levarei”. (NVI). Diante de tanta tristeza, o Senhor Jesus disse: “Maria!”. Ao erguer os olhos Maria viu que a voz era de Jesus e Lhe disse: “Rabôni”, no idioma aramaico. Num impulso, se ajoelhou e procurou segurar Jesus. O Senhor disse a ela que não O detivesse porque ainda não havia subido ao Pai. Jesus se referia a sua subida definitiva ao Pai a ocorrer naqueles dias.
A seguir Jesus ordena a Maria Madalena que vá até os discípulos a quem chama de irmãos e lhes diga que o Seu retorno à casa do Pai, de Jesus e deles, Deus, de Jesus e deles, estava próximo.
A referência de Jesus ao Altíssimo como Seu Pai e Deus não anula Sua divindade, antes reafirma a coexistência em Seu ser da natureza divina do Filho de Deus e da natureza humana do Filho do Homem. Assim Jesus se denominava em Seu ministério terreno. A filiação divina aplicou-se historicamente a Jesus quando o Verbo se fez carne. Essa ação divina quando o co-Criador se tornou criatura ocorreu na terra pela operação do Espírito Santo, anteriormente prevista na eternidade e anunciada nas Escrituras, Genesis 3. 15; 49. 10 – 12; Jó 19. 25; Isaías 7. 14; 9. 6; 40. 1 – 9; 61. 1 – 2; João 1. 29; Apocalipse 13.8b.. Ao se tornar homem o Senhor Jesus não deixou de ser tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo. Quem senão Deus poderia gerar na terra o Filho de Deus para que se tornasse Filho do Homem e assim ser qualificado como o Mediador perfeito? Em Seu nascimento o Emanuel (Jesus, o Deus conosco) tornou-se criatura e foi chamado por Deus de Filho. Essa denominação não tinha sentido na eternidade antes da encarnação de Jesus porque no presente eterno de Deus na eternidade o relacionamento paterno e filial não era necessário. Somente na história esse relacionamento paterno-filial teve sentido porque Jesus precisava se identificar conosco até no relacionamento familiar. Como Jesus poderia morrer substitutivamente por aqueles que Nele creem como Senhor e Salvador se não fosse tão humano quanto eles? Sua mãe natural, Maria, que o gerou, e seu pai adotivo, José, que o acolheu como filho em seu coração, entenderam esse propósito divino e se submeteram a ele.
Ao usar o verbo no futuro conforme determinação divina, o anjo Gabriel deixou bem claro essa distinção na eternidade e na história. Lucas 1. 26 – 38 com destaque para os versos 31 (...a quem chamarás pelo nome de Jesus; 32 (...será chamado Filho do Altíssimo); 35 (...será chamado Filho de Deus). Quem será chamado não havia sido chamado. Uma vez na terra Jesus revelou Sua humildade divina não exigindo para Si da parte da humanidade as honras que Lhe eram devidas como Deus e co-Criador. João 1. 1 – 3, 14. Os anjos, porém, O serviram como Deus e Filho do Homem. Mateus 4. 11; João 1. 47 - 51. Até os demônios reconheceram a divindade de Jesus e isso os colocou acima em inteligência se comparados à liderança religiosa judaica que insistiu até o final em duvidar da divindade de Deus apesar das declarações de Deus, de Jesus e comprovadas em Suas obras. Mateus 8. 28 – 29; Marcos 1. 23 – 24. A declaração de Sua divindade, anunciada pelo Pai no batismo e por ocasião da transfiguração, jamais foi negada por Jesus quando se prostravam diante Dele. Ao rejeitarem a divindade de Jesus os judeus O condenaram à morte. João 19. 7. Ao chamar o Altíssimo de Seu Deus, o Senhor Jesus O fazia acertadamente em Sua natureza humana. Era Sua forma de mostrar sua identidade humana com os demais discípulos a ponto de chamá-los de irmãos submissos ao mesmo Pai e Deus. Finalmente, aqueles que Nele creem como Senhor e Salvador também têm o Altíssimo como Deus e Pai e Jesus como irmão. João 1. 12.
Maria Madalena declarou que tinha visto o Senhor e contou o diálogo que tivera com anjos e depois com Senhor Jesus.
No primeiro anúncio de Maria Madalena sobre o desaparecimento do corpo de Jesus, os discípulos comprovaram a verdade do que dizia, indo ao sepulcro, mas esse segundo relato sobre a ressurreição de Jesus só poderia ser comprovado com o aparecimento de Jesus a eles como havia feito a ela. Decidiram aguardar esse momento.

ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Há notícias que podem ser ou não comprovadas, mas a experiência pessoal é incomparável. Nela as dúvidas desaparecem.

DETALHES
- A persistência de Maria Madalena em permanecer no sepulcro até que o corpo de Jesus fosse encontrado deu a ela o privilégio de ver Seu Mestre em primeiro lugar.
- A pedra do sepulcro foi removida por anjos não para que Jesus saísse, mas para que as pessoas pudessem entrar no local e comprovar a ressurreição de Jesus.

APLICAÇÃO
- Mantenha-se firme em sua fé no aguardo do retorno glorioso de Jesus para buscar Sua igreja. O que Ele prometeu, cumprirá.

PENSAMENTO
Esperar pelo Senhor é a garantia do encontro pessoal com Ele.

VERSÍCULO PARA DECORAR
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”. E contou o que ele lhe dissera.

ORAÇÃO
Obrigado Senhor por Tua vitória sobre a morte e retorno à casa do Pai. Essa vitória foi Tua conquistada para mim. Vencerei a morte e estarei Contigo na Casa do Pai.

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