sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MATEUS - Estudo 22: JESUS: PODER SOBRE A NATUREZA - cap. 8. 23 – 27; 14. 22 – 36.

Neste texto encontramos:
Capítulo 8. 23 - 27
- Jesus entra no barco e é seguido pelos discípulos. v. 23.
- Tempestade no mar da Galiléia. Barco é coberto pelas ondas. Jesus dorme. v. 24.
- Discípulos amedrontados acordam Jesus e pedem socorro. v. 25.
- Jesus acorda, questiona o medo e a pequena fé dos discípulos. v. 26a.
- Jesus se levanta, repreende o vento e o mar e a bonança é estabelecida. 26b.
- Discípulos ficam maravilhados com o poder de Jesus sobre a natureza. v. 27.
Capítulo 14. 22 - 36
- Após um dia de trabalho Jesus ordena que seus discípulos entrem no barco enquanto permanece na praia e despede a multidão. v.22.
- Sozinho Jesus sobe a um monte para orar e ali permanece até o início da noite. v. 23.
- Discípulos, no meio do mar da Galiléia, enfrentam fortes ondas. v. 24.
- Na quarta vigília da noite (3 a 6 horas) Jesus se aproxima dos discípulos andando sobre o mar. v. 25.
- Discípulos se assustam com a visão de Jesus caminhando sobre o mar e imaginam que vêem um fantasma. v. 26.
- Jesus se identifica e acalma os discípulos. v. 27.
- Pedro pede a Jesus que confirme sua presença e o faça andar sobre as águas. v. 28.
- Pedido atendido. Jesus convida Pedro a se aproximar Dele andando sobre as águas do mar. A caminhada tem início. v. 29.
- Ao perceber a distância que estava do barco e de Jesus e sentir no corpo o vento forte, o apóstolo temeu, começou a afundar e apavorado pediu que Jesus o socorresse. v. 30.
- Diante do pavor de Pedro, Jesus Cristo lhe estende a mão, o levanta e enquanto caminham para o barco, o censura por sua pequena fé. v. 31.
- Assim que Pedro e Jesus entraram no barco o ventou cessou. Há paz e segurança no barco com a presença de Jesus. Mais uma vez os discípulos foram testemunhas oculares do poder de Jesus sobre a natureza criada por Ele. v. 32; João 1. 3..
- Os discípulos adoram Jesus e reconhecem Sua divindade. Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. v. 33.
- Jesus chega em Genesaré, povoado a oeste do mar da Galiléia. v. 34.
- A chegada de Jesus em Genesaré atrai multidões que trazem enfermos para serem curados. v. 35.
- Jesus permitiu que tocassem em suas vestes e a cura aconteceu para os fiéis. v.36.
VISÃO GERAL
A divindade de Jesus é verdade inquestionável registrada nas Escrituras. Nosso relacionamento correto com Deus está fundamentado nessa realidade. João 14. 6. Ela foi anunciada ao mundo pelo Deus-Pai em unidade com o Deus-Espírito Santo após o batismo de Jesus. Mateus 3. 13 – 17.
No exercício do ministério o Senhor Jesus confirmou com sinais e maravilhas que era Deus com o Pai e o Espírito Santo. Seus inimigos atribuíram a Satanás o poder divino que Nele agia na cura de enfermidades e expulsão de demônios. Jesus, porém, seguiu em frente cumprindo o ministério recebido do Pai. Com o tempo a verdade prevaleceu sobre a mentira, a luz sobre as trevas e os inimigos foram silenciados pela evidência dos fatos.
Jesus tornou indesculpáveis diante de Deus aqueles que insistiam em negar Sua divindade. Mateus 9. 34; 10. 25; 22. 46. Para vergonha dos judeus, até os demônios insistiam em anunciar a divindade de Jesus, mas eram impedidos pelo Filho de Deus. Marcos 1. 24 - 25.
Jesus revelou Seu poder sobre a natureza no primeiro milagre, em Caná da Galiléia, quando transformou as moléculas da água em vinho. João 2.1 – 11.
No presente estudo temos dois registros que revelam em maior amplitude o poder de Jesus sobre a natureza, seguido pela cura de enfermos em Genesaré. .
FOCALIZANDO A VISÃO
Segundo o relato do evangelista Mateus, o Senhor Jesus após ter curado o leproso, o servo de um centurião romano e a sogra de Pedro e inúmeras pessoas que O procuraram, ordenou que os discípulos preparassem o barco. Era necessário que o Evangelho fosse anunciado a outras povoações às margens do mar da Galiléia. O tempo que o Pai Lhe havia concedido para o ministério terreno era curto e Ele precisava otimizá-lo. A seguir, entrou no barco e iniciou viagem com eles. Cansado, após um dia intenso de trabalho, o Senhor Jesus ocupou a parte traseira da embarcação, reclinou a cabeça num travesseiro e dormiu profundamente. Marcos 4. 38.
Durante a viagem o mar da Galiléia começou a ser agitado pelo vento e surgiu uma grande tempestade. As águas já tomavam conta do interior do barco e Jesus continuava dormindo tal era o Seu cansaço. Ao perceberem o sono tranquilo de Jesus e a situação desesperadora que enfrentavam, os discípulos decidiram acordá-Lo. Disseram-Lhe: “Senhor, salva-nos! Vamos morrer”, (NVI). No desespero, os discípulos incluíram Jesus num possível naufrágio. Os experientes pescadores e conhecedores daquelas águas tinham chegado ao seu limite. Dali para frente somente a intervenção de Jesus poderia reverter o quadro. Não sabiam o que Jesus faria, mas tinham a certeza de que Ele tomaria alguma decisão.
Os discípulos não conheciam suficientemente as Escrituras. Ao Messias, ao Cordeiro de Deus, estava reservado o sacrifício vicário (substitutivo) no altar preparado a Ele fora da cidade de Jerusalém. A história identificou esse local: a colina do Calvário ou Gólgota. Lucas 20. 14 – 15; João 19. 20. Jesus não morreria de outra forma: afogado pelas águas do mar da Galiléia, arremessado de um monte ou apedrejado, como desejavam os líderes religiosos judaicos. Lucas 4. 16 – 30; João 10. 31 - 33; 11. 8.
Ao ser acordado pelos discípulos, o Senhor Jesus censurou-lhes a pequena fé que possuiam. Ela havia gerado o medo neles. Como poderiam dar a Jesus um fim tão trágico? Era impossível que a natureza se voltasse contra o Seu Criador! Aquela tempestade foi permitida para que todos aprendessem as lições de confiança e dependência de Deus na escola de Jesus. As tempestades oferecem mais lições que a bonança. Em outras palavras: o caráter é aperfeiçoado mais na guerra e tribulações que na paz. Eclesiastes 7. 4.
Na companhia do Mestre, os discípulos poderiam ter a certeza de que o melhor e não o pior lhes aconteceria. A seguir o Senhor Jesus se levantou no barco e falou à natureza. Ela prontamente O ouviu e obedeceu. A natureza em sua inteligência não humana entende a linguagem do Criador. O vento cessou, o mar se acalmou e a bonança estabelecida. A viagem prosseguiu serena até o seu destino.
Com o que vivenciaram, os discípulos comentaram entre si: “Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?”. Somente a convivência íntima permite que conheçamos as pessoas.
Ressaltamos outro aspecto nessa reflexão: a mulher samaritana apenas num diálogo descobriu quem era Jesus enquanto os discípulos precisaram de anos para conhecer a si mesmos e a identidade do Mestre. João 4. 9, 19, 25 – 26, 29 -30, 42. Essa lentidão no compreender e no crer permaneceu até após a ressurreição de Jesus. A pequena fé dos discípulos os movia a duvidar e não a crer. Era uma atitude ofensiva a Deus. Daí as constantes e justas censuras do Mestre aos discípulos. Lucas 24.
Nesse episódio, os discípulos viram que o poder divino sobre a natureza estava com Jesus. Precisariam, porém, acolhê-Lo não apenas como profeta, mas em Sua divindade. Quem senão Deus poderia ser ouvido e obedecido pela natureza? Nenhum profeta havia revelado qualquer autoridade sobre a natureza como Jesus a revelou. A obediência imediata da natureza à ordem do Criador era um recado para que O obedecessem sem reservas. Afinal, foram honrados pelo Criador que os fez a Sua imagem e semelhança e estava presente com eles no barco e na pessoa do cocriador, o Filho de Deus, Jesus Cristo.
Ouvir, obedecer e entregar-se aos cuidados de Deus é a nossa forma de declarar-Lhe amor. João 14. 15, 21, 23.
Outra lição preciosa a ser apreendida pelos discípulos de Jesus é que em Sua companhia devem dar lugar à fé e não ao medo. Os ventos fortes que levantam as tempestade inevitáveis em nossa caminhada na terra, um dia cessarão. Ele tanto pode permitir que a bonança seja vivida no presente ou no porvir. Sua é a decisão. A nossa é confiar e permanecer confiando até o final. Por que deveríamos esperar por Jesus somente nesta vida? “Se é somente para esta vida que temos a esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão”. 1 Coríntios 15. 19. (NVI). Somente Jesus nos dá palavras encorajadoras nas tempestades. Mateus 11. 28 – 30; João 16. 33; Firmado em Jesus Cristo permanecemos inabaláveis. No sermão do Monte, o Senhor Jesus já havia antecipado aos discípulos esse ensino. Mateus 7. 24 – 27.
A segunda experiência miraculosa vivida pelos discípulos ocorreu após a primeira multiplicação de pães.
Jesus ordenou que os discípulos entrassem no barco e fossem para outra região às margens do mar da Galiléia enquanto Ele despedia a multidão. Assim que Jesus ficou só, decidiu subir a um monte a fim de passar algumas horas com o Pai em oração. Com a chegada da noite Jesus permaneceu ali.
Na alta madrugada, no período das três a seis horas, o Senhor Jesus desceu do monte, entrou no mar da Galiléia e começou a andar sobre as águas como se estivesse caminhando em terra. Tendo avistado ao longe o barco onde estavam Seus discípulos e que o vento lhes era contrário o que dificultava a viagem devido às ondas que se levantavam, o Senhor se encaminhou na direção deles.
De repente, do barco os discípulos viram que um ser andava sobre as águas e na direção deles. Ficaram apavorados e começaram a gritar. Imaginaram que viam um fantasma. Ao perceber o terror dos discípulos diante da visão, o Senhor Jesus gritou para eles e disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”. Ao reconhecerem a voz de Jesus se acalmaram. O apóstolo Pedro, não satisfeito, pediu que se fosse Ele mesmo que o permitisse andar sobre as águas como Jesus andava. Jesus aceitou a proposta de Pedro e autorizou que ele saísse do barco e fosse ao Seu encontro. Imediatamente o apóstolo saiu do barco, pisou sobre as águas e começou a se dirigir até onde Jesus o esperava. Pedro, ao perceber que a distância entre ele, o barco e Jesus havia aumentado e que o vento permanecia forte, teve medo. Ao tirar os olhos de Jesus e colocá-los em si e nas circunstâncias, começou a afundar. Sua glória e coragem afundaram com ele. No desespero, olhou para Jesus e gritou: “Senhor, salva-me!”. Jesus imediatamente estendeu Suas mãos a Pedro, o segurou e o repreendeu: “Homem de pequena fé, por que você duvidou?”. Agora seguro por Jesus e em Jesus, o apóstolo Pedro retornou ao barco e entrou nele. Assim que Jesus subiu ao barco o vento cessou e a bonança foi estabelecida. Todos se alegraram porque ‘com Cristo no barco tudo vai muito bem’. Naqueles momentos, os discípulos olharam para Jesus e O adoraram dizendo: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”. Enfim, reconheceram a divindade de Jesus e passaram a conhecê-Lo como Ele desejava ser conhecido: Senhor e Salvador, o Messias de Israel.
O barco foi ancorado na pequena vila de Genesaré. Assim que os moradores souberam da presença de Jesus trouxeram todos os enfermos e Jesus os curou.
Nesse episódio aprendemos que: a) as ordens de Jesus, mesmo que não sejam compreendidas imediatamente, têm propósitos bem definidos: honra a Deus e fortalecimento da fé; b) Jesus aceita os nossos desafios para que se revele a nós como realmente é. Por outro lado, deseja que aceitemos os Seus desafios para que Ele nos revele quem verdadeiramente somos; c) a glória do homem não está no fato de ser instrumento nas mãos de Deus para revelar o Seu poder, mas em se colocar humilde e submisso à soberania divina; d) o medo persistente revela a pequenez da fé. No fortalecimento da fé, o medo desaparece; e) na medida em que transferimos para nós a verdade que há na Palavra de Deus, somos feitos vencedores; f) Deus se revela nas Escrituras e nas obras que realiza; g) Quando nossa compreensão de Deus está alinhada com aquilo que Ele é, podemos dizer que O encontramos. A partir daí, somos iluminados por Ele. Saímos da dimensão histórica da lógica humana e entramos no ambiente da lógica divina: insondável, imensurável e indizível.
Após chegar a Genesaré, o Senhor Jesus atendeu a todos que O procuravam na cura de suas enfermidades.. Ao lado da manifestação do Seu poder, o Senhor Jesus trazia todos à reconciliação com Deus - prioridade em Seu ministério terreno.
Ao permitir que as pessoas tocassem em Suas vestes para serem curadas, Jesus contemplava a fé daqueles que o buscavam. O poder não estava em Sua roupa, mas Nele. Com essa atitude Jesus não estava incentivando qualquer prática mística porque Deus abençoa pessoas e não transfere a objetos o Seu poder.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Ao acolhermos Jesus Cristo, Senhor e Salvador, Ele entra em nossa vida, se responsabiliza pelo comando e nos conduz em segurança no presente e no porvir.
DETALHES
- A noite poderia ser dividida em quatro vigílias de três horas: a) do por do sol até às 21 horas; b) ;das 21 horas à meia noite; c) .da zero hora até às 3 horas; d) das 3 horas até às 6 horas. Fonte: wikcionário.
APLICAÇÃO
- Confiar nas Escrituras é atrair a paz de Deus para a nossa vida.
PENSAMENTO
Jesus está presente na vida de quem o tem como Senhor e Salvador. Sua presença faz com que o melhor nos aconteça.
VERSÍCULO PARA DECORAR
Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? Verdadeiramente tu és o Filho de Deus. Mateus 8. 27b;; 14. 33.
ORAÇÃO
Capacita-me Senhor para sempre crer em Ti

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