terça-feira, 15 de novembro de 2011

MATEUS - Estudo 29: A LIDERANÇA MINISTERIAL DE JESUS - cap. 9. 35 – 38.

Neste texto encontramos:
- Ministério tríplice de Jesus em todos os lugares: ensino, pregação e curas. v. 35.
- Coração de pastor. v. 36.
- Realidade permanente no Reino de Deus na terra: grandeza das necessidades e carência de trabalhadores. v. 37.
- Ordem de Jesus: pedir insistentemente ao dono do campo cultivado que convoque trabalhadores para colher os frutos. v. 38.
VISÃO GERAL
No relato sobre a infância de Jesus, o evangelista Lucas registrou o testemunho de pessoas que acompanharam os primeiros anos de vida do Deus humanado, filho primogênito de Maria e Filho de Deus pela ação do Espírito Santo. Leia Lucas 1. 1 – 4; Lucas 2. 40, 52. (NVI).
No lar em Nazaré o menino Jesus acolheu e cultivou as primeiras sementes responsáveis pela formação do Seu caráter como homem. Sobre Ele já repousava a Graça de Deus e a sabedoria para que exercesse o Seu ministério terreno em excelência.
Aos doze anos, conforme registro do evangelista Lucas, Jesus revelou discretamente Sua filiação divina e o compromisso prioritário que havia assumido com o Pai no tratamento dos interesses do Reino de Deus na terra. Lucas 2. 41 – 51. Aliás, anteriormente, o anjo Gabriel, da parte de Deus, já havia anunciado a Maria, antes da gravidez, que Jesus seria chamado Filho de Deus ou Filho do Altíssimo. Lucas 1. 31, 32, 35.
O anúncio público da filiação divina de Jesus deu-se, inicialmente, por ocasião do batismo quando o Deus-Pai O apresentou ao mundo como Filho, realidade confirmada na transfiguração no final do ministério terreno. Leia Mateus 3. 16; 17. 5.
Na condição de filho primogênito de Maria e filho do coração de José, Jesus assumiu em família as responsabilidades inerentes ao seu relacionamento com ambos e com os demais filhos do casal. Reconheceu a autoridade de Maria e José e se manteve submisso a eles nos negócios desta vida enquanto estava em seu lar. Mateus 13. 55 – 56.
Jesus viveu Sua infância, adolescência, juventude e primeiros anos da vida adulta em Nazaré. Assim que começou a confrontar a liderança religiosa judaica, os inimigos firmaram o propósito de inviabilizar Seu ministério. Além das agressões verbais e tentativas de agressões físicas, não deixaram de fazer um levantamento minucioso da vida anterior do rabino e profeta de Nazaré, como O chamavam. O objetivo era encontrar algo que comprometesse a mensagem e a credibilidade como pessoa. Concluído esse trabalho, a pesquisa revelou a conduta irrepreensível do Filho de Deus e reafirmou Sua autoridade espiritual e moral. A coerência era traço distintivo em Seu caráter que contrastava com a hipocrisia e o caráter abominável dos inimigos. 
A liderança de Jesus para a obra que o Pai Lhe havia reservado na eternidade era incontestável.
FOCALIZANDO A VISÃO
Neste texto destacamos alguns aspectos da liderança de Jesus: a) consciência de missão; b) disposição para realizá-la; c) diversificação no exercício da missão; d) amor à missão; e) sensibilidade e respeito pelas pessoas envolvidas na missão; f) consciência da grandeza da missão e da carência de pessoas para executá-la integralmente; g) dependência de quem O enviara para cumprir a missão.
Jesus Cristo tinha consciência de Sua missão no mundo: buscar e salvar os perdidos: judeus e gentios, reconciliando-os com Deus. Essa reconciliação seria feita através do acolhimento da Graça de Deus pela fé em Seu Filho. João 3. 14 – 21.
A Graça e a fé são dons de Deus, segundo nos ensina o apóstolo Paulo. A elas se agregam as boas obras do reconciliado que também são dons de Deus. Todas as providências necessárias à nossa reconciliação com Deus, nova vida em Cristo e o preparo para o encontro com Ele foram disponibilizadas por Deus em Cristo. A nós restou apenas o acolhimento e a vivência desses dons divinos que são operados em nosso interior pelo Espírito Santo que habita permanentemente a vida dos salvos. O bem temporal e eterno da salvação não poderia ser imposto ou sonegado por Deus à humanidade porque Ele é amor. .O amor de Deus em Sua misericórdia nos capacitou a crer em Jesus como Senhor e Salvador e a permanecer Nele.
A responsabilidade e as conseqüências da decisão de acolher ou rejeitar a salvação por meio de Jesus Cristo foi entregue por Deus aos seres humanos. Deus decidiu em Sua Soberania que não tomaria nenhuma decisão por Suas criaturas no que concerne a vida eterna.
Jesus declarou publicamente Sua missão salvadora na casa de Zaqueu: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. Lucas 19. 10. (ARA).
Uma vez tendo consciência de Sua missão, o Senhor Jesus se disponibilizou a cumpri-la integralmente porque ela representava a expressão do amor infinito de Deus, imerecido pela humanidade. Tomou a decisão de deixar Sua glória junto Daquele a quem na terra chamou de Pai, veio ao mundo, assumiu nossa humanidade e não exigiu na terra as honras divinas a que tinha direito em razão de Sua divindade. Em poucas palavras expôs Sua missão: “Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai”. João 16. 28. (NVI).
Assim que iniciou o ministério que Lhe havia sido reservado pelo Pai, o Senhor o articulou em três áreas interdependentes: ensino, pregação e curas.
A metodologia de Jesus no exercício do ministério mostrou-se eficaz e se tornou paradigma (modelo) para Sua igreja. As igrejas que participarão do arrebatamento dão cumprimento a esse ministério tríplice.
É responsabilidade da igreja de Jesus Cristo expor as Escrituras com fidelidade dando a elas o sentido que o Espírito Santo, seu autor, lhe conferiu. Nas Escrituras aprendemos a viver o Evangelho anunciado por Jesus cujo resumo está em Mateus 5 – 7. De posse desse conhecimento escriturístico, a igreja está capacitada para anunciar o Evangelho, as Boas Novas da vida em Cristo, trazendo os pecadores à reconciliação com Deus por meio do Filho.
Pela pregação, a nova vida em Cristo é anunciada a todos e pelo ensino aprende-se a viver o Evangelho em sua integridade. Ensino e pregação são ministérios interdependentes, isto é, na pregação, ensinamos e no ensino, pregamos. Esses ministérios não se limitam apenas a uma exposição teórica das intenções e do querer de Deus para a humanidade, O pregador e o ensinador só podem exercer esses ministérios quando se deixam transformar pelo que anunciam a fim de que tenham autoridade espiritual, moral e credibilidade. A coerência no fazer o que se sabe permite que o ouvinte seja convencido pelo exemplo que tem diante de si. Ser irrepreensível é o que se requer dos ministros de Cristo. 1 Coríntios 11. 1; 1 Timóteo 3. 2; 4. 12.
Os inimigos de Jesus jamais puderam acusá-Lo de incoerência. A incoerência deles havia gerado a hipocrisia religiosa e por isso silenciaram diante das palavras de autoridade que vinham da boca de Jesus. Jesus tinha razão em censurá-los. São significativas as palavras dos guardas do templo quando foram enviados pelos líderes religiosos para prenderem Jesus. Ao retornarem aos seus líderes, sem Jesus, declararam: “Jamais alguém falou como este homem”.
A liderança e as ações ministeriais de Jesus eram governadas pelo amor. Expressava-o pela sensibilidade às carências da multidão e pelo respeito às fragilidades dos limites humanos. Seu coração de pastor amoroso ao ver a multidão se enternecia por ela e O movia a servi-la com o ensino, pregação, curas de enfermidades e deficiências físicas, libertação de demônios e ressurreição de mortos. Ele se oferecia por completo no atendimento integral de quem O procurava.
Jesus tinha consciência da grandeza da missão e da carência de ministros para executá-la, Esse contraste tem acompanhado a igreja em sua história. A recomendação de Jesus é que peçamos insistentemente ao Senhor do campo a ser cultivado que envie obreiros para colherem os frutos. Nesse pedido nos colocamos à disposição para sermos chamados ao serviço. É honroso servir ao Senhor em Seu Reino.
O Senhor Jesus cumpriu plenamente o ministério entregue pelo Pai e preparou discípulos para darem continuidade ao que Ele iniciou. Deixou Sua vida como exemplo e apresentou uma série de estratégias espirituais para que Sua igreja exerça com excelência o ministério que lhe foi entregue e enunciado claramente no Seu retorno ao céu: “Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos. Mateus 28. 19 – 20.
Após dar esse mandamento final, o Senhor Jesus voltou ao lugar de onde viera, a Casa do Pai. Cumpriu plenamente o ministério que Lhe havia sido entregue na eternidade e nos deixou a responsabilidade de cumprir o ministério que nos entregou. João 20. 21.
O ministério tríplice do Senhor Jesus, ensino, pregação e curas, será exercido pela igreja de Jesus Cristo até o Seu retorno para buscar os salvos que comprou para Deus com a entrega de Sua vida em nosso resgate. O preço exigido pela justiça de Deus para a nossa salvação foi pago e em Cristo o amor de Deus, imerecido por nós, foi contemplado e agiu em nosso benefício.
A igreja de Cristo está autorizada a prosseguir no mesmo caminho iniciado por Seu fundador e que a conduzirá à Casa do Pai. Escolher um caminho diferente, com outro evangelho, outro ensino e curas não promovidas por Jesus Cristo são evidências da igreja apóstata, da igreja cujo fundamento são homens e não Jesus Cristo. O céu está reservado apenas à igreja de Jesus Cristo. Mateus 7. 13 – 27,
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O ministério exercido por Jesus Cristo no passado é o mesmo que a igreja deve exercer no presente.
- A liderança que devemos exercer na igreja deve levar em conta a liderança ministerial de Jesus.
DETALHES
- Jesus se deixou governar pelo amor de Deus em Seu ministério. Jamais se afastou dessa ênfase ministerial.
APLICAÇÃO
- Seguir os passos de Jesus no exercício do ministério concedido a mim pelo Espírito Santo na igreja de Cristo.
PENSAMENTO
Jesus Cristo é o cabeça da igreja. Dele vem o comando para as ações ministeriais na igreja e através dela.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“...a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita”. Mateus 9. 37 – 38.
ORAÇÃO
Inclua-me Senhor em Teu chamado para participar da grande colheita iniciada por Ti e que prosseguirá até o Teu retorno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário