quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mateus - Estudo 74: LAMENTAÇÕES DE JESUS SOBRE JERUSALÉM – cap. 23. 37 – 39; Salmo 109. 17.

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Mateus 23. 37 - 39
- Jesus lamenta o tratamento perverso dado por Israel aos servos de Deus. v. 37a.
- Jesus lamenta a rejeição de Israel ao tratamento carinhoso que lhe havia dado. v. 37b. 
- Jesus prevê a destruição de Jerusalém devido ao predomínio da perversidade. v. 38.
- Jesus anuncia a Sua partida, ausência temporária e recepção que receberá no futuro ao entrar como rei messiânico em Jerusalém. v. 39; 21. 9; Zacarias 12 – 14. 
Lucas 19. 41 – 44
- Jesus chora ao ver antecipadamente o que ocorreria com Jerusalém num futuro bem próximo. v. 41.
- Jesus lamenta a rejeição de Jerusalém ao Príncipe da Paz. A incredulidade havia provocado a cegueira espiritual deles. v. 42. 
- Jesus prevê o cerco de Jerusalém por seus inimigos. v. 43.
- Jesus prevê a destruição de Jerusalém porque ela havia rejeitado a oportunidade de restauração espiritual trazida pelo Messias. v.  44.
VISÃO GERAL
Os evangelistas Mateus e Lucas registram duas lamentações de Jesus sobre Jerusalém. Elas se completam.  Em ambas vemos a manifestação da tristeza de Jesus ao ver que os seus irmãos de pátria O rejeitaram como o Messias anunciado pelos profetas antigos e mais recentemente pelo profeta João Batista. Além disso, rejeitaram a declaração divina que apresentou Jesus, o Cristo, ao mundo como Filho de Deus. Um povo que não ouve as Escrituras e nem a Deus afasta-se das bênçãos divinas e se expõe a Sua ira. Gênesis 3. 15; 49. 10 – 12; Isaías 7. 10 - 15; 9. 1 – 6; 40. 1 – 11; 53; Salmo 22; Miquéias 5. 2; Zacarias 9. 9.   
Durante três anos de ministério o Senhor Jesus apresentou todas as credenciais e argumentos que confirmaram Sua origem divino/humana e missão. O povo e a liderança religiosa foram testemunhas oculares e beneficiários dos milagres de Jesus.   
Jesus fez tudo o que o Pai determinou e com isso tornou injustificáveis quaisquer desculpas de Israel no dia da inevitável prestação de contas.
Infelizmente Israel como nação estava decidida a rejeitar a salvação ou a vida eterna oferecida por Deus na pessoa de Jesus Cristo. Sua crença na unipessoalidade divina a privou da Graça de Deus.  
A rejeição de Israel ao Filho de Deus ofendeu o Pai. Sua Palavra e plano de salvação foram desacreditados por aqueles a quem havia amado desde a eternidade e que continuou amando na história a partir de Abraão o primeiro judeu e de origem gentia.
A história tem provado que a  rejeição ao amor de Deus traz conseqüências espirituais e materiais extensivas a todas as áreas da vida.
A nação de Israel, devido à incredulidade vendou seus olhos para não ver e não receber as maravilhas da Graça de Deus.
 Após a morte e ressurreição de Jesus seguidas pelo Seu retorno à Casa do Pai, os israelitas foram, mais vez. expulsos da terra prometida a Abraão. Deus os considerou indignos para continuarem sendo abençoados ali. Dispersos pelas nações a nação de Israel sofreu inominável rejeição e sofrimento. Após a disciplina o Senhor, mais uma vez, se lembrou dos descendentes de Abraão e decidiu abençoá-los. Em nossos dias, Israel e em especial Jerusalém, amadas e abençoadas por Deus, se preparam para viverem os últimos dias da história.
FOCALIZANDO A VISÃO
Jesus amava Jerusalém, cidade conquistada dos jebuseus por Davi. 2 Samuel 5. 6 – 10. Sua história registra constantes ataques dos inimigos seguidos por diversas reconquistas. A última delas ocorreu na Guerra dos seis dias em 1967.     
Cessadas as batalhas, a cidade se reergueu das cinzas, aprofundou as raízes no Senhor e como a videira, fortaleceu o tronco que se distribuiu nos ramos. Destes brotaram vigorosas folhas verdes seguidas pelas flores das quais vieram os frutos que resultaram em abundante colheita. Essa foi, é e será  a história de Jerusalém até o seu final conforme registro profético nas Escrituras.
Em conformidade com a bênção de Deus dada a Abraão por ocasião de sua chamada, uma verdade é incontestável: em torno de Israel e Jerusalém gira a história das nações do mundo quer amem ou odeiem o povo a quem Deus elegeu em Abraão. Os filhos de Abraão descendentes de Ismael também estão incluídos nas bênçãos divinas. Gênesis 12, 16, 17. 21. O amor fraterno a existir entre os descendentes de Isaque e Ismael foi anunciado profeticamente em Genesis 25. 7 – 10.   
Os olhos do Senhor estão permanentemente sobre Jerusalém cidade onde Deus, o Pai, estabeleceu com a humanidade pela mediação do Espírito Santo a Nova e Eterna Aliança em Jesus Cristo, o Messias, à qual são convidados judeus e gentios. 
Outra razão pela qual os judeus amam Jerusalém é o fato de que nela foi edificada a Casa do Senhor, um sonho do rei Davi  concretizado por seu filho Salomão. A rebeldia de Israel atraiu a ira do Senhor que usou os babilônios para reduzir a cinzas o templo, tido como amuleto por alguns, e a cidade de Jerusalém. Jeremias 7. 1 – 15.
Após disciplinar o Seu povo, o Senhor reaqueceu o amor por Israel e no tempo devido  levantou um estrangeiro, o rei Ciro, persa, para reerguer o templo e a cidade.  Esdras, Zorobabel e Neemias participaram desse projeto até o final com o incentivo dos profetas de Deus Amós e Zacarias.
Com o domínio  dos romanos na Palestina o segundo templo, menor em riqueza que o primeiro construído por Salomão, foi reaproveitado e ampliado, por Herodes, o grande. Grandes pedras e torneadas colunas deram solidez ao prédio. O que de mais belo havia na arquitetura greco-romana em termos de acabamento foi utilizado na construção desse segundo e majestoso templo erguido no monte Moriah. 2 Samuel 24. 24 - 25; 1 Crónicas 21: 24 - 30, 22. 1.
Com o renascimento da rebeldia, da incredulidade e da hipocrisia em Israel e a perversidade demonstrado ao Filho de Deus, o juízo divino não tardou e Jesus lamentou o que ocorreria com o tão querido templo e a cidade amada.
Por ocasião das principais festas judaicas estabelecidas pelo Senhor, os judeus vinham de todas as partes a esse local separado para o culto a Deus e irradiador da espiritualidade e da cultura judaica.
Durante o Seu ministério terreno o Senhor Jesus visitou Jerusalém por várias vezes e o templo foi utilizado por Ele para o ensino das Escrituras, revelação de Sua messianidade, filiação divina e Divindade. Nesse local ocorreram os grandes confrontos entre Jesus e a liderança religiosa judaica. Nos arredores do templo multidões se aglomeravam para ouvir o Senhor Jesus discorrer com autoridade sobre as Escrituras e ver as maravilhas que operava pela ação do Espírito Santo em Sua humanidade. Nessas ocasiões o Senhor Jesus anunciava o Evangelho da reconciliação e do compromisso com Deus que proporciona salvação e vida eterna a quem acolhe a Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, como  Senhor e Salvador.
Já nos últimos dias do Seu ministério terreno, o Senhor Jesus ao revisitar a história da cidade lamentou a atitude dos moradores de Jerusalém que no passado  haviam sido rudes com os servos de Deus. Não desejaram ouvir através deles a Palavra de Deus e o convite ao arrependimento para andarem no caminho da retidão. A uns, humilharam, a outros torturaram e mataram. Aproximava-se o dia quando fariam o mesmo com o Filho de Deus.  A ira divina, com certeza se manifestaria, mais uma vez, sobre a nação israelita, como ocorrera no passado. O caráter divino não se mantém inerte diante do que Ele vê e ouve. Responde com justiça quando a rebeldia humana se mostra insensível ao Seu amor, paciência e misericórdia. Um povo que ignora o seu passado, no presente não construirá um futuro melhor.
Em Suas lamentações sobre Jerusalém o Senhor Jesus declarou que o Seu amor O impelia a proteger Israel e Jerusalém de tudo o que lhe causasse dor e tristeza. Como a galinha usa suas asas para proteger sua prole, da mesma forma Jesus estaria disposto a livrar Israel do que lhe estava reservado caso não permanecesse na rebeldia contra Deus e os Seus servos.
Infelizmente o povo não levou a sério as palavras do Senhor Jesus e decidiu ignorar Sua mensagem.
Diante desse quadro cumpriu-se a Palavra de Deus dada ao profeta Azarias quando alertou Asa, o rei de Judá, reino do Sul: “O Senhor está com vocês quando vocês estão com ele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem, mas se o abandonarem, ele os abandonará”. 2 Crônicas 15. 2. (NVI).
Na lamentação sobre Jerusalém, o Senhor Jesus  afirmou que a cidade voltaria a ficar deserta e o templo, orgulho dos judeus, seria totalmente destruído.
Os profetas de Deus afirmam nas Escrituras que chegará o tempo quando o templo será reerguido no mesmo local onde foi destruído porque não há outro mais adequado que este, dando assim cumprimento ao voto de Davi. As Escrituras são inerrantes porque o Deus da Palavra cumpre Sua Palavra. Isaías 40. 7 – 11. Nesse tempo Israel receberá e saudará o Messias como o Bendito do Senhor. A convicção que faltou na declaração por ocasião da entrada triunfal de Jesus, o Messias, em Jerusalém em Sua primeira manifestação, será ouvida quando vier livrar Jerusalém em seu maior momento de angústia não visto ainda na história do povo de Deus. Zacarias 12 – 14.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- As lamentações de Jesus sobre Jerusalém mostram o quanto Deus nos ama e como devemos amá-Lo.
DETALHES
- Jesus fez o que lhe era possível para salvar da destruição a cidade que amava. Nada mais pode fazer quando o juízo divino se derramou sobre os rebeldes.
APLICAÇÃO
- Deixar-se amar por Deus.
PENSAMENTO
Um povo que ignora o seu passado, no presente não construirá um futuro melhor.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos”.
ORAÇÃO
Dá-me Senhor um coração sensível aos Teus sentimentos e vontade.  

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